Mais tulipas

As tulipas solitárias são as mais brilhantes. É um prado de amarelo cheio de emoção vermelha!

Esta é a minha foto favorita. Finalmente dei uso ao curso de fotografia!

Sim, eu pedalei. Mesmo a sério. E espantem-se, tenho mesmo uma bicleta!

Não são só tulipas…!

No Keukenhof

Estas são algumas das minhas fotos. Valeu-me o curso de fotografia e a máquina de qualidade. Quando cá vierem, não se metam no autocarro, planeiem com antecedência e aluguem uma bicicleta num dos pontos perto do Keukenhof para poderem pedalar. Há mapas das rotas das bicicletas à venda e é só seguir as setas, vão gostar muito.
Espero que gostem! 🙂
Sofia

Um Domingo em Lisse

(as fotos não foram tiradas por mim mas pelo amigo Sérgio. Quando tiver as minhas, se acharem que ainda não tiveram dose de tulipas que chegasse, venho cá por mais, ok?)
Se quiserem saber que caminho fizemos, por onde andamos e como fazer o mesmo trajecto (ou parecido), a Joana explica bem melhor que eu, mas basicamente fomos de comboio até Leiden e depois de comboio até Lisse e andamos lá aos SSSS a pedalar até chegar a Hillegon e voltamos de comboio p’ra Amesterdão. Passamos pelo Keukenhof e recomendo vivamente que façam o mesmo ainda este ano, ou no próximo. Um Domingo muitíssimo bem passado)

O regresso

(É favor colocar a música a tocar enquanto lêem o post, sim? Agradecida)
A um dado momento tudo se normaliza e aos poucos a vida entra numa rotina. 
Nunca fui boa em rotinas.
A minha volta a Amesterdão foi decidida num dia de Fevereiro deprimente e foi uma decisão rápida e urgente. Urgente porque estava em causa a minha sanidade mental. Precisava de deixar de me isolar. O período de retiro e introspecção durou de Novembro de 2008 a Fevereiro de 2011. Durante dois anos e meio aprendi a viver sozinha, a ter uma Petzi e assumir a responsabilidade dum compromisso com “algo”, acima de tudo aprendi a estar bem comigo mesma. Hoje em dia sou mais segura de mim, de quem sou. Aprendi a gostar da minha própria companhia.
Não estou de todo segura para onde quero ir e o que quero fazer.
Não sei se esta vai ser a minha última casa durante esta estadia (sempre temporária) nos Países Baixos.
Mas sei que tomei a decisão correcta quando durante uma semana o meu telefone voltou a tocar todos os dias, com convites contínuos para jantar, ir ao cinema, dar uma volta, sair à noite, fazer brunch e jantar em casa de amigos, e a minha reacção foi de alegria e vontade de sair e fazer mais.
Voltei a receber sms’s a horas indecentes a perguntar se não queria dar um saltinho à “xicoteca”, a jantar em casa de amigos ao Domingo, a andar de bicicleta pelo parque.
Finalmente não chego a casa ao fim do dia para continuar ligada à net. Voltei a ler livros, a apanhar sol na minha (magnífica e magnânima)  varanda, a comentar o meu dia com a Nice (que também tem sido importante nesta reviravolta do regresso), a passear a Petzi com sol, a andar de tram e aproveitar cada momento.

Hoje tinha combinado ir “brunchear” com uns colegas do trabalho que vivem aqui ao lado, uma francesa e um australiano. Pedalei até ao ponto de encontro e esperei meia hora até que decidi desistir. Tinham adormecido. Voltei para casa e no regresso decidi não voltar logo a casa, aproveitar o dia de sol e ir explorar a zona ao pé de casa que dá acesso ao Vondelpark. Da minha casa até lá são exactamente 7 minutos a pedal lento. É incrivelmente perto. Nas orelhas levava os phones do iPod carregadinho com a minha música, e deixei em modo aleatório. Entro a pedalar no Vondel ao som da banda sonora de “You’ve got mail”. De repente salta para o “Somewhere over the rainbow” cantado pelo Harry Conick Jr. Melhor só se fosse um reclame dos pensos Evax. Foi mesmo um momento mágico em que tudo fez sentido. Em que senti um SIM enorme dentro de mim e uma certeza absoluta de que realmente este recomeço tão improvisado e urgente faz todo o sentido e que estou pronta para aproveitar esta cidade ao tutano. Absorvi o parque, as pessoas que corriam, os que passeavam, os que apanhavam sol e abri os olhos com vontade de mais.
Tudo se vai compor. Cada peça.
O regresso foi feito ao som de “I’ve got you under my skin” com um Sinatra que cantou a plenos pulmões enquanto eu me emocionava com a minha boa estrela.




