Subtilezas

A minha casa já foi posta no mercado pela agência para ser alugada. Um dia depois apareceu um rapaz a pedir pra ver a casa e eu, como quero vender as cortinas aos novos inquilinos decidi mostrar a casa a quem cá viesse.

Veio então um moço muito bem apessoado cuja irmã mora do outro lado da rua com dois Yorkshires.
Sofs cusca já tinha reparado que ela vive com uma amiga e pensa: mais um casal gay.
Como é que reparei? Da minha varanda vê-se a dela e vi lá um bruto rotweiller e dois yorkshires que competem com a Petzi pra ver quem lada primeiro, é uma tortura! E vejo as duas moças na varanda. Pronto, se calhar partilham só a casa.
Mas a moça veio com o irmão ver a casa e está gravidérrima… confesso que fiquei confusa, até porque, contrariamente ao que é normal, não tinha nenhum “tique” homossexual, mas se se vai lançar numa de produção independente: ca ganda maluca! Nem quero imaginar o que os meus vizinhos confabulam sobre mim, com a quantidade de visitas que tenho deve ser lindo!
Adiante!Roxinha de curiosidade e a morder a língua, calei, mostrei a casa e o irmão de olho bem azul explica que quer partilhar a casa com um amigo. 
E pediu-me pra empatar a agência e outros visitantes porque ele quer mesmo ficar com o “Apê”.
Eu como gosto de olhos azuis, faço o que me pede. Isso e o facto de ele não querer um chão novo, o que significa que não teria que alombar com este! E está interessado nas cortinas, é sempre a somar.
Hoje pediu-me para vir cá mostrar a casa ao amigo, e ora bolas, sai-me outro moreno, alto e giro!! Que chato que é mostrar a casa, not!
Não fosse eu ter riscado os homens Holandeses da minha listinha (a sério, é que nem pensar), e convidava-os pra minha housewarmingparty como quem não quer a coisa.
Como é que eu sei que ia ter sorte?
Quando ao perguntar se queriam o chão o amigo do colega de olho azul me diz, não fosse eu ficar com dúvidas, acho que vamos ficar com este chão, mas vamos forrá-lo com carpete rosa choque. “Wink, wink”, que é como quem diz, enquanto me piscava o olho.
Safava-me ou não? 😉 
Pra Holandês isto foi uma subtileza!
Agora é ver se eles conseguem convencer a agência já que a mim me têm convencidíssima!

Descobertas tardias

Quando era miúda detestava música clássica, achava-a deprimente.
           – Primeiro porque não sabia nem conseguia tocar instrumento algum, sempre tive um ouvido duro que nem uma pedra.
           – Depois porque era a música que punham para “encher chouriços” enquanto a emissão televisiva não voltava e às vezes durava minutos que se faziam horas intermináveis.
           – Já na faculdade continuava a não entender o porquê de haver gente que estudava ao som destas “musiquetas”, o meu Pai bem me ofereceu dois CDs, mas aquilo dava-me um sono horrível. A culpa foi minha que lhos pedi depois de ter visto “O Piano” (que banda sonora incrível!)…

Há já uns anos valentes que aprendi a apreciar, muito por causa das bandas sonoras dos filmes, principalmente de um dos meus filmes favoritos de sempre, o Cinema Paradiso, cujo Ennio Morricone orquestrou e povoou dentro de mim. Amo aquela banda sonora.
Um dia pedi a um amigo que é realizador de cinema que me desse uma lista das bandas sonoras favoritas dele e descobri Alexandre Desplat, que é outro compositor que não sabe fazer coisas abaixo de genial.
Mesmo assim estou muito longe (a milhas mesmo!) de perceber alguma coisa de música clássica, nem tal me atrevo a dizer. Pra começar sou uma nódoa para saber o compositor magnânime de que peça estou a ouvir, e depois não toco instrumento nenhum e nem uma nota sei identificar. Só sei que gosto muito de Piano e de Cordas em especial.
Até que em Novembro fui à Museum Night de Amesterdão. Na Sinagoga Portuguesa estava um quarteto de cordas a tocar e estava tudo parcamente mas maravilhosamente iluminado por grandes candelabros cheios de velas de parafina. Centenas de velas brilhavam e consumiam-se lentamente ao som de músicos que me aqueciam o coração com Bach. Finalmente aprendi a identificar a peça e o compositor. Continuo a ser uma nódoa, mas estou um bocadinho melhor.

E hoje em dia trabalho ao som de música clássica, e encho a minha casa dela, exactamente como fazia antes com Bossa Nova e Jazz. O meu iPad deve ser um tédio pra muita gente, mas a mim enche-me a alma.
Pode ser que hoje Bach chegue um bocadinho mais longe, que chegue ao coração de cada um de vós.

Bom fim de semana!

Está sol, uns dias maravilhosos! Não me levem a mal mas não tenho tempo pro blog porque há bom tempo lá fora 🙂

I’m happy!

Fica um miminho de NY pra vocês

hared via feedly // published on Words on the Street // visit site
Photo

Sent via feedly // A news reader for creative minds.
Shared via feedly // published on Words on the Street // visit site
Photo

Sent via feedly // A news reader for creative minds.

Ganda pinta!

Tenho um amigo que vive na Turquia, mais propriamente em Istambul. Convém dizer que esse amigo é Português, gay e que casou há pouco tempo, mais ou menos pouco depois de permitirem os casamentos em Portugal.
Ele adora Istambul, e eu entendo-o. Mas tendo estas pequenas nuances, sentir-se bem num País Muçulmano só pode significar que EXISTE tolerância. Pode não existir por parte do Governo, mas por parte da população sim.
Ora ele publicou este vídeo sobre como é que estão a ser os protestos no Parque da cidade na praça Taksim. Achei o máximo e muito coerente com a paixão deste meu amigos por este País e por este Povo Turco. Enjoy!