Um dia vou conseguir berrar ao mundo que consegui. Que fui capaz. Que encontrei e que mudei.
Um dia o mundo vai-me dizer a mim: até que enfim.
Um dia vou descansar e aborrecer-me.
Vou conseguir descompor tudo o que compus, só pelo prazer de volta a recompor.
Tratar de construir lego a lego, peça a peça, todo aquele mundo que imaginei atrás das almofadas azuis do meu primeiro quarto. Tinha chávenas de chá e comida a fingir. E até me obedeciam, olaré.
Eu quero conseguir. Eu vou lá chegar. Não sei como, porque estou cansada. Quero depor as armas e desistir. Mas algo me diz que pedra a pedra. lá se chegará. Ou não. Ou talvez tenha que ser mesmo assim. E nesse caso já não é desistência. É destino!

Odeio, odeio, odeio TPM. Não se aguenta. Eu não me aguento a mim mesma.
Esta merda desta indecisão do não sei se choro, não sei se ria. Esta cena de fazer uma filme duma porcaria sem jeito nenhum. Este estômago embrulhado que me dá vómitos e sensação de enjoo constante. As dores de abdominais. As dores de cabeça. Uma vontade horrorosa de bater em meio mundo e desatar aos beijos e declarações de amor e amizade lamechas às pessoas de quem gosto.
E a impotência de controlar estas “ondas de variação de humor” deixam-me ainda mais estafada e ainda mais instável.
Odeio, odeio, odeio. Filhos da p@ta dos gajos da Evax que mostram gajas aos saltinhos com o período. Bem se vê que são homens a imaginar aquela porra!
Odeio TPM.

E foi sol de pouca dura

eu juro que só não dou em tolinha neste País porque posso trabalhar a partir de casa. É que poucas coisas me dão maior prazer que ter a chuva a bater nas vidraças e eu confortável dentro das minhas 4 paredes.
Não fosse esse o caso, e depois deste “verão”, estava pronta a cortar os pulsinhos.
Lá fora chove torrencialmente embora estejam 20 graus. Os ventos são ciclónicos e o barulho que fazem faz-me acreditar que os Deuses estão zangados.