Ai pq em Portugal não se faz coisas diferentes, inovadoras, e mimimimi. Faz sim senhora, deixem de ser bacocos.

Crowdfunding = + Dinâmica + Iniciativa + Empreendedorismo

Eh pah, se ao menos nos desses um cabaz de Natal, agora iniciativa?

Pois é, lamento, mas não se vende “dos cojones” pelas esquinas, não é qualquer um que é capaz de apostar em produtos Portugueses, em marcas Portugueses, em talentos Portugueses, em solidariedade em Portugal. Mas alguns de nós sim. Sê um deles.

A movimentação dos lobbies

É algo que sempre me assustou. A indústria farmacêutica é possivelmente o lobby mais forte a nível global, mas a Associação de Farmácias de Portugal é escandaloso.
Vamos lá falar de donos de farmácias. Pra início de conversa, tenho na família pessoas que são donos de farmácia e que se há coisa que nunca os vi passar foi dificuldade financeiras. Também tenho amigas que são donas de farmácia e garanto-vos que o negócio não lhes corre nada mal e o dinheiro abunda.
Faz-me uma urticária terrível (quase tão grande como a que ganhei quando li que o Américo Amorim tinha dito que não era rico, que era trabalhador.) ler que há farmácias perto da falência.
Pessoal, a compra duma farmácia custa no mínimo 150 mil contos, dos antigos. Nunca soube duma farmácia à venda por menos desse valor. Vamos lá repetir: cento e cinquenta mil patadas das antigas.
Ora não há banco nem associação que te empreste o dinheiro sem ter uma garantia que o pode pagar num curto prazo de tempo, seja ou porque o negócio é bom, ou porque oferecemos garantias imóveis de que o podemos comprar.
Conheço pessoas que são donas de cinco farmácias. C-I-N-C-O.
Posto isto, leio o artigo no jornal i e quase me dá uma travadinha.
Artigo francamente histérico e encomendado em que a Associação Nacional de Farmácias alerta que deveriam ser protegidas pelo Estado no seu estado actual de total “desamparo”, porque se houver concorrência entre farmácias, o utente é que vai ficar prejudicado. WTF??
Expliquem-me lá como se eu fosse mesmo muito muito mas mesmo muito burra, se isto faz algum sentido:

Situação do sistema ambulatório tem vindo a degradar-se desde 2005. Sector queixa-se das medidas impostas Associações de farmácias e distribuidores no mercado ambulatório alertam para colapso das farmácias. A situação, dizem, está a degradar-se a ritmo acelerado desde 2005. O cenário é de alerta, de acordo com dados adiantados pelo sector: 20% das farmácias estão sem dinheiro para repor stocks.(…)
Tribunal de Contas vs. farmácias O que é certo é que na recente auditoria ao Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde), o Tribunal de Contas (TC) lembrava que as farmácias têm rentabilidades muito superiores ao restante comércio, para defender que é possível, através do aumento da concorrência entre estes estabelecimentos, diminuir os preços dos medicamentos.
(…)Helena Castro Machado frisa ainda que se as recomendações de redução dos lucros das farmácias feitas pelo TC forem seguidas, “muitas terão de encerrar”. E receia que os juízes do TC tenham ignorado na sua avaliação “os condicionalismos legais exigidos ao exercício farmacêutico e o impacto das múltiplas alterações legislativas, sobretudo nos últimos dois anos, à política do medicamento e na gestão da relação entre Estado, farmácias e utentes”. Estes factores estão a conduzir, refere ao i a presidente da AFP, a “uma autêntica catástrofe para as farmácias”. Neste ponto específico, Helena Castro Machado diz que a política deve estabilizar e definir regras claras para a missão das farmácias no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, pois “a continuarem as medidas erráticas, o sistema colapsará pelo elo mais fraco, precisamente pelas farmácias, pondo em causa o próprio SNS”. Para o representante da UDIFAR, a concorrência nem sempre é garantia de melhor serviço: “Há um limite, pois em situação de debilidade financeira, uma concentração demasiado elevada de estabelecimentos farmacêuticos conduz a uma deterioração do nível de serviços”. E defende que “deve ser o Estado a aferir o nível de serviço prestado pelas farmácias e a assumir esse controlo”.

