Corações partidos

Nunca soube bem o que dizer aos amigos e família o que fazer quando lhes partem o coração em mil pedaços e os prostram pelo chão, fazendo-os atirar a toalha e deixar de acreditar.
Há quem lhe chame “a perda da inocência” ou a “perda da ingenuidade”. E é verdade. É como quando alguém morre ou está em risco de vida. Nunca mais nada volta a ser o mesmo.
De repente a bolha onde nos encontrávamos, aquele mundo todo cor-de-rosa e cheio de esperanças e planos para o futuro esfumaça-se. Torna-se tudo mais negro quando a decisão é unilateral e inesperada. Aqui há uns tempos uma miúda de 25 anos contou-me que estava a começar a fazer tratamentos de infertilidade porque queria ser Mãe dos filhos do rapaz com quem estava. Passado três meses disse-me que o tinha deixado porque afinal de contas era o melhor amigo dela, mas não estava apaixonada. Eu não conheço o moço, nem faço ideia de quem seja, mas ele deve ter ficado de rastos. E ela estava a recompor-se a olhos vistos. Tinha tomado duas decisões diametralmente opostas num curto espaço de tempo. Dum dia pro outro passou do “és o Pai dos meus filhos” para um “já não te amo”. E eu, que não tenho nada a ver com a história, não compreendi. Imagino que ele então não tenha entendido de todo.

Acompanhei também de perto uma relação que eu sempre entendi que corria muito bem e que efectivamente as pessoas certas se tinham encontrado. De um dia pro outro ela diz-me “já não o amo, vejo-o quase como um irmão”. Partiram o coração do meu amigo em estilhaços e levou-lhe bem mais de cinco anos a recuperar. Não só como homem capaz de amar, mas como pessoa capaz de dar, de se entregar fosse ao que fosse, fosse a quem fosse. Triturou tudo à volta dele suportado pelos amigos que diziam: tu tens mais é de sair e aproveitar a juventude, tu precisas é de gajas! Não é de uma, é de muitas! Ao que se segue o infalível: ela não te merece! E outro tipo de apoio mais ou menos na base sempre do “ela é um vaca” ou “ele é um palerma” e o nunca imperdível “as gajas são todas umas …(feel in the blank)
Ora eu pessoalmente não acho nada que a moça fosse parva. Ela não se sentia segura e preferiu não arriscar um divórcio e tentar ser feliz com outra pessoa. E está no seu direito. Continuo a achar que ela era uma rapariga excelente e que foi uma pena porque na minha opinião eles poderiam ter resultado, mas eu não sou ela e como tal não posso tomar decisões ou formular julgamentos com base na minha amizade ou carinho pelo rapaz que ela “abandonou”. O certo é que nunca os vi ter uma discussão e eles davam-se mesmo bem. Se a mim me custou vê-los separar-se, para ele foi devastador. Mas ela é que sabia da vida dela.
Quando estas coisas acontecem, e acreditem que não foram poucas as vezes a que assisti a este tipo de rompimentos, fico também eu destroçada. Porque me custa horrores ver os meus amigos a chorar, a não comer, a sofrer horrores, a morrerem de ciúmes porque elas já têm outros, e acima de tudo custa-me vê-los perder a tal dita inocência. Porque depois quem paga as favas são as raparigas que vêm a seguir e que lhes caem nas mãos, porque eles são bonitos, são charmosos mas estão todos fodidos. Acima de tudo porque também eu já fui uma dessas raparigas que lhes caiu nas mãos e paguei uma factura que não era minha. Custa-me muito vê-los emagrecer que nem cães, não dormirem, a revolta que ganham e ver como a afogam literalmente em copos. Mas custar-me mais ainda custa-me ver como se relacionam posteriormente com as outras mulheres que vêm a amar, parece que é sempre a mielas, que nunca estão por inteiro. Porque um dia o mundo lhes fugiu debaixo dos pés e já nada é seguro.
Mas também não é por mal que as pessoas se apaixonam por outras e mudam de vida e de companheiros.
E nunca sei o que dizer senão dar-lhes força para terem novos objectivos, ouvi-los e nunca jamais dizer mal da outra. Acreditem que cortar na casaca do ex-respectivo não ajuda nada. Pelo amor de Deus não façam isso aos vossos amigos e amigas. Não tomem partido. Não só porque amanhã eles se voltam a juntar e quem se lixa são vocês, mas também porque não resolve nada.
Se é que se consegue algum dia resolver um coração partido.
Exactamente como alguém que lhe vê passar a morte à frente dos olhos, temos duas opções: 
A) Aproveitar e saborear mais a vida e o dia-a-dia porque o amanhã deixou de ser garantido; 
B) Morrer de medo que nos volte a acontecer a mesma coisa e passarmos a ser ouriços do mar, cheios de espinhos e revoltados com tudo.
E é preciso garantirmos aos nossos amigos a A), porque isso é que é ser amigo!
Não é preciso ir agora a correr fazer uma lista do que fazer antes de morrer e atirarmo-nos duma ponte num bungee jumping. Precisa-se isso sim de novos objectivos, uma casa nova, um curso novo, um emprego novo, um País novo, (porque não?) uma viagem de dois ou três meses. Recomeçar. Começar do zero e acreditarmos novamente em nós.
Porque quando uma relação acaba nós deixamos de acreditar no outro e em nós, e precisamos de voltar a acreditar que nós, como um ser único que somos existimos e valemos a pena. Existir em conjunto é muito bom, mas sentirmo-nos capazes de enfrentar o mundo sozinhos é uma aprendizagem que garante frutos de longo prazo. E os nossos amigos precisam disso, e nós podemos ensinar porque já perdemos a nossa inocência algures. Abençoado aquele que não a perdeu ainda. É um homem ou uma mulher de muita sorte.

