Uma troca de prendas à maneira

Ontem um dos nossos casais amigos fez uma festa de Natal com uma feijoada de marisco dos Deuses e quarenta pessoas que trouxeram ainda mais comida e bebida e um presente pra célebre troca de presentes.
Esta troca de prendinhas tão natalícia e habitualmente tão frustante sempre que nos calha uma prenda da treta foi absolutamente épica e genial. Embora a maioria não entenda o que quero dizer, mas aquilo foi como um momento Candeia no seu melhor. O que eu me ri foi indiscritível.
Vou tentar explicar as regras do jogo pro caso de quererem fazer porque realmente valeu a pena.
Ora então é assim:
Mais ou menos em roda, a primeira pessoa vai à pilha de presentes e escolhe um presente embrulhado. Desembrulha-o e sai de lá algo. Neste caso foi um pacote de arroz cigala :))
A pessoa seguinte vai buscar outro presente e antes de o abrir pode decidir se quer o presente da pessoa anterior ou se quer desembrulhar o que tem nas mãos. Se decidiu ficar com o presente do gajo anterior (neste caso um pacote de arroz) dá o presente embrulhado ao anterior e fica com o que já estava desembrulhado e dá o embrulho ao primeiro.
A primeira pessoa novamente desembrulha outro presente e sai de lá o que for, uma velinha, uma chávena, os chocolates, whatever.
A terceira pessoa vai à àrvore e escolhe outro presente enquanto vê os dois presentes anteriores que saíram.
Tem de decidir se o quer desembrulhar ou se quer o presente já desembrulhado que saiu a um dos outros. Se saiu uma cena fixe a um dos outros, pode-se virar e dizer: quero aquele! Podem imaginar a cara de desilusão do que se vê despojado da coisa. Se lhes saiu cenas chatas, está tudo a tentar convencer o gajo que tem o presente embrulhado a ficar com o seu.  Se sairam cenas fixes, está a tentar ficar com a sua coisa.
Digamos que o terceiro decidiu desembrulhar o seu presente. Agora há 3 presentes abertos.
Vai o quarto gajo/a à àrvore e escolhe um quarto presente e decide desembrulha-lo, e sai-lhe uma garrafa de champanhe, umas pringles e uma caixa de chocolates. Vai o quinto e armado em bonzinho, desembrulha também  E vai o sexto, pega num presente e sem o desembrulhar oferece-o ao gajo que tinha o champanhe: dá cá!
E o quarto gajo fica com um novo presente pra desembrulhar. E pode ir ter com um dos anteriores e troca-lo por outra coisa que saiu. E imaginemos que era ao segundo. E vai ele e pega no embrulho e dá ao sexto e pede a garrafa de champanhe e dá-lhe o presente embrulhado novamente!
E só se pode fazer esta troca de embrulho 3 vezes, ou seja, o sexto tem mesmo que o desembrulhar. E o sétimo vai e pega noutro presente e tem que decidir desembrulhá-lo ou trocar com um dos anteriores.
O que eu me ri foi indescritível, até porque eu estava no fim da roda por isso estava sempre a ver o que era a cena mais fixe que tinha saído pra ver o que é que eu ia roubar no fim!!
Eramos 40 e saíram coisas como: duas chávenas de chocolate quente muito fofas, um pacote com 5 pastas de dentes, um tronco (eu pensava que o meu presente era foleiro, mas aquele era bem pior), um porta-chaves, dois frascos de compota Portuguesa (mais de metade éramos tugas e foram bem disputados. É tão fácil ser-se emigrante!), uma garrafa de azeite, uma régua medidora de pilinhas (este foi o que eu ofereci, tinha que ser eu…!), dois conjuntos de champanhe, pringles e chocolate e mais uma cena verde que acho que era uma bola…?!), um pacote de arroz, um cestinho de verga com um chocolate lá dentro, uma luz de presença pra bébé em forma de sapinho que era uma delícia, uns garfos extensíveis pra coçar as costas (bem nices!) que deram origem a uma luta de espadas, ……..
Só queria que vissem a meio do jogo a malta a quem tinha calhado cenas xungas com as cenas na mão a abaná-las pra aquele que tinha um presente na mão por desembrulhar pra convencer o outro a ficar com o deles. Foi um momento ao estilo: as chaves! O dinheiro! As chaves! O dinheiro!!
Esta fica decididamente eleita como a melhor troca de presentes de Natal ever!
Não posso colocar fotos, mas posso-vos dizer que até a Juicy e o Bitoque curtiram (também foram e andaram de colo em colo o tempo todo, excepção feita a duas mijas fora do lugar) e que a Petzi estava doida com a quantidade de comida. A bébé Matilde dormia a sono solto no andar de cima, não faço ideia como, porque aquilo foi um cagarim inimaginável.
Muito muito muito obrigada ao casal mais fofinho de Amesterdão city que fez uma verdadeira festa de Natal à maneira e que me fez sentir tão verdadeiramente em família.
Bem-hajam!!

(acho que este jogo é feito pelos Holandeses nestas festas, eu nunca tinha jogado, mas imaginei logo uma cena destas numa festa da Candeia e oh pa, o que eu curtia ver a cara dos putos a jogar isto!!)