A historia da mochila

(eu sabia que tinha escrito um post pré-viagem em que já recomendava a Tuxa!)

Eu nunca fiz backpack. Tanta viagem no lombo e nunca tinha experimentado ser turista mochileira. Comecei a viajar depois da faculdade e por variados motivos nunca tive de recorrer a bela da mochila as costas, nem vontade havia. Fiz duas viagens de resort na vida, muitas de veleiro com mala flexivel, mas nunca tive de “alombar” com a mochila ou fazer o tipo de ferias associadas a mesma.

Era virgem de mochila, portanto.

A primeira parte da aventura foi fazer uma seleccao do que podia levar e nao podia pesar mais de 13 kilos (que é mais ou menos um quarto do meu peso, como recomendado).

A segunda parte da aventura foi enfiar tudo numa mochila de 60 litros.

A terceira parte foi por e tirar tudo de dentro da bicha durante 20 dias!!

A Tuxa chorava a rir cada vez que me via debater com a dita cuja. Ja eu bufava e espumava e insultava as sandalias a mais, as calcas a mais, a roupa interior a mais, o tudo a mais que levei e o tudo que me faltava.

Mas foi a pala da dita que pude ficar em sitios diferentes, conhecer pessoas espectaculares e muito viajadas e receber inúmeros sorrisos de gente em igual condição. E a solidariedade do mochileiro não tem fim.

Aprendi uma grande lição, ou melhor, várias! E fiquei viciada. Abriu-se um novo ciclo de viagens na minha vida que duvido que tenha fim a vista. Obrigada Cadilhe!

Are you talking to me? Tenho sono!

Não bule senão tomba!



(o Chinoca insistiu em ficar na foto)

 P.S.: um post scriptum mais importante que o proprio post – de mochila as costas so se viaja sozinho ou com um mega companheiro de viagem, que tenha tanto ou mais espirito que nós, que seja ultra desenrascado e com muita vontade de engolir o mundo. Que tenha os mesmos gostos em viagem que nós, como exemplo, que seja fã de bater todos os restaurantes (especialmente os mitras!) ou que goste de ir as compras ou que goste e de primazia a museus. A Tuxa foi das melhores companheiras de viagem que já tive, senão a melhor, e daí ter ficado com o gosto pela mochila. O meu sincero obrigada é mesmo pra ela.

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