Os meus amigos são os maiores!!!

Conversa de dois irmãos numa foto do FB em que aparecem os dois vestidos de igual quando tinham praí 3 anos e ano e meio, qualquer coisa do género, sentados numa escadas em Santa Luzia em Viana do Castelo.

(a descrição da foto é: Desculpa lá só te ter deixado ser o rapaz mais bonito do mundo por meros 15 meses!!)

Irmão mais novo: Ah, a da comunhão fica para depois.

Irmão mais velho: Temos a mesma t-shirt portanto: apaga isto c´um catano!!!!!

Irmão mais novo: Mas a minha tem mais vomito, e segundo a mãe estamos os 2 de truces porque eu tinha feito uma borrada daquelas mesmo grandes e ela queria que estivessemos iguais. ah ah
por isso tirou os calções aos 2

Irmão mais velho: Chantagem de novo? E eu tenho uma foto em que estás com meias de renda, espera… eu também estou nessa foto!!! Cara***, funcionou outra vez!!!

Irmão mais novo: O retro está na moda, fica tranquilo. 🙂

Irmão mais velho: Já era um altruísta!!! Só falta a mãe lembrar-se o que é que comeste nesse dia para tais desarranjos!!!

Amigo #1 Vou arriscar!!!!! O gay é o do lado direito!!!! Acertei?

Amigo#2:  he…he…he….que dois! 🙂

Prima da França: ah je me souviens !! photo prise à Viana de Castelo… !!!! il y a bien 30 de cela …. je m’en souviens comme si c’était hier.. N. s’était badigeonné le tee-shirt de chocolat je crois…

Irmão mais novo: Foi a tua irmã que me deu a foto antes do Natal. 🙂

Irmão mais velho:  Não sei porquê mas, sem ir ao dicionário de Francês/Português, “badigeonné” quer dizer “borrado até aos truces”!!! Touché!!!!!

