Esta semana é o segundo amigo meu com quem falo que está em processo de divórcio.
Mas o que mais confusão me faz é a facilidade com que esta gente põe os filhos no mundo e os “oferece” aos ex-maridos pra cuidar porque elas não têm condições.
Se a igualdade entre sexos fez com que ele lá em casa fizesse tanto como ela relativamente à criança (banho, comida, levar e buscar à escola, brincar, etc), por outra conseguiu que na ânsia de cobrar milénios de machismo em atraso, as mulheres conseguissem que os companheiros fizessem tudo e elas nada. Mas mesmo nada. São eles quem vai às compras, quem trata da roupa e do banho das crianças, são eles que estão encarregues das facturas (embora o dinheiro seja a meias), eles pagam a renda, tomam conta dos empréstimos e até da lavandaria. A elas sobra-lhes a limpeza da casa que partilham com a mulher-a-dias e o seu trabalho que é tão esgotante como o dele, mas que é muito mais precário porque as mulheres não têm as mesmas oportunidades de trabalho que os homens, e como tal o melhor é ir ao shopping foder mais umas notas de 50 numa mala, num verniz ou numa merda qualquer pra casa. E já agora querido, pega lá a conta do VISA.
Eu fico doida. Doida!
Mas será que homens e mulheres não compreendem que um casamento é uma relação de respeito, de partilha, de carinho, de consideração e de admiração?! Não me esqueci do amor, não, mas o que é o amor senão isto tudo que acabei de descrever? E obviamente sexo, e se acham que o sexo é secundário desenganem-me, mas não se iludam aqueles que pensam que o sexo é tudo. Mas amor é respeitar o outro. Em tudo.
Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão, é muito certo.
Mas que caramba, se as pessoas pensarem em conjunto, partilharem os problemas e juntos fizerem um plano e um compromisso pra pagar dívidas, não será isso muito mais fácil que ir ali à esquina assinar um divórcio e deixar as crianças ao marido? Ou à mulher, tanto faz! Aliás, tanto faz o tanas, porque eu sempre ouvi dizer que eles têm que lhes pagar uma pensão alimentícia mas nunca ouvi ao contrário.
O certo é que me faz muita confusão ouvir que alguém põe os filhos no mundo mas é incapaz de fazer contas sobre quanto é que lhes vai custar caso estejam sozinhos(as) a tomar conta deles. É uma inconsciência, é uma irresponsabilidade. Acima de tudo é de uma falta de consideração por aquele que tomaram como companheiro ou companheira no dia do casamento em que tudo é festa, luz e cor, que me aflige horrores. E que me faz muito mais lúcida como solteira ou sem filhos (reparar que escrevi OU e não E) que muitíssima gente que está dentro do que outros chamam: normal.

Ihihih, conheço um casal assim, ela é uma atadinha de primeira, não sabe ir às compras (quando vai leva séculos só para decidir se compra os flocos X ou Y), não tem noção sobre poupança, gastos, gestão diária, cozinha mal e pouco, enfim, não se organiza minimamente. E olha que eu sou um bocado aérea, mas esta fulana faz-me tonturas, pelo que imagina o resto.
Quanto à cena do amor e do sexo, sim senhora, é tudo muito importante, mas sem respeito não há nada que sobreviva. Como diz a minha vó, do alto dos seus 97 anos, 'o importante é que sejam muito amigos, e que haja respeito'.
Sabes o que mais me aflige? É que não só elas são umas atadinhas, como eles são meus amigos. E sofro por eles, pelos filhos, porque me apetece mandar dois murros em cima da mesa e acordar esta gente toda pra vida e porque não compreendo, mas é que NÃO compreendo como é que uma pessoa que não se orienta, seja ele ou ela, manda filhos pro mundo como quem avia castanhas no Rossio em Novembro! Nervos, muitos nervos.
E a tua Avó, tal como a minha Mãe, tem muitíssima razão!
Não me desates a língua, que não me calo. Como é que gente que tem filhos para criar precisa de pedir ajuda até para coser uma bainha é coisa que me ultrapassa. Uma vez queixou-se (porque nuuuunca nada está bem, não há dinheiro e tal) falei-lhe nos cupões e cartão do continente, e foi como falar para uma parede. Não sabe governar a vcarteira, não tem mínima noção. Eu sou destrambelhada porque posso, não tenho crias para alimentar nem deitar a horas.