Não sei se é da barba…

mas este mocinho é muito jeitosinho.

E ainda por cima faz surf! Assim de repente, já gosto muito do João Pina.

Já tenho viajado diversas vezes pelo mundo fora e todas as pessoas me dizem que Portugal é um local privilegiado para a prática do surf”, refere o atleta do Sporting Clube de Portugal, bicampeão de judo da Europa na categoria -73kg. Amanhã o judoca de 29 anos vai para Paris, onde irá participar no Campeonato do Mundo 2011.

(Supostamente) Ganha mais um Holandês da classe média que o Paulo Portas.

Mas não têm 160 mil patadas num banco… se calhar é do empréstimo da casa ou então o homem é muito poupadinho e anda a amealhar há… 30 anos.
Pronto, não gosto do Portas. Nunca gostei. Go ahead and shoot me. See if I care.

O que eu sei é que gostei de ver os rendimentos declarados, olarilas!

Os parasitas

Na onda do meu post anterior, lançaram uma campanha em Itália para ajudar a recuperação do rombo que a evasão fiscal provoca nas contas públicas do País.

“Quem vive à custa dos outros prejudica todos. Derrotar a evasão fiscal é do teu interesse”.

Será que funcionaria em Portugal? Será que vai funcionar em Itália? Hummm… tenho as minhas dúvidas. Não me lembro dalgum deles ter consciência pesada…

Gente jovem

Ora expliquemos duas ou três coisinhas básicas:
1) Na Alemanha chega-se à Universidade com mais de 19 anos habitualmente. Muitas vezes acabam o liceu e fazem um ano sabático a viajar ou a viver e trabalhar noutro País para aprender um segundo ou terceiro idioma em condições. Durante o curso também não é raro que parem um ano para poderem fazer mais um intercâmbio cultural, seja a meio do curso, seja no final do mesmo. Resultado: o curso termina-se mais ou menos pelos 26 anos de idade. Em 4 anos de trabalho não chegam a CFO, é óbvio.
2) Em Portugal, hoje em dia, aos 21 ou 23 estamos “despachadinhos”, de canudo em punho e vamos trabalhar na empresa Portuguesa típica a troco de tuta e meia. Oitocentos euros por mês é bem bom! E ainda por cima se formos TOCs podemos assinar escritas e despachar o contabilista que lá estava há anos a “mamar na pata do cavalo”. E o CFO anterior já estava nos 50 e muitos, pode bem ir pra reforma, e cá vai o puto pra frente de batalha antes dos 30.
3) O Português tem menos experiência internacional, infelizmente, porque uma vez chegados cá fora custa-nos um bocadinho voltar pra sermos explorados novamente. Não falo de mim, mas sim de amigos meus que trabalham fora de Lisboa ou do Porto, e que se sujeitam aos tais 800 euros e ficam nas suas terras Natal. Eu não tenho nada contra viver em Portugal, muito pelo contrário. Mas não suporto “o Patrão” Português. O Patrão que acha que nós não temos horários, que acha sempre que nos paga muito e que nós lhe devemos eterna obediência e gratidão por termos direito aquela côdea de pão que é hoje em dia termos emprego. E que se aproveitam do facto de haver muita gente desinformada e muito jovem a aceitar os desafios que lhe colocam como ser CFO a troco de tostão. Nem sequer lhes explicam que se as contas não estiverem correctamente consolidadas que quem assina a dita escrita pode ir parar ao xilindró. Não lhe explicam que se eles fizerem a vontadinha ao Patrão e às suas maroscas para conseguir um subsídio tal e tal mostrando que o rendimento é baixinho estão a incorrer em ilegalidades. E os putos querem é guito pra pagar o empréstimo do carro e da casa, e como tal aceitam porque só assim é que o Patrão lhes pode “pagar mais” usando os subsidios do Estado para primeiros empregos e estagiários….durante 4 anos…e o resto vocês já sabem.
4) E pra rematar: os Portugueses têm uma capacidade de trabalho acima da média, por isso é lógico que chegam lá mais depressa. Que mais não seja o nosso “desenrascanço” vale-nos intra e fora de portas e faz de nós CFOs e COOs e CEOs muito cedo. E nós merecemos.

