Uma ajudinha, se fazem favor

Alguém me sabe indicar uma página com hotéis/apartamentos que sejam PET FRIENDLY?
Quando entro na booking.com consigo ver se os hotéis aceitam animais, mas a questão é um bocadinho diferente.
Há sites com hotéis e apartamentos pra alugar que aceitam animais com gosto, não por “obrigação”.
Por exemplo, eu sei que a antiga Residêncial de S. Marcos (que agora se chama Braga Truthotel) aceita animais porque conheci os donos e eles disseram-me que chegam a ter lá os concorrentes quase todos da feira anual de animais que há no Parque de Exposições
E há páginas com essas listas de hotéis/apartamentos, que eu já tive nos meus bookmarks, mas que perdi 🙁
Alguém me dá uma ajudinha a encontrar uma página dessas por favor?
Quero fazer a viagem daqui pra Portugal de carro, com muita calma e com os 3 estarolas e preciso de ajuda pra planear.

MUITO agradecida!

(escrever hotel for dogs/cats/animals no google não funciona porque vai dar um monte de hotéis pra cães, e não é isso que eu quero.)

O lema é DIY

Um edredon velho e 11 euros de pano suecos fizeram duas camas bem giras e bem confortaveis pros piolhotos. Se destroiem estas, arranco-lhes um dente a cada um e faco deles uma agulha e vao ver o que e’ DIY a serio!

Mas pelo ar relaxado da Juicy acho que ja deixaram de lado essa ideia. Consigo ser uma gaja muito persuasiva quando quero.

Entrada de animais no Reino Unido

Andei distraída e não vi esta notícia maravilhosa que explica que os Ingleses deixaram de ser estúpidos e de fazer os animais esperar 6 meses para entrar no País.
Agora já só é preciso que tenham passado 21 dias da vacina da raiva pra poderem entrar.
Porque é que isto é fabuloso? Porque eu gastei 300 euros com a Petzi pra lhe dar as vacinas, fazer as análises ao sangue e um exame que eram obrigatórios. E já estava a ver a minha vida a andar pra trás com mais 600 mocas pros outros dois piolhos.
E pra quê?
Ora porque se eu tiver que ir trabalhar pro Reino Unido amanhã, já posso levar os cães comigo. Já não tenho que dizer à empresa recrutadora: lamento imenso, mas eu sem os meus cães não mudo de País e e um mês apenas não chega pra eu me mudar de malas e bagagens, são precisos 6. É óbvio que me mandavam pastar.
Com esta notícia passei a poder ter o UK nas minhas opções futuras. Embora Portugal ainda seja o grande favorito na corrida. But you know, just in case. I like having second options.

A melhor decisão que já tomei na vida

Eu sempre quis um cão, desde pequenina. O meu Pai comprou um gato quando eu tinha 5 anos.
Não era o que eu queria, pra mais era um siamês muito dado à independência e não me ligava muito. No entanto era o animal de estimação da família e foi tão bem tratado que durou 22 anos. Chamava-se Fufu porque o meu Pai achou que um dia o gato ia conseguir miar: miau fufu! Era uma música do Sequem de Ouro da altura.
Continuei a tentar convencer o meu Pai a aceitar as ofertas que os amigos dele lhe faziam para ficarem com um cão, mas, citando a minha Mãe: o cão é uma prisão e suja tudo, nem pensar!

E com este mote passaram-se 27 anos até ao dia em que um amigo meu me disse que o irmão dele criava Grand Danois e que me vendia um a preço de amigo por 300 euros.
E eu fiquei toda contente, disse aos meus amigos, e fui gozada durante 2 meses e ouvi conselhos como: o cão é enorme, tu és louca, não o vais conseguir controlar, e depois como é que fazes pra ir trabalhar, mimimimi. Eu sempre fui muito dada às minhas ideias fixas, borrifei-me pra todos e fui buscar o cão.
Trouxe-o pra casa e pu-lo a dormir na cozinha. O cão chorou horrores a noite toda, com uns décibeis que não lembra ao careca, mas nós (o meu irmão, a minha colega de casa e eu), achamos que era só na adaptação e que havia de lhe passar. Durante o dia deixei-o no terraço da casa da Graça que tinha na altura, sozinho. Quando cheguei a casa o cão tinha conseguido que todos meus vizinhos estivessem pendurados à janela porque bradava aos céus e chorava horrores.
Durante uma semana foi assim todos os dias até que a minha senhoria de então me ligou a dizer que tinha recebido queixas dos condóminos todos e que, era o cão ou nós, com muita pena dela. Teve mais pena ela que eu, porque me apercebi que não estava preparada e que efectivamente não tinha tempo nem juízo pra cuidar de um cão. Nem sequer tive noção que tinha que treinar o cão, que tinha de o levar à rua a passear, afinal eu tinha um terraço! Os vizinhos terem-se queixado foi uma benção porque tinha agora a desculpa perfeita. O criador ficou piurso, mas devolvi o cão.
Nessa altura passou-me a pancada e aprendi que não se tinha cães nos terraços.