Desata, desata pq eu hj estou q nem posso!!
Nem sequer é uma questão só de saber controlar despesas pra casa, é ter noção da vida em geral. Tenho um amigo cuja mulher mandou vir um terceiro filho pq a pílula lhe faz mal. Dasse. É que nem sequer é taralhoquice, é burrice pura e dura! nervos, a sério, mtos nervos!
Correndo o risco de "as levar" que as meninas estão bem lançadas, devo dizer que só não concordo quando dizes, Andorinha, que alguém deveria fazer contas para saber quanto lhe custaria criar um filho sozinha. Não concordo porque não aceito que alguém pense em ter um filho com outra pessoa mas já a planear ficar sozinha. Eu casei-me para sempre. Se o "sempre"acabar amanhã, logo se vê. Mas eu quero ter filhos a dois e todas as decisões serão partindo do princípio que somos dois – como tudo neste casamento. Se eu ou ele ficarmos sozinhos, paciência. A minha mãe ficou e criou-me. A única coisa que seria incapaz de fazer era deixar de trabalhar para depender dele- e não é com medo de um divorcio, é de uma doença. Tudo o mais é a dois. Compreendo-te mas não acredito no viver a contar com um divórcio ou com uma morte.
Não compreendo que alguém, homem ou mulher, não queira ter os filhos consigo. E por cá, o que eu vejo, é que a maioria dos homens não quer- uns fins de semana, umas férias, tudo ok, mas viver? é com a mãe. Sinceramente não faço ideia da realidade das pensões de alimentos, mas as que conheço são de uma injustiça do caraças e nem sequer culpo os tribunais que tentam fazer o melhor que podem, culpo as pessoas (homens e mulheres) que nem sequer são capazes de deixar de lado tricas da treta a bem dos filhos.
Mas quero acreditar que a maioria das mulheres não é como essas de que falas.
Izzie, eu quero ter filhos, mas não sei coser uma bainha. 🙂 Não tenho jeitinho nenhum para costura (com grande pena minha) mas de resto safo-me bem :). filhotes ainda não tenho mas a ver se é desta que arranjo um gato, dá quase no mesmo 🙂
(Andorinha, os filhotes da princesa Sissi já estão lá no quintal, tem sido um custo atrai-los, mas acho que é desta, um preto e um cinza. estou mortinha para os ver e estrafegar)
'Tenho um amigo cuja mulher mandou vir um terceiro filho pq a pílula lhe faz mal'
Oh Andorinha, mil perdões, e sem qualquer tipo de ofensa, mas os teus amigos é que são assim pró 'atadinhos'.
Não há um murro na mesa? Um 'faz-te mulher/homem que eu sou teu marido/mulher não sou teu pai/mãe'?
O que me surpreende MESMO tipo MESMO MESMO, não é chegarem ao divórcio. É como é que chegaram a casar! Ou como é que SEQUER se chegam a interessar por alguém assim.
Há coisas que me ultrapassam.
Txiiiiiii ….
Andorinha, tens neste post pano para mangas : )))
Eu tenho um exemplo muito próximo de divórcio em que o filho fica uma semana com mamãe e uma semana com papai – é fora do vulgar mas que para mim faz todo o sentido, "Ah e tal e isso não é difícil para a criança e nhó nhó nhó" pois sim, tá bem, uma separação é sempre difícil e eu acho que era muito pior se a criança apenas estivesse com um dos pais (a mãe ou o pai não interessa) de 15 em 15 dias aos fins de semana. Eu não tenho filhos mas parece-me que a coisa mais importante é bom senso e acho que mesmo depois dos divórcio tem de sobrar o respeito e a consideração de que falas.