Manos no seu melhor

Veio à Holanda um colega da escola secundária do meu irmão. O meu irmão sempre o descreveu como um gajo “com uma pancada filha da p@ta”.
Ora o moço fez questão de me dizer via facebook que estava em Amesterdão e simpaticamente convidou-me pra tomar café com ele e os amigos. 
Pequeníssimo pormenor: eu não me lembro dele. Tenho uma vaga, vaga ideia de quando ele era puto, mas de resto… branco! E esta semana foi uma roda viva, não tive tempo pra me coçar, quanto mais pra ir tomar café com uma pessoa que eu não conheço.
Mas a melhor parte vem a seguir….
Aqui a vossa amiga achou que era bem contar a história ao irmão. E contei. Só que em vez de ir em mensagem pessoal, foi publicado no mural. A m@rda é que só dei por ela 5 dias depois….já o moço lá tinha passado e com muito fairplay, pôs um like.
Hoje apaguei aquilo, roxa de vergonha. 
O texto dizia algo como: 
“Passou aqui em Amesterdão aquele gajo que andou contigo no liceu e que tu dizes que tem uma pancada filha da mãe. Mas eu não vou tomar café com ele que eu não me lembro do gajo. Ainda bem que não lhe dei o meu número de telefone, senão estava bem tramada! Há cum cada tolo! Beijos”
E o Mano Andorinho, deixou lá aquela porra no mural. Hoje já havia comentários e tudo dos amigos e o tal like… do tolo em questão. Será possível que o meu irmão não viu aquela cena?
Alguém consegue dimensionar o tamanho do “terra engole-me” com que me deparei???

Discurso

Como falo muito, nunca me dão hipóteses de fazer discursos. Têm medo que eu me alongue e comece a perder-me nas histórias que conto. Por isso desta vez caguei pra vocês todos (entre aspas) e vou “botar faladura” na mesma! Este é o discurso de despedida que faria em voz alta aos meus dois amigos Thessa e Fred:

“Gosto muito de vocês. De cada um individualmente. E por motivos muito diferentes. 
Gosto de ti, Thessa, porque tens sempre um sorriso e uma gargalhada, mesmo quando o teu dia foi uma merda e já não aturas nem a vizinha. Gosto da tua enorme capacidade de ouvir os amigos e de entender todos, perdoar todos, desculpar todos e do teu “deixa lá!”. Gosto da forma como recebes os amigos dos outros, como se todos fizessem parte imediatamente dum grupo que é (até) bastante fechado. Gosto do carinho com que tratas o Fred. E com que nos tratas a todos. Gosto do teu ânimo, da tua juventude, da vontade que tens de fazer coisas. Gosto do facto de não teres medo de ir à luta, de mudares de vida, seja só ou acompanhada. Que sejas decidida. Gosto do facto de nunca te ter ouvido queixar (do emprego não conta!). Gosto da forma como tu falas da tua família. Gosto de como falas dos teus defeitos, mesmo antes de nós nos termos dado conta deles. E de como os aceitas, os contornas, e os confrontas. Gosto muito da tua sinceridade e da tua abertura e relativização perfeita entre o que é importante e o que é irrelevante. Gosto mesmo muito de ti miúda. És realmente o que se chama: uma fixe, uma porreira! Gira meu! É pura e simplesmente impossível não gostarmos de ti.
Gosto de ti Fred porque és meigo. Porque te preocupas genuinamente com as pessoas de quem gostas. Porque embora “aparentemente ausente” (aka, distraído), tu nunca estás distraído. Topas tudo, não julgas ninguém. És um doce. És boa pessoa. Conheci-te nos teus tempos de “farrapo” e deste-me boleia pacientemente durante hora e meia pelos canais de Amesterdão. Na altura nem me apercebi do esforço que estavas a fazer. Hoje em dia lembro-me de ti cada vez que pedalo. Que loucura! Levaste 50 kilos a mais numa bina, durante hora e meia, com 4 graus negativos em pleno Fevereiro! E nem sequer me estavas a tentar comer! E agradeces-me mil vezes por te emprestar o carro? Juizinho moço! Juizinho!!! O anjo aqui és tu. Gosto de ti porque és paciente comigo, ouves-me sempre, mesmo quando te estou a dar seca. Porque a tua boa-disposição é contagiante. Gosto que para ti esteja sempre tudo bem, a não ser que a refeição meta queijo! Aí é outro campeonato. Mas vá lá que já aguentas o cheiro… 😉 És boa pessoa e por isso quem te rodeia é sempre bom também. Gosto de ti porque sim. Por tudo o que expliquei e porque tens um dos melhores abraços do mundo! Deve ser da altura…!
Gosto dos dois em conjunto. Gosto de vos ouvir tratarem-se por mor. Fica piroso a toda a gente, menos a vocês. Entre vós é fixe. É  (quase) cool :))
Não tenho inveja da vossa jornada. Tenho verdadeira admiração. Não do que vão ver e vão conhecer. Mas sim do que vão viver juntos. Espero sinceramente encontrar eu também alguém que tenha vontade de fazer o mesmo. Já viram o que era eu agora virar a esquina e encontrar um giraço que gosta de fazer voluntariado e de viajar e que está disposto, tal como eu, a fechar o tasco durante uns meses e a ir passear e indagar o mundo? Isso é que era!
Focus Sofia, focus!
Eu acredito piamente que recebemos em duplicado tudo quanto desejamos aos outros. E acho que é isso que vos está a acontecer. Estão a receber.
Aproveitem muito. Gozem muito. Amem muito. Passeiem muito. Acima de tudo, VIVAM muito.
Coloquem-se à prova todos os dias e nunca se cansem desse desafio.
Os amigos esperam por vocês, Amesterdão espera por vocês, a Brouwers não vai sair do sítio, e quando voltarem (se é que voltam), casados ou solteiros, vai ser um prazer ter-vos de volta. Mais que isso: vai ser orgásmico voltar a ter-vos perto!
Que Deus vos proteja e vos abençoe com muito boa sorte e muita saúde e amor nesta viagem à volta do mundo. Um ano abençoado que em breve, esperemos, também eu possa gozar.
Um brinde à vossa nova vida!”
(Estão a ver porque é que não me deixam fazer discursos? É logo 3 páginas! Tungas!)

