sou alemã desde pequenina? Ou é ressabiamento a mais?
Reforçando com fotos
Vamos lá a ver se a gente se entende
Eu não sei quanto tempo vou ficar na Holanda.
Acho que ter a oportunidade de ver um País com adeptos como estes, em festa, seria algo único.
Gostava mesmo de ver tudo coberto de laranja e os gajos a apitarem nos sinais quando o semáforo estivesse laranja, como fizeram há muitos anos quando ganharam um Europeu (ou foi um Mundial?) e ainda eram a laranja mecânica.
Como experiência, acho que seria algo digno de contar aos meus filhos um dia.
Só pra terem uma ideia, lembram-se quando Portugal no Euro 2004 se cobriu de bandeiras verdes e vermelhas e bandeirinhas e carros enfeitados? Pois, somos uns meninos ao pé destes gajos, que desde o início do mundial que têm as casas todas cobertas de bandeiras e tudo o que possa ser piroso e laranja. Ontem quis comprar um chapéu daqueles altos, da Holanda, e foi mentira: tudo o que é cor de laranja e possa apoiar a Selecção pura e simplesmente desapareceu.
Depois disto, digam-me lá se eu tenho ou não tenho razão? Se estes tipos ganhassem seria algo único, e sim, eu vou torcer pra isso, porque a minha estadia na Holanda pode ser mais curta ou mais larga, mas será sempre temporária.
(e desta feita tou perfeitamente sóbria!)
UP Holland e afinal há excepções à regra

Acabo de vir de casa dum Colega Holandês. Como fui convidada pra ver o jogo, jantei antes…burra. Havia churrasco. Comida a rodos, e comida, espantem-se: DA BOA!
As pessoas foram simpatiquíssimas, aliás, como sempre foram comigo. Isto os mais velhos, os mais novos são sempre mais reservados.
A alegria deles é contagiante, é impossível ficar indiferente à força com que este povo apoia o País deles, seja em que competição for.
Já que Portugal não vai à final, é com MUITO gosto que vejo a Holanda a chegar à mesma!
Com um bocado de sorte, pode ser que me convidem pro próximo churrasco…essa é que era! Os Pais do meu Colega curtiram-me à brava (eu sempre fui muito boa com Pais), pode ser que tenha sorte! Gostava MESMO de estar numa casa de Holandeses se a Holanda ganha-se o Mundial. Essa é que era essa!
PS: e tava lá um Senhor Paco Espanhol, casado com uma Holandesa (que era uma verdadeira simpatia, assim como a filha, impécs!) que fazia uma Sangria…. ai mama mia! Tenho mesmo que lhe cravar a receita! Já tenho prometida a Sangria de Champanhe, que caso não saibam, na Holanda não existe. Tou um bocadinho tocada, confesso. Mas não retiro nem uma palavra do que disse! UP HOLLAND!!!
A purga
Este blog serve pra muitas coisas, e uma delas é pra poder destilar o fel que há em mim para que depois de escrito já não more no meu ser.
Eu não queria ir a Espanha, estou cansada de tanto avião. Há 15 dias vim de Portugal, logo fazer as malas e voltar ao aeroporto não era de todo um plano que me suscitasse qualquer simpatia.
Como me pagaram o bilhete, e afinal de contas ia ver grandes amigos que há 3 ou 5 anos que não via, lá fui, eu e a Petzi.
Foi a viagem mais horrorosa que já tive, tanto na ida, como na volta.
Na ida: chego ao aeroporto e dizem-me que na viagem de volta com a KLM já não havia lugar pra cadela. A reserva que eu tinha pedido por email não tinha sido feita. Fiquei logo com a neura, porque como raio ia eu trocar o bilhete e não tinha vontade nenhuma de ficar mais tempo em Espanha.
Entramos no avião às 16:40, hora que deviamos estar a descolar. Depois de meia hora de espera, comunicam-nos que temos mais uma hora de stand-by à nossa frente.
O avião chegou às 9 da noite, em vez das 7 da tarde previstas. Perdi o último comboio de ligação pra Valladolid e tive que ficar a dormir em Madrid.