Passado alguns anos entrou-me um cão abandonado pro carro e eu levei o cão a um veterinário que através do chip localizou os donos. O cão tinha sido “o anel de noivado” de um casamento desfeito. Quando o casamento acabou, a dona do cão arranjou outro pretendente que detestava o cão pelo que ele representava, e como tal tentou arranjar-lhe um dono adoptivo, mas o dono deixou o cão no quintal com as galinhas, e o bicho fugiu. Tinha leucemaniose e os tratamentos custavam 200 euros por mês e eu disse à veterinária, que com muita pena minha, não tinha dinheiro para tal, e consegui devolver o cão à dona originária. Foi aí que descobri que era alérgica a cães de pêlo curto.

Quando vim pra Holanda descobri que tinha tempo e dinheiro pra ter um cão. Sobrava-me tempo e com o conselho de um colega, escolhi uma raça que se adaptava a mim. Um bichon maltês. Fui buscar a Petzi e dediquei à bicha o tempo que nunca tinha dedicado a nenhum animal. Aliás, a ninguém.
A minha Mãe continuou a atazanar-me a paciência a dizer-me que eu era uma anormal porque o cão era uma prisão, e agora como é que ia ser pra viajar, e que o cão sujava tudo e… 
Desta vez, caguei do alto pro que ela dizia e levei a minha avante.

Comprei-a em Novembro e no Natal fui a Portugal com ela. O meu Pai vinha-me bater à porta do quarto às 8 e meia da manhã a pedir se a podia ir passear. Vi a minha Mãe com a Petzi ao colo, coisa que nunca aconteceu em 22 anos de gato. 

Tomei a melhor decisão da minha vida, borrifei-me do altíssimo pra minha Mãe e pro seu discurso, e em Fevereiro comprei o Kruk a meias com o meu irmão para oferecer ao meu Pai. Em Março entreguei-lhe o cão.
A felicidade dele foi incomparável. O meu Pai aos 64 anos parecia um miúdo de 5. Os olhos brilhavam e ele estava radiante. Cheio de medo da reacção da minha Mãe, mas disposto a encarar a fera! (a minha Mãe, não o cão)

Expliquei-lhe que para que ele e o cão sobrevivessem à paranóia das limpezas da minha Mãe, que tinha que o treinar, e ele pagou uma pequena fortuna (acho que perto de 400 euros), mas foi com o bichinho pros treinos.
A minha Mãe capitulou ao fim de um mês e deixou de dizer ao meu Pai “o teu cão”, ou “o cão é teu” e passou a dizer: o meu Krukinho!
O Kruk é “um Senhor”. O cão está tão bem treinado, é tão educado e tão dócil, que sobe as escadas só para que a trela fique ao nível das mãos dos meus Pais para o poderem levar à rua. É a alegria da casa, vai com eles pra todos os lados, dão-lhe uma banhoca semanal, levam-no à rua todos os dias, nunca o deixam sozinho, o cão vai pro cabeleireiro da minha Mãe por iniciativa dela, é o filho não rebelde que nunca tiveram.
Por causa do cão, as discussões lá em casa passaram de diárias a mensais (no máximo).
Por causa do cão, o meu Pai decidiu ser operado à anca depois de 5 anos de luta nossa a tentar convencê-lo. Ele só se operou porque já não conseguia passear o cão e achou que não era justo o Kruk sofrer por culpa da teimosia dele.
Por causa do cão, os meus Pais têm hoje uma razão e um motivo para sairem de casa todos os dias e um motivo para voltarem para casa depois das estadias no Hospital.
Por causa do cão, eu e o meu irmão dormimos descansados a quilómetros de distância dos meus Pais porque eles nunca mais se sentiram sozinhos.

