Segunda feira chega a amiga Nice, em Julho o seu gajo e meu grande amigo Luigi. Acabo de saber que vem daí também a Carolina. Em Maio vem o meu irmão e a Tuna. E por momentos vou cá ter a minha “tropa”, tal como em Lisboa, e beber cervejas como se não houvesse amanhã já não vai ser coisa da Sofia pra passar a ser como “nos bons velhos tempos”. E ter grandes amigos por perto que me tratam por Fifinha e que gostam mesmo de mim, não desfazendo nos actuais que são um must também, mas oh pa… é a minha tropa. E sabe mesmo muito bem. Faz-me sentir em casa, se é que algum dia me vou sentir em casa neste País. Mas isto está bem próximo. Muito próximo. Falta-me o Hugo e o Marmas cá. E a minha Tininha, e a minha Mafaldinha, e depois disso, o resto vinha aí por arrasto. De vez em quando vale a pena sonhar alto. Só assim por uns momentos, fica tudo bem.
O feicebuque tem destas coisas
Eu que não tenho (nem deixo!) os meus Pais no meu Facebook, hoje adicionei o Pai dum grande amigo meu da Faculdade. Isso mesmo Garota, o teu Sogro está no meu Facebook! É que eu gosto muito deles, e da grande Dona Lurdes, e tenho todo o gosto em eles saberem que aqui a amiga Sofia continua avariadinha e destravadinha como nos tempos da FEUC e daquela famosa semana de Queima que passei em casa deles. Aquilo é que foi tratamento de luxo!! Roupinha passada a ferro todos os dias à uma da tarde, aquilo era saltar da caminha, banhoca, almocinho EM PIJAMA, mais uma soneca, enfiarmo-nos no traje e Parque da Cidade cá vamos nós! A melhor Queima de sempre!
É tão bom conhecer os vossos Pais. Se calhar é por isso que há coisas que nunca mudam! Gosto tanto deles.
PS: isto é um private post entre mim, a Garota e o LeMene. Não sabem quem são? Ehh pa, não sabem o que perdem! São pérolas dentro de conchas, estamos entendidos? Aquilo é de geração em geração: Avós, Filhos e Netos! Tudo de luxo!!! Mas é pra mim e pros mais 30 malotas que foram no carro da Queima das Fitas que ardeu em Maio de 1998. Um grande carro.
Just this simple
O que eu gostava, mas o que eu gostava que a minha vida fosse como um filme da Meg Ryan, mais propriamente o When Harry met Sally.
Aliás, concretizando, é assim que eu quero que seja, com banda sonora dos 50’s e tudo e tudo.
E não me venham com tretas de que são coisas de filmes, e que é tudo falso e na realidade nada disto se passa. Eu não quero acreditar em vocês.
Eu quero um sentimento assim, uma vontade de estar junto assim, um companheiro assim.
Já vi este filme mais de vinte vezes, sem exagero. É o filme da minha vida.
O Billy Cristal não é bonito. Não é de fiar. É um palerma. Mas quando se apaixona, é pela mulher inteira, ama os defeitos todos que ela tem e como ela pede tudo on the side. E ela aceita-o mesmo sendo um infantilóide porque ele fá-la rir mesmo quando ela está triste como a noite e a morrer de nervos.
É isso que eu quero. É assim que eu quero. É tudo o que eu quero.
No ano passado estive no sítio onde eles se separam pela primeira vez e vibrei porque com toda a minha sorte estava lá um grupo de jazz de Nova Orleães aos quais comprei dois CDs só porque me fizeram sentir que estava dentro deste filme especificamente. A música deixou-me num estado de felicidade que dancei no meio da praça e fiquei com o coração aos pulos o dia inteiro. É uma vibração de bem estar para a qual não tenho qualquer justa explicação.
Quando estou mais em baixo vejo e revejo sequências e o meu coração ainda estremece quando ele chega ao pé dela na passagem do ano e diz que é um cobarde que a ama.
Afinal de contas, os homens e as mulheres podem ser só amigos? Eu acredito piamente que sim, tal como a Sally acredita. Mas se um dia me provarem desta forma que estou errada, não me importo.
Para a Tuxa
Deolinda – eu (ainda não) tenho um melro
Melro é uma expressão que o meu Pai usa muito pra falar de “namorados” ou “rapazes”: quem é aquele melro? Ah, ela tem lá um melro! Ela foi aos melros!
E esta música lembra-me o meu Pai e o meu Avô.
A culpa é da Elsa que me lembrou dos Deolinda, e hoje tou nesta…
Aqui há um mês atrás, talvez, passei um dos dias mais giros e mais simples que já tive em Amsterdão.
Fui às compras com a Tuxa para ir a um casamento, coisa fixe porque além de bom gosto, ela gosta de se despachar nas lojas como eu. Foi sempre a abrir e comprei pouco e acertado. Fui uma brasa pro casamento, é o que vos digo!
