Acompanhei também de perto uma relação que eu sempre entendi que corria muito bem e que efectivamente as pessoas certas se tinham encontrado. De um dia pro outro ela diz-me “já não o amo, vejo-o quase como um irmão”. Partiram o coração do meu amigo em estilhaços e levou-lhe bem mais de cinco anos a recuperar. Não só como homem capaz de amar, mas como pessoa capaz de dar, de se entregar fosse ao que fosse, fosse a quem fosse. Triturou tudo à volta dele suportado pelos amigos que diziam: tu tens mais é de sair e aproveitar a juventude, tu precisas é de gajas! Não é de uma, é de muitas! Ao que se segue o infalível: ela não te merece! E outro tipo de apoio mais ou menos na base sempre do “ela é um vaca” ou “ele é um palerma” e o nunca imperdível “as gajas são todas umas …(feel in the blank)
Ora eu pessoalmente não acho nada que a moça fosse parva. Ela não se sentia segura e preferiu não arriscar um divórcio e tentar ser feliz com outra pessoa. E está no seu direito. Continuo a achar que ela era uma rapariga excelente e que foi uma pena porque na minha opinião eles poderiam ter resultado, mas eu não sou ela e como tal não posso tomar decisões ou formular julgamentos com base na minha amizade ou carinho pelo rapaz que ela “abandonou”. O certo é que nunca os vi ter uma discussão e eles davam-se mesmo bem. Se a mim me custou vê-los separar-se, para ele foi devastador. Mas ela é que sabia da vida dela.
Quando estas coisas acontecem, e acreditem que não foram poucas as vezes a que assisti a este tipo de rompimentos, fico também eu destroçada. Porque me custa horrores ver os meus amigos a chorar, a não comer, a sofrer horrores, a morrerem de ciúmes porque elas já têm outros, e acima de tudo custa-me vê-los perder a tal dita inocência. Porque depois quem paga as favas são as raparigas que vêm a seguir e que lhes caem nas mãos, porque eles são bonitos, são charmosos mas estão todos fodidos. Acima de tudo porque também eu já fui uma dessas raparigas que lhes caiu nas mãos e paguei uma factura que não era minha. Custa-me muito vê-los emagrecer que nem cães, não dormirem, a revolta que ganham e ver como a afogam literalmente em copos. Mas custar-me mais ainda custa-me ver como se relacionam posteriormente com as outras mulheres que vêm a amar, parece que é sempre a mielas, que nunca estão por inteiro. Porque um dia o mundo lhes fugiu debaixo dos pés e já nada é seguro.
Mas também não é por mal que as pessoas se apaixonam por outras e mudam de vida e de companheiros.
E nunca sei o que dizer senão dar-lhes força para terem novos objectivos, ouvi-los e nunca jamais dizer mal da outra. Acreditem que cortar na casaca do ex-respectivo não ajuda nada. Pelo amor de Deus não façam isso aos vossos amigos e amigas. Não tomem partido. Não só porque amanhã eles se voltam a juntar e quem se lixa são vocês, mas também porque não resolve nada.
Se é que se consegue algum dia resolver um coração partido.
Exactamente como alguém que lhe vê passar a morte à frente dos olhos, temos duas opções:
A) Aproveitar e saborear mais a vida e o dia-a-dia porque o amanhã deixou de ser garantido;
B) Morrer de medo que nos volte a acontecer a mesma coisa e passarmos a ser ouriços do mar, cheios de espinhos e revoltados com tudo.
E é preciso garantirmos aos nossos amigos a A), porque isso é que é ser amigo!
Não é preciso ir agora a correr fazer uma lista do que fazer antes de morrer e atirarmo-nos duma ponte num bungee jumping. Precisa-se isso sim de novos objectivos, uma casa nova, um curso novo, um emprego novo, um País novo, (porque não?) uma viagem de dois ou três meses. Recomeçar. Começar do zero e acreditarmos novamente em nós.
Porque quando uma relação acaba nós deixamos de acreditar no outro e em nós, e precisamos de voltar a acreditar que nós, como um ser único que somos existimos e valemos a pena. Existir em conjunto é muito bom, mas sentirmo-nos capazes de enfrentar o mundo sozinhos é uma aprendizagem que garante frutos de longo prazo. E os nossos amigos precisam disso, e nós podemos ensinar porque já perdemos a nossa inocência algures. Abençoado aquele que não a perdeu ainda. É um homem ou uma mulher de muita sorte.
Os meus amigos são os maiores!!!
Conversa de dois irmãos numa foto do FB em que aparecem os dois vestidos de igual quando tinham praí 3 anos e ano e meio, qualquer coisa do género, sentados numa escadas em Santa Luzia em Viana do Castelo.
