Há uma coisa que me provoca espasmos na Holanda. Pronto, há várias, mas esta é a principal. O facto de acharem que ter filhos em casa e sem epidural “é bem”.
Não é. Nunca vai ser. Não acho normal. Não acho seguro. E se estar grávida não é doença (obviamente que não é), as complicações de parto podem ser muitas e inesperadas e ora bolas, se evoluímos até ao século XXI, porque raio havemos nós de andar pra trás no tempo só pro Estado Holandês poupar uns cobres brutais? Nem pensar.
Eu não tenho expectativas de ser Mãe, mas se o for algum dia, e se por acaso me acontecer estar na Holanda, vos garanto por quem sou, pelo nome que tenho, que me meto num avião e o vou ter a uma clínica em Portugal, porque esta treta hippie de dar à luz filhos dentro de água nem com a lavagem cerebral Holandesa lá vai. E não, não vou ficar orgulhosa por morrer de dores enquanto faço passar 3 kilos e tal de gente por um buraco com 10 centímetros (pós dilatação, e se for mais corrijam-me que eu nunca dei à luz). Venham de lá as drogas que eu cá sou anti-dor.
Esta moça Canadiana converteu-se, como muitas das minhas amigas, e a única coisa que tenho a dizer é que realmente deve haver muita hipnose no processo, porque eu não consigo, mas é que sou INCAPAZ de compreender como é que mulheres inteligentes e racionais alinham nesta ideia de parir em casa. Nunca, nunquinha, ever in my life!

Assino, subscrevo, corroboro e demais sinónimos existentes. Bendito inventor o da epidural, é só o que vos digo. Se pode ser uma coisa bonita, com o minimo de dor e sem ficar toda a gente derreada, para quê contrariar? Aliás, aproveita-se muito mais a criança se não estiveremos de tal maneira exauridas no pós parto que nem os olhos mexem. A epidural ajuda a aproveitar o momento na íntegra. Andorinha, estou contigo. Tu não te deixes hipnotisar.
Se algum dia me contrariar, estás intimada a vir dar-me estalos bem fortes até me passar. Palavra de Sofia.
Ahahah!
Mas a moça não se converteu ao parto em casa… "só" se converteu ao drug free!
E sou muito sincera….. acho que sendo no ambiente controlado do hospital, porque não? Mas claro… isso sou eu que sou meia tola! 😛
Concordo totalmente contigo Andorinha. Há por aí de facto muita lavagem ao cérebro.
Eu nunca, por nunca ser entraria numa de querer ter filhos em casa, a minha mãe já não o quis fazer, quando ainda
por cá era a forma que nas vilas e aldeias se tinham os filhos. A Adelaide de Sousa, sabes quem é? Apresenta um programa na SIC Mulher. É casada com um americano, também aderiu à tendência e por sorte, muita sorte mesmo, sobreviveu ela e a criança. As coisas correram muito mal, acabou por ir ter a criança a um hospital, depois de ter sofrido horrores em casa e de terem ambos (bebé e mãe) estado em risco de vida.
Ter uma criança é natural, pois é, mas às vezes complica-se.
Para mim, isto está ao mesmo nível dos pais que decidem não vacinar as crianças…
haha tenho tido exactamente a mesma discussão com a minha flatmate, também ela portuguesa, cá por casa. Ela tem precisamente a mesma opinião que tu 🙂
Essa moda também já chegou a Portugal. Ainda na semana passada deu uma reportagem sobre uma enfermeira que está a ser processada por negligência em casos de partos em casa. Eu também não percebo esta coisa da humanização do parto. Quer dizer, há uma grande evolução na medicina, aparecem medicamentos para reduzir as dores, as taxas de mortalidade no parto diminuem drasticamente e o que é que se faz? Voltar atrás no tempo… Bora lá ter todas as dores e mais algumas e arriscar a nossa vida e da criança também… Se algum dia parir, quero as drogas toooooooodas (e mais alguma que por lá tenham…)
Os partos naturais e em casa são uma muito moda perigosa (olha a Adelaide de Sousa, a apresentadora, que quase morreu).