Luta contra o cancro em Amesterdão

A taxa de mortalidade na Holanda devido ao cancro é muito alta, tal como noutros Países. Embora não tenha ido investigar os valores Holandeses, acredito que seja mais alta que em Portugal.
Isto porque a medicina na Holanda é reactiva e pouco preventiva.
Posto isto, escolham qualquer outro País para ficar doente menos este. E nunca mais se queixem das políticas de Saúde em Portugal, vocês não sabem o privilegiados são.
Quando voltei de férias em Junho, à porta de Schiphol estava esta iniciativa e chamou-me a atenção.

Para algo bastante mais sério como o destino da Europa

Esta entrevista do João Duque é um pouco…intensa, digamos. Mas não deixa de ter razão em muita coisa.

Há o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira…

Mas o que temos neste momento é uma coisa vaga. Há uma emissão de dívida, para salvar uns quantos, mas não há o reconhecimento claro de que há activos por parte do fundo para agir de forma directa, sem passar por 27 parlamentos a aprovar não se sabe o quê. E se for só pelos parlamentos, boa! Porque pode ser ainda mais complicado, quando dos 27 dez ainda têm passar por referendos para permitir que determinado tipo de bens possam servir para pagar dívidas! Mas alguém vai pagar uma dívida destas?! Só se for louco! Portanto, o problema não está nada resolvido. Atamancaram aqui uma solução, não resolveram nada, e isso nota-se! Qualquer coisinha, lá vai o Sarkozy falar com a Merkel ao fim do dia, porque os mercados estão a tremer. É evidente que estão a tremer, os líderes são os primeiros a tremer!

Se falasse com Merkel, hoje, o que tinha vontade de lhe dizer?

Eu tinha vontade de fazer uma pergunta que acaba por ser comum a todos os outros, que é: como é que a senhora quer ficar conhecida para a História? Por aquela que destruiu ou por aquela que construiu a Europa?

(…)

Os alemães vão ficar orgulhosamente sós?

Os alemães qualquer dia não saem da Alemanha. Eles, que gostavam tanto de ir passar férias à Grécia, era só descer um bocadinho, já não podem lá pôr os pés. Arriscam a chegar lá e nada funcionar. Imagine que têm um azar, vão parar a um hospital e depois lhes dizem que não há soro – e nem dizem em alemão, que não sabem, dizem em inglês; olhe, soro, não há! O hospital não tem dinheiro para comprar soro. O senhor, trouxe soro de casa, da Alemanha? Não?! Azar. Vá lá mandar comprar. Depois, a seguir, já não vêm a Portugal, depois já não vão a Itália, nem a Espanha… Ficam a fazer férias debaixo do capacete. Se os cidadãos querem isso, é isso que vamos ter.

(…)

A nossa economia ainda está muito estatizada…

É preciso tirar esse peso, que é muito fácil ser burocratizante, à economia. Porque a administração pública, o Estado, não tem por função desenvolver a maioria das actividades económicas que por aí faz. Não tem. O Estado não deve ter aquilo que deve pertencer à iniciativa privada. E falta iniciativa privada, dos cidadãos. Ainda temos esta cultura, de achar que o Estado é que tem que resolver tudo. E depois, acham que dá segurança estar no Estado. Isto tem que se alterar. Não dá segurança nenhuma estar no Estado, o que dá segurança é estar numa actividade que é bem sucedida.

Portanto, acho que se deve repensar o poder do Estado e os deveres do Estado para depois desobrigar os cidadãos e dar-lhes mais possibilidade de escolha: façam o que entenderem.

Para lerem a entrevista completa cliquem aqui.