Pelo amor de Deus, façam um favor a vós próprios: VÃO VER!!!
É tão fácil fazer-me feliz
Hoje fui almoçar ao Darwin, um restaurante que fica dentro do Centro Champalimaud (espero nao estar a escrever mal o nome…) em Algés. Uma vista divina na melhor das companhias. Sou mimada até à exaustão. Depois entreguei uns livros pro leilão da Princesa Tarita (Pat, bota o link pros teus posts na caixa de comentários pf) e fui à empresa matar saudades dos meus antigos colegas, em especial do Senhor que me contratou pela primeira vez há 14 anos e de quem gosto como se gosta de um Pai. Ele ficou tão contente por me ver que no fim da conversa de mais de uma hora tivemos que fazer um esforço pra conter a lágrima. Emocionei-me. Foi felicidade em estado puro ao sentir que quem gosta de nós, está mesmo lá pra nós em qualquer momento e situação. Foi o primeiro e o melhor chefe que já tive, nunca superado por nenhum outro. Ninguém tem um coração do tamanho do daquele Senhor.
Because I’m happy and lucky!
Clap your hands if you are happy too!
Eu tinha que ser diferente, não é?
As consequências de estar tudo a parir
Faz-me muita confusão a malta que emigra no pseudo-desespero
Eu explico.
Quando eu vim para a Holanda conheci bem menos de uma mão cheia de pessoas que tinham vindo para cá sem dinheiro, com uma mão na frente e outra atrás, a arriscar tudo o que tinham.
Vinha para a Holanda quem tinha cá emprego no bolso antes de se meter no avião, e era um emprego confortável, pelo menos por 50 mil euros ao ano ou 50 euros à hora para os contratados. Além destes, vinha a malta de áreas mais complicadas como os da investigação que vinham fazer os Doutoramentos, mas já com contrato assinado.
Tal como disse, conheci 4 ou 5 pessoas no máximo, que arriscaram tudo e vieram para a Holanda às cegas, com dinheiro para dois meses, e começaram do zero e hoje estão bem.
Mas há duas coisas que mudaram: a oferta de emprego hoje em dia é bem menor que antes e é muitíssimo mais difícil arranjar emprego sem se dizer uma palavra em Holandês porque o Governo é agora de Direita.
Dois “pequenos” factores que fazem toda a diferença.
Há apenas cinco anos atrás, não se emigrava desesperado ou revoltado, emigrava-se porque se queria viver noutro País, experimentar vivências novas, éramos na sua grande maioria malta nova e solteira.
Hoje em dia a quantidade de homens que vêm com mulher e filhos, arrancados ao Portugal à beira mar plantado, não porque eles não tenham emprego, mas porque acham que o nosso País é uma decadência e que está tudo errado, é absolutamente assustadora.
Pelo amor de Deus, parem para pensar.
Deixem de me dar a retórica do “o Passos mandou-me emigrar”. Isso não justifica o idealismo de que cá fora vai ser tudo melhor.
NEM TODA A GENTE NASCEU PARA SER EMIGRANTE.
Será que não entendem que na grande maioria das vezes a única coisa que vão ganhar a mais com a partida é um divórcio e uns trocos que não chegam sequer pra juntar um pé de meia?
Ganhar 20 mil euros brutos ou nem isso em Portugal é uma porcaria, mas ganharem menos de 50 mil ao ano na Holanda é uma valentíssima merda. Ou para explicar como expliquei no outro dia a uma miúda (amorosa por sinal): vir pra Holanda com 40 mil euros pra uma família de 3 ou 4 pessoas é o mesmo que estar a ganhar em Portugal mil euros por mês pra 4. É muito pouco.
Façam as vossas contas aqui: http://www.numbeo.com/cost-of-living/comparison.jsp
Aqui paga-se do nosso próprio bolso: casa, escola, alimentação (não há subsídios de alimentação, no limite se a empresa for grande têm uma cantina onde podem comer mais barato, mas também pagam!), o seguro de saúde, o imposto automóvel, o imposto de estradas, o imposto de saneamento, até os animais pagam imposto carago.
Vocês digam-me honestamente se vale a pena viverem no quinto cú do mundo, a milhares de quilómetros dos vossos Pais e sobrinhos, pra juntarem dinheiro pro bilhete de avião do verão e do natal?
Palavra de honra, não se metam nestas andanças se não tiverem um pé de meia bem gordo ou alguém que vos deite a mão quando cá chegarem, e não venham convencidos que a Holanda é um estado onde o socialismo impera. Aqui paga-se até pra mijar, quanto mais pra porem os putos na escola e pra irem ao hospital. Não se metam nestas andanças se não houver emprego pros dois membros do casal, e não se metam nisto caso a vossa cara metade não queira mesmo vir. Não façam isso aos vossos conjuges e acima de tudo aos vossos filhos – não lhes roubem os avós, os tios e os primos.
Não venham pra cá por menos de 50 mil euros brutos ao anos, caso contrário a única coisa que vão aprender é a poupar pra conseguirem que o dinheiro estique.
Parem pra pensar, tenham juízo e deixem-se de aventuras que só aguenta a Holanda ou outro País qualquer quem cresceu com vontade de viver cá fora e experimentar culturas e países e de agarrar este mundo inteiro pelos cornos. E não precisamos de ser todos iguais.
Depois não digam que não vos avisei.
As minhas origens são rock and roll!
E quem nunca dançou um vira não sabe o que perde, e falo muito a sério. Quando andava no liceu tinha uma turma carregada de betos e o nosso Professor de Educação Física decidiu dar-nos uma lição que até hoje agradeço. Ele deu-nos aulas de danças tradicionais Portuguesas, ou seja, Folclore.
Na primeira aula resmungou tudo. Na segunda já só quem tinha faltado à primeira é que resmungava e na terceira aula a malta fugia dos campos de basketball e de futebol pra vir dançar o Vira e o Malhão. Betos, cheios de nove horas, tudo a dançar e a rir com gosto. Toda a minha gente batia o pezinho.
Os Origem Tradicional são um grupo de malta com um espírito muito jovem que percorre o País a cantar músicas tradicionais Minhotas e Senhores, cantam que s’a fartam, animam até um morto!
Oiçam aqui: https://myspace.com/origem?play=1
Ja somos 4 outra vez!
Habemus Petzi!
:(
A minha Petzi está doentinha 🙁








