O feicebuque tem destas coisas

Eu que não tenho (nem deixo!) os meus Pais no meu Facebook, hoje adicionei o Pai dum grande amigo meu da Faculdade. Isso mesmo Garota, o teu Sogro está no meu Facebook! É que eu gosto muito deles, e da grande Dona Lurdes, e tenho todo o gosto em eles saberem que aqui a amiga Sofia continua avariadinha e destravadinha como nos tempos da FEUC e daquela famosa semana de Queima que passei em casa deles. Aquilo é que foi tratamento de luxo!! Roupinha passada a ferro todos os dias à uma da tarde, aquilo era saltar da caminha, banhoca, almocinho EM PIJAMA, mais uma soneca, enfiarmo-nos no traje e Parque da Cidade cá vamos nós! A melhor Queima de sempre!
É tão bom conhecer os vossos Pais. Se calhar é por isso que há coisas que nunca mudam! Gosto tanto deles.

PS: isto é um private post entre mim, a Garota e o LeMene. Não sabem quem são? Ehh pa, não sabem o que perdem! São pérolas dentro de conchas, estamos entendidos? Aquilo é de geração em geração: Avós, Filhos e Netos! Tudo de luxo!!! Mas é pra mim e pros mais 30 malotas que foram no carro da Queima das Fitas que ardeu em Maio de 1998. Um grande carro.

PRAXE É SINÓNIMO DE TRADIÇÃO

PRAXE – definição

Eu vou repetir: na Universidade de Coimbra, a PALAVRA PRAXE É SINÓNIMO DE TRADIÇÃO!!
Em Coimbra existe o CÓDIGO DA PRAXE que tem de ser seguido à letra por todos. Contempla retaliações para quem abusar de poder ou não cumprir A TRADIÇÃO.
Quando fui caloira fui pouco praxada no sentido em que a maioria das pessoas conhece o termo. Fui no cortejo da latada, com um penico na cabeça e fui “baptizada” nas águas do Mondego.
Mas não foi disso que eu falei.
Eu falei em: TRADIÇÃO ACADÉMICA!
Eu sei que nunca vão entender, mas podem aprender algo de novo:

A Praxe tem que ser espírito de entreajuda, solidariedade e camaradagem, e não servir de protecção a actos de cobardia e de violência barata, executados à sua “sombra” por alguém que só pode ser ignorante sobre o que é a verdadeira PRAXE ACADÉMICA de COIMBRA. 

A Praxe Coimbrã tem características únicas e inconfundíveis, e mesmo quando copiadas nunca essas cópias se confundem com o original. 

E agora aprendam que eu não duro sempre. CULTURA MINHA GENTE, isto é CULTURA!

Capa e Batina

Constituição e normas de uso.

