A minha vida dava um filme (not)

A TV Holandesa gosta muito de botar uns filmes daqueles de água com açúcar, mas sem qualidadezinha nenhuma.
Como não passa nada de jeito e eu habitualmente gosto bastante dos gajos que aparecem a fazer de “príncipe”, tomava eu uma destas pastilhas quando deu aquela cena básica, cliché perfeito destes filmes: a luta.
Há sempre uma luta. De almofadas, de bolas de papel, de bolas de neve (a mais corriqueira), de folhas das árvores e sucedâneos não susceptíveis de rachar a cabeça aos protagonistas. Seguida daquela corridinha em que a menina foge e o galã de beira de estrada vai atrás dela, amanda-se-lhe à cinta, pega na dita cuja ao ar, e espeta-lhe um beijo! Se estiverem na relva ou num celeiro, também podem cair ao chão depois da luta porque é fofinho. O chão.
Ora dizia eu que matutei e me irritei com esta cena dos clichés baratos: que disparate! Que estupidez! Se por acaso alguém vai no meio da rua a correr uns atrás dos outros?! Luta de bolas de papel??? Ó senhores!
Hoje, depois do jogo, vinha a pé pra casa com um amigo meu e ele tem a brilhante ideia de me mandar com o cachecol na mona. Correu mal, ó pois correu! Eu defendi-me!
Andaram dois palermas a baterem um no outro como se não houvesse amanhã com os cachecóis da Pátria. E corremos e eu de repente penso: man, isto parece os filmes! Que cena pirosa!!
Foi neste preciso momento que me distraí e levei com o cachecol no olho e tou aqui que nem vejo!

Conclusão:

É verosímil fazer corridinhas, é verosímil a cena da luta, mas a parte dos beijos técnicos é um flop. A mim só me apetecia corrê-lo à estalada e o moço pedia desculpas.

Tristan + Isolde


Um épico porreiro pra passar um serão. No biggy really, não achei que fosse wooooooow, mas também não é mau, tem umas cenas de guerra engraçadas, uma fotografia excelente
Sincerament? Vale pelo jeitoso do James Franco que eu comia com batatinhas fritas ao almoço todos os dias da minha vida, nham!

É que não é qualquer nabo que sabe fazer um filme. Mafia, Camorra, Martin Scorcese.

O filme Gomorra não é igualzinho, igualzinho ao livro, nem é isso que se espera. Até porque se fosse seria tremendamente complicado de seguir ou entender.
No entanto, as partes que foram subtraídas aquando da realização do filme não alteram a qualidade do livro brilhante de Roberto Saviano. E a montagem que foi realizada melhora ainda mais a percepção da Camorra como o verdadeiro cancro de Itália.
Isto sim é um filme bem adaptado. O Roberto Saviano é que é muito mais giro na vida real que no filme…mas não se pode ter tudo, não é?

Não é que eu seja muito fã de carequinhas, muito pelo contrário, mas um sorriso bonito e uns olhos verdes serão SEMPRE um sorriso bonito e uns magníficos olhos verdes.

Como dar cabo dum bom livro e conseguir um filme de m*

Eu gosto de ler. Eu gosto mesmo muito de ler. Não sou fã do Dan Brown, li o Código da Vinci mas fiquei-me por aí durante largos tempos porque acho que há quem escreva o mesmo estilo que ele, mas com o dobro da qualidade. Aqui há uns tempos vi o Anjos e Demónios em edição de bolso no aeroporto. Estava a morrer de tédio, o avião atrasado, e decidi que mal não devia fazer.
Tenho de confessar que gostei muito do livro. Mesmo muito. É muito melhor que o Código Da Vinci, muito mais elaborado, mais bem escrito, o enredo prende e não é de todo previsível.
Os Senhores de Holywood decidiram fazer uns cobres. Toca de passar o livro pra tela. Acho muito bem. O que acho mesmo mal é que tenham cortado mais de metade do livro, que dos melhores diálogos só se tenha salvado UM, que não haja praticamente ligação ao Centro de Ciência que é o “outro lado da moeda”, que tenham salvado uns dos Prefiriti e alterado completamente o final e deixado raspas, sim, RASPAS ao Edward Norton.
Resultado final: um filme muito mau. Fiquei revoltada, não há direito.

Comprem o livro!

