Isto deve doer pa!

Esta malta com a mania do é orgânico anda a ultrapassar os limites da razoabilidade há muito tempo, mas isto é too much, desculpem lá.
E honestamente, parece-me nojento.
Tá aqui explicado: http://www.organicup.eu/
Like, seriously??

Espero que as imagens apareçam:

Kies uit de volgende opties


  • € 14,99 voor 1 Organicup in maat A (waarde € 42)
  • € 14,99 voor 1 Organicup in maat B (waarde € 42)
  • € 24,99 voor 2 Organicups in maat A (waarde € 84)
  • € 24,99 voor 2 Organicups in maat B (waarde € 84)
  • € 34,99 voor 3 Organicups in maat A (waarde € 126)
  • € 34,99 voor 3 Organicups in maat B (waarde € 126)

Je kan kiezen uit twee maten: A en B.
A is voor vrouwen onder de 30 die geen kinderen hebben gekregen. B is voor vrouwen die op een natuurlijke manier zijn bevallen of boven de 30 zijn.

© Groupon

De OrganiCup is een gezond, zuinig en milieuvriendelijk alternatief voor maandverband of tampons. Je kan de cup tot wel 12 uur laten zitten en het ding hoeft dus maar twee tot vier keer per dag te worden geleegd. ’s Ochtends in en ’s avonds pas weer uit. Handig toch. Je voelt er verder niks van en kan er zelfs mee slapen. De cup is gemaakt van 100% siliconen en herbruikbaar. Zo bespaar je niet alleen geld (in tien jaar kan je zo’n € 558 aan tampons en maandverband besparen) maar draag je ook bij aan de bescherming van het milieu.



Estão abertos lugares no EPO – Instituto Europeu das Patentes em Haia

Only 5 more days before applications to attend the EPO’s March 2014 Selection Event are due. This is your opportunity to find out more about the European Patent Office via presentations, learn about what working for the EPO entails and meet our staff.

Job openings for patent examiners

epo.org Examiner jobs – Jobs and Vacancies. The EPO is continually seeking engineers and scientists to examine patent applications and oppositions in a variety of technical fields as well as employees in other areas.

Não se ofendam

Porque é que ser Mãe passou a ser fashion? Porque é que ser fashion agora tem tudo a ver com ser Mãe?

O que é que se passa, já não há mães imperfeitas na blogosfera ou no mundo em geral? Agora tem tudo fotos no instagram da filha ou do filho perfeitos, da casa arrumada, da casa mega bem decorada, das roupas da criança e da comida toda biológica?
Se calhar e é bem capaz, a blogosfera envelheceu comigo e está na hora do baby boom. Mas desculpem-me a franqueza, que enjoo. O que é que se passa, agora já não se discute com o marido, com o Pai e a Sogra? Agora já não falta emprego e pão pra pôr na mesa?
Agora só há betos na internet, todos de calção com folhos e mini mala chanel?
Agora só se come banana com granola em taças e mesas de madeira?
Eu sei que há a moda e os hipsters e o lálálá land em que vive muita gente, mas a sério, expliquem-me, vocês querem mesmo ser assim todos iguais e perfeitos? Faz-me lembrar quando eu tinha 15 anos e os meus amigos do liceu tinham todos uma scooter à porta da escola, todos com as suas sancho calcadas e as el charro vestidas, todos a tentar ganhar a nota máxima de estilo e coolness possível. Os blogs de agora lembram-me isso, a busca da perfeição, como se ser mãe fosse ser perfeita e não o que nos torna mais humanas.

Rais parta os Americanos que não há cú de paciência pra eles!