Acho que essa moda faz parte do processo deles de "regresso ao passado": na Holanda as mães trabalham muito em part time ou deixam de trabalhar depois de terem os filhos. Eu nunca deixaria de trabalhar (acho que a minha avó me deserdava). 🙂 Não só por motivos financeiros mas também por realização profissional e pessoal.
Em parte, acho que a Holanda é um país muito avançado, mas as holandesas estão a voltar muito ao passado.
Beijinhos!
Nop, that's not for me. Não sei se um dia serei Mãe (de um filho nascido de mim, até porque quero adoptar) mas tudo o que me possam dar para me deixar completamente drogada, bota pá veia. Se estiver a dormir, melhor ainda. Mas a minha Mãe defende tudo "ao natural". Diz ela "ahh são umas choramingas estas mulheres a tomar anestesias. Eu tive os meus sem nada e assim é que tem que ser". Enfim, não posso trocar de Mãe por isso tenho que "levar" com isto…:)
Beijinhos
Tive uma manager aí na Holanda que é russa. Ela não foi nada nessas conversas e teve os dois filhos no hospital holandês. Aparentemente, o segredo é falar com o médico como se uma reunião de trabalho se tratasse ;-p Contava ela que chegava ao consultório e punhas as cartas em cima na mesa: vou para o hospital, quero epidural, etc, etc e "mai nada"!
Eu fui mãe na Holanda há pouco mais de dois anos e nunca mas nunca considerei a hipótese de ter o parto em casa. A minha vontade sempre foi respeitada, claro que me perguntaram se queria ter o meu filho em casa ou no hospital mas a partir do momento em que deixei bem clara a minha vontade não houve nenhuma tentativa de lavagem cerebral.
Em relação à epidural foi a mesma coisa, no hospital sugeriram-me controlar a dor com banhos quentes. Aceitei sempre com a condição de ter a epidural assim que eu achasse necessário. E se foi necessário, o puto estava mal encaixado e as dores eram mais que muitas. Aí pedi logo a epudiral que me foi dada sem nenhuma discussão.
A minha experiência foi extremamente positiva e fui muito bem tratada por toda a gente durante a gravidez e o parto. Respeita-se muito a mãe, o pai não é só um figurante mas é também incluído em tudo e isso é muito bom. Melhor ainda é a enfermeira que vem a casa tratar da mãe, do bebé e da casa na semana a seguir ao nascimento!
Concordo.
Eu já fui mãe e passei a admirar as nossas mães, que na altura não havia anestesia, pois são dores horríveis e ter que aguentar o parto todo é de deixar uma pessoa exausta.
Eu tive no Hospital de Braga e quando fui para a sala de partos pedi logo epidural e de facto é outra coisa.
Depois da anestesia podem-te fazer tudo que tu está na maior.
beijos.
vidali.blogs.sapo.pt
Nem mais! Também já tive essa discussão há uns tempos e agora parece que é realmente moda "ah, vamos todos voltar ao antigamente, onde era tudo natural e humano". Hmhm. E onde morriam na boa só por ter um filho. Para mim não, obrigadinha. Quando chegar a minha vez, quero as drogas todas e o apoio médico que o desenvolvimento da ciência me permitiu!
Nestes Países um dos pais passa a trabalhar part time ou deixa de trabalhar porque é mais vantajoso em termos financeiros, colocar uma criança antes dos 3 anos na escola vai para cima de 1000 euros, imagine-se mais que uma. Eu gosto muito de trabalhar mas provavelmente com filhos pequenos e vivendo num Pais onde isso se passa ponderaria o part time por uns anos.
Venham as drogas todas 🙂 junkie style! 😀
Eu entendi que tb deu à luz em casa…
E não é uma questão de tola, é de tolerância à dor ou nunca teres parido 😀
Ui ui, isso então é que me faz fritar de vez. Há malta que é tão naturista que se torna estúpida. Todos os fundamentalismos são idiotas e pra mim isso de não vacinar as crianças é um fundamentalismo.
