Adenda ao post anterior

Eu acho que o noivo era o baixinho, a Luna diz que era outro que lá estava. Enfim, era um gajo, e se não era o baixinho, então não faz mal, quem casa é a Senhora, não sou eu! 😉 O certo é que ela estava toda contente porque ia casar e anunciou naquele dia, e foi giro.
Mas a adenda importante, é que a missa ao Domingo é mais bonita, aí é que se tem aquelas senhoras todas com os vestidos bonitos de domingo, e chapéus e o camandro. Nós fomos no Domingo de Páscoa, pelo que a situação de fila era AINDA mais complicada que o normal e havia malta lá desde as 7 da manhã. Como era Domingo de Páscoa também limitaram as entradas a 200 turistas.
(Vimos pessoas cá fora que pareciam tiradas dum postal!)
Eu não sei exactamente quantas pessoas que não sejam da Congregação eles deixam entrar, mas como eles dizem, e bem, aquilo não é um concerto. Pelo que, no dia que nós fomos havia mais de 200 pessoas. Mas era um dia fraquinho de assistência local, pelo que estávamos imensos turistas lá dentro.
O que me disseram é que mesmo nos Domingos normais, é preciso ir pra lá cedo. A missa começa ao Domingo às onze, se não tou em erro.
Às quartas, o “espectáculo” é mais fraquinho (salvo seja, que eu achei brutal! Imagino se vou num Domingo, já me tinha convertido!)mas é mais garantido que consigam ver. Tentem num Domingo, e se não conseguirem, vão na quarta.

Do que mais gostei e recomendo em Nova York #2


O Gospel na Abyssinian Baptist Church em Haarlem.

Antes de mais, a dica da semana: em vez de tentarem ir lá num Domingo de manhã (a fila dá a volta ao quarteirão), vão à QUARTA-FEIRA ÀS SEIS.
A missa começa às 18:30 e não há quase fila nenhuma às seis, entram de certeza. Eles só admitem um máximo de 200 visitantes.
E vão com tempo, a missa dura hora e meia. Mas vale muito a pena.

Gostei mais que do Musical na Broadway. Gostei mais que do Top of the Rock. Gostei mais do que de East Village. Gostei tanto tanto tanto que quase viro Baptista só pela emoção, positivismo e gratidão sentida naquele dia.
Ser Católica e ouvir as nossas missas, e depois entrar numa missa destas…é pensar que devo ser a criatura mais aborrecida do mundo!
A Reverenda ficou noiva e anunciou naquele dia à sua Congregação. O noivo estava lá, outro Reverendo. Cheio de voz, pulmão e musicalidade. Baixinho, gorduchinho e inspirado. A missa ia ser diferente, disseram eles.
Quando lá chegamos explicaram-nos muito bem que aquilo não era um concerto. Era uma celebração e como tal, nós tinhamos de participar. Quando eles se levantassem, nós levantarmo-nos-iamos. Quando eles batessem palmas, nós bateríamos palmas. Quando eles cantassem, nós cantaríamos (esta parte é um bocadinho mais difícil!), porque nós estavamos lá “to praise the Lord!!”
No início tivemos direito a um “primo do Stevie Wonder”, que por muito bem que cantasse, não era tão poderoso como o Coro que esperávamos. Receámos mesmo que fosse “só aquilo”…é que não se podia sair dali antes da missa acabar, e é tudo muito giro e tal mas … Enfim, eu cá tava contente porque achei que aquela gente era toda muito optimista, e que estavam a partilhar com sentimento as alegrias e conquistas deles.
Não sei se foi de muito “Cor Púrpura”, se foi de muito “Do Cabaré para o Convento”, mas eu sempre quis fazer parte duma missa deles e gritar: AMÉN!! ALELUIA! PRAISE THE LORD! OH MIGHTY LORD! =D
Nisto, passado uns 20 a 30 minutos de lá estarmos, entra o coro de Gospel. Todos bem vestidos, todos penteadinhos, bonitinhos, preparados.
Vai daí o noivo Reverendo decide mostrar umas músicas novas.
E foi como sempre imaginei! Quando dei por mim estava de pé, a bater palmas, a cantar, a abanar a pescoceira, o rabinho e o pezinho ao som daquelas vozes maravilhosas e poderosas!!
Quando pensei que tava a acabar, vai a Reverenda e sobe ao estrado pro sermão (eu bem achei que só cantar era um bocadinho estranho).
A Senhora parecia saída dum programa da Oprah.
“Botou” um discurso de ficar pregado ao chão. De tal forma eloquente, de tal modo poderoso, de tal modo inspirador que ainda hoje me lembro do sermão: “What will it take for you to believe that He is among us?”
Fiquei tão impressionada, que imagino que se algum dia tenho tido a oportunidade de ouvir o Martin Luther King ao vivo desatava num pranto.
Acabou com tudo de pé, a cantar novamente.
A experiência é única, e garanto-vos que, se algum dia viver nos EUA, uma vez por mês vou a uma missa destas. Fica-se inspirado pra sempre.