Considera-se que, vestindo Capa e Batina, estão na PRAXE:
1. Os estudantes que cumpram, cumulativamente, os seguintes requisitos:
a) Utilizarem sapatos pretos de estilo clássico sem apliques metálicos e meias pretas;
b) Utilizarem calça preta, com ou sem porta;
c) Utilizarem colete preto não de abas ou cerimónia;
d) Utilizarem Batina que não seja de modelo eclesiástico;
e) Utilizarem camisa branca e lisa, com colarinho de modelo comum, gomado ou não, e com ou sem punhos;
f) Utilizarem gravata preta e lisa;
g) Utilizarem a Capa preta, de uso comum, com ou sem cortes na parte inferior e com ou sem emblemas de pano na parte interior esquerda, quando sobre os ombros;
h) Não é permitido o uso de distintivos na lapela, com excepção do alfinete de curso;
i) Não permitido ter lenço visível no bolso do peito;
j) Todos os botões do colete, das calças e da Batina têm que ser pretos;
k) O bolso posterior da calça, tendo casa, tem de ter botão;
l) A Batina, na parte frontal à altura do tronco deverá ter três botões, devendo ter no topo da lapela, na parte de trás, um pequeno botão com a respectiva casa na lapela oposta, a fim de permitir o fecho da Batina em caso de luto. Deve ainda ter pregados, na parte média posterior, dois botões de tamanho não inferior aos da parte frontal e apresentar em cada uma das mangas de um a quatro botões, mas de modo a que o número destes seja o mesmo num e noutro punho;
m) É proibido o uso de botins ou botas, luvas, pulseiras, brincos, piercings visíveis e outros adereços não expressamente autorizados pelo Conselho de Veteranos;
n) Sobre a cabeça só é autorizado o uso de gorro da PRAXE, o qual não tem borla nem termina em bico;
o) A roupa interior e os bolsos não estão sujeitos a revista;
p) Os emblemas da Capa não podem ser visíveis estando esta traçada ou sobre os ombros;
q) Somente é permitido o uso de emblemas em pano na Capa que serão os da pátria, cidade natal, dos locais relacionados com os actos decorrentes da actividade académica, excluindo os incompatíveis com a Praxe Académica Coimbrã, tais como emblemas de clubes, marcas comerciais ou similares.
2. As estudantes que cumpram, comulativamente, os seguintes requisitos:
a) Utilizarem sapatos pretos, de estilo clássico sem apliques metálicos;
b) Utilizarem meias altas e pretas;
c) Utilizarem fato preto de saia e casaco cintado;
d) Utilizarem saia com macho, com uma mão-travessa acima do joelho, de quem a veste;
e) Utilizarem camisa branca e lisa, com ou sem punhos;
f) Utilizarem gravata preta e lisa;
g) Utilizarem Capa preta, de uso comum, com ou sem cortes na parte inferior e com ou sem emblemas de pano na parte interior esquerda quando sobre os ombros;
h) O tecido das bandas do casaco será o mesmo que o do próprio casaco;
i) A roupa interior e os bolsos não estão sujeitos a revista;
j) É proibido o uso de botins ou botas, luvas, pulseiras, brincos cujo tamanho seja superior ao lóbulo da orelha, piercings visíveis e outros adereços não expressamente autorizados pelo Conselho de Veteranos;
k) Os brincos têm de ser discretos;
l) É proibido o uso de colete;
m) Sobre a cabeça só é autorizado o uso de gorro da PRAXE, o qual não tem borla nem termina em bico;
n) Os emblemas da Capa não podem ser visíveis estando esta traçada ou sobre os ombros;
o) Somente é permitido o uso de emblemas em pano na Capa que serão os da pátria, cidade natal, dos locais relacionados com os actos decorrentes da actividade académica, excluindo os incompatíveis com a Praxe Académica Coimbrã, tais como emblemas de clubes, marcas comerciais ou similares;
3. No uso de Capa e Batina, esta entende-se como um conjunto em todas as situações. Quem a vestir deverá ter condições para cumprir de forma expedita o ponto 1 no caso do sexo masculino e com o ponto 2 no caso do sexo feminino;
4. No uso de Capa e Batina, a Capa e a Batina no caso do sexo masculino e a Capa o casaco no caso do sexo feminino não podem estar separadas por uma distância superior a um braço estendido da pessoa a quem pertencem;
5. No uso da Capa sobre um ombro, esta tem de estar com a gola para a frente.
As raparigas não podem exercer Praxe sobre os rapazes, assim como do mesmo modo não é permitido aos rapazes fazerem Praxe sobre as raparigas.
O uso da Capa e Batina obedece a normas tradicionais. Assim, deve colocar se a Capa caída sobre os ombros na passagem da Porta Férrea, dentro da Sala dos Capelos, nas aulas teóricas em que o professor é catedrático (podendo retirá la com a autorização do professor), em sinal de respeito para com a pessoa com que se está a falar ou a acompanhar, e em sinal de respeito devido ao local onde se está ( igreja, catedral, cerimónia académica,etc.). Nestas ocasiões, deverão os estudantes ter também a batina abotoada. Nas serenatas, todos os estudantes que estejam de Capa e Batina deverão ter a Capa traçada.No caso de luto, deve ter se a Batina abotoada e com as abas fechadas, e a Capa caída sobre os ornbros.
Em certas ocasiões, em que se pretende homenagear alguém académicamente, coloca se lhe uma Capa caída sobre os ombros, e só em casos muito especiais, .se coloca as Capas no chão, totalmente estendidas, para que o homenageado possa passar sobre elas, sendo esta a maior homenagem académica dos estudantes de Coimbra.

 É na Pasta da Praxe que se usam as Insígnias Pessoais, o Grelo e as Fitas.
O uso da Pasta da Praxe é um ritual próprio da Academia de Coimbra, mais propriamente dos estudantes da Universidade de Coimbra, pois pelo modo como os estudantes a trazem se pode “detectar” qual o ano que frequentam.

Cumpri cada uma destas tradições, assim como outras presentes no Código e foi isso que deu o brilho aos meus anos de Estudante.

EM COIMBRA, PRAXE É SINÓNIMO DE TRADIÇÃO

Só não chora quem não estudou em Coimbra

E quem não teve o meu privilégio, não vai entender nunca porque é que o meu coração ainda se encolhe e as lágrimas me bailam de cada vez que ouço esta música e vejo este vídeo.
Há muitos anos atrás sentei-me durante 12 horas na segunda escada a contar de baixo e berrei com muito orgulho o F-R-A pela minha Faculdade. Doze horas de espera para poder um dia dizer aos meus filhos que o fiz, a transbordar de orgulho. Aquele momento, esta música, o meu traje, a minha capa cruzada pela primeira vez na minha primeira Serenata, a minha capa rasgada pelos especiais durante 5 anos, o roubar do nabo no mercado com os meus melhores amigos a correr por cima das bancas enquanto fugiam dos baldes de água e das vassouras das velhotas, o queimar do grelo no caldeirão, o meu (nosso) carro da Queima que não chegou aos Arcos do Jardim mas que nos uniu para sempre, as noites do Parque, a minha cartola, fazem todos parte da Praxe de Coimbra. Praxe é tradição, não é humilhação. É orgulho que nos enche o peito e nos faz, ainda hoje, berrar o FRA pela Academia.
E se não o viveram, jamais o entenderão.

(obrigada zozô por partilhares este vídeo e me trazeres de volta o meu peito de rola)