As pessoas têm que deixar de me levar tão a sério. Não a mim, mas ao que eu digo.
(E não tem nada a ver com o que aqui escrevi no post anterior ou no outro ou nos comments, ok?)
Tou a falar da minha vida, do meu dia-a-dia.
Eu sou por natureza uma trabalhadora bem disposta, e os meus colegas têm-me como tal, sabendo também que sou profissional.
Só que este respeito veio duma divisão por mim imposta, e que levo muito a sério, de que posso fazer amigos no trabalho, mas as pessoas que trabalham não são minhas amigas, (nem inimigas!), são tão pura e simplesmente: Colegas.
Até aqui, tudo normal, penso eu.
Como dizia hoje um amigo: no trabalho não falo da minha vida pessoal, e na minha vida pessoal não falo de trabalho. Mais de 70% dos meus amigos não faz pálida ideia do que é que eu faço. E eu gosto que assim seja.
Nas terras de sua Majestade Rainha Beatriz, não tenho no entanto onde ser o outro extremo, aquele que depois de utilizado e repetido, me faz chegar ao equilíbrio desejado.
O meu extremo é a Candeia, ou melhor dito, o que pratico com os meus amigos Animadores da Candeia.
Por isso vou tantas vezes a Portugal. A minha insanidade junto da insanidade dos meus amigos faz-me falta!
Faz-me falta aparvalhar com a Yoggi, apetecer-me bater no Lapi depois dos comentários certeiros e way over mais frontais do que deveria, ouvir as histórias do André, da Raquel, fazer-nos de mortos em conjunto, arreliar os putos até à medula, pensar ao som da viola, abraçar muito, receber cafonés, sentar-me em roda até já não ter posição, trabalhar no duro a preparar tudo o que é preciso. Saltar em jogos, em aplausos, ver os olhares perplexos de quem acabou de entrar, exactamente igual ao meu no primeiro fim de semana: estes gajos ou são uma seita, ou são completamente loucos. Completamente chanfrados. Sorrir-lhes e piscar-lhes o olho, baixar o tom de voz para um mais sério e dizer baixinho ao ouvido: eu também pensei o mesmo que tu. Não te preocupes que isso passa.
Eu preciso de passar pra lá de Bagdad como eu costumo dizer. Preciso de descobrir como é que eu faço pra me descompensar nesta terra por momentos, pra depois voltar a estar em equilíbrio. E não são copos ou saídas que me vão ajudar. Eu preciso dum exercício que me extenue, já que falando me levam demasiado a sério ou usam o olhar do: passou-se.
Ou arranjo outro conjunto de doidos, ou:
Vou-me inscrever nas aulas de Zumba.
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