Zôzô, como diz a Cor do Sol, é caro e de que maneira. Um miúdo com menos de 3 anos na creche custa 1500 euros por mês. Faz muita diferença se tiveres 2 e 3 como é o caso das Holandesas. Normalmente não deixam de trabalhar completamente (isso são as americanas), passam é a trabalhar 3 a 4 dias por semana pra conseguirem que a creche seja menos pesada. Também há casos em que é o Pai que deixa de trabalhar. Não é nada sexista. E tb não é de regresso ao passado, sempre foi assim, tanto quanto eu sei.
O pior dos partos naturais na Holanda é que, como diz a Canadiense, não é uma moda. É cultura. 25% dos partos na Holanda são em casa, há muito! Não é de hoje!
Não fazia ideia da Adelaide de Sousa.
Concordo em número e género e grau!
E se a criança estiver ao contrário? Se não descer? Se houver coisas que não se previu como não dilatar? Esta malta vê filmes a mais sabes. Garanto-te que a Adelaide de Sousa mudou muita gente de ideias. Ao menos isso!
E se a tua é diferente sofres da mona. Não querer drogas até aceito, agora achares que parir em casa é bem: tu sofres!
Antigamente não havia epidural, mas havia maternidades. A minha Mãe tb não tomou, e segundo o que sei fui um parto fácil, mas nem sempre é assim. Não precisas de trocar de Mãe 😀 eu tb farto-me de aturar "ideias peregrinas" da minha (ela acha que a pílula me faz muito mal e que o melhor é mesmo…a abstinência! Não é lindo? lol)
É maaaisó menos. Amigas minhas tentaram e uma delas safou-se pq é asmática e eles acharam melhor ela dar à luz no Hospital. Eu já tentei a abordagem do quero isto e mai nada, e levei um manguito que nem te digo nem te conto! Não me fizeram a ecografia mamária como lhes pedi, disseram que só a mulheres a partir dos 50 anos. Antes dos 50 não se tem cancro de mama, sabes?
Enfim…
Olá Teresa, convém esclarecer que a "lavagem cerebral" é feita pelas midwives e que não é propriamente uma lavagem, é um convencer devagar devagarinho amigas minhas, que eu pensava que jamais alinhavam num parto em casa, a terem a criança em casa e na água e o camandro.
De qq forma, é como disse lá em cima, eles tentam até ao limite convencer-te que estão a dizer-te que sim, mas estão-te a enrolar. O certo é que sim, respeitam-se os Pais, mas não há maior respeito por todos os envolvidos que pelo dinheiro nos cofres do estado. Mas concordo plenamente que ter a enfermeira na semana seguinte é um luxo. As minhas amigas tiveram e ficaram felicíssimas e realmente é óptimo. De qq forma, continuo a ser como Tomé. Na Holanda a saúde: é ver pra crer. Mas obrigada pelo teu testemunho 😉
Drogas ao poder! 😀 Beijinhos, Parabéns 😉
Aqui não é moda. É cultura!
Eu lá me importo se vejo ou não a criança a sair? Como disse a freemind, eu quero é conseguir olhar pra ele a seguir!
Na Irlanda é o mesmo. Papanicolau so a partir dos 25, passo a vida aqui a dar o exemplo da minha mãe às minhas colegas que ficou doente aos 39 tinha uma miúda de 18 com o mesmo problema que ela na cama ao lado.
Ahahah o que eu me ri agora. Mas vá, temos que admitir que tem o seu quê de razão. Mas queres-te rir? Tenho uma amiga que a Mãe parece nascida fora deste mundo. É de Melgaço (lá no meio dos montes mesmo) por isso imagina o sotaque "lá de riba". Então a mulher diz um dia à filha "Ahhh xua dexgraxada, a infiar exas coujas. Ixo é couja do demo. É que chego-lhe lume" E do que é que a mulher estava a falar? Tampões, essas coisas do demo! E o que é que ela lhes fez? Atirou-o ao lume, literalmente. Por isso eu estou muito contente com a minha Mãezinha 😉
É por essas e por outras que os meus exames são feitos em Portugal e não abdico do meu médico de família. Todos os anos pelo menos uma consulta. Aqui em Londres nem análises ao sangue fazes sem haver "motivo grave" dizem eles. Enfim, SNS, meu querido…
Droga-te mulheri!
