Agora não me apetece estar aqui a dissertar sobre este assunto, outro dia comento.
The Tourist
Ora ….como dizer isto de outra forma? É hora e meia da minha vida que eu não recupero. Que balentíssima merda de filme.
Guilty pleasures
Já sei que me vão gozar até à medula, mas eu tenho um fraquinho por comédias românticas. É como gostar de telenovelas, no fundo. Esvaziam o cérebro e durante hora e meia só vemos aquilo. Atenção que apesar de as papar todas, só gosto de alguns e o When Harry met Sally não é incluído nesta categoria de pastelada romântica, embora o seja em bom da verdade. Mas gosto do filme por outros motivos.
Adiante.
Este fim de semana vi o No Strings Attached e gostei muito. Fora dois ou três clichés que se lhes perdoa bem, o filme é diferente do habitual. Se calhar é por ser interpretado pela Natalie Portman que foi incapaz de me sacar uma gargalhada que fosse, pelo contrário. She is good. Há que dizer que a mulher é mesmo boa actriz. Emprestar carga dramática não falsificada a um filme romântico não é fácil. Por exemplo, a Anne Hathway foi buscar uma moça com Parkinson para poder fazer um papel parecido com o da Charlize Theron no Sweet November. É que esquece amiga, tás longe. Aliás, coitada, a culpa foi do argumentista que era coxo.
Já o no strings attached pode fazer companhia a um How to lose a guy in 10 days. Bons actores, um argumento diferente e pouca lamechice.
Gostei muito e recomendo. Ah, e claro, o Ashton Kutcher é pra comer bem passado, assim tipo torradinha, às trinquinhas, as bad as this might sound.
Vai ser o Chinês
Esta cena é real. No início pensava que era um sketch dos gatos fedorentos, mas não. O Futre juntou estas frases todas de forma consecutiva naquilo que para ele foi o discurso de candidatura.
E o Chinês? A ideia do Chinês pra salvar o nosso País!! Este homem é um visionário!!
O António Barreto falou e disse.
Fica aqui prometido
Se o Sócrates se re-candidatar E ganhar, não volto a trabalhar em Portugal enquanto não houver novas eleições e eu achar que as pessoas ganharam coerência e inteligência. Prometido.
Tava a ver que não!!
Agarradíssima durante hora e meia
Muito, muito, mas realmente muito bom “The King’s Speech“. A Helena Bonham Carter merecia o Óscar. E long live Colin Firth. Fabuloso.
Further then this, I’m speechless.
A geração anterior à minha falou assim
A minha geração, já se calou, já se perdeu, já amuou,
já se cansou, desapareceu, ou então casou, ou então mudou
ou então morreu: já se acabou.
A minha geração de hedonistas e de ateus, de anti-clubistas,
de anarquistas, deprimidos e de artistas e de autistas
estatelou-se docemente contra o céu.
A minha geração ironizou o coração, alimentou a confusão
brincou às mil revoluções amando gestos e protestos e canções,
pelo seu estilo controverso.
A minha geração, só se comove com excessos, com hecatombes,
com acessos de bruta cólera, de morte, de miséria, de mentiras,
de reflexos da sua funda castração.
A minha geração é a herdeira do silêncio,
dos grandes paizinhos do céu,
da indecência, do abuso.
E um belo dia fez-se à vida,
na cegueira do comércio
A minha geração é toda a minha solidão, é flor da ausência, sonho vão,
aparição, presságio, fogo de artifício, toda vício, toda boca
e pouca coisa na mão.
Vai minha geração, ergue a cabeça e solta os teus filhos no esplendor do lixo e do descuido,
Deixa-te ir enquanto o sabor acre da desistência vai corroendo a doçura da sua infância.
Vai minha geração, reage, diz que não é nada assim,
Que é um lamentável engano, erro tipográfico, estatística imprecisa, puro preconceito,
Que o teu único defeito é ter demasiadas qualidades e tropeçar nelas.
Vai minha geração, explica bem alto a toda a gente
Que és por demais inteligente, para sujar as mãos neste velho processo, triste traste de Deus.
De fingir que o nosso destino é ser um bocadinho melhor do que antes.
Vai minha geração, nasceste cansada, mimada, doente, por tudo e por nada, com medo de ser inventada
O que é que te falta, agora que não te falta nada?
Poderá uma pobre canção contribuir para a tua regeneração ou só te resta morrer desintegrada?
Mas minha geração,
Valeu a trapaça, até teve graça, tanta conversa, tanta utopia tonta, tanto copo, e a comida estava óptima! O que vamos fazer?
Mil obrigadas ao Diogo por partilhar.
