A melhor coisa do Bem-vindos a Beirais?

Sou grande fã do Bem-vindos a Beirais, que vejo religiosamente todos os dias na RTP directo ou na RTP Play quando se esticam na programação.
Gosto que seja light, que seja bem-disposta, que seja uma série que me faz ir pra cama de sorriso nos lábios em vez de deprimida ou irritada. Comecei a ver pra fugir ao Big Brother Vip e foi a melhor coisa que fiz.
Tem um bom cenário, tem uma história nova todos os dias, não é uma novela, os actores podiam ser melhores, mas safam-se, entre grandes e poucochinhos, a coisa compõe-se. É giro. Foi isto que disse à minha Mãe que andava a ver … porcarias que não interessam a ninguém, e passou a ver o Bem-vindos a Beirais, que não é um “E depois do Adeus”, mas está bem produzido e … pá, é giro! Eu gosto, e acredito que muito boa gente fique com vontade de ir viver pro meio das couves. Eu cá não que been there, done that, e cortava os pulsinhos, mas nada como imaginar, porque não?
Mas o melhor da série?
O PADRE!!

É muito novo e não é grande actor, mas escrevam o que vos digo: este moço Nuno Janeiro vai envelhecer como o vinho do Porto!

O meu novo vício de há umas semanas pra cá: The Wire

É honestamente uma das melhores séries que já vi, ao nível dum Sopranos. A chatice é eu ser viciada nisto ao ponto de estar até às 3 ou 4 da manhã a ver episódios como se não houvesse amanhã. E estou cheia de medo de abrir a boca e começar a falar à nigger e ainda dou comigo a pedir re-ups.
Recomendo vivamente esta série, é tão brutal e tão cruel, é um verdadeiro retrato das comunidades e do tráfego de droga em bairros da periferia e podemos compará-la facilmente com uma Cova da Moura, por exemplo, mas com gente muito mais inteligente.

Milady

Já agora, eu ontem lambi os três primeiros episódios da terceira série Downton Abbey.

Continuo apaixonada pelos personagens todos, estou morta por ver quais as reviravoltas que aquilo vai dar!

I could sooo live in those times! Mas só se fosse podre da nota!

Eu já devo ter sido uma Lady Mary noutra vida, com aquela carga de mau feitio, só pode.

A arrebentar de orgulho

Estou siderada com o show do Anthony Bourdain em Lisboa (S08E04 – Season 8, episódio 4)  porque levaram o Senhor aos meus sítios favoritos todos, só faltou mais umas quantas esplanadas, mas à falta de sol, esteve lá.
Quando o vi comer marisco no Ramiro baba escorria-me pelos queixos. Quando ouvi o Lobo Antunes lembrei-me que não consigo ler um único livro do homem mas senti a revolta interior de tanta gente em Portugal do antigamente.
Arrepiei-me a ouvir a Carminho, rais parta a miúda que é amorosa e ainda por cima canta que se farta. E é humilde. E é doce. E educada. E tem força e sentimento nas palavras, gosto mesmo da moça.
Quase me atirei pra dentro do écran quando vi o elétrico a passar em Alfama e na Graça e vi Lisboa, a Lisboa de que eu gosto, de que tenho saudades e onde um dia acabarei por viver.
Não sabia quem eram os Dead Combo mas rebentei de orgulho por ver que a nossa música não precisa de ser Fado para chegar ao mundo inteiro.
Gostei que se mostrasse um Portugal evoluído e não do século passado, cheio de restaurantes e chefes novos que ao mesmo tempo mantém as raízes Portuguesas mas apostam num futuro.
A cena de pesca e as palavras do Tozé Brito resumiram a minha ideia sobre a destruição causada pela UE na nossa frota pesqueira e na nossa agricultura, e aquele polvo tinha um aspecto…
O Diogo Quintela esteve bem, foi bem encaixado no momento certo.
Era escusado bater tanto no Salazar e no antes e pós 25 de Abril, mas fora isso, quem quer que tenha feito a selecção de pessoas para acompanhar o Bourdain, fê-lo bem feito. Tão bem feito que deixou o homem a comer o prato favorito dele: uma boa bifana.
Juro, palavra de honra, que me vieram as lágrimas aos olhos, num misto de saudosismo e duma raiva surda por não poder voltar com as condições que quero para viver naquela casa, mesmo em frente ao Chapitô, com vista pro Tejo e um jardim com uma palmeira com mais de cem anos.
Ainda não é agora, mas lá chegaremos. Por enquanto aproveito cada minuto do meu presente, e absorvi pelos poros cada minuto do No Reservations em Lisboa.

Happy “endings”

E vi o especial de Natal, que ainda por cima tem hora e meia.
E estou muito contente! Agora sim estou satisfeita.
Eu sei que isto é uma patetice, mas é como quando lemos um livro e as personagens começam a fazer parte do nosso dia-a-dia. Quando acabamos o livro temos saudades delas, torcemos por elas.
Para mim que gosto tanto deste tipo de tramas e de época era importante ver se tudo se resolvia. E pronto, agora tenho que sair deste feitiço inglês e voltar ao meu dia-a-dia tão pouco “livresco” e sem estas paixões antigas em que as pessoas se entregavam deveras de coração e não por mera luxúria como hoje em dia. É nestas alturas que se vê que sou uma romântica…

Uma das minhas taras.

É história. Sou grande fã do Ken Follet e de todo e qualquer romance histórico a que possa deitar a mão.
E de qualquer série também.
E sou compulsiva, não consigo ver um episódio de cada vez, vejo logo 4 ou 5, tal como se estivesse a ler um livro até às 4 ou 5 da matina só porque quero saber o final.
Depois deito-me horrivelmente tarde e no dia seguinte estou morta.
Como hoje.
Porque ontem à tarde acabei de trabalhar eram umas 6 e meia da tarde e pus-me a ver a segunda temporada de Downton Abbey. Pra mais adoro séries de época do final do século XIX, início do século XX. Vi uns 7 episódios de seguida e estou aqui a roer as unhas porque ainda não começou a terceira temporada e eu quero mesmo que a Mary deixe de ser estúpida e case com o Mathew, não é com o outro fdp.
Isto de “história” em si não tem muito, mas todo o décor, todos os actores envolvidos (não me consigo decidir sobre qual é o melhor. Há algum mau naquele leque?) contribuem para que eu de repente me sinta tele-transportada para 1912.
Ai a minha vida…

O Harry Potter dos geeks e dos nerds é:

Como dizem os meus putos: COLEI nesta série.
Sou grande grande fã do Eureka há muitos anos.
Infelizmente nesta foto falta o meu personagem favorito, o amigo Niall Matter. Deve ser da tendência de toda e qualquer gaja para um bom bad boy.
Agora a sério, gosto de todos os personagens e acho o Fargo uma fofureza.
E os efeitos especiais desta série? Oh God, cada vez melhor. Não percebo um décimo do que eles dizem, mas suponho que os argumentistas tenham tido algumas aulas específicas para escrever isto. É um bocado Anatomia de Grey mas sem tanto drama e com menos gajos e gajas boas por metro quadrado. São cientistas, né? Não querem milagres!
Ou se calhar um Doctor House não sádico do improvável da ciência. É escolher a hipótese mais louca, como viagens no tempo, e voilá, Eureka!
Eu que nunca fui fã de Sci Fi dou comigo a lamber cada episódio como se fosse um frasco de nutella.
Altamente recomendado.
(estas minhas reviews revelam a) blablabla gajos bons blablabla b) que tenho um conteúdo de escrita assustador!)