Cú de sorte

É o meu middle name.
– Vão-me emprestar um carro pra eu andar por Amesterdão quando ficar sem o meu em Novembro. Diz o ditado que não se emprestam carros nem mulheres, não é?
Pois a mim emprestaram-me um e eu estou eternamente grata ao bandalho que o vai fazer.
És o M-Á-I-O-R.
– Além disso consegui convencer os gajos da imobiliária a devolver-me o dinheiro que gastei nas fechaduras novas da casa. Como diz a minha amiga Pris, são 260 paus minina!! E isto já não foi sorte, foi persistência, eu sou literalmente um cão de fila, quando agarro o osso não largo. E além de explicar com técnica porque é que este prédio era inseguro, ainda encostei os tipos à parede ameaçando com colocar cartas em todas as caixas de correio a incitar os outros moradores a pedir-lhes uma indemnização por terem níveis de segurança tão ridículos. Coisa que eu era muito menina pra fazer, mas agradeço a quem quer que seja mais que tenha sido assaltado (sim, porque eu não acredito que os tipos me tiveram medo, eles devem ter tido é mais más experiências e foram forçados a mudar de ideias e planos) porque me poupou um ror de trabalho. ‘gradecida!
– Já vos disse que tenho um inquilino novo que é Chef de cozinha e que me ensina truques? Ah pois é bébé, isto depois do Manelinho foi sempre a subir porque escrevi claramente nos requisitos: um que não me pegue fogo à cozinha, por favor! E…. cheeeeck!!
– Ah, e pra somar a esta cereja no topo do bolo, tenho os melhores amigos à face da terra. Quinta vou pra Lisboa e fico com a Joaninha e Sexta vou pro Algarve com mais 2 malotas, ficar numa casa com dois dos meus melhores amigos E com PISCINA!! E sábado casa um amigo do coração e vão estar 25 graus em Faro. E domingo e segunda durmo em casa de outros amigos que também me acolheram de coração, este sem tecto em Lisbon city, ehehe.

Nota-se muito que vou a Lisboa outra vez? Estou um bocadinho pro desconcertadamente histérica, como quando se está apaixonada e se vai ver o dito cujo outra vez. Aquela coisa que se sente, o coração a saltar fora do peito, a boca do estômago a dar voltas da nervoseira, e uma felicidade inexplicável. De tal maneira que hoje quando saí pra passear os cães de cachecol e senti falta dumas luvinhas, nem me chateei nem nada.

E sim, oh pá, eu tenho um cú de sorte que não posso com ele, graças a Deus!

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