É tão fácil fazer-me feliz

Hoje fui almoçar ao Darwin, um restaurante que fica dentro do Centro Champalimaud (espero nao estar a escrever mal o nome…) em Algés. Uma vista divina na melhor das companhias. Sou mimada até à exaustão. Depois entreguei uns livros pro leilão da Princesa Tarita (Pat, bota o link pros teus posts na caixa de comentários pf) e fui à empresa matar saudades dos meus antigos colegas, em especial do Senhor que me contratou pela primeira vez há 14 anos e de quem gosto como se gosta de um Pai. Ele ficou tão contente por me ver que no fim da conversa de mais de uma hora tivemos que fazer um esforço pra conter a lágrima. Emocionei-me. Foi felicidade em estado puro ao sentir que quem gosta de nós, está mesmo lá pra nós em qualquer momento e situação. Foi o primeiro e o melhor chefe que já tive, nunca superado por nenhum outro. Ninguém tem um coração do tamanho do daquele Senhor.

Seguiu-se uma jantarada com pessoas de quem gosto imenso e com outras que não via há mais de 8 anos e que continuam a ser do melhor que já conheci em viagem. Miúdas reguilas que me confidenciaram segredos do alto dos seus 10 e 7 anos e que me pediram pra voltar. E pratos confeccionados sem lactose especialmente aqui pra je. Grandes conversas e muita risada.
Acabei o dia a ler dois emails de grandes amigos de quem já não tinha notícias há muito e que me mandaram fotos e playlists compostas só pra mim.
Ainda só vou no terceiro dia e a continuar assim o meu estado de pure bliss, estas férias vão concorrer seriamente com qualquer viagem que eu já tenha feito no top de momentos mais deliciosos da minha vida.
Obrigada universo por escolheres os amigos mais doces e os colocares numa bandeja só pra mim.
Digam lá que eu não tenho uma ganda pinta no carro que a minha amiga me emprestou? Correr Lisboa num dia de sol de férias ao volante deste chiante foi a cereja no topo do bolo!

Because I’m happy and lucky!

Clap your hands if you are happy too!

Há gente com muita sorte, como eu.
Estou numa casa fantástica que uma grande amiga me emprestou por uma semana. Quando cheguei ontem à noite, a Tia dela deu-me as chaves de casa, do carro e da garagem e ainda me mostrou um frigorifico cheio de miminhos pro meu pequeno almoço, como faz à sobrinha.
Derretida pela simpatia da senhora, fiz um chá, tomei uma banhoca e fui-me deitar e devorei mais 50 páginas do “O sangue dos inocentes” da Julia Navarro.
Hoje de manhã acordei às 9 e pico, vesti a roupinha da Susana Gateira que os meus amigos me ofereceram e fui correr pro Campo Grande.
Mais um banho mas desta feita gelado, um pequeno almoço de truz e chega a sô Dona Esperança Olímpica Shaina pra passar o dia comigo.
Fizemos a Avenida da República inteirinha a butes e fomos almoçar com a Fernandes e dar uma beijoca ao ursinho Pandas 😉 Não me enganei, não, é um amigo fofinho como um panda que saiu duma reunião só pra nos dar um abraço.
Partimos em busca dum novo telemóvel pra repor o que me gamaram na cena da casa, e fomos dar ao Peter’s na Expo onde encontramos mais duas miúdas giras com que falamos até ficar quase sem voz. Achei lindo a Shaina dizer: eu quando for grande quero ser assim como vocês, é que é mesmo isto! Independentes e mulheres de sucesso! Ficou maravilhada, mesmo. Tão maravilhada que vínhamos pro metro e diz: um dia vou ser assim, vou sair de trabalhar às 4 e ficar a conversar com as minhas amigas até às 9 só sobre coisas inteligentes! Conversa com conteúdo, entendes? Como vocês. Quero ter amigas assim!
Eu partilho as minhas contigo Shainocas, não há problema. E ao mesmo tempo rebentava de orgulho, baba escorria pelo facto de ter como minha protegida uma miúda que agarra bons exemplos quando os vê. Um dia ainda vou conseguir que todos os teus dias sejam tao inspiradores como os de hoje.
Acabamos o dia na companhia doutro amigo nosso que ela admira imenso e que lhe disse que adorava ler e que lê imenso. Tiramos umas fotos palhaças, falamos sobre cinema e sobre cães e já com os olhos torrados de sono decidimos todos vir pro Grande Vale dos Lençóis. E eu vim com a certeza de que não há nada como rodear os “miúdos” com excelentes companhias, mas melhor ainda só o enorme privilégio que tenho em as ter.
Foi um dia fantástico, cheio de gente boa, conversa boa, muita gargalhada, muito beijo e muito abraço. Um dia que eu não me importava de repetir muitas mais vezes. E O dia em que convertemos  mais uma à literatura, com toda a certeza! Senão leva com um e-reader pela tromba que até sua! ;))
Se há dias pra agradecer, este foi um deles. Venham de lá mais! 

