E as árvores cheias de cor do Outono estão claramente a ficar cada vez mais depenadas depois destes “ventinhos” e “bonanças” que nos têm assolado.
Este fim de semana esteve um sábado radioso. Frio, mas muito solarengo e peguei na família canídea e fui até Breukelen.
Pela primeira vez num ano a Petzi pode correr à solta, sem trela. Correram os três e eu também.
Ficaram ainda mais sujos, mas curiosamente, não sei se era da alegria ou da paz que nos invadia às duas, a Petzi não ladrou a cão nenhum, não foi dominante, territorial, não se sentiu possivelmente ameaçada por vacas e pastos. E os mais pequenos também não.
Tenho a sensação que este stress, esta necessidade de territorialidade só apareceu quando nos mudamos para Amesterdão. Até então nunca ninguém tinha ouvido a voz da cadela, pensavamos até que não ladrava.
A cidade não lhe faz realmente bem, mas eu não posso voltar a viver nas berças. Dava em louca.
Por isso ontem fui assinar o contracto da minha quinta casa desde que cá vivo.
Vou-me mudar em Maio do próximo ano, que a dita cuja ainda está em construção.
Consegui uma casa igual (ou melhor) que a minha actual, apenas uns metros ao lado da minha, pelo que me fico pelo mesmo bairro, mas que, como tem uma mesquita em frente, me custa menos 600 euros por mês!
É o rooftop, só é pena não ter acesso ao terraço da casa…mas é o último andar e espero que tendo uma varanda tão elevada lhe passem as manias de que é a maior da cantareira cá do bairro. Afinal, que visão vai ela ter dum sétimo ou nono andar?
A coisa que mais me aborrece é pensar que vou ter que empacotar tudo novamente, colocar um chão novamente, pintar uma casa novamente, enfim, mudar-me: novamente. Mas é só daqui a sete meses, não vou pensar nisso. Embora não me importasse de me mudar já amanhã, que 600 mocas, são 600 mocas!
A outra parte boa é que os meus vizinhos do lado vão ser um casal amigo e os vizinhos do rés-do-chão também. Conseguimos os melhores apartamentos do prédio graças à minha persistência e à rapidez com que eles disponibilizaram os documentos às agências.
Fui tão chata, mas tão chata, mas tãooo chata com os senhores da agência que eles até já sabem o meu nome e acharam o máximo que os amigos fossem todos viver pro mesmo prédio. E nós também 🙂
E enfim, um dia enrolado no outro, cheia de trabalho ao ponto dos meus chefes me terem obrigado a tirar férias por verem que eu estava a fritar da lula, cá a coisa vai andando, um dia atrás do outro, uns realmente bons como no sábado ou o domingo enroscadinha nas mantas do sofá a ver “The Wire”, outros realmente merdosos como a passada segunda-feira em que literalmente me rebentou a bolha.
Quando se está realmente cansado, por muitíssimo bem que a vida nos corra (que corre!), às vezes fica-se sem forças, sem vontade de fazer muito mais que o obrigatório e é nessa altura em que temos que ser conscientes e: parar.
Que é o que vou fazer a partir de quinta-feira. NADA. E que bem que me vai saber!

Isso do cansaço é lixado… Andei assim, especialmente nas primeiras semanas de Outubro, e é mesmo assim: temos que saber interpretar os sinais do nosso corpo e parar.
Bom descanso!! 🙂
Obrigada 😉
Puxa!!! Mudar outra vez??? Que coragem. :))
É só em Maio do próximo ano 😉