Valeu-me a Carmen em Madrid que foi um anjo e foi à estação trocar o bilhete pro dia seguinte.
Ou seja, em vez de chegar ao meu destino sexta às 22, cheguei no sábado às 12. Foram só 22 horas em viagem.
Na volta: a Cuca que é mais que um anjo, saca de mais milhas e compra-me um bilhete de volta (o da KLM ficou inutilizado) pras 19:20 de ontem, com a Iberia.
Vim de comboio pra Madrid porque era mais rápido, e chego ao aeroporto às 17:15. Tudo perfeito até que cheguei ao check-in. Tinha, sem exagero, perto de 150 pessoas à minha frente. Tinha muito tempo, por isso decidi respirar fundo e esperar. Fui atendida 30 minutos depois. Não tá mal, pensei eu. Faço check-in e há que ir aos pontos de “atención al cliente” pagar o valor de bagagem extra da Petzi.
Os pontos de atención ao cliente tinham mais filas, uma coisa horrorosa que nunca tinha visto, davam a volta a duas filas de check-ins. Pus-me numa fila mais pequena e quando sou atendida 45 minutos depois o senhor diz-me que não podia pagar ali, tinha de ir pras outras filas que tinha a dita extensão. Tempo previsto de espera: 4 a 5 horas. Tento convencer as pessoas da fila a deixar-me pagar. Os da frente dizem-me que sim. Vem de lá uma p@ta duma mexicana, colombiana, peruana, o raio que a parta e faz um escarcéu, puxa-me pelo braço e começa aos berros comigo, que eu tinha que ir pro fim da fila. Eu detesto escândalos e nunca tento dar o golpe nas filas.
Fritei.
Fui ter com a Menina que me tinha feito o check-in e com a carga de nervos que tinha desato a chorar (eu NUNCA choro, mesmo quando perco a calma) e digo-lhe: pelo amor de Deus, ajude-me que eu só quero pagar a cadela e ir-me embora. As filas são de 4 horas, eu não posso perder outro vôo. Eu só me quero ir embora…
A dita Menina foi absolutamente espectacular. Este é o único motivo pelo qual não apresento queixa escrita. Foi ao balcão, passou pra parte detrás, a p@ta da gaja passa-se, continua aos berros, eu ignoro-a, entrego o meu cartão de crédito a tremer, e em 10 minutos a coisa resolveu-se. Nisto tudo tinha 45 minutos pra fazer o puto do T4 que é enorme pra chegar ao avião. Passei nos controles, e chego à porta de embarque no minuto em que o embarque começou. Sou chamada pela Senhora que faz a recepção de pessoas. Tinha-me esquecido dos passaportes no check-in. Olho pra Senhora com ar de quem está perto da loucura e digo: tenho mesmo que ir lá baixo e passar por isto tudo de novo? A mulher deve-me ter visto tão alterada que imediatamente pediu à colega pra mos trazer à porta. Foi isso e o facto de ver que lhe ia atrasar o vôo todo.
Passados 5 minutos aparece a colega da Menina do andar debaixo com os passaportes e diz-me: Señora, está usted muy nerviosa. Relajase ahora, ya está en el avión.
Deus lhe pague, a sério. Se não fossem elas ainda hoje estava lá, juntamente com a quantidade enorme de pessoas que viu os vôos cancelados no dia anterior e que empandeiraram o já por si, muito fraco sistema da merda da Iberia.
A Petzi esperava pacientemente dentro da malinha dela, foi impecável, não ladrou, não chorou, não tentou sair da bolsa nem por um segundo.
Quando me vi dentro do avião pensei que era mentira. A carga de nervos foi tão grande que me doíam todos os músculos das costas da descompressão.
Apertei o cinto enquanto jurava a mim mesma que nos próximos 5 anos não voltava a por os pés em solo Espanhol.
PS: Excepção feita a Barcelona, que pra mim não é Espanha.
