Just this simple

O que eu gostava, mas o que eu gostava que a minha vida fosse como um filme da Meg Ryan, mais propriamente o When Harry met Sally.
Aliás, concretizando, é assim que eu quero que seja, com banda sonora dos 50’s e tudo e tudo.
E não me venham com tretas de que são coisas de filmes, e que é tudo falso e na realidade nada disto se passa. Eu não quero acreditar em vocês.
Eu quero um sentimento assim, uma vontade de estar junto assim, um companheiro assim.
Já vi este filme mais de vinte vezes, sem exagero. É o filme da minha vida.
O Billy Cristal não é bonito. Não é de fiar. É um palerma. Mas quando se apaixona, é pela mulher inteira, ama os defeitos todos que ela tem e como ela pede tudo on the side. E ela aceita-o mesmo sendo um infantilóide porque ele fá-la rir mesmo quando ela está triste como a noite e a morrer de nervos.
É isso que eu quero. É assim que eu quero. É tudo o que eu quero.

No ano passado estive no sítio onde eles se separam pela primeira vez e vibrei porque com toda a minha sorte estava lá um grupo de jazz de Nova Orleães aos quais comprei dois CDs só porque me fizeram sentir que estava dentro deste filme especificamente. A música deixou-me num estado de felicidade que dancei no meio da praça e fiquei com o coração aos pulos o dia inteiro. É uma vibração de bem estar para a qual não tenho qualquer justa explicação.

Quando estou mais em baixo vejo e revejo sequências e o meu coração ainda estremece quando ele chega ao pé dela na passagem do ano e diz que é um cobarde que a ama.

Afinal de contas, os homens e as mulheres podem ser só amigos? Eu acredito piamente que sim, tal como a Sally acredita. Mas se um dia me provarem desta forma que estou errada, não me importo.

6 comments:

  1. És mesmo uma "romântica" incurável! E pior que isso, não tens vergonha de o ser 😉

    E ainda bem.

    Ontem fui ver o "Love and others drugs" e apesar de ser um filme da treta até gostei… vá e tem a tua cara (uma gaija que bate nos homens :P)

  2. Ouve lá!! :))) Nós tivemos esta conversa aqui já. A primeira é que eu não sou propriamente uma romântica. Mas gosto muito do romantismo deste filme, de como disse a Dama do Ocidente, de encontrar o amor duma vida, mas vivendo-a. Pra mim o fundamental neste filme é que a amizade é tão forte que eles se tornam companheiros. E aceitam-se como são. E como ela diz no vídeo seguinte: you make it impossible for me to hate you! E é isso. É isto. Pq se eu conhecer alguém que me diga o mesmo mas não me faça ser capaz de nunca me zangar mesmo com ele, então esquece. Da maneira que eu costumo ser esquentadinha…
    Mas eu não bato em homens pa!!!!

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