Muito bom pra fechar um Domingo à noite em beleza!
Divertido, diferente, umas boas gargalhadas e uma certa inveja, nunca tive uma borga assim!
“The ultimate bachelor party goes bad when the groomsmen wake up in their Las Vegas hotel room with a tiger in the bathroom, a 6-month old baby in the closet and no idea where the groom is. What happens next? Watch the trailer and take a look for yourself.”
Não foi à toa que me dei ao trabalho de fazer um post com duzentas mil fotos sobre as minhas férias na Costa Amalfitana. E nenhuma delas foi colocada casualmente. Repararam nos iates de luxo? Eram aos milhares. Estes são só alguns. Repararam nas casas em Capri? E nas casas de Procida? Deram pelo contraste? Ainda faltam as de Nápoles. Nápoles é uma cidade riquíssima em história, teve o mesmo impacto em mim que Istambul pois transmite imponência, respeito pela relíquia cultural que é, que foi. Tal como Istambul, é cheia de colorido e suja. Mas Nápoles é mais que suja, é muito suja, extremamente suja, imunda. E tem o maior número de indigentes por metro quadrado que já vi. Chegamos a andar em grupos de 8, e nem assim me senti segura. Eu que não sou nada de paranóias (quem me conheça que ateste, por favor), tive sempre a impressão que estava a ser observada, seguida. Não só pra me roubarem a máquina, como pra me violarem, cuspirem, insultarem, não sei. As pessoas andavam todas de carro, nas ruas só andavam maltrapilhos. O comércio estava metade aberto, metade fechado. Fechado à séria, com portões de correr em algo mais forte que zinco. Blindado. Ninguém andava a pé, só de motorino/vespa ou de carro. Sempre. Fora os turistas, os idiotas e provincianos dos turistas. Carteiristas é mato, mas isso eu já sabia. Com esses podia eu bem, afinal de contas, vivi na Graça. A um idiota que ia connosco, depois de o termos avisado umas 3 vezes, limparam-lhe 500 euros do bolso das calças. Mas quem? Quem é a besta que anda com 500 euros em dinheiro no bolso??? Pra quê?! Saiu-lhe a lotaria ao carteirista. Ninguém me tocou, mas estive sempre com medo.
A louca (na verdadeira acepção da palavra) da espanhola que me fez companhia no primeiro dia achou que era seguríssimo vir a pé da estação de comboios até ao hotel, afinal eram só 750 metros. Só são dos piores de Nápoles. A estúpida que vos escreve achou que o Hotelshuttel do aeroporto me deixaria mesmo à porta do hotel (como em Lisboa)e pela primeira vez não apanhou táxi.O shuttel deixou-me a uns 200 metros da porta, no meio duma praça. Em 200 metros fiquei com a nítida sensação de que o que me estava a valer era a experiência ganha na nossa Lisboa. Estava no meio do “Rossio, em direcção à Almirante Reis”.
De Nápoles fui pras ilhas, e voltei nos últimos dois dias. Estavam 39 graus, não se podia andar em lado nenhum. Enfiei-me no único sítio onde me sentia segura. Os autocarros de Hop-in Hop-off. Não tinham ar condicionado e os lugares cobertos eram ainda mais abafados que os do topo. Fiz as 3 linhas que havia, a vermelha, a azul e a verde, tudo sentada na parte de cima, com um chapéu enfiado pelas orelhas abaixo e a pensar que ia morrer de calor, mas queria ver Nápoles. Nunca mais lá ia voltar. Não fiz hop-off uma única vez.
Eu tenho grandes amigos Italianos que conheci em erasmus. Enquanto lia o Gomorra lembrei-me de várias situações, episódios, coisas que se passaram comigo. E lembrei-me continuamente de Nápoles, é claro.
