Nieuw Ensemble

Tá aqui palavrinha que vou passar a analisar com mais detalhe quando aceitar convites para concertos…
Ora então a amorosa amiga DRei esteve a ver o programa cultural para o mês de Setembro e viu um concerto na Bimhuis que se chamava Nova Música Brasileira e propôs ao pessoal para quem quisesse ir. Eu, na esperança de apanhar um concerto acústico de Bossa Nova, disse imediatamente que sim, e a DRei comprou os bilhetes.
Combinamos jantar antes no restaurante/bar da Bimhuis (o sítio é lindíssimo, a comida é razoável, mas caaaaara comó caraças p’ro tipo de refeição que é, aviso.) e como o amigo Taborda vive logo ao lado dei-lhe uma apitadela p’ra se juntar a nós. Quando acabamos de jantar desafiei o moço p’ra vir conosco ao concerto e lá fomos os 3…começamos a ver gente muito…alternativa. Sentamo-nos. Vimos um palco preparado para uma orquestra e um saco de plástico pendurado num microfone…medo, muito medo. Estavamos numa sessão de NOVA música que é como que diz EXPERIMENTAL!
Foram duas horas de pim, pon, tau, pling, clink, tung, tsau, trau, pum, quim, tong, drau, pifff … SETE “compositores” brasileiros que entraram num concurso para novas composições e que ficaram nos primeiros sete lugares. Tivemos direito a 7 apresentações dos compositores em vídeo, feitas por eles mesmos (spooky!), a um tipo a dar-lhe no berimbau com a mesma emoção com que tocaria uma guitarra portuguesa só com uma corda, a um concerto com sacos plásticos e folhas de cartolina a roçar uma na outra ao som da (excelente, há que dizê-lo) violoncelista, dum contra-baixo, mais saxofone, violinos e piano, e uma data de instrumentos clássicos que não vou enumerar. Das sete gostei do último andamento do primeiro compositor, e de uma que não era tão deprimente como as outras e que já não me lembro bem se foi o terceiro ou o quarto a apresentar-se.
Não me pirei no intervalo por respeito à DRei que foi um amor em convidar-me e que não sabia também o que lhe esperava, e porque fui eu quem arrastou o amigo Taborda e não o ia deixar lá plantado, não é?!
Mas pronto, deu pra eu soltar umas boas gargalhadas com amigos e poder agora dizer em alto e bom som: amigos, gostos não se discutem, compreendo que gostem destas coisas, mas isto é MUITO À FRENTE pra ignorante Maria Sofia.
Nieuw Ensemble ever more!!!

Comentário do Taborda ao concerto: A foto ficou ao mesmo nivel do concerto…mas valeu pela experiencia! 🙂
Pra mim, foi divertido a mesma, e descobri um spot com uma ganda salada!

Have fun, we do too!!

PS: Querida mana Mafaldinha, lembrei-me imenso de ti o concerto todo! Acho que é o tipo de situação em que te vejo apanhar-me com um brilhante convite teu p’ra algo que acabaste de descobrir não sei aonde … Mas sabendo que eu sou assim um cadito p’ro…atrasadita nestas coisas…acabarias por me dizer antes do concerto: Sofs, olha que isto se calhar é um bocadinho puxado p’ra ti! :)) Tenho saudades tuas amiga!

Anybody in the house say: yeaaaaah!!!

E a lista de concertos p’ra estação Outono/Inverno 2009 na Holanda aqui da menina & friends é a que se segue:

13 Outubro – Pixies – Heineken Hall

27 Outubro – Massive Attack – Heineken Hall

5 Novembro – Maria Joao Pires – Concert Gebouw

22 Novembro – Franz Ferdinand – Heineken Hall

3 Dezembro – Placebo – Ahoy Roterdam

U2 360° @ Amsterdam

A compra dos bilhetes foi a loucura total. Em duas horas tinham esgotado online, e os amigos nota dez que me fazem companhia nesta aventura de viver nesta terra de hereges compraram como puderam e o que puderam. Infelizmente não pudemos ficar todos juntos, e lá marchamos todos separados cada um para seu canto do estádio do Arena.
Nunca tinha assistido a um concerto sozinha, muito menos sentada numa bancada…
Os Holandeses adoptaram o seu estilo habitual de múmias num concerto. São a coisa mais irritante possível, esta gente vê um concerto inteirinho sentado e de braços cruzados, com palmadinhas nas pernas nas músicas que mais gostam e por aí se ficam.
Eu lá me sentei no meu posto, a ver se aparecia um moçoilo engraçado ao pé de mim. Esqueci-me de pedir que não fosse gay…pois, aqui estão claramente em maioria, e p’ro lado direito e p’ro lado esquerdo, era o que havia na minha fila.
Ao meu lado sentou-se um rapaz muito giro, extremamente bem vestido, e com uma aliança um pouco diferente no dedo anelar direito: gay. Muitíssimo simpático, pelo menos isso!
Como sou meia leca de gente, assim que o holandês que estava à minha frente se levantou deixei de ver um caroço. Senti-me como o gajo que se sentava à frente do poste pra ver melhor os fora de jogo. Obviamente, tive que pedir ao senhor p’ra se sentar, ao que ele respondeu um pouquinho contrariado, que era um concerto. Eu sorri e disse-lhe: I know, but I’m one and a half, so I clearly can’t see if you stand.
Ele continuou a olhar pra baixo e lá cedeu.
Lógico que me lixei porque tive de ver o concerto todo sentada. Como estava um cadito indisposta não me custou muito, mas a malta Tuga espalhada pelo estádio sofreu. À Sónia até lhe deram murros nas costas só pra ela se sentar. Esta gente e a sua simpatia não deixam de me surpreender…
Durante todo o concerto pensei: p’ra próxima vou ver estes gajos e outros similares a Barcelona! Aquilo é que deve ter sido emoção! Lembrei-me tanto de ti ó Rita!!!
Entretanto há malta que começa a arrebitar, e nisto vejo uns holandeses ao meu lado e num flash entendo o porquê de estarem quase todos sentados.
Estes tipos são a coisinha MAIS desarticulada que já vi a dançarem. Não consegui suster um ataque de riso quando vejo um holandês com marreca a dançar como se tivesse levado uma carga de choques eléctricos e a pôr as mãos na cabeça enquanto tentava prespassar a emoção que devia estar a sentir enquanto cantava juntamente com o grupo. O giraço ao meu lado apercebe-se, eu coro, peço desculpas, e ele diz: you just have to give them a few beers and this is what you get.
Basicamente, estava-me a pedir desculpas pelo comportamento do conterrâneo.
Eu ri-me e disse: oh no, I think he is sober, he is just a lousy dancer!
Quanto ao palco e ao espectáculo em si, deixo-vos as fotos tiradas pelo João. Fiquei hipnotizada durante duas horas, cantei, levantei-me pra dançar mais lá p’ro final e pensei p’ra com os meu botões: ainda bem que há coisas que nunca mudam!!
Dizer que o concerto foi extraordinário é pouco. É muito pouco.





PS: Se quiserem saber mais vão ao: Isto não é o da Joana