Já ninguém se conhece devagar

Já ninguém se conhece devagar (Na boa Margarida, a partir daqui, ninguém mais te está a ler, estamos sozinhas). Há muitos anos, num blog que eu tinha (um dos dezanove que tive por aí) escrevi que hoje é preciso mais intimidade para levar para o cinema do que para a cama. Não mudo de opinião, não gosto disto, não quero isto, detesto esta promiscuidade de quem já não se conhece devagar. A urgência do ter deveria ser depois da urgência em conhecer mas não. Há urgência em ter. Eu quero. Ponto. Conhecer é perder tempo e, já se sabe, já ninguém se conhece devagar.

Pela Margarida, no Sem filtro

PS: Vês Margarida, às vezes há quem leia tudo até ao fim 🙂

Como enterrar-se até aos ossos

Liguei pra outro HD, que supostamente era na Irlanda. O tipo que me atendeu o telefone tinha um inglês impecável! E saio-me eu: eh pa, graças a Deus que você não é indiano! É que não há quem os entenda, que desespero! O rapaz atendeu-me e tal, fala de futebol e diz que a Inglaterra foi despachada pela Alemanha. E digo-lhe eu: é inglês?
Não sou Indiano, este é o HD da Índia. Silêncio…

Liability Insurance – continuação

Eu sabia que havia correcções a fazer. Mas antes quero insultar a cabra que no Banco me disse que cobria caso eu batesse com o carro num ciclista!
Este seguro NÃO COBRE acidentes de tráfego.
A não ser que eu esteja a andar a pé. Ou então a minha Petzi.
Mas é obrigatório pra quem tem animais de estimação, o que é o meu caso.
Portanto, segundo as explicações do meu amigo TP que anda por cá há muitos anos, este seguro serve-me caso (alguns exemplos):

– Eu tenha uma antena parabólica na varanda e ela voe com o vento e parta uns quantos vidros pelo caminho (quando eu tiver a dita, não é?)
– Eu esteja numa bina na garagem e for contra um carro (coisa viável e passível de suceder. Sou azelha que só visto)
– Eu esteja num supermercado e me atirar contra as prateleiras com o empregado giraço da caixa, o seguro paga. (muito pouco provável)

E estou certa que mais exemplos e opiniões hão-de ser úteis.

Liability Insurance

Na Holanda existe um seguro, que não tenho a certeza que seja obrigatório, mas dá-me ideia que sim (pessoal que cá passa, confirmem ou desmintam, por favor), que se chama Liability Insurance.
(olha eu a levar do pessoal de Direito)
Seria o dito Seguro de Responsabilidade Civil.
No fundo é um seguro que se faz p’ro caso de EU magoar alguém, na rua, em casa, em qualquer lugar, seja mandando uma cacetada num ciclista (provável), seja por a minha Petzi morder uma criancinha (muito pouco provável pra não dizer ridículo), por eu acertar na mouche em alguém quando andar à porrada (ahahahahaha), ou outras obras do acaso.
O certo é que se eu mandar alguém da bina abaixo e o dito se magoar ou estragar a bicicleta, sou eu que tenho que pagar a bicicleta nova (as bicicletas que têm o carrinho de madeiras das crianças à frente e que toda a gente acha muito giras, custam na ordem dos €2000, caso não saibam), as despesas médicas e até cobrir o salário que o indivíduo não auferir durante o período que deixou de trabalhar por minha causa.
Ora os Holandeses são loucos a andar com os pedais, eles arriscam tudo porque na Holanda os ciclistas são os reis. A probabilidade de num acidente EU ser considerada culpada é de 95 a 99%.
Há dois anos que cá estou e que conduzo com um respeitinho aos ditos que só visto, mas o certo é que já por duas vezes que uma bicicleta me saiu detrás dum carro e quase mando o(a) gajo(a) pro maneta.
Ontem meti pés ao caminho, fiz-me à vida, e fui ao Banco fazer umas operações e um seguro de Liability. Custa-me €3,09 por mês e cobre as despesas até €2.500.000. Sim, não tem zeros a mais: dois milhões e meio de euros. Por €37,08 por ano tenho o caso arrumado. Recomendo.
Agora vou ali mandar uns peões abaixo e já volto.

Tanto pedi, que consegui

que eu seja mais bonita que ela, que eu seja mais bonita que ela, que eu seja mais bonita que ela, que eu seja mais bonita que ela, que eu seja mais bonita que ela, que eu seja mais bonita que ela, que eu seja mais bonita que ela, que eu seja mais bonita que ela, que eu seja mais bonita que ela, que eu seja mais bonita que ela, que eu seja mais bonita que ela, que eu seja mais bonita que ela, que eu seja mais bonita que ela.
E não é que sou mesmo?!
Convencida, charmosa, um bocadinho pro rechonchudinha ultimamente mas também não é nada que não vá ao sítio, gira, uma fixe, divertida, boa moça, que agrada sempre às mãezinhas todas, eu aqui tão maravilhosa…e vai e troca-me por aquele camaféu! BURRO!

Rentes de Carvalho

Por Rentes de Carvalho no seu espaço denominado Tempo Contado, que é um pedacinho do céu:

Zanga-se ao ouvir que, tirante milagrosos momentos, em geral o sexo não é coisa de dois, sim de um mais um, cada parceiro com a sua solidão, sensível a odores, sussurros, palavras, pensamentos, memórias, perguntando-se se está a fingir, se o outro finge, penosamente desfiando a lista dos porquês, seus e alheios.

Tenho tanta pena que este Senhor não aceite comentários. Ou se calhar não. Sou fã.