Luxemburgo 2010

O Luxemburgo é pequenino, mas mesmo muito bonito. Não vou aqui falar da sua história ou contextualizar, até porque se clicarem ali na palavrinha vão dar aos dados da Wiki.
Vou falar sobre as minhas impressões que são de alguém que vive a apenas 4 horas de lá e é emigrante como 2/3 da população do Luxemburgo.

O êxtase em que entrei quando vi colinas e montanhas só é explicável quando se vive num País tão aborrecidamente plano como a Holanda.

Perdi o medo da neve, e conduzimos independentemente do boletim meteorológico, agradecendo a cada momento tal facto. A beleza da paisagem pintada de branco foi de cortar a respiração e fez-me entrar numa “mood” de férias em apenas duas horas.




Chegar a uma cidade que tem um vale e um castelo bem cuidados e repletos de neve, com casas que não são monocromáticas como na Holanda, foi uma verdadeira benção!





Brincamos na neve e vimos os trenós a deslizarem encosta abaixo, mas gelamos até aos ossos! Mesmo assim, foi impossível não me sentir dentro dum conto de fadas (deve ser de andar a ler as Brumas de Avalon…!)










Conseguir comer peixe fresco e uma dourada grelhada à portuguesa a apenas 4 horas de Den Haag revitalizou-me e originou um gozo pegado por parte do Carlos que cá estava novamente de visita (em busca do seu lugar ao “sol”): emigraaaaa!

Saímos pra ir ao Casino, mas ouvimos uma música conhecida umas ruas mais abaixo e aterramos, com um cú de sorte monumental, no bar que é considerado por quem vive no Luxemburgo, como o melhor das redondezas, aquele em que passa melhor música.
Recomendo vivamente o d:quliq, que fica na Rue du St-Esprit, 17.
Primeiras impressões do bar:

1) consegui ver as caras das pessoas em vez de apenas as costas dos holandeses. Ter metro e meio mais sete centímetros nos Países Baixos consegue ser verdadeiramente frustante quando se entra num bar ou discoteca. Levo com o cheiro da sovacada da malta, e estabelecer contacto visual ou falar com alguém custa sempre um toquezito no ombro alto do “amigo”, seguido dum esticar de pescoço doloroso. Uma seca, portanto! A emoção foi tanta que até tirei uma foto só pra vos poder mostrar!



2) Je veux un bierre e … como é se diz água com gás? – Com certeza minha senhora, uma cerveja e uma água com gás, não é?
Confesso que foi agradável poder pedir em português, e soube-me bem ser sempre atendida antes do resto da maralha toda que estava no bar. Além disso só tinha de esticar a mão e dizer: são mais duas! Acompanhado dos dois dedinhos esticados e um sorriso que era retribuído.

3) pensei que tínhamos ido parar a uma festa de erasmus. As pessoas eram todas muito novas (daí o “minha senhora”!!!!) e ouvia-se claramente mais de 5 línguas nos 2 andares do bar. Fiz uma aposta que perdi sobre donde viriam os italianos que lá estavam, e uma que nem pude ganhar, porque nem valia a pena apostar, sobre uma inglesa de top, colar dourado a condizer com as sandálias (??? Tava a NEVAR!) douradas e (por milagre) calças, com um penteado muito “Fergie” que nos valeu umas boas gargalhadas. Na casa de banho encontrei umas alemãs a quem perguntei se aquele bar era um bar de erasmus. Em troca recebi um enorme sorriso e a resposta: não! Isto é mesmo assim! O Luxemburgo tem 44% de estrangeiros (só uma alemã pra me vir de lá com um número estatístico àquela hora da noite, ó valha-me Deus!).

Pois é, o Luxemburgo tem muita emigração pra lá da portuguesa dos anos 60 a 90. É certo que mais de metade da malta fala português e diz: o senhor “marcha” sempre em frente e vai lá ter. Mas também tem muita emigração jovem, e curiosamente, nem Universidade tem. Curioso, não?
Conheci uma rapariga do Porto, que estudou em Gestão na Universidade do Minho, trabalha na Ernst & Young e está lá a trabalhar há 3 anos, tal como eu aqui. Chama-se Andreia, tem 32 anos, é auditora financeira e ela e o namorado espanhol foram uma verdadeira simpatia!
Há muito tempo que não tinha uma saída há noite tão divertida, que não ouvia e dançava TÃO boa música (Tuxa, tu e o teu Meia-laranja tinham adorado!).

