Fingers crossed. Esta lei tem de passar amanhã, sem falta.

É mesmo importante que as pessoas compreendam as consequências de maltratarem um animal, de o abandonarem ou de pura e simplesmente o negligenciarem.
Também é muito importante a denúncia.
Se virem situações destas ou presenciarem um abandono, principalmente agora no verão, tirem uma foto à matrícula do carro, à pessoa em questão, e denunciem-na.

“O projeto de lei do PSD pretende punir os autores de «quem, sem motivo legítimo, infligir dor, sofrimento ou quaisquer outros maus tratos físicos a um animal de companhia», com «pena de prisão até um ano ou com pena de multa até 240 dias».

Em caso de morte do animal, a punição é até dois anos de prisão ou uma pena de multa até 360 dias.

O aditamento ao Código Penal proposto pelos sociais-democratas contempla ainda pena para quem abandonar animal de companhia, sendo a moldura penal prevista com pena de prisão até seis meses ou multa até 120 dias.”
http://www.tvi24.iol.pt/503/sociedade/companhia-tvi24-criminilizacao-animais-ultimas-noticias-maus-tratos/1562323-4071.html

E não julguem que são só os “pobres de espírito” das pessoas sem educação que fazem disto, a senhora Doutora é bem capaz do mesmo, e o senhor Engenheiro também, gente sem alma e sem coração encontra-se em qualquer lado, em qualquer estrato social.

Enquanto esta lei não é aprovada e eu não posso fazer umas quantas denúncias pendentes, desejo, de alma e coração,
do mais fundinho do meu ser,
com todas as minhas forças,
que todos aqueles que têm um cão preso numa varanda sem água ou sem comida,
que aqueles que se recusam a passear o animal na rua por falta de tempo e o trancafiam dentro de portas e depois lhe batem quando ele rói alguma coisa,
que o ignoram ou se limitam a alimentá-los sem qualquer tipo de interacção, como se estivessem a tratar dum porco pra matança, deixando-os expostos às intempéries sem clemência,
que os arrastam em automóveis e os espancam,
que lhes desejam a morte,
desejo mesmo muito, muito, que estas pessoas tenham uma morte lenta e dolorosa, que a vida lhes corra efectivamente mal, que o azar as persiga continuamente, e que tenham violentas doses de caganeira diária.
Já agora, este meu desejo é extensível a todos quantos maltratam crianças de qualquer idade, em qualquer número e grau.
Expliquemo-nos: vocês não deviam viver, tenho dito.

Tou toda podre! Enquanto me lembrar desta não mudo de País outra vez!

E se não fosse a Luna e a Lena a ajudarem-me a embalar, estava bem quilhada! Obrigada meu anjos da guarda!

Agora é só meter esta m… no camião e cruzar os dedinhos pra que haja gente pra me ajudar a por isto no dito cujo, e a tirá-lo pra fora na minha casa nova de Lisboa. E depois disso não mudo de País outra vez enquanto me lembrar deste pincel!!! Apre! 

Lágrimas rolam pela minha face na hora da despedida…

….NOT!!!

Lisboa, my love, I’m on my way!
Tô chegando!
Nota/post: 
Mil desculpas aos que ainda permanecem na Holanda, eu sei que é muito feio “contar dinheiro ao pé dos pobres” como se diz na minha terra, mas é que realmente já dei tudo o que podia dar de mim como emigrante e quero meeeesmo muito estar o mais que puder em Portugal e o mínimo possível na Holanda. E se há coisa de que fujo é deste clima pavoroso, que me deprime, me deixa melancólica e que me exige 3 camadas de roupa em pleno verão. Quando acabei as mudancas este fim de semana, tive a certeza absoluta de ter fechado um enorme capítulo da minha vida, e quero mesmo muito comecar um novo, na minha casa nova, com os meus bichinhos (de quem estou roxa de saudades), perto da minha família e dos meus amigos antigos e “novos”, com novas aventuras e muito muito sol. Daí esta alegria toda por estar prestes a enfiar-me no avião rumo a … CASA.

É unânime!

Esta semana estou em Amesterdão e o consenso é total: estás diferente! Não é só o cabelo, é a tua cara, deixaste de estar cinzenta! 
Comé qué? Come again?
Pois aparentemente, antes de ir de férias em Maio, estava tão mal que de pálida passei a cinzenta. Tinha um ar doente (tive um ataque de asma, por isso confere!) e infeliz (juro que não percebi) e estava uma pilha de stress.
O extreme make over que prometi comecou, primeiro pelas sobrancelhas (Yoggi, és a maior!), depois pelas roupas e acto seguido, pelo cabelo que sofreu uma mudanca radical. Além disso apanhei sol na rua (juro que ainda não fui à praia!), perdi 4 kilos (mas já recuperei 2!), e … já não pareco o monstro das bolachas à beira dum colapso!!
Por isso mandaram-me ficar em Portugal quanto tempo for preciso porque dá gosto ver-me tão bem!
Já vos disse que adoro os meus chefes? 😉
O certo é que me sinto excelente, embora esta semana esteja um bocadinho rabujenta por ter que vir a Amesterdão…não é que eu não goste de cá vir de visita, mas sinto-me como se me tivessem tirado um chupa da boca! Agora que eu estava a desbundar Lisboa, tive que cá dar um salto, pra mais pra embalar a casa (tou farta de mudancas!), e pronto… foi mesmo a coisa de “a la menina mimada”: não me apetecia!
Mas não tenho nada de que me queixar! Até tem estado bom tempo e tudo, lucky me 😉
Ah, já agora uma nota, hoje descobri que na Holanda também há betos! Acho que se diz kakers…se alguém souber como se escreve que se acuse, por favor.
Eu sabia que havia zonas melhores e mais chiques pra viver, aliás, a minha antiga casa aqui em Amesterdão era numa zona super-in, como me disse uma vizinha uma vez: the new Paris of Amsterdam! Wuuuhuuuhuu :))
Mas não sabia que também se identificavam uns aos outros pela roupa (aqui os miúdos também vestem Abercrombie & Fitch e Sport qualquer coisa que agora não me lembro), se jogam hóquei e/ou ténis, mas muito menos imaginei que separassem betos de não betos, por quem foi e não foi pra Universidade. 
Quando de repente penso que são parecidos connosco em algumas coisas, de repente deparo-me com uma diferenca abismal: pouca gente vai pra Universidade na Holanda.
Como diria o Fernando Pessa: e esta, hem?
PS: levei o meu secador pra Portugal e os meninos cá de casa não têm secador… O meu cabelo está mais giro que na foto, made by Mummy, mas não há como ultrapassar a falta dum bom secador 😉

O cúmulo do regresso

Estou tão habituada a viver fora, que me esqueci que o meu irmão vive na mesma cidade que eu! Ainda nem lhe liguei pra sair ou jantar, nem lhe pedi ajuda pras mudancas. Mas o cúmulo mesmo foi só me ter lembrado que ele cá vivia quando vi uma foto no FB dele a dancar na Graca nos Santos!!

Vá lá que isto é de família, ele também só se lembrou que eu agora vivia em Lisboa a meio da noite dos Santos porque passou pela nossa antiga casa na Graca :)))
A sério que isto não é normal! :)))