Somos muitos!

E é giro. É caótico, mas é mesmo giro. 
Acontece sempre alguma coisa. 
Alguém se aborrece com alguém, alguém que faz o que não deve (como eu desta vez que disse a toda a gente que o Sebastian fazia anos e recolhi guito pra prenda e pra um bolo de anos, e o gajo só faz anos dia 20 do mês que vem!), alguém que muda de emprego, que muda de vida (o Fred e a Thessa vão começar o ano sabático deles e a volta ao mundo dentro de um mês), alguém que casa (casamentos este ano foram 2), alguém que cozinha (caldeirada, feijoada, atum com feijão frade, cabidela, francesinhas), alguém que partilha algo íntimo, alguém que se junta, alguém que se separa, alguém que muda de casa…
Há sempre algo que acontece e que nos faz parecer saídos de uma série do autor do Sete Palmos de Terra.
Vá lá que não nos andamos aqui a matar ou tramar uns aos outros!
Mas o sermos muitos (normalmente entre 15 a 20) num grupo que se junta por motivos de tantos, faz com que viver em Amesterdão seja uma roda viva e não haja um momento único de tédio.
Há dias em que praticamente me escondo (tal como eles também fazem) só para poder ter um dia sossegado. E à semana geralmente a coisa até é…ao fim de semana é que já nem por isso. E é fixe. É completamente caótico, mas é muito fixe. Eu gosto. E faz com que eu goste de cá viver.
Sempre me perguntei a mim própria como é que os argumentistas da Desperate House Wifes conseguiam ter tanto enredo, mesmo quando não morria ninguém. Que pergunta idiota quando é tão fácil. Basta juntar 20 macacos numa cidade que é do tamanho duma aldeia, juntá-los uma vez por semana e voilá! Pano pra mangas.
Hoje vou jantar num barco com mais 15 amigos, o menu (chiqui!) é sushi e champanhe (costuma dar uma ressaca filha da mãe e não ouvi ninguém dizer que levava garrafas de água…) e amanhã tenho uma tripla festa de aniversário com direito a BBQ.
Domingo há mais mudanças de casa e malas, e segunda-feira é outro dia. E a vida continua a rolar, e a de cada um de nós, dos muitos, sempre a mudar.
Sooo cool!

As novas tecnologias podem ser românticas

No Facebook uma amiga colocou a seguinte frase: Um dia caso-me contigo… hoje é o dia 🙂

Se calhar porque sei que os noivos penaram bastante para chegar a este dia, ou pura e simplesmente porque nutro uma simpatia enorme por eles e pela estória deles, achei isto do mais romântico, eu que não sou nada dada a lamechices, adorei.

Azeituna em Amesterdão

Não sei como foi feita tal proeza, mas eu consegui ter roupinha a combinar com os meninos. Se trocasse a meiinha branca por meiinha azul bébé, era tal e qual.