Onisa, cai de cú. A minha Mãe é de Melgaço! Aliás, a minha familia toda, Pai e Mãe! ahahaha
Ter o gaiato em casa? nem em sonhos. quando for eu quero tudo o que tiver direito (viva a epidural). Não sou das que diz que quer cesariana porque também lhes conheço os contras.
Tenho para mim que, se um dia ficar grávida, num minuto estou a pular de alegria e no outro estou a dizer mal da minha vida com medo do parto. Até tenho alguma tolerância à dor, mas mesmo considerando os 10 cm de dilatação a coisa deve ficar curta….
Acho que vou precisar de muita drogazinha!!!!
Olá olá,
Na Holanda são menos de metade os partos que de facto são em casa (<30%), apesar da conversa toda dos locais.
Só para quantificar a dimensão da coisa.
Haagnónimo
E ainda dizem mal do SNS? Chiça, funciona mal mas não há cá invenções!
Ter um filho em casa so se puder ter o mesmo que num hospital, isto eh, medico, enfermeiro, aquele aparelho que mede as contracoes e os batimentos cardiacos do bebe, etc, etc…ah, e ambulancia ah porta pra me levar ao hospital a 5 minutos de casa em caso de emergencia. Nao da? Entao eh melhor ir logo para o hospital.
Agora, quanto ao debate sobre a epidural, ja sou mais ambivalente. O meu caso: primeira filha, bebe relativamente pequena, ofereceram-me epidural e eu nao me fiz de rogada. A partir dai nao senti nada, diziam-me "vem ai uma contracao, puxe, faca forca" e eu " ai sim, vem? mas eu nao sinto nada. Eh agora? Ou ja passou? Posso dormir um bocadinho?". O resultado foi que me senti uma inutil, acho que fiz forca quando nao devia e nao fiz quando devia, a miuda parecia que nao avancava, foi preciso usar ventosa. A miuda nasceu saudavel e nao houve complicacoes mas eu senti-me um fracasso.
Segundo filho, bebe maior, fazem-se analises e o medico acha prudente nao administrar epidural por causa dos niveis de uma proteina qualquer. Ok, resigno-me, que remedio. Bom, comecam as dores e eu ai jesus, que eh isto, nunca senti nada assim, isto nunca mais acaba, quero gritar, quero por-me a pe, mas nao me deixam. Levam-me para a sala de partos, e outra vez o "faca forca", e eu desta vez ja senti, senti TUDO, do principio ao fim das contracoes, nao sei se disse em voz alta mas pensei "ok, empurrem-me o miudo pra dentro outra vez, que isto hoje nao sai, esquecam, nao consigo, nao sai hoje, talvez noutro dia". Mas ninguem me deu ouvidos e o rapaz la saiu ca pra fora. Senti-me uma guerreira. E o mais curioso de tudo eh que, literalmente, 10 minutos depois deste esforco herculeo eu ja me tinha esquecido das dores e estava pronta pra outra! Conclusao, doi? Doi muito, piores dores da tua vida, mas, se conseguires aguentar, depois ja nem te lembras e eh melhor pra ti e para o teu filho.
Estou tãaaaaaaaaaaaaaaaaaao contigo nessa! Credo!