– Lembrei-me que sempre nunca gostei da pinta do italiano de Nápoles que fez erasmus comigo. Fumava na altura, 10 charros de haxixe por dia. Como quem fuma tabaco. E não tenho ideia de ele andar pedrado o dia todo. Era mal educado, vestia bem, mas era diferente. Ignorava toda a gente, e era extremamente interesseiro. Não me lembro do nome dele. Dava-se bem com um pintas do Porto de quem eu também não era grande fã, mas que era bom moço.
– Lembrei-me que diziam que o Pier Luigi que era filho de mafiosos, ou estava ligado à Máfia. Lembro de ser o único sobre quem se dizia isto e a quem os próprios italianos diziam isto. Falar em Máfia era suficiente pra se sentirem insultados. Era palavra QUASE tabu. E eles raramente levantavam o tema. Mas com o Pier Luigi era diferente. Era uma jóia de rapaz, eu achava-o muito bonito (tinha uns olhos verdes(ou eram azuis?) brutais), mais velho um pouco que os demais, estava a estudar Medicina mas gostava de borga. E ele não se sentia insultado, mas não gostava e sorria de uma forma…diferente, quando lhe diziam estas coisas. (Johnny, be my guest pra meter a tua colherada, a minha memória já não é o que era).
– Lembrei-me dos discursos do Stefano, do Roberto e do Marco sobre Itália e de eu não entender puto do porquê deles estarem tão zangados na altura. Afinal, eramos uns putos!
– Lembrei-me que quando estive em Londres com o Giovanni (que é de Puglia, Siciliano), entramos num snack-bar pra comer uma fatia de pizza e um sumo de laranja (que há uns 8 anos atrás me custou 1600 paus!). Estavam lá uns italianos, dois rapazes e duas raparigas, aí com uns 18 anos cada um. Um dos rapazes era muito bonito. Começaram a falar connosco, e quando perguntam de donde somos (o Gigo e eu estavamos a falar espanhol), o Giovanni diz (em inglês!) que é espanhol e eu portuguesa. Os meus olhos abriram-se até às bordas. Como é que o gajo ia acreditar em tal coisa? E porquê a mentira? Porque são de Nápoles, e não te preocupes que eles nunca vão perceber que eu sou italiano. Achei aquilo tudo ridículo, principalmente o Gigo achar que não parecia italiano, mas o certo é que os gajos caíram que nem patos. No fim da refeição deles pediram a conta, e depois de pagar receberam o troco. Era um pratinho de alumínio. Eles retiraram o dinheiro, despediram-se de nós com um Ciao, e o que era bonito, cuspiu uma escarreta muito verde pra dentro do pratinho e diz em alto e bom som: The tip! Eu ia vomitando. O Giovanni encolheu-se mais um bocado e disse-me: percebes agora?
– Lembrei-me dum tipo que conheci cá e que me disse que só vai a Itália porque tem de visitar os Pais, porque senão nunca mais lá punha os pés. E de eu lhe ter dito: jamais renegues de onde vens. E o tipo ficou todo furioso comigo.
– Lembrei-me das palavras dum ex- italiano com quem andei, que era de Milão. Ele diz que o Sul é um terceiro mundo. Não é Itália. Ou melhor, é, mais que o Norte até, mas que parou no tempo, que tem 30 anos de atraso de desenvolvimento. E que sente vergonha do sul. E de eu ter achado isto uma palermice e um snobismo exagerado.
– Lembrei-me dos italianos que nos receberam agora nos portos quando amarravamos e dum que me disse: Io sonno il cappo.
“Eu sou o Chefe. Ele só faz o que eu mando. E eu não o mandei dizer que não havia luz.”
Isto depois de termos estado 4 horas sem luz uma vez amarrados em Porto. Ele disse que nós nunca tínhamos estado sem luz porque ele não tinha dado por ela. Ele não estava lá, mas se tivesse falhado a luz, teria dado por ela. Senti-me num filme. Depois da frase então, foi pagar, agarrar no braço da Carmem (e nas orelhas também, porque a tonha queria ter ficado lá a discutir), e pirarmo-nos bem depressinha. Foi na ilha do bar chillout que está nas fotos e foi antes do belo do gin tónico.