Vou ali a Valladolid e já volto
Pagaram-me o bilhete de avião. Quando chegar a Madrid uma amiga vai-me buscar ao aeroporto e vai-me levar à estação de comboios.
Pagaram-me o bilhete de comboio pra mim e pra Petzi.
Quando chegar a Valladolid vão-me buscar ao comboio.
Vamos (eu e a Mari Petzi) ficar na casa dos meus amigos, num quarto só pra nós.
A casa tem piscina e é linda, toda XPTO.
Há uma festa no sábado e vão lá estar 50 espanhóis e eu.
Sou tão mimada, tão bem tratada por eles que agora digam-me: como é que eu vou rebater o golo fora de jogo, o arbitro amigo do peito, e as faltas não marcadas com má cara, ah? Ah?
Como é que posso ser uma perfeita cabra quando eles são uns perfeitos amores comigo?
Mas são só estes…os outros: xau aí!
Ah e tal, trabalhar faz calos
Declaro-me oficialmente exausta.
Este mês fiz o trabalho de 2 meses juntos.
Eu e a Equipa a que pertenço.
Ontem trabalhei até à meia-noite e em contra-relógio.
Dasse que nem cinderela a fugir do príncipe esgalhou tanto antes das 12 badaladas!
Anteontem foi até às 3 da manhã, com o jogo pelo meio que foi visto com um olho na TV (também assim sofri menos) e outro no portátil, tuca tuca, sempre a direito.
E este mês fui de férias! Imaginem se não tivesse ido.
Tenho o cérebro feito em merda, pardon my french. Tenho a cabeça a andar à roda, tou enjoada (não, não estou grávida, só se for do Espírito Santo. E sim, já sei, já aconteceu uma vez, pode acontecer de novo, mas cá em casa não há cenas dessas, sim?), deixei de fumar há 3 dias no meio deste stress todo. Não posso beber álcool enquanto estiver a tomar a medicação. Ou seja, não fumo, não bebo e não fodo. Se isto continua assim tou tramada! Fui.
A minha vida dava um filme (not)
A TV Holandesa gosta muito de botar uns filmes daqueles de água com açúcar, mas sem qualidadezinha nenhuma.
Como não passa nada de jeito e eu habitualmente gosto bastante dos gajos que aparecem a fazer de “príncipe”, tomava eu uma destas pastilhas quando deu aquela cena básica, cliché perfeito destes filmes: a luta.
Há sempre uma luta. De almofadas, de bolas de papel, de bolas de neve (a mais corriqueira), de folhas das árvores e sucedâneos não susceptíveis de rachar a cabeça aos protagonistas. Seguida daquela corridinha em que a menina foge e o galã de beira de estrada vai atrás dela, amanda-se-lhe à cinta, pega na dita cuja ao ar, e espeta-lhe um beijo! Se estiverem na relva ou num celeiro, também podem cair ao chão depois da luta porque é fofinho. O chão.
Ora dizia eu que matutei e me irritei com esta cena dos clichés baratos: que disparate! Que estupidez! Se por acaso alguém vai no meio da rua a correr uns atrás dos outros?! Luta de bolas de papel??? Ó senhores!
Hoje, depois do jogo, vinha a pé pra casa com um amigo meu e ele tem a brilhante ideia de me mandar com o cachecol na mona. Correu mal, ó pois correu! Eu defendi-me!
Andaram dois palermas a baterem um no outro como se não houvesse amanhã com os cachecóis da Pátria. E corremos e eu de repente penso: man, isto parece os filmes! Que cena pirosa!!
Foi neste preciso momento que me distraí e levei com o cachecol no olho e tou aqui que nem vejo!
Conclusão:
É verosímil fazer corridinhas, é verosímil a cena da luta, mas a parte dos beijos técnicos é um flop. A mim só me apetecia corrê-lo à estalada e o moço pedia desculpas.
Ainda o helpdesk…
…finalmente, depois duns berros ao telefone (que me valeram bola, por sinal), hoje entram em contacto comigo do helpdesk de segundo nível. Como foi via chat da empresa, vi logo o nome do caramelo e é um nome espanhol! Are you Spanish? No, Argentina. Where are you? (só pra botar confirmação) Ireland.