Sim, mas sem drogas e sem epidural, meu amigo, tá "queto"
Izzy, obrigada pela partilha da tua experiência. Tu sim podes advogar na matéria :)) Eu nunca tive filhos, não sei como reagiria e se me sentiria um fracasso, mas acho sinceramente que ter uma coisa diminuta a passar-me por um buraquinho já é coisa guerreira que chegue pra mim 😀 Eu entendo que no teu caso tenhas recuperado em 10 minutos, mas a maioria da malta fica tão podre que não quer nem ouvir falar em dar à luz novamente 😀
Há aqui muita malta com várias experiências, como a freemind que é minha amiga há muitos anos e que tomou a epidural e correu lindamente. Eu sou anti-dor 😀 acho que as coisas na vida não têm que ser sofridas pra ter valor, e refiro-me a tudo na vida, desde o trabalho até ao filho. Se puder ser fácil, porque não tomar esse caminho nas mãos? Se é fácil sempre? Não. Se é fácil pra toda a gente? Com toda a certeza que não. Tenho amigas e amigos que lutam sempre a pacotes pra terem tudo o que querem e fazerem o que desejam. Eu acredito que trabalhem muito, que se esforcem e façam sacrificios, mas não concordo com a palavra luta. Esforço sim, luta não. Porque se achares que tudo é uma batalha, és tu contra o mundo. E já me desviei largamente do ponto da conversa 😀 desculpa!
Isto tudo pra dizer que entendi o teu post mas que acho que és tão forte na primeira como na segunda volta 😉 beijinhos
:))
Se algum dia disse mal (acho que não, até pq não o usava), agora não digo não senhora! SNS rulez!
Eh pa, eu concordo contigo, nao estou aqui a glorificar a dor. Alias, so nao levei epi ah segunda volta por circunstancias alheias ah minha vontade! E obvio, a experiencia de cada mulher eh unica e eu so posso falar daquilo que vivi. Por incrivel que possa parecer senti-me menos stressada sem a droga porque eu sentia o que estava a acontecer com o meu corpo. Da primeira vez parecia-me que era apenas uma espectadora e que eram outros a comandar os acontecimentos. Eu sentia-me impotente! E isso para mim eh das coisas piores, eu gosto de estar ah frente de barco, por assim dizer. Com a droga eu nao sentia nada, e dependia dos outros para obter direcoes sobre o que fazer. Talvez seja uma questao de personalidade. E se calhar sou maluquinha, mas, mesmo no meio de imensa dor, adorei sentir um corpo sair de dentro do meu corpo. Nada se compara aquelas sensacoes. Ainda bem que as senti.
Tendo vivido as duas experiencias, se me perguntares o que faria hoje, a minha primeira resposta seria recusar a epidural, seguida de um "mas nao va pra muito longe com essa seringa, sr Doutor". ; hehe. bjs.
😀 Sua control-freak! ;)) eu tb sou uma, mas a minha Mãe bate-me aos pontos largamente 😀 beijinhos!
Tenho uma amiga Holandesa em Haia que teve dois filhos em casa. Ja tivemos "discussoes" sobre isto, eu nao compreendo como e' que alguem pode ter filhos em casa nos dias que correm. E' coisa do seculo passado, promovida para cortar custos.
Eu queria tanto convence-la que os Holandeses estao errados que andei a pesquisar taxas de mortalidade infantil e afins. As estatisticas mostram que ter filhos em casa nao influencia a taxa de mortalidade no parto. Estranho, mas e' o que os numeros dizem.