Em relação às mulheres que aqui descreves, por acaso não me lembro de nenhuma assim nos meus conhecimentos, mas parece-me uma volta ao passado, à geração dos meus pais, em que as mulheres saíam de casa dos pais para casa do marido, muitas vezes não trabalhavam e quando não eram felizes no casamento era aguentar e cara alegre porque não tinham como dar o grito do ipiranga. Hoje em dia parece-me tudo muito fácil, casa, descasa, casa descasa, às vezes ainda o bolo de noiva congelado não saiu do congelador, nem houve a oportunidade de dizer “fui eu que roubei os noivos”
Eu, embora por agora esteja sozinha, acho óptima a ideia de uma vida a dois: partilhar as coisas boas sabe melhor e dividir as dificuldades não custa tanto. Mas sem perder de vista que eu sou uma pessoa e posso fazer parte de um casal mas não deixo de ser eu. Vai haver uma conta conjunta? com certeza! para onde vai o pilim para as contas da casa e cenas da saúde e projectos de férias a dois e afins mas uma parte do meu ordenado é meu e fica na minha conta (sei que aqui não concordas Pat mas é por isso que o mundo não tomba : ) ) Se eu ganhar mais tenho de dar mais para a conta conjunta quem ganha menos põe menos. Se alguma vez o mê hôme quiser comprar uma “aparelhagem de som “istério” xpto com subhoofers do bafo” esse pilim vai sair da conta dele, não da conta conjunta, tal como eu quando quiser adquirir uma primeira edição autografada do Hobbit não vou à conta da casa.
Amanhã venho cá botar faladura com vocês, sim? Hoje estou podre 🙂
Olá Bubble, sabes que não posso escrever cá a história toda, por isso tirar do contexto nem sempre é fácil, ou seja, eles não são atadinhos, mas tens tanta razão em tudo o resto 🙂
E isto agora dava pano pra mangas, mas comecemos por: as pessoas interessam-se umas pelas outras por vários motivos, mas um deles é pq gostam de tomar conta de outros e há quem goste que tomem conta deles. E começam por aí, numa relação um bocado paizinho/maezinho, e é óbvio, corre mal. Pq é q mesmo assim casam? Pq há mta gente desesperada, há mta gente que não sabe estar sozinha, há mta gente que acha que a forma mais eficiente de fazer uma vida é dividir as despesas de uma casa, mas acima de tudo, há gente muito só, sabes.
E sim, mais tarde ou mais cedo, divorciam-se. A maioria dos meus amigos continua juntos, e, pelo menos tanto quanto sei, corre bem. Mas há outros que são uns conas (atadinhos era mto soft) e que acham que uma família se faz no dia a dia, e com muito muito pouco juízo das partes. E aqui é que é mais dificil divagar, pq há tantos motivos pra um divórcio, mas o principal mesmo é a falta de respeito, por tudo.
Há muitas coisas que me ultrapassam a mim também, como depois de perdido o respeito e a consideração as pessoas continuarem juntas por causa dos filhos e acima de tudo, das contas pra pagar pq infelizmente a crise não ajuda mto a que as pessoas assumam os erros que fizeram, acho que se embananam todas e só fazer pior.
Patrícia, não falava do primeiro filho, esse a não ser que tenha sido de penalti, normalmente é desejado e planeado. o segundo filho e os seguintes é que convém ter noção antes de o fazer, se o casamento está a correr de feição para poder mandar vir um filho ou 2, ou 3! Ou seja, não se tem filhos para se "colar" casamentos pelas pontas, não é?
O que eu queria dizer tb é que o filho é uma responsabilidade de duas pessoas, não é só do Pai ou só da Mãe, ou seja, qdo uma mulher toma a decisão de se divorciar, que não o faça a pensar que a pensão alimentícia vai dar pra alimentar, vestir e educar uma criança E A MÃE, daí as pessoas terem que fazer contas pra ver se podem tomar conta dum puto caso fiquem sozinhas, principalmente e acima de tudo, qdo tomam decisões como: vou deixar de trabalhar, vou-me divorciar. Paaaa! E seja por doença ou por brio, acho que as pessoas devem trabalhar sempre, pq exercita o músculo cérebro e dá o que fazer pra lá de manter uma casa e estar dentro de 4 paredes todo o dia, como conheço mto boa gente que faz.
Não é viver a contar com o divórcio ou com uma morte, é ser-se organizado e pensar em quem fica pra trás no nosso futuro, e isso não acho que seja errado. Nunca deve ser obsessivo, mas não acho nada mal ser-se previdente, ter-se seguros como deve ser, poupanças reformas, e trabalhar minha gente, que trabalhar não faz só calos, dá saúde mental.