An Education – 2009


Finalmente um filme digno de se ver nos Oscars!!
Um filme sobre a “educação das mulheres” nos anos 60, com a chamada nova Audrey Hepburn, embora eu ache que isso seja apelar bastante à imaginação… a Carey Mulligan mostra ser boa actriz, o que, aliado a uma carinha e guarda-roupa dos anos 60 nos faz recordar a elegância de Audrey, mas nada de comparações.
Não haverá nunca outra Audrey Hepburn.
O argumento é muito bom, as interpretações são excelentes, o leque de actores é interessante. Tudo o que, a meu ver, se bem conjugado, pode resultar num BOM filme.
Não sou crítica de cinema nem aspiro a tal (coitadinha de mim se tal fosse verdade), mas gostei bastante deste filme e tinha muitas saudades de ver algo…diferente.
Deixo-vos a crítica de quem sabe, o cartaz e o trailer.

“O velho dilema sobre o verdadeiro banco de apredizado ser o de uma escola ou o da própria vida embala o delicioso e inspirado An Education. Mesmo com um grupo de atores talentoso e que trabalha bem, seja em conjunto ou individualmente, este filme da dinamarquesa Lone Scherfig tem uma grande estrela: Carey Mulligan. Não é difícil perceber porque a atriz vem ganhando prêmios como a melhor intérprete de 2009 – e nem complicado perceber porque ela é um dos nomes mais fortes na disputa pelo Globo de Ouro e pelo Oscar. Carey Mulligan é o nome do filme. A atriz incorpora toda a leveza, vontade de viver e complexidade de uma adolescente londrina no início dos anos 1960. E nos ensina que a vida pode ser terrível ou maravilhosa – a escolha sobre isto depende apenas da nossa vontade de dar certo.(…)”

A vontade de dar certo… vale a pena.

Whip It!

Eu gosto, sempre gostei muito, da Drew Barrymore. Mesmo quando se veste mal e se maquilha tipo puta. Mesmo quando faz aquela voz sempre igual que parece saída dum filme pra bebés. Eu gosto da Drew. Acho que teve uma infância lixada e uma adolescência teen aos 12 anos. Viveu tudo muito depressa. Mas, não sei bem como, conseguiu safar-se. E eu admiro-a por se ter conseguido safar. Dava-a como perdida há anos e ela renasce das cinzas. Faz uns filmes engraçados, entra em alguns clássicos, e agora lembra-se de dirigir filmes e faz o Whip It!
Eu gosto mesmo MUITO da Ellen Page. Já vos tinha dito isso quando foi do Juno, certo? Pois é, eu gosto MUITO da Ellen Page, acho que tem uma naturalidade fabulosa, nasceu dentro dum filme, não sei. Não é afectada, não faz sempre as mesmas caretas pra parecer engraçada, ela é naturalmente FIXE.
E no Whip It tá espectacular.
Não sendo um filme extraordinário, considero que é mais que um filme de pipocas e Domingo à tarde, mas não é O filme. Mas é giro, bem conseguido, faz-nos ter esperança.
Vejam, recomendo vivamente. BE YOUR OWN HERO.

Coraline + Juno + Dorian Grey

Ontem foi dia de sessão de cinema. Depois de um dia cansativo, aterrei em casa sem vontade de fazer nenhum, mandamos vir uma pizza, uma jola pra acompanhar, encostamos às boxes e as escolhas foram:

Coraline – 2009 – Animação

Uma TV magnífica com um filme em alta definição, só pode dar bons resultados.
E Coraline é o filme perfeito, com uma história cheia de imaginação, uma animação dark, da qual gostei particularmente devido à mensagem clara: dá valor ao que tens hoje.

Juno – 2007 – Comédia

Juno é talvez um dos meus filmes favoritos de sempre. O Carlos nunca o tinha visto e eu insisti em revê-lo. Deixa-me sempre bem disposta, e não me canso da actuação fabulosa da Ellen Page. A banda sonora é de chorar por mais, a mensagem de amor melhor ainda, os diálogos são recheados de humor, boa-disposição e doçura, sem qualquer tipo de falas dadas ao “enjoo”. Os Pais da Juno continuam a ser pra mim, the coolest parents ever!
Junobug, tás lá!

Dorian Grey – 2009 – Drama

Gostei, mas já era o terceiro filme e não consegui chegar ao fim…confesso. Mas vi metade do filme, e a metade que vi era f* amazing. O Colin Firth está no seu melhor, e não falo do facto do homem ser jeitoso até porque não acho tal coisa, falo mesmo da interpretação. A degradação do ser humano e os vários pensamentos filosóficos: é a sociedade que nos corrompe, ou nascemos corrompidos? O que faríamos se soubessemos que algo (neste caso o retrato) ou alguém guardaria as nossas cicatrizes e poderíamos permanecer exteriormente intactos?
Um filme demasiado profundo p’ra ser o terceiro duma noite. Mas recomendado.