Langkawi na Malásia

Está tudo AQUI, com fotos e tudo. Até porque eu perdi o cartão de fotografias da Tuxa com os primeiros dez dias de viagem e o mínimo que posso fazer é deixá-la postar as fotos e copiar o post, certo? :)))
Se quiserem saber onde ir, o que fazer, o que fizemos e o que são as praias e spots maravilhosos aqui fotografados, é ir à página da “senhora” que eu tenho que ir ali estudar pro exame de CISA.
Já agora, gostei muito de Langkawi, é mesmo assim, lindo de morrer.
Comi os dois caranguejos sozinha, carregados de gengibre e alho. Acho que jamais vou perdoar a Tuxa por me obrigar a debelar os dois bichos “sola”.
E preparem-se pra mergulhar com a brigada do véu, faz parte.
Já agora e pra acabar, houve uma indiana de camisola e calças de ganga que perguntou à Tuxa se era possível fazer snorkeling sem saber nadar. Ao que ela respondeu extremamente séria e compenetrada (ao ponto de EU pensar que ela estava a falar a sério): poder pode…., sobe as calças, enfia a máscara na cara, dobra-se e espreita lá pra dentro.
Não me mijei a rir por muito pouco.

Tuxazinha, podes continuar a bombar posts ó fais favô que como o meu iPod teve um fanico já não tenho mais posts escritos e as ideias andam fraquiiinhas, fraquiiinhas! Agradecida!
(cheira-me que ainda vou levar no focinho por me estar a armar em esperta!)

Batu Caves

Indiscritível. As imagens impressionantes que vão ver foram tiradas por mim enquanto eu própria ficava doida com as loucuras que as pessoas cometem em nome da religião.

Todos os anos os Hindus da Ásia vem em perigrinação ao Deus da guerra que venceu o mal com a sua lança. A lança chama-se “vel”, palavra proferida repetidamente e incessantemente pelos peregrinos que estão em transe (na sua grande maioria) e que se mutilam com ganchos espetados nas costas ou na língua ou ainda na cara atravessando-a de um lado ao outro. Pedem bençãos enquanto repetem vel, vel, vel com olhares esgaseados e assustadores. Têm uma tinta vermelha em pó dentro da boca (eu pensava que era sangue, ia-me dando uma coisinha má!) que não lhes permite fechar a boca (dizem que a tinta terá uma espécie de químico que é alucinogénico, mas não tenho a certeza) e entram num cortejo que os leva até ao cima do escadório. Uns carregam vasilhas de leite outros um andor que pesa muitos muitos kilos aos ombros com os ditos ganchos espetados nas costas com limas ou cocos pendurados.

As emoções e as sensações que tive ao ver tudo isto ao vivo e a escassos centimetros de mim sao o “algo” que nao consigo descrever. Ainda hoje me arrepio toda, imaginem na hora e local.
 
(A Tuxa explicou as suas sensações e postou as fotos no blog dela. Cliquem aqui pra verem mais)

E aqui estão dois vídeos feitos por mim para verem o que eu vi:

 

Uma Indiana que pediu pra nos tirar uma fotografia. Eu já sabia que ao sermos branquinhas seriamos alvo das fotos deles, por isso retribui e tirei-lhe uma foto a ela a tirar-nos a nós! Foi ela por ela, certo?

Melaka e eu

A vaca não nos larga e nós adoramos que ela esteja connosco.

Toda a gente me disse que Melaka nao valia um palito, mas nós adoramos.

Chegamos e entramos num restaurante com aspecto muito local (gostamos de eufemismos! Era um pardieiro com o aspecto mais chunga, mas estava cheio de gente!) onde devoramos uma data de cenas que não sabíamos o que eram. Isto porque a Tuxa decidiu que em roma sê romano e pôs-se atrás das pessoas numa fila de aparente self-service e mandamos tudo pra dentro do prato excepto o que tinhamos visto e curtido: caranguejo a la “Anthony Bourdain” com alto aspecto.
Sentamo-nos, tudo a comer a comida com a manápula, assim amassadinho no prato, e nós de garfo. Ainda estavamos armadas em finas. Lá apareceu um senhor a servir à mesa, pedimos o caranguejo e ele avisou “that’s expensive!” “How much?” 15 ringuits cada dois ou seja, 5 euros :))) VENHA! Apareceu-nos com dois bichos mergulhados em gengibre e leite de coco, lima e açafrão.. Don’t try that at home! Nunca vai ficar igual!!

A rebolar de comida e com a boca em chamas do picante, fomos conhecer a cidade. Entramos num barco hop-on hop-off e vimos uma zona junto ao rio que é uma autêntica obra de arte. Saimos ali e encontramos uma guest house. Tanto Gonçalo Cadilhe eu li, que embiquei que queria experimentar lá ficar. Todos uns 10 euros por pessoa e conseguimos a candidata a noite mais mal passada da viagem: os colchões tinham bossas e a Chinatown acontecia encostada a nossa janela.