– Lembrei-me das duas chinesas que vi nesse mesmo porto de Izquia que se prontificaram pra me dar uma massagem por 5 euros. Quando lhe dei 10 e disse: guarde o troco, a mulher forçou-me literalmente a deitar-me e deu-me mais 15 minutos de pancada nas pernas, pelos outros 5 euros. Foi uma cena muito estranha, muito marada, nunca tal me tinha acontecido num Porto, e esta era a sétima vez que eu velejava.
Lembrei-me de muito mais, senti muito mais, revivi muitos sentimentos, um misto de revolta, com nojo, com um conformismo final e um encolher de ombros because they actually are anyware, até na Holanda. Com uma raiva pela continuidade que os chineses dão ao que os cabrões da Camorra lhes ensinam a fazer. Raiva da ganância, da ambição, da competição, da loucura, do desprezo pela vida humana, e pena, muita pena, do desespero de todos os que nascem naquela zona e fazem parte do Sistema.
Agora ficam as fotos de Nápoles, onde eu nunca mais vou por os pés.
(Esta casa não parece mesmo a casa dos Bicos no campo das Cebolas em Lisboa?!)
Mas comi mesmo muito bem, só de ver a foto daquela espécie de bagel gigante de pão de centeio, com azeite, mozzarella de buffala e presunto…
Bonita Nápoles. Podre Nápoles. O pôr-do-sol é magnífico. Nunca mais aí volto. Mas gostei.
Dediquei-me a alguns clássicos de Natal da época dourada da década 40 como o It’s a Wonderful Life e o White Christmas. Só naquela de ver porque raio estavam sempre classificados ou como o melhor, ou como um dos melhores filmes de Natal de sempre.
No It’s a Wonderful Life relembramos que todos nós tocamos a vida de muita gente, e que todos, mas todos somos importantes para alguém. E há que acreditar no anjo da guarda 🙂
Entre imensas coisas que aprendi e de que gostei, no filme que originou a popularização da música I’m dreaming with a White Christmas, adorei este momento e esta música. E passei a contar blessings, instead of sheeps:
A Rititi escreveu e eu fiquei curiosa. Já conheci a música, mas não o filme e tive uma tarde deliciosa: – com um Robert Redford que justificou os suspiros todos que ouvi a minha Mãe dar em seu dia; – com diálogos que me fizeram tremer na verdade das palavras e explicação do porquê de ser possível um homem apaixonar-se pela mulher imperfeita; – com um início em que se vê claramente que ele não está apaixonado por aquela miúda cheia de extremos e opostos, e com um final em que ele está e continuará perdidamente apaixonado por ela, porque a aprendeu a amar.
Aliás, eu diria que ela lhe ensina o que é amar, amar alguém incondicionalmente. Há uma altura no filme (minuto 2:30 do excerto em baixo) em que ele lhe diz:
“Quando amas viras surda, burra e cega”.
Eu nunca tive uma causa ou um ídolo pelo qual ficasse surda, burra e cega. Mas quando me apaixonei aqui há uns anos, quando me apaixonei a sério, fui surda, burra e cega. Todos nós já o fomos, e abençoados aqueles que o são.
A Sneak Preview era algo que eu desconhecia que existia. É uma sessão de cinema em que não escolhemos o filme, é a ante-estreia de um filme que o Cinema Pathé vai lançar mas cujo nome desconhecemos até sentar o rabiosque na cadeira. Desafiaram-me hoje e eu, confesso que cheeinha de medo que me saísse um daqueles filmes de terror que abomino, arrisquei. Este é um filme que caso visse em cartaz jamais escolheria. É no entanto uma boa comédia inglesa, com produção e “representação” do nosso amigo Cantona futebolista. É óbvio que o Senhor não tem jeitinho nenhum pra representar, mas digamos que o facto de estar a ser ele mesmo não lhe saiu nada mal. As filosofias de Cantona com pronúncia francesa bastante carregada são de ir às lágrimas, o filme está bem feito e é muito engraçado.