(a descrição da foto é: Desculpa lá só te ter deixado ser o rapaz mais bonito do mundo por meros 15 meses!!)
Irmão mais novo: Ah, a da comunhão fica para depois.
Irmão mais velho: Temos a mesma t-shirt portanto: apaga isto c´um catano!!!!!
Irmão mais novo: Mas a minha tem mais vomito, e segundo a mãe estamos os 2 de truces porque eu tinha feito uma borrada daquelas mesmo grandes e ela queria que estivessemos iguais. ah ah
por isso tirou os calções aos 2
Irmão mais velho: Chantagem de novo? E eu tenho uma foto em que estás com meias de renda, espera… eu também estou nessa foto!!! Cara***, funcionou outra vez!!!
Irmão mais novo: O retro está na moda, fica tranquilo. 🙂
Irmão mais velho: Já era um altruísta!!! Só falta a mãe lembrar-se o que é que comeste nesse dia para tais desarranjos!!!
Amigo #1 Vou arriscar!!!!! O gay é o do lado direito!!!! Acertei?
Amigo#2: he…he…he….que dois! 🙂
Prima da França: ah je me souviens !! photo prise à Viana de Castelo… !!!! il y a bien 30 de cela …. je m’en souviens comme si c’était hier.. N. s’était badigeonné le tee-shirt de chocolat je crois…
Irmão mais novo: Foi a tua irmã que me deu a foto antes do Natal. 🙂
Irmão mais velho: Não sei porquê mas, sem ir ao dicionário de Francês/Português, “badigeonné” quer dizer “borrado até aos truces”!!! Touché!!!!!
Manos no seu melhor
Discurso
Como falo muito, nunca me dão hipóteses de fazer discursos. Têm medo que eu me alongue e comece a perder-me nas histórias que conto. Por isso desta vez caguei pra vocês todos (entre aspas) e vou “botar faladura” na mesma! Este é o discurso de despedida que faria em voz alta aos meus dois amigos Thessa e Fred:
Somos muitos!
As novas tecnologias podem ser românticas
Se calhar porque sei que os noivos penaram bastante para chegar a este dia, ou pura e simplesmente porque nutro uma simpatia enorme por eles e pela estória deles, achei isto do mais romântico, eu que não sou nada dada a lamechices, adorei.
Azeituna em Amesterdão
E assim também vêm que a Petzi já sabe andar de bina! Vêm a patinha dela pendurada no cestinho? Só style a minha bicha!
(Perguntinha difícil, porque é cara dum focinho do outro: qual é o meu Mano?)
As violetas do Daniel
Quando mudei p’ra Amesterdão fiz a bela da housewarmingparty e o mê amigo Daniel ofereceu-me um vaso de violetas.
Chegado lá casa, olha em redor e repara que eu só tinha plantas mortas.
Nem uma sãzinha p’ra contar a história….
A sua alma de Engenheiro Agrónomo não pode com tanta miséria.
Ó Sofia, tu vais tomar conta das minhas violetas, não vais? Olha que se as deixas morrer não respondo por mim!
Perante semelhante ameaça, vendo eu a integridade da minha “mona” ameaçada, achei por bem ir regando as violetas e rezando p’ra que dessem flor que se visse!
E assim foi, e por isso publico aqui com muito gosto as fotos que tirei às violetas do Daniel pra ele poder ver (antes que ele volte lá casa e elas estejam murchas) que eu respondo tremendamente bem a ameaças de amigos.
A Nice
A Nice veio cá passar uns tempos. De repente, e tan sencillamente, faz parte da mobília. Com ela sinto-me em casa. Não me invade. Pertence ao espaço. É fácil falar com ela, é fácil entendê-la seja em que idioma for, é fácil compreendê-la. Posso falar dos amigos que estão próximos do meu coração mas longe fisicamente e ela entende. Ela conhece-os. Não julga, não faz juízos de valor, não se intromete, pura e simplesmente compreende-me e aceita-me. Exactamente como sou. Como os Amigos devem fazer. Como os Amigos sabem ser. É um prazer tê-la cá, é inexcedível em optimismo, em alegria e em tranquilidade. Conhecê-la é simples, basta querer, sem esforço. Somos ambas escorpiões. Há algo maior que o Mário que nos une. Ainda não sei bem o quê. Talvez feitio, talvez a diferença (mais diferentes seria difícil), talvez pura e simplesmente a alegria e a vontade de mudarmos de vida e de fazermos cada dia um dia feliz e sorridente. Gosto mesmo muito de a ter cá.