No dia seguinte, ressacados obviamente, mas contentes, fomos à Casa Lisboa buscar…LEITÃO DA BAIRRADA!! É tão bom como o da Meta dos Leitões, ou o Pinheiro, eu diria que superior. Mesmo muito, muito bom! No Restaurante Lisboa II (clicar pra obter indicações) em Bonevoie.
Fui às compras a um armazém tuga e atestei o carro “até às orelhas” com azeite, atum, pão ralado, vinhaça, e mais e tal, o que me valeu de novo o gozo: emigraaaaaaaa!
E almocei (o leitão ficou pra noite) no restaurante ao lado um franguinho do churrasco e uma canjinha.

SEE IF I CARE!!!

Emigrante, pois então, chamem-me. Mas que lambi os beiços e matei saudades, lá isso matei.

Se lá vivia? Não me parece. Não tenho feitio pro emigrante que “marcha”, já tenho os que tenho na família e chegam-me. Mas não digo “jamais”.

Pra rematar, A FOTO, porque foi tirada lá, e valeu-me uma boa gargalhada, e porque é que o Luxemburgo devia mudar de nome pra: TUGOLÂNDIA!!!

16 comments:

  1. Eu dou a ideia e voces eh que vao!!! Buahhhhhhhhhhhhhhhh…
    A vida nao eh justa!! lol..
    Espero que me tenham comprado um presente!! lalalala…
    Beijinhos pros dois..
    p.s – Marmita, mas que belo cachecol!! :p

  2. Pra próxima vens connosco! E podes dar mais ideias que nós aceitamos!
    E quando o Marmita vir o comment ao cachecol, vai ser de cagar a rir! Foi a cena mais comentada da estadia dele na Holanda desta vez: o cachecol vermelho!! LOL

  3. Já vi, Andorinha, com a curiosidade pelo teu post fui pesquisar no google e há centenas de hotéis (vi dezenas em vários países/cidades da europa) que aceitam animais! Fizeste a minha semana (e uns fins-de-semana também)!

  4. Ainda bem!! Há um site chamado: hotelsfordogs.com (acho que é assim) que te dá os sites de TODOS os hotéis q aceitam animais.
    No booking.com tb podes ver em cada hotel se são "pets allowed". Assim sempre tens hotéis com mais qualidade, se quiseres 😉
    Ah! A comunidade de expats tb tem dog sitting, tb podes lançar mão se quiseres 🙂

  5. Ehehe… essa última foto está um mimo loool! Para muitos que estão por Portugal… é a primeira vez, que se vê… tan tannn tannnnnn garrafões amontoados, repletos de neve lol! (o tuga é grande… deixa andar, mete no monte lol)

    Ps: continuação de bons passeios!

  6. Olá andorinha!
    Fiquei com inveja aqui pelas terras altas não é fácil encontrar comida lusa. O mais parecido é um Nandos que está para abrir no centro da cidade. Se me quiser abastecer de produtos nacionais teria mesmo de ir há capital dos vizinhos do sul. Em Londres tb se encontra cafés, invariavelmente chamados Lisboa ou Porto, onde se pede a bica em português. Mas em Edinburgh nem uma boa bica se encontra 🙁

    Mesmo assim, se quiseres adicionar Edimburgo à tua lista de sítios a visitar em 2010, o convite feito no aeroporto de Lisboa continua de pé!

    J

  7. Olha a Jo!! Ouve, ando com o teu mail há SÉCULOS na carteira pra te mandar um a dizer olá, e por causa do trabalho (e do regabofe 😀 ) tenho adiado! E já sabes que a Holanda também te está garantida, desde o avião!Uma grande beijoca!!!

  8. também já aí fui. Mas cheguei de comboio, vindo de bruxelas. Também gostei muito da cidade, embora não tivesse achado assim tanta piada á quantidade de compatriotas que por lá encontrei. Não é por mal, mas não combinavam. 🙂

  9. O cachecol não é vermelho… tss tss

    Acho mesmo que o que definiu a minha ida à Holanda e ao Luxemburgo foi mesmo um objecto inanimado.

    Devia tê-lo levado à entrevista… impacto por impacto…
    não se esqueciam de mim 😀

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