American mental masturbation. Jeeeeeeez, why do journalists have to make it all “a road to sucess” or the “5 steps to achieve lalala land” or “study proves you can manage your time more efficiently if”..
The article below says something as simple as:
– There are people who like to help others and others who like being helped and not moving a finger.
– People feel good when they do good to others, and amazing as it might seam, that are actually people who don’t expect to pay back. And that’s not positivism theory, its just having a f**king heart.
– If you don’t make time for yourself and keep on helping others all the time, then you can get your job done and have food on the table.
Now, what’s rock science about this?
Just pay it forward, how freaken hard can that be?!

http://99u.com/articles/17187/pay-it-forward-why-generosity-is-the-key-to-success

All about Eve

Eu sei que isto é ser simplista e usar um cliché, mas antigamente é que se faziam grandes filmes, oh pa!

Inspirada pela chuva, mau tempo e gripe e pelas músicas da Smooth FM, pedi ao Shaun para me mandar uma lista de nomes de filmes dos anos 50, clássicos do cinema americano e ele mandou-me o link do The American Film Institute (AFI) Top 100 movies of all time:

Alguns já vi, mas há muitos por ver e cheira-me que este mês vai ser um fartote. Isto foi tudo culpa dele, que me passou o “Now, Voyager” e o “Rebecca” que devorei na viagem de regresso de Nova Yorque no ano passado. São filmes que marcam pela mensagem, que nos prendem pelo enredo, que nos fascinam pelas roupas, época e cenários.
E por argumentos que têm frases como esta no “All about Eve” que me deixaram a pensar:
Margo Channing: Funny business, a woman’s career – the things you drop on your way up the ladder so you can move faster. You forget you’ll need them again when you get back to being a woman. That’s one career all females have in common, whether we like it or not: being a woman. Sooner or later, we’ve got to work at it, no matter how many other careers we’ve had or wanted. And in the last analysis, nothing’s any good unless you can look up just before dinner or turn around in bed, and there he is. Without that, you’re not a woman. You’re something with a French provincial office or a book full of clippings, but you’re not a woman. Slow curtain, the end.

E agora vou dormir que o zyrtec dá-me uma paulada nos cornos que não vos digo, nem vos conto. Mas vou tão consolada!

PS: hoje fiz um bolo de chocolate pela primeira vez na vida. Acho que não me correu muito mal, mas o que conta é que a aniversariante (que não sou eu) ficou radiante, e eu contente por ter acertado no presente! 

Igualzinho à minha Juicy reguilonga

A Ceres partilhou e eu roubei o anúncio porque me derreti inteirinha.

Porque aquele cachorro tem os olhos da minha Juicy e a mesma traquinice no corpo.

A minha Juicy, que vocês não conseguem distinguir no meio dos três todos parecidos, é a mais submissa dos 3, a menos dominante, é a macaquinha de imitação da mama Petzi e do mano Bitoque, é a chata de serviço que ladra sempre na rua quando vê outros cães, é a melga que não me deixa dar um passeio sossegada porque vai sempre alerta, é decididamente a mais difícil dos três, e a que mais faz pra roubar atenção porque acha que tem menos que os outros dois.

É a mais bonita. É a mais perfeitinha. É a que continua a ter focinho de cachorra. É a que dá saltinhos que me fazem rir cada vez que faz um number 2. É a que me vem dar lambidelas fofinhas e pequeninas quando quer comer, ou ir à rua. Sobe pro sofá ou pra cama e vem pertinho dar-me lambidelas marotinhas enquanto abana o rabo.

É a mais tímida, a que menos se aproxima a pedir festas, que tem mais dificuldade em impôr-se e ganhar o seu espaço.