Deus é Pai! Este não é indiano! E fala uma coisa que eu percebo e sem pronúncia (porque depois telefonou). Ora tica tica, tuca tuca, rato daqui, rato dali, desinstala, volta a instalar, desinstala outra vez porque a outra teve um problema, descobre-se onde é que eu fiz merda (eu desinstalei um cena que não devia, coisa que sabia desde o início e que os indianos não queriam ouvir porque não estava na lista das FAQ, óbvio!), PIMBAS!
Funciona.
É o delírio, a felicidade invade-me! Ai obrigada! Ó amigo obrigadinha! Deus lhe pague que não tenho troco!!!
E sai-se de lá o Argentino: mas nós vamos continuar a falar!
Vamos???
Sim, e strauuuu, dá-me o mail externo do hotmail.
Primeiro pensamento: será que o gajo é jeitoso?
Facebook com ele.
Visualizo rapidamente e analiso: usa óculos de massa amarelos (wtf? ainda se fazem?), tá com um fato dois números acima e tá de pé ao lado dum navio de mãos nos bolsos. Tem a cabeça muito pequena.
Pois é moço, isto foi divertido, obrigada por tudo, e desculpa mas eu tenho por política não ter qualquer tipo de relação com pessoas da empresa fora da dita.
Com certeza, é claro, compreendo perfeitamente diz ele.
SÓ A MIM. A sério.
Higiene belga/holandesa/ afins

O Jibóia (que eu não conheço de lado nenhum, mas que parece ser um tipo altamente, e que viaja bastante, escreveu algo a que achei tanta piada, que quando escrevi o comment pensei: isto dava um belíssimo post!
E ora cá está!
Primeiro aquilo que o Jibóia disse AQUI (é clicar ó faisfabô!)
E eu respondo-lhe assim:
Quanto aos franceses não sei, mas os belgas nisso são parecidinhos (aliás, piores, bem piores) que os holandeses. No entanto, o tipo de casa é bastante semelhante, por isso deixo-te a seguinte versão:
– as sanitas na Bélgica (e na Holanda) têm um formato um tanto ao quanto singular que fazem com que o buraco onde devem cair os dejectos não seja no meio da sanita, mas sim, assim, puxadinho pra frente, ou seja, atrás é tipo plataforma, é a direito. Pronto, quando cagas, vês sempre o presente! Expliquem-me lá o porquê desta cena por favor! A sério!
Se quiseres ver mesmo como é, encontrei um post brilhante (clicar pf) com as diferenças entre uma sanita e outra e explicada com a ajuda dum patinho de borracha (isto é lindo!)
– Nunca, mas NUNCA vi uma pequena mangueira ao lado da sanita. Nem na Bélgica nem aqui. Também nunca lá vi um piaçaba. Ora se a sanita é em formato de “prato”, digam-me lá se não seria bem preciso, ah?
– A sanita está separada do resto porque há uns (bons) anos atrás, não havia chuveiros dentro de casa e foram sendo construídos na varanda, na despensa, enfim. Not kidding. Tu não tens NOÇÃO, é que há casas CÁ (ainda existem, é incrível) em que o chuveiro é LÁ FORA porque foi o único sítio onde conseguiram construir quando REFORMARAM a casa. Era isso ou perdiam um quarto só p’ra ter uma banheira (coisa que por cá também não abunda e que faz uma falta pros banhos de imersão com champanhe que não vos digo nem vos conto…adiante!).
Ou seja, a sanita passou por tradição a estar num espaço e os chuveiros noutro. No entanto também convém realçar que isto também é fruto da mentalidade mais pragmática à face da terra que é a dos holandeses: não se caga e toma banho ao mesmo tempo, logo não tenho que ver as carnes agora dependuradas do meu marido, nem ele tem que me ouvir mijar. Tamos entendidos?
Quantas versões mais há destas explicações pra coisas estranhas ao que era o nosso costume em Portugal? 🙂 Estas são as minhas.
Obrigada Jibóia 😉