Há duas semanas atrás emprestaram-me os livros da Stephenie Meyer com a nota de que eram livros p’ra crianças/adolescentes ao estilo Harry Potter. Como eu gosto bastante deste último (e se não gostam temos pena, é p’ro lado que durmo melhor), decidi arriscar. Em termos de fantasia e imaginação a nossa amiga J.K. Rowling dá dez à Meyer, a escrita da primeira também é muito superior à da segunda, mas a Stephenie tem uma fórmula qualquer que não consegui deslindar que nos faz devorar os livros numa avidez idêntica à do conseguida com o Harry Potter. Levei uma semana a ler os dois primeiros livros
E outra a ler o terceiro e quarto livro (o último com 767 páginas que voaram entre os meus dedos sem explicação)
O segredo, diz a minha amiga Johnny (outra viciada nestes livros), estará na pureza do amor entre a humana e o vampiro mais giro do planeta representado na tela gigante por Robert Pattinson…Edward neste contexto.
Vim a descobrir a meio da leitura que tinham lançado o filme e que tinha sido um mega-hit. Chama-se Twilight. Aluguei o filme. Péssimo. Muito mau. Mesmo muito mauzinho. A moça que faz de Bella (Kristen Stewart), a heroína destes livros, é tão má actriz…muito má, um horror. Faz uns tremeliques com a cara, fecha os olhinhos pra mostrar desespero quando se separam, cara de mau feitio e enjoada, e acaba por ser completamente deslavada. Não tem nem passa emoção nenhuma. Dou-lhe nitidamente um zero, nem sei como é que lhe pagaram pra fazer o filme, ela é que lhes devia ter pago. Os actores são todos eles muito fraquinhos, aliás. O facto de os terem deslavado com lixívia até à exaustão deu-lhes um aspecto de bonecos de porcelana sujos. Em suma: não vejam, não vale duas horas da vossa vida.
Já os livros…valem cada horinha, recomendo vivamente e nada, mas nada de mandarem vir comigo por terem sido incapazes de não parar de ler nas próximas semanas! Eu avisei, e quem avisa…
Ontem houve sessão cinéfila cá em casa. As escolhas recaíram sobre o filme do Tim Burton Big Fish (que vergonhosamente nenhum dos dois tinha visto) e o Gran Torino do Clint Eastwood. O primeiro fez-me entrar num mundo de fantasia, o filme tem tantas mensagens e lições de vida que entrou para o meu Top 10 of MUST SEE movies. Quero ser capaz de um dia contar a história da minha vida aos meus filhos de uma forma tão encantadora.
O segundo renovou a minha fé no bom cinema de Hollywood. Imaginei um projecto que aproximasse os miúdos da Candeia de pessoas mais velhas e rabugentas. O verdadeiro sentido da Amizade está ali na sua essência. Demasiado bom pra ser traduzido em palavras.
Recomendo ambos os filmes vivamente, espero que gostem.
Um filme dirigido por uma das minhas actrizes favoritas, Helen Hunt. O elenco é um prato cheio de bons actores: Helen Hunt, Bette Midler, Colin Firth, Matthew Broderick. Helen Hunt é uma professora primária a quem tudo acontece de uma vez: casa-se, divorcia-se, morre-lhe a Mãe, tem 39 anos e está desesperada por ter um filho. De repente a Mãe que a deu p’ra adopção aparece sem ser convidada. Sim, parece banal, nada de transcendental, talvez esteja aí a beleza do filme. Deixo um trailer e alguns excertos dos críticos que é pra ter a certeza que não entrego spoilers.
“A chick flick this is, but it’s a masterful one and I highly recommend it. Gestating for ten years, she took the plunge as co-producer, co-writer, played the lead character and made her directorial feature debut of this tale of broken trusts and betrayals.”