Mas muito antes disso batemos a Chinatown de Melaka e os bairros adjacentes. Ambas adoramos. Eu pessoalmente até fiquei com vontade de ir à China. Mas em Melaka o que achei verdadeiramente espectacular foi a confluência de culturas e a harmonia com que se juntam Chineses com Muçulmanos, Malayos e até Portugueses. A cidade é pequena mas muito rica em detalhes. Cheira mal, há zonas onde cheira a esgoto e embrulha o estômago, mas tudo o resto compensa as arcadas ocasionais.

Estes Senhores bombam música aos gritos enquanto passeiam romanticamente os turistas. Tenho um video que posto depois só pra terem noção do maravilhoso (not!) que era. O carro, quanto mais folclórico, melhor.

Joana, este é pra ti!

É de pequenino que se torce o pepino!

É de pequenino que se torce o pepino!

Uma Igreja dos “trezentos”

Cada um tem o direito de sonhar o que quer e como quer!

Estavam todos a dançar ao compasso e só podia entrar pra dança quem tivesse a camisola do clube. A sério.

O melhor restaurante em Melaka (Joncker88)

Garanto que tinha melhor aspecto que na foto e que estava uma delícia! Foi comer até rebolar!

Era feriado na cidade porque tinha havido 3 feriados: um chinês, um muçulmano, e outro que não entendi e que deu origem a este “puxar” de carroça. Estavam todos contentes, isso é o que interessa!

Kuala Lumpur e eu

O ponto alto de Kuala Lumpur: a banhada que é subir à KL Tower e ter como complemento um passeio de charrete… A volta do parque de estacionamento :))) o cansaço de 27 horas sem dormir fez-me rir durante mais de uma hora. O passeio durou toooodos uns DOIS minutos! Mostravamos uma foto mas o passeio foi demasiado curto e nao deu tempo. Candidato numero 1 a barrete da viagem!

Muitas torres, muitos andares, muita publicidade, a autêntica visão duma Nova Yorque da Ásia que eles tanto gostariam de ser, só que sem historia, plantada no meio da selva, sem grande charme ou carisma. A Merdeka Square é sumptuosa porque retém edificios antigos, um palácio imperial com uma beleza mais imponente que qualquer um dos 68 centros comerciais. Até agora houve duas coisas que realmente me surpreenderam: a confluência e convivência pacifica de tantas raças, culturas e religiões- indianos, chineses, malayos e ocidentais vivem em harmonia; e um templo hindu lindissimo entalado entre torres no meio da little India.

Um aparte: nao vimos um unico cão o dia inteiro, nem com donos nem vadios! Vimos UM gato esparramado à sombra já pelas 5 da tarde em frente a uma garagem.

Recomendamos o hotel Kuala Lumpur City Center, bem nice.

E o centro de informações da Malasya fica ao pé das Petronas e foram fundamentais pra nos ajudar a planear o resto da viagem: primeiro dia em KL, segundo em Melaka, passamos lá a noite, voltamos a KL pra ir às Batu Caves ver o festival no quarto dia. Vindas do festival metemo-nos no avião pra Langkawi onde vegetamos até dia 9, dia em que voamos pra Bali.

Que a “vaca” permaneça connosco!!
 
A Tuxa postou as minhas melhores fotos, mas como fui eu quem perdeu o cartão da máquina dela com as fotos dela é melhor não me esticar e por aqui outras e dar-vos o link pro blog dela onde estão as restantes:
 
(aqui o link pra descrição feita pela Tuxa sobre Kuala Lumpur e demais fotos)
 

O meu sorriso 31 de despacha lá isso que eu estou demasiado branca pra sair em fotos!

Há empregos que realmente não se desejam a ninguém.

O cúmulo que vimos, além de montes de pessoas a dormir em horário de expediente, foi o “trabalho” duma senhora que estava à porta da torre a PASSAR os bilhetes das nossas maos para as maos dum senhor que os rasgava. Seriously?

Merdeka Square

Traje tradicional Malayo

A historia da mochila

(eu sabia que tinha escrito um post pré-viagem em que já recomendava a Tuxa!)

Eu nunca fiz backpack. Tanta viagem no lombo e nunca tinha experimentado ser turista mochileira. Comecei a viajar depois da faculdade e por variados motivos nunca tive de recorrer a bela da mochila as costas, nem vontade havia. Fiz duas viagens de resort na vida, muitas de veleiro com mala flexivel, mas nunca tive de “alombar” com a mochila ou fazer o tipo de ferias associadas a mesma.

Era virgem de mochila, portanto.

A primeira parte da aventura foi fazer uma seleccao do que podia levar e nao podia pesar mais de 13 kilos (que é mais ou menos um quarto do meu peso, como recomendado).

A segunda parte da aventura foi enfiar tudo numa mochila de 60 litros.

A terceira parte foi por e tirar tudo de dentro da bicha durante 20 dias!!

A Tuxa chorava a rir cada vez que me via debater com a dita cuja. Ja eu bufava e espumava e insultava as sandalias a mais, as calcas a mais, a roupa interior a mais, o tudo a mais que levei e o tudo que me faltava.