Os homens ainda têm a coisa de deixar os putos a cargo da mulher, mas o que acontece cada vez mais hoje em dia é as mulheres deixarem os putos a cargo dos homens. Na lei Portuguesa, a não ser que a Mãe decida abdicar da custódia dos filhos, não há tribunal nenhum que dê os filhos aos Pais. Tenho três amigos, além dos que mencionei no post, que só não têm os filhos pq as mulheres não deixam e como tal o tribunal dá às mães a custódia, que serve pra nada mais do que atormentar a vida a estes desgraçados. A lei Portuguesa nestas coisas está muito mal feitinha, peço desculpa. Há gajos que deixam os filhos pra trás como quem deixa um par de cuecas, mas isso não é um Pai, é um atrasado mental. Felizmente, a maioria das pessoas que eu conheço quem os filhos bem mais que um fim de semana.
Acredita que a maioria não é assim, a maioria fica com os filhos pq não quer que as novas mulheres dos Pais da criança tenham sequer a remota hipótese de os conquistar, justamente os filhos delas, a única coisa que justifica a opção que tomaram no dia em que casaram com "aquele gajo, aquele anormal, que só é Pai dos filhos pro que lhe interessa e mimimi". Não tenhas tanta fé nas mulheres, não há bicho mais irracional.
Pra rematar, manda lá fotos dos gatos, pode ser que os consigamos oferecer a gente fixe! só são dois??
Eu tb tenho uma amiga cujo filho passa uma semana com o Pai e outra com a Mãe e acho absolutamente IDEAL. Mas só funciona pq as pessoas foram sensatas, e como tu disseste, mantiveram o respeito e a consideração, embora eu ache que o mantiveram acima de tudo perante o filho, mais do que um pelo o outro. Mas sim, as pessoas qdo são adultas, a coisa corre como deve ser.
E já sei que és de Leiria pq em Leiria é que se rouba os noivos 😉 nessa zona, digo. Se não estou em erro! Nota-se que fui a muitos casamentos? :)) Não acho que haja volta ao passado, até pq a maioria das mulheres trabalha, mas limita-se a fazê-lo pq há que pagar contas pq o ordenado dele sozinho não chega. Quantas vezes não ouço a frase: é uma ajuda que eu dou lá em casa. Mas qual ajuda, pa! E como disse lá em cima, há mta gente que se casa pra não ficar sozinha, pq sempre tiveram alguém que olhasse por elas.
Quanto ao ordenado e à conta conjunta, estou contigo, e nunca tinha ouvido a expressao é por isso que o mundo não tomba, mas fica desde já no meu catálogo de favoritas! Concordo plenamente, acho que as pessoas devem fazer planos a dois, mas cada um deve permanecer um indivíduo. E no caso do post é assim, mas como ele ganha mais que ela, ela tem sempre a certeza que ele cobre os extras, e como dizia um deles com imensa graça: fraldas da marca continente servem mto bem! Não é pra cagar? Pra que é que se compra umas de marca que custam mais 20 euros?
Sim. Eu sei e tens toda a razão.
Mas lá está, eu jamais me conseguiria imaginar numa situação dessas. Vai contra tudo aquilo quero, e acredito.
E depois torna-se difícil compreender porque é que algumas pessoas se sujeitam a determinadas coisas. Conheço relações tão descabidas de respeito, companheirismo, amor… tudo… que não consigo nem fazer o exercício mental de me por no lugar de uma dessas pessoas,e tentar perceber as razões que levam a manter uma relação assim.
Eu sei que até pode parecer ingenuidade a falar, mas por exemplo, e não consigo, MAS NÃO CONSIGO MESMO perceber como é que uma mulher continua a dormir a lado de um homem de quem tem medo. Eu conheço-me. No dia em que qualquer homem se mostrasse minimamente agressivo comigo, não tinha mais volta a dar. Foda-se, os meus pais não me criaram para andar a levar no focinho de homem nenhum! Da mesma forma que, se eu um dia tiver filhos, quero que eles amem e respeitem e sejam amados e respeitados. Não quero que uma filha minha me chegue a casa aos 16 anos, com um olho negro por ter apanhado do namorado! Mas que merda é esta?… E também não quero quero meu filho seja um banana, um cão amestrado que senta-rebola-e-dá-a-pata à esposa. Fd-s! Eu quero formar pessoas equilibradas (não faço puto de ideia de como é que se faz, mas se algum dos meus óvulo alguma vez for fecundado começo a pensar nisso!)