Para os muitos curiosos, eis a minha nova casa em Amesterdão

Estas fotos foram tiradas no sábado de manhã logo a seguir à mudança. Vêm como a casa está impec? (este meu ego mata-me!)
Ainda não tenho quadros na parede, faltam as cortinas, falta foto do quarto mais pequeno porque ainda tenho tralha lá dentro, mas basicamente a casa é tal e qual como a Petzi a mostra.
Estou muito contente com a mudança. Mesmo. É bom voltar a Amesterdão.

E a mim não me pagam pra estas cenas, mas acho o serviço público importante

Estes Senhores fizeram a minha mudança de forma impecável, profissional e eficiente. Mais rápidos teria sido impossível. Esvaziaram a casa de Den Haag em 3 horas e meia, e depositaram e montaram os móveis na casa nova em Amesterdão em 3 horas.
Foram atenciosos, simpatiquíssimos, e tiveram o bom senso de levar muitos dos móveis montados o que não só facilitou, como reduziu o tempo de mudança em mais de 10 horas. Tendo em conta que estes serviços são pagos à hora, fico-lhes muito agradecida.
Se não houve qualquer trauma ou pesadelo depois de ter passado os tarecos dum lado pro outro, a eles lho devo.
Fica o contacto para quem precisar no futuro de serviços de mudanças, sejam pequenos ou grandes.

White Van Man
phone +31 623882184
           +31 617429640
fax      +31 204122312
email whitevan@whitevanman.nl
website www.whitevanman.nl

Ainda estou a empacotar a cozinha

E ainda me falta a roupa. O que me vale é que eu tenho memória curta para me lembrar de QUANTO trabalho dá mudar de casa. Dasse.
Amanhã mudo de casa, se me vejo noutra cidade até julgo que é repetitivo. Afinal de contas, é só a quarta vez em três anos que mudo de casa E de cidade.
Sábado há a festa de inauguração, só espero saber onde andam as panelas pra poder cozinhar senão a feijoada vai c’os porcos e vão corridos a pizza. E já não é nada mau. Digo eu.
(estou mesmo muito cansada, mas quem corre por gosto…)

Contradições ou aculturizações

Há dias em que é preciso rir além de sorrir. Mais que o normal. Dizem que faz emagrecer. Eu sei que a mim me faz ter boas noites de sono. E sei que ultimamente tenho passado horas a mais sozinha a trabalhar e que o simples acto de ir jantar fora já me deixa de bom humor. Jantar em boa companhia melhor ainda.
Com tanto No Reservations que tenho lambido, tudo o que seja comida exótica chama por mim. Raptei um amigo e ontem fui a um restaurante Chinês de Chineses, daqueles que parece um tasco em Portugal, mas ali ao pé do Nieuwmarkt, o Nam Kee (se alguém tiver mais sugestões boas, é deixar ali na caixinha dos comentários. Agradecida!). Tinha lá Chineses a jantar, e nenhum deles trabalhava no restaurante. Acho que é bom sinal, digo eu, que nisto de comer os Chinocas são esquisitinhos como os Tugas.
A minha pancada por ostras tem aumentado substancialmente e eles servem umas “estufadas” que são de chorar por mais. O pato à Pequim também é conhecido neste restaurante. Aquela coisa tem anis… e eu detesto anis. Comi, gostei porque era realmente bom, mas não fiquei fã. Mas recomendo vivamente que se “aproxeguem” lá ao sítio porque se come estupidamente bem, principalmente pelo valor que se paga. Este “tem selo” de recomendado.
Como éramos dois “artistas” desorientados, deixamos o carro ao pé da Dam e decidimos cruzar o Red Light. Eu odeio, abomino, não suporto o Red Light. Mas ontem diverti-me. Passamos bem devagar pelas montras que era pro meu amigo poder escolher e torcer o pescoço. As piadas eram cruzadas e em barda, olhavamos os turistas com ar de desprezo, trocamos dicas sobre sex shops e só faltou começarmos a cumprimentar malta como se fossemos locais. Decidimos beber um chazinho de menta e uma jola pro caminho e escolhemos com o cuidado de quem cá vive um bar com gente com bom aspecto e que desse o Barça-Arsenal. Vimos o espectacular golo do Messi, falamos do dia-a-dia e eram dez e meia da noite quando demos a noite por encerrada.
Senti que estávamos ambos completamente inside/out na cidade embora tenhamos falado no quanto nos falta por conhecer. Foi tudo muito natural e muito caseiro. Quando se passa um fim de dia no Red Light, por opção, e nos sentimos normais, e ainda por cima gostamos….podemos dizer: medo. Muito medo.