Do que mais gostei em Nova York e recomendo #1

Comecemos pela minha paixão “fajuta” por jazz. Eu não sou uma pessoa muito curiosa e tenho péssima memória pra nomes ou pra decorar as letras de músicas inteiras. Gosto imenso de música mas sou um zero a cantar, e um zero a tocar qualquer instrumento.
Como expliquei há uns tempos, a minha Mafaldinha tinha uma colecção fabulosa de CD’s quando partilhamos casa, e mostrou-me muitos e bons autores. E muito e boa música. Até aprendi a gostar de Sérgio Godinho vejam lá!
(sim, eu sei… é escusado darem-me porrada, tá?)
Enfim, o certo é que descobri com ela que gosto de Jazz. Mas sinceramente nunca me dei ao trabalho de estudar autores, compositores, cantoras, cantores, músicos ou batidas em particular. Sou muito simples na análise, ou gosto, ou não gosto consoante me deixa bem disposta e se sinto o coraçãozinho a aquecer de relax e melancolia boa. Talvez por isso não suporte nem compreenda os transe psicadélicos, e as electrónicas de não sei quê, e procuro manter-me ignorante nesse campo.
Bom, adiante, isto pra dizer que ia a passar com a Luna em Washington Square e ouço um grupo a tocar. Ora…por partes então:

1) Washington Square é este sítio fabuloso onde no filme “When Harry met Sally” a nossa amiga Meg Ryan deixa o Billy Cristal quando eles chegam juntos por primeira vez a Nova York, depois daquela fantástica tirada:
I don’t believe men and women can be just friends.
So I guess we won’t be friends. It’s a shame, I don’t know anyone in New York.

É um dos meus filmes favoritos de sempre, e a melhor comédia que vi em anos, venham as que vierem (também podem recomendar, que eu cá não sou fundamentalista e gosto que me apresentem coisas novas), e por isso este sítio pra mim tem magia.
Além do que tem resmas de gente espalhada por todo lado a curtir o sol, estudar, ouvir música, passear o cão, o pato e a galinha (Joey! Where are youuu?), nannys, empregados, desempregados, amigos, amigas, artistas, yuppies e fica mesmo ao pé da NYU e é bom pra almoçar e apanhar sol.

2) Ao dar o nosso passeio por lá, ouvi uma banda que estava lá a apresentar-se ao turista e ao habitue, e gostei tanto que comecei a dançar aos saltinhos e fiquei 200 por cento (ainda mais) bem disposta e pah, tão contente, tão contente…que comprei dois CD’s aos senhores e agora ouço-os cá em casa. Pra não variar exagerei um bocadinho (pensei eu na altura) na compra, e como são um bocado na onda do Charleston pensei que me ia fartar, mas não. O clarinete tá pra ficar. E o trompete, e o banjo, e pronto, tou fã, cantarolo sozinha no carro, abano-me toda no assento, canto no meio da rua, é uma alegria! Primeiro estranha-se, depois entranha-se.

Recomendo VIVAMENTE:

BABY SODA

O que vale a pena comprar em Nova York #4


E há depois aquelas coisas que adiamos durante anos porque é uma futilidade e não sabemos muito bem como justificar perante nós próprias o dinheiro que se dá por um objecto que não tarda terá outro mais evoluído a substituí-lo…
E uma vez comprado e bem utilizado rendemo-nos. Absolutamente e desmesuradamente.
Acordei a ouvir Lisa Ekdhal, a minha casa voltou a ter música ambiente, cheirinho a … CASA. A partir de agora, esteja onde estiver, tenho o meu som por perto, bossa nova, jazz, blues, just them and me.
Gosto tanto.
Se eu soubesse que ia ser assim, já o tinha comprado há mais tempo.