E entretanto levei a conversa para um outro patamar, mas li a parte do 'há gente que não sabe estar sozinha' e entusiasmei-me.
Mas pronto, no fundo a minha opinião é que, nas relações, tal como em muitas outras situações na vida, há pessoas que são muito pouco exigentes. Consigo, e com os outros. E isso é tão triste. Não consigo perceber quem se contenta com mínimos. Seja em notas na escola, que mais tarde se manifesta no profissionalismo no trabalho, nas amizades, nas relações amorosas, nas relações familiares… Acho que a evolução devia fazer sempre parte de nós, a todos os níveis. E se tivermos isso sempre em mente, sabemos que migalhas, mínimos, um satisfaz ou um mais ou menos não chega. Pode parecer suficiente agora, mas não chega! Há que aspirar sempre por mais! Só vivemos uma vez, porra!
eh pá não : ) sou alfacinha de gema, nascida e criada em Lisboa que adoro, embora não conheça muitas cidades ainda, Lisboa continua a ser a minha preferida. No entanto tenho um coração bimbo saloio e adoro todo o resto do meu país, aliás acho que a música "Caminhos de Portugal" é pra mim : )) e sempre fui a tudo quanto era festa de aldeia e feiras e tudo e tudo. A cena de roubar os noivos já nem me lembro de onde vem!!
Somos dois corações bimbos então! 😀
Eu achei que já te tinha respondido a esta resposta, mas fica aqui então: tudo o que tu escreveste poderia ter sido eu a escrever. É mais do que identificar-me com as tuas palavras, é pensarmos EXACTAMENTE da mesma maneira. Sem tirar nem por.
Sim. Eu sei e tens toda a razão.
Mas lá está, eu jamais me conseguiria imaginar numa situação dessas. Vai contra tudo aquilo quero, e acredito.
E depois torna-se difícil compreender porque é que algumas pessoas se sujeitam a determinadas coisas. Conheço relações tão descabidas de respeito, companheirismo, amor… tudo… que não consigo nem fazer o exercício mental de me por no lugar de uma dessas pessoas,e tentar perceber as razões que levam a manter uma relação assim.
Eu sei que até pode parecer ingenuidade a falar, mas por exemplo, e não consigo, MAS NÃO CONSIGO MESMO perceber como é que uma mulher continua a dormir a lado de um homem de quem tem medo. Eu conheço-me. No dia em que qualquer homem se mostrasse minimamente agressivo comigo, não tinha mais volta a dar. Foda-se, os meus pais não me criaram para andar a levar no focinho de homem nenhum! Da mesma forma que, se eu um dia tiver filhos, quero que eles amem e respeitem e sejam amados e respeitados. Não quero que uma filha minha me chegue a casa aos 16 anos, com um olho negro por ter apanhado do namorado! Mas que merda é esta?… E também não quero quero meu filho seja um banana, um cão amestrado que senta-rebola-e-dá-a-pata à esposa. Fd-s! Eu quero formar pessoas equilibradas (não faço puto de ideia de como é que se faz, mas se algum dos meus óvulo alguma vez for fecundado começo a pensar nisso!)
E entretanto levei a conversa para um outro patamar, mas li a parte do 'há gente que não sabe estar sozinha' e entusiasmei-me.
Mas pronto, no fundo a minha opinião é que, nas relações, tal como em muitas outras situações na vida, há pessoas que são muito pouco exigentes. Consigo, e com os outros. E isso é tão triste. Não consigo perceber quem se contenta com mínimos. Seja em notas na escola, que mais tarde se manifesta no profissionalismo no trabalho, nas amizades, nas relações amorosas, nas relações familiares… Acho que a evolução devia fazer sempre parte de nós, a todos os níveis. E se tivermos isso sempre em mente, sabemos que migalhas, mínimos, um satisfaz ou um mais ou menos não chega. Pode parecer suficiente agora, mas não chega! Há que aspirar sempre por mais! Só vivemos uma vez, porra!