O cão, que começou por dormir num quarto nas traseiras, dorme hoje na poltrona da sala que é o trono do dono, que lho cede quando é hora de ir dormir.

E lá em casa nunca, mas nunca mais se ouviu dizer que o cão era uma prisão ou que sujava tudo.

Culturalmente em Portugal continua-se a fazer duas coisas que me deixam fora de mim:
1) deixar os cães no quintal, no terraço ou na marquise. O lugar do cão é na rua.
2) oferecer-se cães a pessoas que têm filhos, só porque os miúdos pedem e há cães “pra dar”.

O resultado está à vista e há imensos cães abandonados, bem novinhos, que são deitados fora como se fossem brinquedos.
Depois do Natal o meu Pai viu uma gaja deixar o cão atado a um poste em frente ao restaurante enquanto ia almoçar. O cão era do tamanho da Petzi, pêlo comprido, mas acastanhado.
Enquanto sua excelência almoçava, caiu uma tromba de água enorme, e o cão continuou ali à mercê da intempérie, molhado como um pinto, cheio de frio. As pessoas que passavam na rua faziam-lhe festas e a dona nada de aparecer. Até que veio uma moça que trabalhava numa das lojas em frente e desatou o cão da trela e dispôs-se a levá-lo pra casa. A gaja saiu do restaurante finalmente e acusou a moça de ladra. Foi uma discussão anormal já que não houve meio de explicar à besta quadrada que não se deixa um cão atado a um poste no meio da cidade de Braga. Pior foi que o cão não queria ir com a dona, mas sim com a moça da loja. Ainda bem que eu não assisti, senão a esta altura a besta tinha um olho à Belenenses e eu umas costelas partidas.

Na Holanda os vizinhos vêm como é que os outros tomam conta dos animais, e se os virem a ser maltratados chamam a assistência aos animais e são-lhes retirados, sejam cães ou gatos ou canários. Porque na Holanda está na lei que um animal tem que ter chip, vacinas, seguro de saúde, os donos têm que pagar impostos e qualquer tipo de crueldade para com um animal será punida por lei com multas pesadas e a retirada do animal aos donos.
Na Holanda não há cães abandonados pelas ruas.

Na Holanda e na Alemanha, não se vêem anúncios como este:

Urgente ajuda de divulgação -Quarteira – Algarve- O kico viveu praticamente toda a sua vida(1 ano) fechado num terraço 🙁 , precisa de um dono responsável que lhe possa dar toda atenção e carinho que merece , é de porte pequeno , cerca de 4 kg.
contactos para adopção: sónia Gomes caesdaserradaires@gmail.com ou 969823320



Ignorance is a bliss.

Eu não ia escrever sobre isto, mas vai ter que ser porque ontem fui pra cama mal disposta e ou deito isto fora ou rebento, e implodir é que não pode ser.
Relativamente à história da criancinha e do cão: eu recebi como quase toda a gente a foto e as petições e não partilhei nem assinei a mesma por uma razão muito simples: eu não conheço o bicho.
O que eu conheço é a realidade e a pobreza em Portugal (e não só) e que me leva a perguntas simples e concretas:
– o que car@lho faz uma criança de um ano e meio, que mal sabe andar, a passear por uma casa às escuras durante a noite?
– terei sido só eu a entender que uma criança dessa idade deve estar dentro de um berço com uma grade para não poder sair uma vez que pode cair da cama, bater com a cabeça e morrer?
– se calhar estava a dormir com os Pais, que coitadinhos não tinham dinheiro pro berço (esta gente não sabe o que é um contraceptivo), e não perceberam que o bébé se pôs a andar da cama onde eles estavam. Se calhar tinha ido beber água à cozinha, é perfeitamente normal numa criança de 18 meses, vou virar pro lado e continuar a ressonar.
– terei sido eu a única que leu a notícia e que percebeu que o cão não mordeu a criança e que o “ataque” se revelou em contusões cranianas que são causadas pela queda? Mas que no entanto a história foi publicada de várias maneiras, com vários títulos e conteúdos de forma a gerar celeuma porque era um pitbull? Vejam aqui: http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2013/01/08/morreu-crianca-de-18-meses-atacada-por-cao-em-beja
Ora a criança foi mordida, ora foi atacada de modo a criar traumatismos cranianos. Terei eu sido a única a perceber que a criança TROPEÇOU no cão car@lho? Só quem não tem um cão é que é capaz de imaginar um bicho que convive há ano e meio com uma criança e que a ataca, porque sim!
– Um cão com oito anos já não brinca, já não acha que a criança é um brinquedo. Um cão deste porte não põe as patas em cima da criança pra proteger a porta da entrada, nem derruba pessoas. Seja ele agressivo ou não. A criança não tem uma única dilaceração, logo o cão não abriu sequer a boca, e não saltou pra cima do miúdo. Um cão destes ou outro, PROTEGE.

