Verdades de La Palice


Cheguei à conclusão que as pessoas se ligam às outras por anos infinitos, mesmo quando já não estão apaixonados, porque acham que aquele ser algures no tempo é que foi o correcto, e é que é o tal e o mais que tudo.
Este sentimento, não nos enganemos, é regra geral algo unilateral, porque quando é bilateral as pessoas continuam juntas, ou pelo menos tentam. E conheço casos desses, e acreditem que acabaram unidos e foi muito bonito. Depois veio o dia-a-dia em que descobriram que o outro não era perfeito, mas isso são outros 500 😉 Os verdadeiros amores sobrevivem. Acredito.
Quanto mais me contam, quanto mais vivo, mais chego à conclusão que (infelizmente) há pouca gente que saiba amar, que acredite e entenda que a felicidade deles aparece ao fazer o outro feliz. As pessoas querem quem as faça feliz a elas e não se lembram de querer fazer feliz o outro.
Conheço paletes de casais como devem imaginar e aqueles que se separaram normalmente dizem-me: porque ela/ele não me fazia feliz porque nunca pensava em mim e nas minhas necessidades, só havia as dele/dela.
Ora aqui vem a parte do eu e do nós. Eu faço-me feliz a mim mesma e posso fazer outrém muito feliz sem me anular. Aliás, eu só posso fazer alguém feliz se EU for feliz em primeira instância.
Mas voltando à vaca fria, no dia em que eu encontrar algum das minhas ex-paixões que não esteja comigo pra MEU bem, eu venho cá reportar-vos.
E abençoados sejam aqueles que têm alguém algures que se separou porque achou que não os conseguia fazer felizes, porque continuam a ser amados, mesmo que à distância.

5 comments:

  1. É este o post! :))
    Ora agora com essa última frase é que me mataste, pá 🙂
    "Continuam a ser amados". Porque souberam terminar no momento certo em que ainda foi possível manter algum respeito pela relação e por si próprios, antes da degradação dos sentimentos e de tudo o resto. Muito, muito bem.
    É sempre preciso ter essa lucidez (e essa força descomunal) de acabar as coisas no momento certo. Custa tanto, tanto. Mas, lá está: é pelo melhor, e "continuam a ser amados". :))
    Bjnhs e bom fim de semana!

  2. Não é bem isso, embora entenda o teu ponto de vista. A não ser que tenha acabado tudo num divórcio mtooo mau, ou o final da relação tenha sido péssimo em todos os sentidos, a possibilidades de que duas pessoas sejam adultas e entendam que a outra está bem melhor sem elas, existe. E é nesses casos que continuam a ser amados. Até pq quem ama não prejudica. Pode magoar, mas quem sabe amar não quer o mal do outro.
    Beijos, bom fim de semana!

  3. Confirmo que quando dura é muito bonito. Talvez por ter tido exemplos desses, exemplos do amor verdadeiro, nunca me contentei com menos que isso. Não tenho nem nunca tive medo de estar sozinha (e estive durante a maioria da minha vida. Depois encontrei "o tal", aquele que acredito ser para sempre e não me imagino sem ele. Não sei se sei amar, na tua definição da palavra. Sei que não sou capaz de ser feliz se ele não o for. Sei que não sinto vontade de estar só (e logo eu que sempre dei imenso valor ao meu tempo) e que há já 4 anos que sinto esta certeza. Quanto a ele, sei que que sente o mesmo. Isto tudo para dizer que amar é sempre a dois e manter uma relação também. O problema é quando se embarca numa relação por carência. Não digo que seja fantásticos estar só, mas é definitivamente melhor que estar numa relação em que os dois não formam 1 só.
    beijos

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