Happy lights

Vi umas luzes específicas pra se por nos quartos, dizem que ajudam os nórdicos a combater os winter blues.
Eu achei-as lindas de morrer e quando as encontrei à venda em Delft, com ou sem winter blues agora em Lisboa, comprei umas e pu-las na cama.
Estou deliciada! 
O site é www.happylights.be
São ou não são lindas?

A chatice de viajar em Agosto é

a quantidade de bimbos que está “de volta à terra”.

Ele são os gritos às crianças, a música xunga a tocar em altos berros nos phones enfiados nas putas das orelhas pra toda a população do avião ouvir, e não vamos comentar os “outefites” no último grito da moda, tudo muito cheio de blings e bonés de pala conjugados com ténis pata de elefante.
Não sei se aguento.

Estou há dois dias em Amesterdão…

…e estou cheia de saudades das minhas bolas de pêlo.

Obrigada à fotógrafa que me ofereceu esta foto da minha princesa Petzi.

E ontem quase venho pro escritório a nado, o edifício do escritório inundou no rés-do-chão e houve gente a fazer da rua uma piscina e a boiar em colchões de ar.

À tarde o sol brilhou como se não se tivesse derramado todo em lágrimas durante 12 horas seguidas. E eu aproveitei pra perder o autocarro e suar que nem uma parva dentro das roupas quentes escolhidas durante o dilúvio da manhã. Apanhei o seguinte, só foi uma hora de espera, não há stress.

E é isto. Ando a contar os dias pra voltar a Lisboa para as 500 mil cenas que tenho pra fazer debaixo do sol, como o Out Jazz, conhecer os novos spots no Intendente e o Mercado da Ribeira, fazer parte dum grupo de leitura (finalmente!), correr pra meia maratona do Banif com a Fernandes, levar os meus cães pra um curso de obediência pra ver se faço deles estrelas da TV, ou então vá, que aprendam a ir buscar-me um café logo de manhã, coisas assim, coisas que me apetecem fazer, na minha língua, no meu País, com as minhas pessoas.

Acho que a frase é: Holanda, perdoa-me, enjoei de ti. Estou, sou, sempre fui, apaixonada por Lisboa.

Ser-se feliz com pequenas coisas é muito fácil

Adoro fazer compras no comércio tradicional, a ajuda experiente das drogarias e das lojas de ferragens, da sapataria, da loja de roupa, da engomadoria, da mercearia e da padaria.

Amo andar sob o sol de Lisboa de loja em loja, entrar no talho, e depois numa loja de queijos e de vinhos e aviar o jantar com que mimo os amigos.
Deliro com as piadas, as conversas de bairro, as coscuvilhices das velhotas e as festas aos meus cães nos mercados de rua.
Fico extasiada quando reparo que estacionei o carro no domingo à porta no domingo e não tive mais necessidade de lhe pegar até sexta à tarde.
Tenho a sorte incrível de viver num dos melhores bairros de Lisboa, com uma qualidade de vida inacreditável e uma segurança que desconhecia.
Conheço os meus vizinhos todos, a senhora da farmácia e a moça do cabeleireiro que tem um yorkshire, a dona da loja de antiguidades que tem um retriever chamado Baltazar e o senhor Pedro do bar de gin e o senhor António da loja de francesinhas e o senhor Sebastião do Indiano.
Sou a gaja com mais sorte do mundo, pa!

O meu delicioso sábado

Acordei cedo e fui ao IKEA buscar os parafusos do sofá.
(Já habemus sala de jantar também!)

 Montei o filha da mãe, arrumei mais umas caixas e fiz um bacalhau à gomes sá.

O mano veio almoçar e acompanhou-me ao bairro das estacas pra uma sessão de teatro ao ar livre – celebrações do Teatro Maria Matos – ver na página deles, oh fais favô.
Pois foi mesmo muito giro e estava carregado de gente gira pucanina que quis brincar com os meus 3 estarolas (sim, que eles também foram! E portaram-se lindamente!) e que esteve muito animada a ver o Afonso e a Catarina na sua máquina do tempo.