O que eu quero dizer com isto é simples: abatam-se os Pais.

Os responsáveis pela vida de uma criança são os PAIS dela e eu estou cansada de ver filhos da puta que não merecem a sorte com que foram abençoados e que são MAUS Pais. MÁS pessoas. Há gente MÁ, há muita gente que devia nascer estéril mas que ainda aí, a maltratar crianças, a NEGLICENCIÁ-LAS, sem princípios, que os têm quando estão casados e quando se divorciam só as usam como moeda de troca ou como saco de pancada pra aliviar as frustações do dia-a-dia.
E eu convivi com muita criança mal tratada, crianças essas que mesmo assim acham que o Pai ou a Mãe, de acordo com os sonhos deles, são os maiores embora os tivessem abandonado ou maltratado.
E magoa-me profundamente que as pessoas não vejam, não alcancem que uma criança de 18 meses morreu porque os Pais eram umas bestas. Porque só uma realíssima besta deixa uma criança de 18 meses passear pela casa sozinha capaz de perder o equilíbrio a qualquer altura e cair e bater com a cabeça.

Se não houvesse um cão em quem pôr as culpas esta gente ia ser presa por ter matado o filho um dia por negligência. Ainda bem pra eles que vão poder ficar cá fora porque tinham um cão “duma raça perigosa” (olha a sorte o bicho ser um arraçado de pitbull, ah?) e ainda pra mais não vão ter de o alimentar porque já deve ter sido abatido (coisa que eles tentaram fazer há um ano atrás porque não tinha como alimentar o bicho. Um cão que come restos, não pode ser alimentado, logo vai pro canil pra abate) e assim não têm com que se preocupar.

Perante a lei, os animais são coisas e podem ser abatidos porque não têm intenção e porque não têm defesa.
Perante a lei, os animais não têm sentimentos e não podem falar sobre a forma como o bébé e ele mesmo eram tratados.
Perante a lei, qualquer besta pode ser dono de um animal e não precisa de lhe por o chip, de lhe dar vacinas, de o treinar, de o alimentar, levar à rua pela trela, por-lhe um açaime caso se justifique dada a raça, pagar seguro de terceiros e de saúde.

Mas o que é pior!!! Perante a lei, qualquer pessoa pode ser Pai e pode ser Mãe. E isso é o que eu não compreendo.

PS: perguntam-me muitas vezes porque é que tenho 3 cães e já me perguntaram porque é que não dou um ou dois deles.Se não o fiz e não o faço é porque nenhuma (nem uma!) das pessoas que me pediu um cão esteve disposta a por-lhe um chip, dar-lhe um passaporte, pagar as vacinas, TREINA-LOS ou sequer levá-los à rua. Nem uma! E eu recusei categoricamente família e amigos. A única pessoa a quem daria um deles era aos meus Pais ou a um ou dois amigos que eu soubesse que fariam o exposto, mas infelizmente esses não me pediram um.
Se me quiserem ver perder a cabeça, ser (ainda mais) mal educada e peixeira, é passarem por mim em Braga quando as pessoas passam por mim na rua e me dizem: Ó menina, dê-me um!! A menina tem 3! O que é que lhe custa? Vá lá!
E esta gente fala a sério!! E eu ESPUMO literalmente da boca, lanço o meu olhar mais fulminante e viro-lhes as costas pra não as mandar pro… exacto!
Os cães são meus, são da minha responsabilidade e exigem muito trabalho, muito amor e muita dedicação. E não são coisas, são animais e têm sentimentos. São ciumentos, são meigos, são dedicados, gostam mais de mim que muito boa gente e demonstram-no. E no dia em que eu perder um deles vou perder um pedaço do meu coração, porque eles roubam-nos o coração, mas vou ter a certeza que eles me garantiram momentos de alegria únicos. E quem não percebe isto é porque nunca teve um cão.