Mas foi a pala da dita que pude ficar em sitios diferentes, conhecer pessoas espectaculares e muito viajadas e receber inúmeros sorrisos de gente em igual condição. E a solidariedade do mochileiro não tem fim.

Aprendi uma grande lição, ou melhor, várias! E fiquei viciada. Abriu-se um novo ciclo de viagens na minha vida que duvido que tenha fim a vista. Obrigada Cadilhe!

Are you talking to me? Tenho sono!

Não bule senão tomba!



(o Chinoca insistiu em ficar na foto)

 P.S.: um post scriptum mais importante que o proprio post – de mochila as costas so se viaja sozinho ou com um mega companheiro de viagem, que tenha tanto ou mais espirito que nós, que seja ultra desenrascado e com muita vontade de engolir o mundo. Que tenha os mesmos gostos em viagem que nós, como exemplo, que seja fã de bater todos os restaurantes (especialmente os mitras!) ou que goste de ir as compras ou que goste e de primazia a museus. A Tuxa foi das melhores companheiras de viagem que já tive, senão a melhor, e daí ter ficado com o gosto pela mochila. O meu sincero obrigada é mesmo pra ela.

Coisas que eu nunca tinha feito

– Backpacking: nunca tinha andado de mochila às costas, ever. Estou viciada;
– Meter-me num metro com milhares de pessoas ao mesmo tempo. Tenho verdadeiro pânico de multidões e um medo horrível de ser espezinhada. Mas fui na mesma;
– Dormir numa guesthouse de backpackers;
– Viajar com Indianos cobertos até aos colarinhos enquanto eu derretia literalmente de calor;
– Andar de mota à pendura do lado esquerdo da estrada com loucos vindos de todas as direcções;
– Entrar em hotéis 5 estrelas à cara podre, sem estar alojada no mesmo, só pra ir beber um gin tónico de fim de tarde;
– Alojar-me num hotel com mais estrelas do que as que consigo contar onde o lema era: whatever, whenever e havia porcos com asas em todas as janelas;
– Negociar um aluguer dum carro sem contracto mas com “seguro incluído”;
– Conduzir do lado esquerdo da estrada;
– Conduzir uma carrinha sem embraiagem, com os travões em fanicos, completamente estraquinada, e sobreviver pra contar a história;
– Não ter sítio marcado pra dormir e arranjar quartos em qualquer lado, a qualquer hora, no dia, no acto, na hora;
– Não ter uma rota completamente pré-estabelecida e valer-me das dicas de outros viajantes e dos seus guias;
– Usar um guia de viagem;
– Negociar quartos, transportes ou actividades.
– Perder um passporte;
– Depender do dinheiro dos outros – nunca na vida perdi o meu visa ou tive que recorrer a dinheiro emprestado numa viagem;
– Fazer uma viagem com mais de 4 amigos sem qualquer stress. Éramos 14 e correu lindamente, muito acima do que esperava ou do que supunha ser possível.
– Andar, tocar ou sequer aproximar-me de um elefante;
– Comer em warungs;
– Conduzir na cratera de um vulcão;
– Ir a uma festa de transe psicadélico;
– Fazer snorkeling, muito menos em mar aberto;
– Encontrar as minhas Havaianas nos pés duma Japonesa.

Agora que já vos abri o apetite q.b., imaginem aquelas coisas todas que sempre disseram que não fariam e imaginem-se a fazê-las: foram de férias connosco.

Eu tinha aqui um post a falar da Tuxa em viagem antes sequer de partir

mas não o consigo encontrar. Dizia qualquer coisa como: ainda não partimos e já sei que vai ser uma excelente companheira de viagem!

Agora que já fomos e voltamos posso dizer a verdade:

é melhor que o que eu pensava!

Nós fomos escrevendo uns posts, cada uma os seus (nos meus tenho algumas frases dela) e vamos postar cada uma no seu respectivo blog. Ela disse-me que tinha um post pra mim, e eu tenho uma frase pra ela:

não vai ser fácil encontrar uma companheira de viagem como sua “celência”, com mais pedalada ainda que eu, sem medos, sem barreiras, com uma paciência infinita e uma capacidade de resolução e de optimismo ainda maiores que os meus. Deixou-me a um canto, é o que vos digo.

No que depender de mim minha amiga, vais ser escolha número 1 para qualquer viagem que eu faça. Não desfazendo nas outras excelentes companhias de viagem (é claro!) depois desta viagem fiquei com a certeza absoluta que és “material todo o terreno”. Há pessoas com quem passeamos de veleiro, há outras com quem fazemos viagens de carro, depois há aquelas com quem vamos com tudo marcadinho, outras com quem se faz cidade, e outras, mesmo muito poucas, com quem se pega numa mochila às costas e se vai correr o mundo sem grandes planos, on the road, sempre prontas pra tudo, qualquer eventualidade e capaz de fazer face a qualquer desafio e achar o máximo que haja desafios cada vez maiores pra superar. A Tuxa é uma dessas poucas.
Valeu Amiga, foi em grande!

Monte Batur, perto de Ubud, Bali 2012