E acabado o teatro fui tratar de mim como prometido e entreguei-me nas mãos da manicura e da pedicure.
A seguir fui ter a casa da minha Martinha e seu gaijo, onde passei o serão com duas cachopitas, uma de 6 e outra de 2, as coisas mai lindas de tódó universo! 
E dançamos, todos juntos e foi … família no seu melhor. 
Amanhã vou acabar de arrumar a tralha.
E depois posto fotos como deve ser.
Tou morta, mas foi um dia maravilhoso e perfeito como poucos.
Boa noite 🙂

E antes que me esqueça, apenas um apontamento, como diz a outra

Optimus Alive:

– Três dias de festival é muito, pro ano vou só um dia e vou ter de escolher muito bem antes de ir. Fiquei toda podre logo no primeiro dia, e se no segundo me arrastei, no terceiro estava a ver que saía de lá de maca.

– Cerveja Heineken é uma merda, sabe a mijo, não presta, não é nacional, e estou farta dela até aos olhos. Pra mais a única alternativa era Sagres Radler, preta (quase inexistente), ou sem alcool. Nem uma porcaria duma torneirinha da Sagres, pá! E o vinho era Casal Garcia…. esqueçam, esqueçam, andei completamente sóbria três dias que me fez muito bem.

– Porque acham que as garrafas de água com tampa podem ser projécteis, só vendem garrafas de água pequenas de 25 cl e SEM tampa! Passei-me. Quem é que manda um penalti de 25 cl de água? E se eu quiser aplaudir um concerto, como é que eu faço?! Com uma mão na garrafa aberta e outra a bater na cachola? Palhaços.

– O palco dois dá dez a zero ao palco um. Mas quem é que se lembra de por a porcaria da tenda dos martelos mesmo ao lado? Havia concertos que se ouvia o tungs tungs tungs ao lado. Não se faz senhores da organização, não se faz. Tststststs.

– A quantidade de crianças com menos de 18 anos deu-me cabo do sistema nervoso. Não só me senti velha, como tive espasmos de dor quando vi miúdas de 13 anos maquilhadas, a fumar, e em histeria. Também os vi muito comportadinhos, todas de mochila às costas, com cartazes cheios de I love yous, e muitos telemóveis, e muito nariz empinado, e muito… iguais? Sim, todos muito iguais a fazerem um esforço imenso por serem diferentes.
Mas não é isso ser-se adolescente?

– As miúdas de hoje em dia têm pernas até ao cú, estas crianças de hoje são altas pra cacete e têm pernas que nunca mais acabam! E lindas, todas muito bonitas. Que inveja meu!
E os miúdos de 20 anos de barba, pareciam ter quase 30, foi difícil… foi difícil… não me sair um “este gajo é podre” quando os vi, era preciso quase uma lupa pra garantir que não me estava a envergonhar.

– O palco comédia é muito fixe, vi o Salvador Martinha e o António Pedro Borges e gostei. Acima de tudo eu gosto quando eles ficam sem texto e começam apenas a dizer o que pensam, sem terem as piadas feitas. Eu sei que não é possível estar sempre a improvisar, mas é de longe o melhor momento de qualquer um deles. Também gostei muito do ambiente do palco comédia, era bem giro e relaxado.

– Os melhores concertos e músicos: Parov Stelar, Elbow, Sam Smith (muito bom mesmo) Imagine Dragons, Foster the People, Temples, Daughters (excelentes), Au revoir Simone e a surpresa do último dia, Chet Falker num fabuloso one man show, o homem toca, canta, põe música, dança, fala com o público, é duma simpatia a toda a prova, foi cinco estrelas.