bem…isto tem pano para mangas! mas eu tive um bebe na Holanda, como sabes!! Nao,nao tive em casa, e nunca me passou pela cabeca te-la em casa…Queria te-la dentro de agua,mas no hospital! E tb nao queria epidural,ou pelo menos queria chegar a altura e poder decidir, e foi tudo o que aconteceu…Nao pude ter dentro de agua porque as aguas rebentaram antes, nem aquele hospital fazia partos na agua,ha outros que fazem…Quanto a epidural,depois de ter passado mais de 24 horas sem dormir, e de as dores terem comecado a apertar, e de estar a adormecer quase entre cada contraccao (2 em 2 minutos literalemente!), estava com medo de nao ter forcas para ela nascer…foi ai que a parteira holandesa sugeriu epidural,mais numa de eu poder descansar ate ha altura certa…Lembro-me de ter pensado,porra se esta gaja e holandesa e me recomenda nesta altura do campeonato,levar epidural,se calhar tenho de considerar…e assim foi, e digo que foi uma bencao,tive um trabalho de parto santo!o chato e que ao fim de umas horas,se tudo correr bem,mandam-te para casa…e custou-me para xuxu vir p casa apos 24h,eu tive sorte porque tive 24 h no hospital,uma vez mais pq as aguas rebentaram 24h antes de ela nascer,por isso o bebe teve que ficar sob observacao..mas caso contrario,tinha vindo para casa passado 5h! E isso sim, se 24h ja e uma violencia,vim toda torta para casa, a rasquinha com dores,parecia que me tinha passado um camiao em cima (lol!!)imagino o que sera vir para casa ao fim de 5h,mesmo tendo o apoio que se tem em casa por parte de governo durante a 1 semana,que no meu caso,foi mesmo mto bom! portanto,so entendo a historia de ter a o bebe em casa porque de facto ao fim de 4 a 5 horas correm-te do hospital para fora, e e mto duro….mas acho que aqui o fazem sobretudo porque sao mto forretas,e nascer em casa e de graca!!se me perguntares,e da proxima? nao sei…logo se ve, com ou sem epidural!
E a taxa de mortalidade das mães, tb não era influenciada? Não estou a ser irónica, estou mesmo a perguntar pq acho curioso que ter os putos em casa não dê em taxas de mortalidade mais elevadas.
Sim, eu sei que despacham o pessoal logo a seguir. E há muitas chatices por causa disso, mas estes gajos são mais forretas que conscientes. Vir pra casa toda torta com uma criança no colo, mesmo com o apoio duma semana, deve ser do piorio. Eu continuo a ir pra PT antes do parto, fazer as últimas compras e voltas, trabalhar remotamente e allez. Mas é se por algum milagre da santa for Mãe 😉 Parabéns Mamã! Beijinhos!
A sério? Ah agora que falas acho que já tinha lido por aqui qualquer coisinha. Bem, não leves a mal o comentário, foi só um exemplo. A família da minha amiga é fantástica. Aliás, eu adoro as gentes do Alto Minho. Entras a porta e já tens do melhor chouriço e Alvarinho em cima da mesa. E o que eu me desgraço de cada vez que lá vou, ai senhores. Bem e isto já são outras conversas. E com isto só queria mesmo dizer que se são de Melgaço são boa gente de certeza.
Beijinho
Sim tens razão… nunca pari! 😛 nem sei se algum dia o farei.
Mas tb não digo que, chegando a hora, não opte pelas drogas…. agora que considero a hipótese de "sem drogas", sim considero.
Mas lá está, sempre no ambiente controlado (até porque tenho uma história nada agradável bem ao meu lado e que, felizmente, acabou bem por causa do ambiente controlado)
A ajuda no pôs parto e maravilhosa,e a filosofia é "seres alimentada,para alimentares",ficas na cama (uma benção!) e fazem tudo por ti! E mto recolho e respeito pela família que se esta a formar nesses primeiros dias…nao tens isso em Pt,vais p casa sozinha com bebe e tens de fazer tudo…p além q depois tens a família toda acampada em lá em casa! E acredita q e tudo o q queres e fazer sala e estares de boa cara como se nada tivesse acontecido,apesar da amaravilha que e!!
Se há coisa que sou contra é contra as visitas a recém-nascidos. Fui ver UM duma grande amiga à maternidade, mas foi pq eram os anos dela, os meus e a criança tinha nascido no dia anterior. Nunca fui visitar um recém-nascido, coitados dos Pais, e a família em PT está longe de cá, e a de cá não tem os mesmo hábitos que a de lá, não podes comparar. Se tivesses lá estado queria-te ver correr com a família porta fora. Eu era mto gaja pra isso e tu? 😉
cheira-me que com o meu "doce' feitio,e se algum dia tiver algum em PT, nao vou querer visitas de quase ninguem durante os primeiros 15 dias!! Este tb e o conselho que dou a todas as minhas amigas em Lx!
O meu doce feitio já proibe a si mesma visitas, imagina aos outros 🙂 Fazes mto bem, as pessoas precisam de descansar. beijinhos