Faz-me muita confusão a malta que emigra no pseudo-desespero

Eu explico.
Quando eu vim para a Holanda conheci bem menos de uma mão cheia de pessoas que tinham vindo para cá sem dinheiro, com uma mão na frente e outra atrás, a arriscar tudo o que tinham.
Vinha para a Holanda quem tinha cá emprego no bolso antes de se meter no avião, e era um emprego confortável, pelo menos por 50 mil euros ao ano ou 50 euros à hora para os contratados. Além destes, vinha a malta de áreas mais complicadas como os da investigação que vinham fazer os Doutoramentos, mas já com contrato assinado.
Tal como disse, conheci 4 ou 5 pessoas no máximo, que arriscaram tudo e vieram para a Holanda às cegas, com dinheiro para dois meses, e começaram do zero e hoje estão bem.
Mas há duas coisas que mudaram: a oferta de emprego hoje em dia é bem menor que antes e é muitíssimo mais difícil arranjar emprego sem se dizer uma palavra em Holandês porque o Governo é agora de Direita.
Dois “pequenos” factores que fazem toda a diferença.
Há apenas cinco anos atrás, não se emigrava desesperado ou revoltado, emigrava-se porque se queria viver noutro País, experimentar vivências novas, éramos na sua grande maioria malta nova e solteira.
Hoje em dia a quantidade de homens que vêm com mulher e filhos, arrancados ao Portugal à beira mar plantado, não porque eles não tenham emprego, mas porque acham que o nosso País é uma decadência e que está tudo errado, é absolutamente assustadora.
Pelo amor de Deus, parem para pensar.
Deixem de me dar a retórica do “o Passos mandou-me emigrar”. Isso não justifica o idealismo de que cá fora vai ser tudo melhor.
NEM TODA A GENTE NASCEU PARA SER EMIGRANTE.
Será que não entendem que na grande maioria das vezes a única coisa que vão ganhar a mais com a partida é um divórcio e uns trocos que não chegam sequer pra juntar um pé de meia?
Ganhar 20 mil euros brutos ou nem isso em Portugal é uma porcaria, mas ganharem menos de 50 mil ao ano na Holanda é uma valentíssima merda. Ou para explicar como expliquei no outro dia a uma miúda (amorosa por sinal): vir pra Holanda com 40 mil euros pra uma família de 3 ou 4 pessoas é o mesmo que estar a ganhar em Portugal mil euros por mês pra 4. É muito pouco.
Façam as vossas contas aqui: http://www.numbeo.com/cost-of-living/comparison.jsp
Aqui paga-se do nosso próprio bolso: casa, escola, alimentação (não há subsídios de alimentação, no limite se a empresa for grande têm uma cantina onde podem comer mais barato, mas também pagam!), o seguro de saúde, o imposto automóvel, o imposto de estradas, o imposto de saneamento, até os animais pagam imposto carago.
Vocês digam-me honestamente se vale a pena viverem no quinto cú do mundo, a milhares de quilómetros dos vossos Pais e sobrinhos, pra juntarem dinheiro pro bilhete de avião do verão e do natal?
Palavra de honra, não se metam nestas andanças se não tiverem um pé de meia bem gordo ou alguém que vos deite a mão quando cá chegarem, e não venham convencidos que a Holanda é um estado onde o socialismo impera. Aqui paga-se até pra mijar, quanto mais pra porem os putos na escola e pra irem ao hospital. Não se metam nestas andanças se não houver emprego pros dois membros do casal, e não se metam nisto caso a vossa cara metade não queira mesmo vir. Não façam isso aos vossos conjuges e acima de tudo aos vossos filhos – não lhes roubem os avós, os tios e os primos.
Não venham pra cá por menos de 50 mil euros brutos ao anos, caso contrário a única coisa que vão aprender é a poupar pra conseguirem que o dinheiro estique.
Parem pra pensar, tenham juízo e deixem-se de aventuras que só aguenta a Holanda ou outro País qualquer quem cresceu com vontade de viver cá fora e experimentar culturas e países e de agarrar este mundo inteiro pelos cornos. E não precisamos de ser todos iguais.
Depois não digam que não vos avisei.

As minhas origens são rock and roll!

E quem nunca dançou um vira não sabe o que perde, e falo muito a sério. Quando andava no liceu tinha uma turma carregada de betos e o nosso Professor de Educação Física decidiu dar-nos uma lição que até hoje agradeço. Ele deu-nos aulas de danças tradicionais Portuguesas, ou seja, Folclore.
Na primeira aula resmungou tudo. Na segunda já só quem tinha faltado à primeira é que resmungava e na terceira aula a malta fugia dos campos de basketball e de futebol pra vir dançar o Vira e o Malhão. Betos, cheios de nove horas, tudo a dançar e a rir com gosto. Toda a minha gente batia o pezinho.
Os Origem Tradicional são um grupo de malta com um espírito muito jovem que percorre o País a cantar músicas tradicionais Minhotas e Senhores, cantam que s’a fartam, animam até um morto!

Oiçam aqui: https://myspace.com/origem?play=1

:(

A minha Petzi está doentinha 🙁

Comeu alguma coisa que lhe fez mal e fartou-se de vomitar e teve diarreia. Não se mexia, estava tão xoxinha 🙁 Nao comia e vomitava água. E hoje teve de ficar internada no hospital veterinário pra fazer a hidratação a soro. A minha bichinha vai ficar boa que eu já pus ali a velinha ao Santo António e ele nunca me falha! Se acontece alguma coisa à minha rainha, parto-o aos pedacinhos!!
Este mês já me davam tréguas, ah? Dasse