Mustang, o filme

Uma das coisas que prometi a mim mesma fazer assim que regressasse a Portugal era voltar a ver cinema fora do circuito comercial, agora com legendas em Português, e não perco um ciclo de cinema estrangeiro no S. Jorge.
Já fui ao ciclo de cinema Holandês, fui ao Ciclo de cinema Italiano, perdi o Argentino porque estava de férias, mas o Francês não me escapou. E ontem fui ver o Mustang de Deniz Gamze Ergüven.
Eu não suporto nada que seja Francês, excepto cinema. Os tipos sabem fazer bons filmes.
O Mustang passa-se na Turquia e deixou-me a bater mal.
Porque para mim o meu pensamento constante foi sempre: “a sorte que eu tenho…!”.
São cinco irmãs educadas pela Avó e pelo Tio após a morte dos Pais.
De repente e por um motivo inocente, depois de um êxtase de felicidade juvenil, vêem-se encarceradas em casa, que se parece gradualmente cada vez mais a uma prisão, e começam a ser preparadas para casar, e a separar-se umas das outras.
No início pensei que era uma espécie de “Mulherzinhas” à moda Turca, mas rapidamente me apercebi que não tinha nada a ver.
É um filme forte, sobre os costumes Turcos, sobre a adolescência, sobre a liberdade, sobre mentira e decepção, sobre esperança e perseverança.
Vai ser o candidato aos Óscares para melhor filme estrangeiro, e não sei se merece um Óscar, mas certamente merece ser premiado pela academia. Pelo menos as miúdas têm que ser premiadas, porque as cinco são absolutamente ex-tra-or-di-ná-rias.
Pelo menos Cannes já cá canta.
Adorei, ainda estou aqui a bater mal, que eu sou muito sensível a estas coisas e a estas situações, mas recomendo mesmo muito vivamente que o vejam assim que ele entrar no circuito comercial.
Sim, porque este filme vai estar nas salas de cinema e vai dar muito que falar.

O ciclo de cinema Francês está a decorrer até dia 18 de Outubro, cliquem no link para mais informações.

A fleuma

Ultimamente tenho trabalhado com Franceses e estes tipos perdem a paciência em menos dum fósforo.
Começam logo a praguejar, a esbracejar, principalmente e acima de tudo se os quisermos fazer trabalhar.
E ainda falam dos latinos. Somos uns meninos ao pé destes gajos!
A sério, anda aí muita gente ignorante (e arrogante) naquilo que pensa sobre os outros povos. Vamos lá de férias e pensamos logo que sabemos tudo.
Não sabemos nada até termos que trabalhar com eles.
É que fazer trabalhar um Francês dá cabelos brancos, juro.

De Strasburgo à Suiça

Les Ardennes

Les Ardennes – Luxemburgo
Saímos do Luxemburgo cedinho em direcção a Strasburgo. Passamos nas Ardennes de que tanto gosto. Foi só o início da melhor viagem que já fiz. Quando fechava os olhos todas as noites via as paisagens a passar diante dos meus olhos. Quem me dera que fosse assim todos os dias.
Strasburgo é mesmo bonita, está tudo maravilhosamente decorado e cheira a chocolate pelas esquinas. 
Strasburgo
Strasburgo


Strasburgo


Strasburgo

Strasburgo


Tudo roda à volta do Natal e das tradições Alsacianas. Não sei se foi das explicações da Prima Vicenta, mas acho que tudo tem a ver com comida. O prazer de comer e cozinhar é de família, logo não é de estranhar que a minha visita tenha sido toda ela “carburada” a comida Alsaciana.
Tenho que me encher de coragem para ir enregelar até lá nos mercados de Natal, deve ser qualquer coisa do outro mundo. E comer o Kugelhopf de Natal!
A Catedral está ao nível dum Mosteiro da Batalha. Adoro Catedrais e esta não ficou nada atrás da de Colónia.
Strasburgo
Strasburgo
Comemos e bebemos de forma opípara no Au Renard Prêchant e Strasburgo conquistou-me pelo estômago. 
Strasburgo
Strasburgo
Strasburgo
Strasburgo
É uma cidade burguesa, rica, cara, mas em que viveria facilmente. Não me importava nadinha.
Strasburgo
No dia seguinte de manhã passamos uma hora a procura das chaves do carro, vi a minha vidinha a andar pra trás que é como quem diz, a minha roadtrip a ir c’os porcos. Felizmente a taralhoquice nao é de familia e a Vicenta deu com as chaves do chiante que eu mesma tinha posto num sitio inimaginável.
Também me contou que vai uma semana de férias sozinha todos os anos e eu acho sinceramente que é bem jogado. Não desfazendo na boa companhia que tenho sempre nas viagens, acho que vou experimentar pro ano. Até porque pelos vistos mulheres independentes e despachadas saem uma vez por geração, a Vicenta na dela e eu na minha.
No caminho pra Geneve fizemos dois desvios, o primeiro pra Eguischeim que é uma casa de bonecas a escala de uma vila. Soberbo. O vinho é todo produzido localmente e até a comida mais simples estava de chorar por mais. Mais uma vez a decoração “deu cabo de mim”. Os detalhes são de um bom gosto arrasador. Pura e simplesmente adorei.
Eguisheim

Eguisheim

Eguisheim

Eguisheim


Eguisheim

Eguisheim

Eguisheim

Eguisheim

Eguisheim

Eguisheim
Seguimos viagem e como a pancada é forte decidimos fazer o segundo desvio e dar um salto a Berna antes de chegarmos a Geneve.
Quarenta francos suíços ou quarenta euros é quanto vale o passe anual pras auto-estradas e os estrangeiros pagam e nao bufam mas vale bem a pena. A Suíça é tão bonita que até a auto-estrada é linda.

Recuerdos de Paris # 22

Estes faziam os nossos perfis com uma tesoura. Ficava perfeito. Custava 20 euros, estes gajos passam-se! E havia quem pagasse. Afinal eu dei 10 euros por uma merda sem jeito nenhum…mas 20? Por um papel cortado na hora? Pft! Mas há que dizer que os gajos eram mestres. Dava gosto vê-los fazer.

Recuerdos de Paris # 21

E como não podia deixar de ser, fui chulada. O gajo começou por fazer o quadro contra minha vontade, mas o ego foi mais forte, e quis ver o resultado. Começou por dizer que o quadro valia 50 euros ( hahahaha, o gajo era um cómico. Seriously, 50 euros?!) e acabei a pagar 10, mas porque sim, porque tenho especial simpatia por Croatas.
Ficou giro, mas a minha prima mais nova fazia bem melhor (a miúda é uma artista!).