O que vale a pena comprar em Nova York #3

Caso se inche (que é como quem diz, engorde!) 6 kilos como no meu caso, e se tiver a precisar de renovar o guardar roupa porque já só se cabe nas calças da avó e se quer uma óptima desculpa pra comprar mais cenas de que não precisa, é favor ir ao Outlet (nem vou por links porque se googlarem vão encontrar tantos, mas tantos outlets que até vão ficar doidos. Só se ouvia português e brasileiro, espanhol e italiano. Guess why, né?) comprar:

Carteiras da DNKY

50 aéreos no máximo cada uma.
Eu cá não sou gaja do sapato, embora goste, eu sou gaja da carteira e com tanta oferta até se me parou o cérebro!

Fatos da Calvin Klein

Comprei um vestido por 40 aéreos que é uma tara!

UGSs

60 aéreos, vai buscar!

“Marina Abramovic: The Artist is Present” – MoMA 2010

A Kitty Fane adiantou-se na explicação, por isso vão aqui ler o que ela escreveu sobre a Marina Abramovic.
Eu, como sempre, ignorante q.b. não consegui atingir o impacto da dita Marina a … jogar ao sério.
Esta exposição estava no MoMa. Eu acho que deve ter sido por ter “lambido” a exposição toda do Berardo aqui há uns anos que fiquei traumatizada e não consigo apreciar arte moderna. A exposição do Tim Burton (PRA MIM, atenção que foi PRA MIM!) foi um bocado seca. Tem a sua piada ver os desenhos dele, e eu que sou grande fã dos filmes achei que ia conseguir alcançar um bocado mais, mas não. Gostei dos filmes no início. Muito fixe. E do fato do Eduardo Mãos de Tesoura. Sou uma básica.
Ficam as fotos (não do Tim Burton que isso não dava sequer pra tentar) da Instalação de Marina Abramovic e do MoMA, pode ser que gostem e apreciem mais devidamente que eu.



Billboards em Times Square

A capacidade que os Americanos têm de fazer negócio com tudo e mais um par de botas é absolutamente impressionante. Tudo pra eles é uma oportunidade de negócio, tudo é possível, tudo se vende, tudo se compra, o que interessa é consumir.
A aposta que fazem nos billboards é algo que superou as minhas expectativas.
Os meus favoritos:
(eu não consigo por as imagens em ponto grande, por isso cliquem pra ampliar, sim? Obrigadinha 😉 )

PS: O da Calvin Klein é uma tara. Eu juro que babei a olhar pro moço tantas vezes que tinha de o trazer pra casa de alguma maneira. Foi em modo postal!










O que vale a pena comprar em Nova York #1


Nos Estados Unidos, o que vale mesmo a pena comprar por ser ao preço da uva mijona, são mesmo os produtos americanos que usarem.

Agora é a vez das meninas, depois passo aos meninos, tá?

Há 11 anos atrás apareceu-me a minha primeira borbulha. Eu, que passei a adolescência e a Faculdade toda sem um único ponto negro ou qualquer espécie de acne, sendo alvo de inveja das minhas amigas e raivinha das inimigas, aos 22: zaca! Toma lá que já almoçaste! Disseram que eram as hormonas. Se sim ou não, não faço a mínima, só sei que eu tentei de tudo, fui a 7 dermatologistas e 3 alergologistas. Comprei os melhores produtos farmacêuticos recomendados pelos Senhores Doutores, tomei Ruacotan duas vezes que me arrebentou com o estômago e me deixou na mesma. Quando vim pra Holanda a coisa piorou porque o clima seca a pele, ao ponto de eu sair de casa com duas camadas de base a tentar encobrir os gorgulhos que me apareciam debaixo do queixo (mais propriamente dito, na papada) e os das bochechas que me faziam inchar a cara e davam dores de direito a morfina.
A minha esteticista recomendou-me uma Clínica de Beleza em Amsterdão. Perdido por um, perdido por mil, lá fui eu fazer um peeeeeeling! Se é pra “botar fino, eu boto”!

O certo é que a moça da Clínica me recomendou estes produtos da MDFORMULATIONS e com os peelings que ela me fez com a mesma marca, a minha pele parece cú de bébé.

Nunca mais tive problemas, passei a ter a minha pele de 22 anos outra vez, com umas rugazitas insipientes, mas fabulosa, com vida, saudável.
Fiquei fã dos Mdformulations, mas o preço cá é exorbitante. Nos EUA é uma pechincha. O gel de limpeza diário custa 32 dólares. Cá custa 55 EUROS.
Não é difícil supor que me desgracei certo? Tenho produtos pros próximos 6 meses, e quando acabarem já garanti que tenho quem me envie os ditos cujos por correio. Abençoadinha a hora Senhores!