E a mim não me pagam pra estas cenas, mas acho o serviço público importante

Estes Senhores fizeram a minha mudança de forma impecável, profissional e eficiente. Mais rápidos teria sido impossível. Esvaziaram a casa de Den Haag em 3 horas e meia, e depositaram e montaram os móveis na casa nova em Amesterdão em 3 horas.
Foram atenciosos, simpatiquíssimos, e tiveram o bom senso de levar muitos dos móveis montados o que não só facilitou, como reduziu o tempo de mudança em mais de 10 horas. Tendo em conta que estes serviços são pagos à hora, fico-lhes muito agradecida.
Se não houve qualquer trauma ou pesadelo depois de ter passado os tarecos dum lado pro outro, a eles lho devo.
Fica o contacto para quem precisar no futuro de serviços de mudanças, sejam pequenos ou grandes.

White Van Man
phone +31 623882184
           +31 617429640
fax      +31 204122312
email whitevan@whitevanman.nl
website www.whitevanman.nl

Sou uma máquina

Há que dizê-lo sem qualquer modéstia, eu sou um maquinão. E nem sei como faço estas coisas, acho que a vontade de mudar era demasiado grande.
No sábado empacotei tudo menos a roupa, a cozinha e a despensa.
Quinta-feira à noite empacotei (sozinha) o que faltava.
Sexta à dez da manhã chegaram os homens da mudança.
Nessa mesma sexta às duas da tarde estava à porta da casa nova em Amsterdão quando os senhores começaram a descarregar.
A minha empregada chegou às cinco da tarde pra ajudar e foi-se embora às dez da noite.
Eram onze horas quando reparei que a casa estava completamente montada, faltavam 3 míseros caixotes com a mercearia.
Sábado ao meio-dia a casa estava pronta como se lá vivesse há 2 meses.
Sábado às cinco da tarde começaram a chegar os primeiros elementos duma festa com quarenta pessoas. Fiz feijoada pra todos e foi mais uma festa LEGENDARY. Eu juro. Se dou outra destas os vizinhos correm comigo. Tive que por fora a malta pelas 3 e meia da manhã. Como chovia ninguém queria embora, até porque se estava realmente bem.
Limpei tudo (sozinha), levaram o lixo embora e sentei-me no sofá com uma boa aguardente velha.
Domingo à tarde fui pra Haia onde tratei de despachar o chão da casa antiga e esvaziar a arrecadação.
Domingo às sete da tarde tinha o jantar pronto e um livro e o sofá à minha espera.
Foi assim que arrematei um fim de semana que teria deixado qualquer um de rastos.
Tou aqui fina como um alho.
Juro. Não me dói rigorosamente nada.
Só não tenho é internet em casa logo as notícias vão ser mais escassas durante uns tempos.
Hoje chega a minha amiga Nice que vem cá passar uns tempos comigo e vou ao aeroporto buscá-la à meia-noite e receber a moçoila como Dios manda.
Sou ou não sou um maquinão?

LEMBRA-TE!!! TU LEMBRA-TE DO QUE SUASTE A PRÓXIMA VEZ QUE DECIDIRES MUDAR DE TENDA!!!

NÃO ESQUECER!
NÃO ESQUECER!
NÃO ESQUECER!
NÃO ESQUECER!
NÃO ESQUECER!
NÃO ESQUECER!
NÃO ESQUECER!
NÃO ESQUECER!
NÃO ESQUECER!
NÃO ESQUECER!
NÃO ESQUECER!
NÃO ESQUECER!
NÃO ESQUECER!
NÃO ESQUECER!
NÃO ESQUECER!
NÃO ESQUECER!
NÃO ESQUECER!
NÃO ESQUECER!
NÃO ESQUECER!
NÃO ESQUECER!
NÃO ESQUECER!
NÃO ESQUECER!
NÃO ESQUECER!
NÃO ESQUECER!
NÃO ESQUECER!
NÃO ESQUECER!
NÃO ESQUECER!
NÃO ESQUECER!

Lisboa vem ter comigo

Segunda feira chega a amiga Nice, em Julho o seu gajo e meu grande amigo Luigi. Acabo de saber que vem daí também a Carolina. Em Maio vem o meu irmão e a Tuna. E por momentos vou cá ter a minha “tropa”, tal como em Lisboa, e beber cervejas como se não houvesse amanhã já não vai ser coisa da Sofia pra passar a ser como “nos bons velhos tempos”. E ter grandes amigos por perto que me tratam por Fifinha e que gostam mesmo de mim, não desfazendo nos actuais que são um must também, mas oh pa… é a minha tropa. E sabe mesmo muito bem. Faz-me sentir em casa, se é que algum dia me vou sentir em casa neste País. Mas isto está bem próximo. Muito próximo. Falta-me o Hugo e o Marmas cá. E a minha Tininha, e a minha Mafaldinha, e depois disso, o resto vinha aí por arrasto. De vez em quando vale a pena sonhar alto. Só assim por uns momentos, fica tudo bem.

Ainda estou a empacotar a cozinha

E ainda me falta a roupa. O que me vale é que eu tenho memória curta para me lembrar de QUANTO trabalho dá mudar de casa. Dasse.
Amanhã mudo de casa, se me vejo noutra cidade até julgo que é repetitivo. Afinal de contas, é só a quarta vez em três anos que mudo de casa E de cidade.
Sábado há a festa de inauguração, só espero saber onde andam as panelas pra poder cozinhar senão a feijoada vai c’os porcos e vão corridos a pizza. E já não é nada mau. Digo eu.
(estou mesmo muito cansada, mas quem corre por gosto…)

Será que leva assim tanto tempo a conhecer-me? Sinceridade acima de tudo. Porque é que outros tentam tomar decisões por nós e decidirem o que nos magoa ou não? Foda-se, se eu disse que esconderem-me coisas me magoa, é porque o melhor é dizê-las! É assim tão difícil de entender? Passei uma vida inteira a esconder coisas dos meus Pais porque senão ia magoá-los, não tenho grande moral. Mas não aceito que amigos meus me escondam coisas. Porque eu a eles também não lhes escondo nada. O tamanho da tristeza de me sentir traída não tem comparação.