“Hunt gets outstanding performances from Colin Firth and Bette Midler whose own characters have their own baggage that Hunt’s character is forced to deal with. That in itself is what makes “Then She Found Me” so refreshing. We human beings are so imperfectly perfect and the issues the players here play with are quite believable.”
“As an actress, she is as good as she was in “As Good As It Gets”.”
Não, agora não é hora de olharem pro lado ou mudarem de página.
Agora é hora de falar a sério. Vamos falar de Partilhar sentimentos. Hoje tive um dia especialmente puxado. Passei o dia no Hospital. Acompanhei um amigo que acabou por ficar internado, de momento para observação, mas que suspeito que terá de ficar uns bons tempos. Ele está longe da família, longe dos amigos tal como eu. Estava muito nervoso. Ele tinha noção que não estava bem. Particularidade deste meu amigo: é gay. Sofreu durante anos p’ra se assumir. Sofreu pelo simples facto de ser homossexual. Não é justo. Não é correcto. Continua a sofrer pelas consequências de o ser. Não é justo. Não é correcto. Todos nós temos amigos ou sofremos na pele por vários motivos. Começa-se desde pequenos porque os Pais se divorciaram, ou porque se tem algum tipo de doença crónica e de cura difícil, ou porque, passando à vida adulta, se teve um (ou vários) amores falhados, familiares que faleceram, desemprego, divórcio, filhos, you name it. Todos nós vamos lá e ajudamos porque conseguimos (achamos nós) compreender e ajudar. Algum de vós sabe o sofrimento porque passa alguém que tem de assumir perante ele próprio e perante os Pais, os amigos, a família e a sociedade que pertencem a um registo diferente daquele que é considerado “normal”? Acompanharam alguém nesse processo? Foram os primeiros a saber? Têm amigos que pensam que podem ser homossexuais? Contaram-vos? E como é que reagiram? O que é que sentem?
CONTEM-NOS! PARTILHEM! ESCREVAM UMA HISTÓRIA!!!
No Projecto Partilhate precisamos de 200 histórias. Já só nos faltam 139. A tua história, por mais simples ou banal que seja, pode ser suficiente para que alguém pense “eu não estou sozinho no mundo”.
Se és homossexual, se tens um amigo, um filho, um pai, um tio, um colega de trabalho que sejam homossexuais, o teu contributo é muito necessário. Partilha a tua história. Podes fazê-lo através de email (estorias@partilhate.com) ou brevemente através do site http://www.partilhate.com.
Um página chega, um parágrafo também.
Agora vou voltar ao lado do meu amigo. E tu? Tás ao lado do teu?
Mauro vive em prisão domiciliária. As tatuagens ajudam-no a queimar o tempo. Três putos do bairro aproximam-se da sua janela. Lá fora, o sol bate com a força do meio-dia.
2. Datas de Exibição no IndieLisboa’09 e Ficha Técnica do filme
26 de Abril | 19:00 | Sala 1 – Cinema S. Jorge 27 de Abril | 21:30 | Sala 3 – Cinema S. Jorge 1 de Maio | 16:15 | Sala 3 – Cinema S. Jorge
Ficção, Portugal, 2009, 15′, 35mm Argumento: João Salaviza Fotografia: Vasco Viana Som: Inês Clemente Montagem: João Salaviza Com: Carloto Cotta, Rodrigo Madeira Produtor: François d’Artemare, Maria João Mayer Produção: Filmes do Tejo
3. Nota do Realizador
Mais do que captar as transformações de um lugar, interessa-me a tensão dos momentos em que nada se altera. O protagonista de “Arena” está confinado a um espaço e a um tempo limitados. Ao filmar o Mauro em prisão domiciliária confrontei-me com a condição de um homem que não tem para onde ir. Segui esta ideia, desde o guião até à montagem. O princípio de que os planos não se antecipam às deambulações do protagonista, nem lhe sugere caminhos que ele, simplesmente, não pode ver. É justo para alguém que vive com grades nas janelas de casa, e que está secretamente à espera que as coisas mudem por si. Lisboa, 27 de Março de 2009 João Salaviza