Happy lights

Vi umas luzes específicas pra se por nos quartos, dizem que ajudam os nórdicos a combater os winter blues.
Eu achei-as lindas de morrer e quando as encontrei à venda em Delft, com ou sem winter blues agora em Lisboa, comprei umas e pu-las na cama.
Estou deliciada! 
O site é www.happylights.be
São ou não são lindas?

A chatice de viajar em Agosto é

a quantidade de bimbos que está “de volta à terra”.

Ele são os gritos às crianças, a música xunga a tocar em altos berros nos phones enfiados nas putas das orelhas pra toda a população do avião ouvir, e não vamos comentar os “outefites” no último grito da moda, tudo muito cheio de blings e bonés de pala conjugados com ténis pata de elefante.
Não sei se aguento.

Ser-se feliz com pequenas coisas é muito fácil

Adoro fazer compras no comércio tradicional, a ajuda experiente das drogarias e das lojas de ferragens, da sapataria, da loja de roupa, da engomadoria, da mercearia e da padaria.

Amo andar sob o sol de Lisboa de loja em loja, entrar no talho, e depois numa loja de queijos e de vinhos e aviar o jantar com que mimo os amigos.
Deliro com as piadas, as conversas de bairro, as coscuvilhices das velhotas e as festas aos meus cães nos mercados de rua.
Fico extasiada quando reparo que estacionei o carro no domingo à porta no domingo e não tive mais necessidade de lhe pegar até sexta à tarde.
Tenho a sorte incrível de viver num dos melhores bairros de Lisboa, com uma qualidade de vida inacreditável e uma segurança que desconhecia.
Conheço os meus vizinhos todos, a senhora da farmácia e a moça do cabeleireiro que tem um yorkshire, a dona da loja de antiguidades que tem um retriever chamado Baltazar e o senhor Pedro do bar de gin e o senhor António da loja de francesinhas e o senhor Sebastião do Indiano.
Sou a gaja com mais sorte do mundo, pa!

O meu delicioso sábado

Acordei cedo e fui ao IKEA buscar os parafusos do sofá.
(Já habemus sala de jantar também!)

 Montei o filha da mãe, arrumei mais umas caixas e fiz um bacalhau à gomes sá.

O mano veio almoçar e acompanhou-me ao bairro das estacas pra uma sessão de teatro ao ar livre – celebrações do Teatro Maria Matos – ver na página deles, oh fais favô.
Pois foi mesmo muito giro e estava carregado de gente gira pucanina que quis brincar com os meus 3 estarolas (sim, que eles também foram! E portaram-se lindamente!) e que esteve muito animada a ver o Afonso e a Catarina na sua máquina do tempo.

E acabado o teatro fui tratar de mim como prometido e entreguei-me nas mãos da manicura e da pedicure.
A seguir fui ter a casa da minha Martinha e seu gaijo, onde passei o serão com duas cachopitas, uma de 6 e outra de 2, as coisas mai lindas de tódó universo! 
E dançamos, todos juntos e foi … família no seu melhor. 
Amanhã vou acabar de arrumar a tralha.
E depois posto fotos como deve ser.
Tou morta, mas foi um dia maravilhoso e perfeito como poucos.
Boa noite 🙂

Eu sei que foi muito mau…

Sete a um é algo que não se faz nuns quartos de final. A Alemanha devia ter parado de marcar aos 4 golos como sinal de respeito pelo povo que os recebeu pra Copa do Mundo. Foi mesmo muito doloroso ver aquele jogo até ao fim.

Mas há que rir com os Brasileiros e o sentido de humor deles é genial! Em segundos circulavam estas imagens e outras, e eu, confesso, que chorei a rir com a do Hitler a jogar playstation.
Lamento mesmo muito Brasil, como diziam os meus amigos Brasileiros: “sem escola, sem hospitais e agora sem futebol”. Ninguém merece.

Evolução da perspectiva de um emigrante sobre a sua aventura migratória

DIÁRIO DE UM ARGENTINO EM TORONTO, LEGENDADO EM PORTUGUÊS

Ontem mostraram-me este vídeo, e chorei a rir.

Long story made short, eu identifiquei-me imenso com o Argentino.

No início são tudo rosas, estamos cansados da monotonia do nosso País, estamos fartos do sol, da chuva, das montanhas e do mar, e só apreciamos a beleza e a diferença do novo País.

Com o passar do tempo, aquilo que inicialmente achavamos bestial passa a ser um martírio e aquilo que dispensamos no passado, passa a ser a coisa mais maravilhosa do mundo.

É claro que o vídeo não é real, e a história é contada por um comediante brilhante, mas é tão semelhante à passagem de qualquer um de nós pela história da emigração, que não pude deixar de partilhar.