Depois fomos ter com o meia-laranja dela, bebemos uma cervejinha, descansamos um bocadinho e fomos ter com mais um molho de amigos que estavam à nossa espera para jantar. A Tuxa não teve muita sorte com o prato dela, mas eu lambi os beiços com o meu, e fui refasteladinha com a malta ver Deolinda. SÓ éramos TRÊS FILAS de amigos e conhecidos, cada fila com 10 pessoas, mais ou menos.
O concerto é giro. Porque a Ana Bacalhau é uma pessoa gira. Não foi um concerto que me fizesse delirar, mas foi um serão MUITO bem passado.
Fechei os olhos ao ouvir esta música e desde ontem que ela não me sai da cabeça.
Neste dia senti-me em casa. Senti-me quentinha por dentro e senti muito orgulho na minha língua, só que não senti saudades. Senti conforto. Acho que essa é a palavra. Senti-me muito confortável, como quando se está alapado no sofá de casa dos Pais no Natal. É isso.
You gotta love Facebook
Hoje fui “encontrada” no facebook por uma amiga do liceu.
Era a minha melhor amiga quando eu tinha 15 anos e no fim do 9° ano voltou p’ro Brasil de onde a Mãe era originária.
Voltei a vê-la quando tinha aí uns 18 ou 19 anos, talvez. Sei que foi logo a seguir a ter entrado para a Universidade.
Depois disso perdi-lhe completamente o rastro e acreditem que fiz um esforço incrível pra encontrar a Lu.
Corri seca e meca, falei com os amigos todos em comum e foi um vento que se lhe deu.
Nada.
Niclas.
Ninguém sabia de nada, nunca mais ninguém a tinha visto e houve alguém que me disse que se teria casado e que continuava no Brasil, um País pequenininho, assim maneirinho pra pesquisar, né?
No ano passado estive no Brasil na passagem d’ano e pela enésima vez vasculhei o facebook inteiro à procura dela e niclas. A esperança secreta dum: eu não acredito!! Encontrei-te aqui no fim do mundo!
Os filmes que eu faço são giros.
Hoje, do nada, através de outra amiga de infância: puffff!! Via Facebook, a melhor aplicação do mundo, carago!!! A minha melhor amiga de adolescência!! Tenho que lhe mandar uma Caderneta de Cromos caramba!
Músicas que me deixam triste
Este fim de semana, sem querer, a Tuxa lembrou-me duma música que me deixa triste por estar associada às viagens anuais da escola primária. Aí a uma hora de chegar a casa, começava a lenga-lenga:
Foi no trólaró de Viana que eu achei, achei uma menina que no trólaró deixei. Aguenta minha gente que uma hora não é nada. Quem não cantar agora, cantará de madrugada. Óhhh Joana (nome de cada um), óhhh Joana, vais cantar agora, vais cantar sozinha.
Isto porque depois a criança ia escolher obviamente um amigo pra cantar e eu tinha medo de não ser escolhida logo no início, até porque canto mal que me farto e dos 8 aos 13 anos fui a buchinha da turma.
Acho que escrever isto aqui agora foi uma espécie de exorcismo. Mas continuo a não gostar de ser second ou 23° choice, e de buchinha já não tenho nada. Se calhar continuo a ter necessidade de aceitação. Vi este verão 2 ou 3 miúdos que tinham uma necessidade de aceitação imensa e na comparação pensei: eu era absolutamente banal, isto sim é crítico!
Também continuo a achar que uma música que tem a palavra “sozinha” pra crianças é dura. E continuo a não gostar da música por isso.
Incrível como coisas de criança nos marcam.
Desde então tenho a promessa subconsciente de que nunca estou sozinha nem deixo que se sintam sozinhos.
Estou por perto. Longe, mas perto.
E gosto de saber que tenho os meus perto.
Longe, mas perto.
Tenho uma amiga que está muito triste e a quem quero lembrar até à exaustão, que solidão é palavra abolida desde o nosso tempo em Espanha.
Nunca vais estar sozinha como a menina do Trolaró porque eu não vou deixar.
Gosto muito de ti, vou estar sempre ao teu lado a desafinar como só eu sei.
Um beijo enorme!
Gosto de ti por Amizade
(…)
Esos regalos de cariño que me han dado, tan inmensos que siento que es imposible merecerlos. Eso también es la verdadera amistad: la sensación de estar felizmente en deuda con los otros.
Este fim de semana perguntaram-me quantos amigos é que eu achava que viriam a correr se eu estivesse muito aflita, numa situação complicada. Eu respondi 20 ou 30.
Não tenho idade para ser ingénua e pensar que toda a gente é minha amiga. Mas eu tenho mesmo 20 ou 30. Sempre disse que sou a mais das abençoadas no que toca aos amigos que tenho, mas acho que as pessoas nunca percebem bem o alcance do que digo.
Acho sinceramente que a culpa é minha e vai do sentimento que costumo trespassar para fora: acho que “são tão imensos que sinto que é impossível merecê-los”. A cada um dos meus amigos que me surpreendem continuamente pela positiva ao virar de cada página eu dou o que posso, mas recebo, e devolvo, e recebo outra vez, sempre em multiplicado e … nasci pra isto.


