Trauma

Quando era miúda vi alguns episódios da Heidi, outros do Dartacão, outros do Tom Sayer, outros do Marco, outros da Candy Candy, nunca segui completamente as séries por uma única razão: não tenho vocação p’ra sofrer. Rais parta esta gente que põe logo as Mães e os Pais e todo e qualquer tipo de família simpática, a morrer no início dos desenhos, Só ficam os filhos da puta, os bonzinhos: nunca! Estúpidos dos Japoneses e dos problemas emocionais que trazem à vida dos outros. Chatos.
(estão a dar desenhos na TV e logo no início do episódio assassinaram a Mãe e o Pai do Ratinho e pimbas, ceifaram a irmã de exaustão. Fenix, que depressão de desenhos!)

Cenas do meu Pai

Quando ouço o meu Pai ao telefone com os assistentes da TV Cabo penso para comigo que espero que lhes estejam a pagar muito bem pra aturar malta mouca e impaciente, and let’s not mention a falta de capacidade extrema para mexer em qualquer tipo de mecanismo, nem que seja um controlo remoto. A capacidade descritiva do mê Paizinho é de deixar qualquer um em êxtase, o que vale é que a TV Cabo encravou na SIC Radical, sempre posso ver alguma coisinha de jeito. É que a continuar assim, o homem do lado de lá (que é o Ó amigo!) ainda nos corta a TV por incompetência do espectador.