E pronto, este fim de semana é o Super Bock Super Rock mas eu estou “atestada” pro verão e agora quero é Out Jazz Festival nos jardins de Lisboa.
Até pro ano Optimus, foi giro. Vê lá se pro ano em vez de seres NOS Alive, passas a Sagres Alive, ia curtir muito mais milhões! (isto já não se diz, certo crianças? Tão ultrapassada que está a tia Sofia, tstststs)

Tenho o cérebro feito em……

fanicos 🙂
Tenho andado ausente, não por falta de assunto, mas por falta óbvia de tempo.
Estou a fechar um projecto que me tomou os últimos 9 meses, e se tudo correr bem, hoje “fecho a loja” e vou tirar um dia pra me recompor de 14 horas de trabalho consecutivas diárias na última semana. Tenho o cérebro feito em … caca, vá.
Mas apesar do cansaço, não podia estar mais satisfeita com a minha vida actual, e continuo em altas e a transbordar de felicidade por todos os poros da minha pessoa.

Primeiro porque a minha casa parece o metro em hora de ponta, que é uma coisa que me apraz enormemente, é raro o dia em que janto sozinha, acho que desde que cheguei isso deve ter acontecido umas 3 ou 4 vezes. A casa fica no centro da cidade e é muito perto do trabalho de imensos amigos meus, e reforcemos que são os meus melhores amigos há muitos anos. Há sempre alguém que passa à porta e que sabe que eu cá vivo e decide tocar à campainha pra me desafiar pra uns caracóis ao fim dia, ou pra me dar um beijinho, ou pra almoçar, ou pra ajudar, ou pura e simplesmente porque passou e decidiu dar duas de treta.
E às vezes vêm mais que um, e somos 8 e vamos jantar ao tasco no fundo da rua enquanto vemos a bola e mandamos um caneco abaixo. Pra mim estes momentos são o sinónimo de felicidade em estado puro, nada me deixa mais feliz que receber pessoas em casa e sentir que as pessoas se sentem bem dentro destas 4 paredes.

Segundo porque finalmente a minha mobília chegou neste domingo, e por isso já consigo sentar mais de duas pessoas à mesa! E voltei a ter televisão e sofá, e por isso agora já posso ver coisas como esta maravilha da natureza que foi ver um gajo com cara de papalvo a fazer um barbacue dentro de um Chevrolet antigo no Travel channel e ter assuntos, sei lá, pra falar com as pessoas, escrever no blog, coisas master, certo?
Agora só me falta arrumar as coisas e montar os móveis, que a minha casa parece um armazém, mas tudo se resolve, é só ter um tempinho….tipo hoje?

Terceiro, porque o puto do projecto está finalmente acabado e os meus chefes deram-me finalmente a oportunidade de fazer algo que é da minha vontade e que há uns 3 anos que desejo por em prática, e acho que vai ser um processo de aprendizagem extraordinário, tudo feito remotamente, debaixo do sol de Lisboa e do calorzinho que se expande na minha varanda.

Quarto, já conheço os vizinhos todos, os senhores dos cafés e das lojas aqui ao pé, já toda a gente sabe quem é o Bitoque (é o maior e o mais gordo, por isso distinguem-no, além disso toda a gente adora o nome) e os meus bonecos são mimados por toda a gente que passa por eles na rua, até quando estou a malhar caracóis na esplanada. E eu já conheço o senhor Sebastião, o Senhor João, a Dona Otília e a Dona Fátima, e já sei onde é que há o melhor frango no churrasco e o melhor café, e sinto-me……como nunca me senti na Holanda….. sinto-me EM CASA.

Agora vou ali montar um sofá e uma mesa e já venho, sim? Quando tiver pronto eu faço outro “Querido mudei a casa” 🙂

Temples, Imagine Dragons, Elbow e Parov Stelar

Que se lixe o palco principal, o palco secundário é que é!
Gostei de Temples
Adorei Elbow
Apaixonei-me por Parov Stelar
O que eu curti ao som destes últimos, o que eu dancei, foi espectacular!!
Desta vez fui contra o meu princípio de fotos e videos em concertos e filmei um bocadinho pra por no blog pra poder ouvir depois mais tarde.
Espero que gostem, hoje há mais, mas hoje levo o carro fonix, que ontem vim a pé do Optimus até ao CCB e hoje tou que nem posso!

Entrada

O palco Heineken (palco 2)

O palco comédia

O melhor da noite, sem dúvida: Parov Stelar

Parov Stelar

Elbow

Elbow

Imagine Dragons

Imagine Dragons