E só não é a minha favorita porque eu não consigo escolher um dos três, mas é certamente a que me dá mais luta e como tal aquela cujas conquistas me sabem melhor. Levei um ano pra conseguir pegar nela ao colo sem ela se atirar pro chão como um kamikase/gato em fuga, levei outro ano (dois no total) para conseguir que ela viesse, de livre e espontânea vontade, dormir ao meu lado e pedir festas e dar-me lambidelas. E há dois anos e meio que tento que a matraca deixe de ladrar a outros cães e de me trepar pelas pernas acima com medo da samoyedo do vizinho do lado, e o máximo que já consegui é que ela não ladre na presença da vizinha e quando os cães estão a mais de 20 metros, mas eu hei-de lá chegar porque se Deus quiser vou ter esta bichinha por muito tempo. E porque eu não desisto dela nem de nenhum dos meus cães, mas especialmente não desisto da mais difícil. Porque se fosse sempre fácil, se não houvesse muros pra escalar, não havia sabor doce e sensação de que se pode conseguir qualquer coisa, basta querer muito. E amar muito.

O mundo divide-se aparentemente em dois:

– quem estudou em Coimbra
– quem estudou noutra Universidade.

Eu fui praxada, praxei (mal e porcamente porque não tenho jeito pra inventar jogos), tive afilhadas, fui no cortejo da latada, levei as minhas afilhadas no cortejo, roubei o nabo, fui no carro no cortejo da Queima, carro esse que me garantiu os melhores amigos que já fiz na vida e um dos dias mais marcantes de sempre, pus fitas na pasta e abanei-as no chá dançante, tenho coisas escritas nas fitas por pessoas que já não estão entre nós, fiz rasganço e considero-o um dos dias mais felizes da minha vida e foi a sensação mais única de encerro de capítulo, de término de uma fase em que fui muito feliz e ainda hoje tenho os bocados em casa. Salvou-se com certeza a minha capa, que tem memórias únicas como o rasgão que a minha Tia Zé me fez na capa do lado esquerdo, do lado do coração. Sei exactamente qual é, porque do lado esquerdo só rasga a família e a minha não é assim tão grande. Aquela capa de lã tem memórias que ninguém pode contar de tão boas.
Nunca maltratei as pessoas, fossem elas caloiras ou não, não tenho amigas traumatizadas da praxe e a única vez que assisti a uma veterana a esticar-se com uma caloira, vi a caloira a enfiar-lhe os melhores dois pares de estalos bem assentes que já vi enfiar a alguém. Não bebi cerveja até chegar aos 28 anos, a primeira vez que bebi um shot foi no meu quarto ano, depois do meu ex- me ter dar uma tampa. Vivi num lar de freiras cheio de miúdas malucas, conheci gente boa e gente má, não tenho saudades do lar. Mas vivi intensamente e muitíssimo bem a minha vida em Coimbra e no meu ano de Erasmus em Espanha. E não vou lamentar nada do que fiz porque há pessoas que não tiveram o mesmo privilégio que eu.

A minha plaquete de curso, éramos uns visionários. O nosso carro era lindo, era um Sousa Franco (paz à sua alma) com uns binóculos todos feitos em 3D, enormes, a olhar pra um Euro enorme que ficava na ponta oposta do carro. Se encontrar fotos, um dia mostro-vos.

What if…? E se…?

O One Day http://www.imdb.com/title/tt1563738/ e o Sliding Doors http://www.imdb.com/title/tt0120148/ sāo filmes “what if”. Sāo filmes que nos mostram o quão fácil é mudar a nossa vida num “split second”. E por isso são filmes de Gaja. Porque, regra geral, só as mulheres se detêm no que poderia ter sido. Os homens são os que olham em frente. Como ouvi algures, também é verdade, que aquando uma separação, aquele que acaba com o outro, é aquele que segue em frente. Aquele que levou com os patins é o que fica pra trás, agarrado ao passado. Ora assim sendo, tanto homens como mulheres podem gostar destes filmes, basta que tenham sido eles a levar com o dito par de patins. São eles os fiéis detentores dos what ifs desta vida.

Eu gosto destes filmes, a diferença é que com a idade, os what ifs deixaram de existir. Também eu levei com os patins, mas já não tenho tempo pra olhar pro passado. Até porque não costumam fazer filmes destes pra malta com what ifs já quase nos 40.