E assim também vêm que a Petzi já sabe andar de bina! Vêm a patinha dela pendurada no cestinho? Só style a minha bicha! 

(Perguntinha difícil, porque é cara dum focinho do outro: qual é o meu Mano?)

As violetas do Daniel

Quando mudei p’ra Amesterdão fiz a bela da housewarmingparty e o mê amigo Daniel ofereceu-me um vaso de violetas. 
Chegado lá casa, olha em redor e repara que eu só tinha plantas mortas. 
Nem uma sãzinha p’ra contar a história….
A sua alma de Engenheiro Agrónomo não pode com tanta miséria.
Ó Sofia, tu vais tomar conta das minhas violetas, não vais? Olha que se as deixas morrer não respondo por mim!
Perante semelhante ameaça, vendo eu a integridade da minha “mona” ameaçada, achei por bem ir regando as violetas e rezando p’ra que dessem flor que se visse!
E assim foi, e por isso publico aqui com muito gosto as fotos que tirei às violetas do Daniel pra ele poder ver (antes que ele volte lá casa e elas estejam murchas) que eu respondo tremendamente bem a ameaças de amigos.


A Nice

A Nice veio cá passar uns tempos. De repente, e tan sencillamente, faz parte da mobília. Com ela sinto-me em casa. Não me invade. Pertence ao espaço. É fácil falar com ela, é fácil entendê-la seja em que idioma for, é fácil compreendê-la. Posso falar dos amigos que estão próximos do meu coração mas longe fisicamente e ela entende. Ela conhece-os. Não julga, não faz juízos de valor, não se intromete, pura e simplesmente compreende-me e aceita-me. Exactamente como sou. Como os Amigos devem fazer. Como os Amigos sabem ser. É um prazer tê-la cá, é inexcedível em optimismo, em alegria e em tranquilidade. Conhecê-la é simples, basta querer, sem esforço. Somos ambas escorpiões. Há algo maior que o Mário que nos une. Ainda não sei bem o quê. Talvez feitio, talvez a diferença (mais diferentes seria difícil), talvez pura e simplesmente a alegria e a vontade de mudarmos de vida e de fazermos cada dia um dia feliz e sorridente. Gosto mesmo muito de a ter cá.

Sou uma máquina

Há que dizê-lo sem qualquer modéstia, eu sou um maquinão. E nem sei como faço estas coisas, acho que a vontade de mudar era demasiado grande.
No sábado empacotei tudo menos a roupa, a cozinha e a despensa.
Quinta-feira à noite empacotei (sozinha) o que faltava.
Sexta à dez da manhã chegaram os homens da mudança.
Nessa mesma sexta às duas da tarde estava à porta da casa nova em Amsterdão quando os senhores começaram a descarregar.
A minha empregada chegou às cinco da tarde pra ajudar e foi-se embora às dez da noite.
Eram onze horas quando reparei que a casa estava completamente montada, faltavam 3 míseros caixotes com a mercearia.
Sábado ao meio-dia a casa estava pronta como se lá vivesse há 2 meses.
Sábado às cinco da tarde começaram a chegar os primeiros elementos duma festa com quarenta pessoas. Fiz feijoada pra todos e foi mais uma festa LEGENDARY. Eu juro. Se dou outra destas os vizinhos correm comigo. Tive que por fora a malta pelas 3 e meia da manhã. Como chovia ninguém queria embora, até porque se estava realmente bem.
Limpei tudo (sozinha), levaram o lixo embora e sentei-me no sofá com uma boa aguardente velha.
Domingo à tarde fui pra Haia onde tratei de despachar o chão da casa antiga e esvaziar a arrecadação.
Domingo às sete da tarde tinha o jantar pronto e um livro e o sofá à minha espera.
Foi assim que arrematei um fim de semana que teria deixado qualquer um de rastos.
Tou aqui fina como um alho.
Juro. Não me dói rigorosamente nada.
Só não tenho é internet em casa logo as notícias vão ser mais escassas durante uns tempos.
Hoje chega a minha amiga Nice que vem cá passar uns tempos comigo e vou ao aeroporto buscá-la à meia-noite e receber a moçoila como Dios manda.
Sou ou não sou um maquinão?