Parabéns a mim!

Os meus 34 foi um ano que não foi grande memória, ou pelo menos não produziu imensas memórias que eu queira recordar. Ou e daí, até sim. Quero me lembrar. Porque viver é mesmo isto, apreciar as coisas boas dos momentos maus. Mas não me despeço dos meus 34 com muitas saudades mas agradeço-lhes terem dado saúde à minha família, terem-me dado muitas e verdadeiras alegrias, abraços, amigos e é claro, os meus bonecos.
Há pessoas que fazem o seu virar de página no ano novo. Eu sempre o fiz no dia dos meus anos. Tomo decisões, mudo atitudes, ponho em prática ideias que adiei no ano anterior. Este ano não tenho muitas decisões para tomar assim já de repente. Estou muito satisfeita onde estou, como estou, como vivo, com quem vivo. Não sei se quero mudar alguma atitude minha, até porque com a idade estou cada vez mais certa do que quero e do que não quero, e isso reflete-se nas minhas atitudes e como tal, acho-as bem. Não sou perfeita, nem pouco mais ou menos, mas gosto dos meus princípios e dos meus valores e gosto de os poder hastear qual bandeira. E isso veio com o tempo e com as ditas atitudes. Tenho algumas ideias que já foram postas em prática (Viagem pela Europa:check! Filipinas here I go, check! Ter bué da cães: check! Mudar-me pra Amesterdão: check!) por isso não há assim nada de muito novo para aplicar a partir dos 35….Talvez por isso mesmo este ano seja um ano especial. Já está tudo decidido, não tenho que me preocupar, só tenho que fazer como diz o meu amigo Fred: don’t fight it. O meu lema para os meus 35 anos.

Vai cantarolar pro raio que te parta

Gosto de saber cantarolar músicas de cor, mas tenho uma memória da treta, nunca me lembro das letras, excepto dos Xutos, do Rui Veloso ou do Abrunhosa (este último fruto duma “coça” que levei duma amiga que no primeiro ano da faculdade me obrigou a decorar as letras todas pra irmos ao concerto do homem na Latada).
E as músicas que sei, canto cheia de alma e pujança, desafinada como tudo porque eu canto mal comó raio, e assusto a cadela coitada, mas ela atura-me.
Já não é a primeira vez que de phones nas orelhas me entusiasmo no escritório e tenho os meus colegas a franzir o sobrolho e a mandar-me, literalmente, calar.
Mas não suporto o pessoal que vai comigo no carro e cantarola as músicas toooodas. Pah, uma por outra, tal como eu, é fixe. Agora todas? Porra, isso é um eco e é uma seca porque eu gosto mesmo é de ouvir os gajos que estão a cantar, não é a pessoa que vai ao meu lado. Não preciso de extra-sound. Por isso canto em casa enquanto trabalho que é pra não chatear ninguém. E hoje acordei a cantar o Por quem não esqueci, e cá estou eu, contentinha e a cantarolar só pra Petzi.
E lembrem-se, se forem comigo no carro, agradeço que não cantem as músicas todas qual gruppie, é algo que me tira do sério e não, não é giro. A sério. Não tem graça. Just don’t do it.

Por Quem Não Esqueci

Xutos & Pontapés

Há uma voz de sempre

Que chama por mim

Para que eu lembre

Que a noite tem fim

Ainda procuro,

Por quem ñ esqueci

Em nome de um sonho,

Em nome de ti

Refrão

Procuro à noite, um sinal de ti

Espero à noite, por quem não esqueci

Eu peço à noite, um sinal de ti

Por quem eu não esqueci

Por sinais perdidos

Espero envão

Por tempos antigos, por uma canção

Ainda procuro, por quem não esqueci

Por quem já não volta, por quem eu perdi

The yelling and the hearts

A sage asked his mandalies the following,”Why people yell at each other when they are upset?”
The men thought for a while,”Because we loose our calmness,” said one. “we yell for that.”
“But, why to yell when the other person is at your side? ” asked the sage. ” Isn’t it possible to speak to him or her with a soft voice? Why do you yell at a person when you’re angry?”
The men gave some other answers but none satisfied the sage. Finally he explained,”When two people are angry at each other, their hearts distance a lot. To cover that distance they must yell, to be able to hear each other. The angrier they are, the stronger they will have to yell to hear each other through that great distance.”
Then the sage asked,” What happens when two people fall in love? They do not yell at each other but talk softly, why?Their hearts are very close. The distance between them is very small.”
The sage continue, “When they love each other even more, what happens? They do not speak, only whisper and they get even closer to each other in their love. Finally they even need not whisper, they only look at each other and that’s all. That is how close two people are when they love each other.”
Then the sage said, “When you argue do not let your hearts get distant, do not say words that distance each other more, it will come a day when the distance be so great that you will not find the path to return.”

E penso nisto todos os dias.


Os meus amigos que estão a dar a volta ao mundo dizem-me (de cada vez que tenho a sorte de falar com eles) que o que mais os impressiona são as pessoas que conhecem nos Países por onde têm passado, pessoas essas com vidas tão duras e ainda assim sorridentes. Sempre que alguém me diz que está com uma depressão penso para com os meus botões: as pessoas dão pouco valor ao afortunadas que são e depois dá nisto.

Esta foto foi tirada por eles no caminho para Lhasa, no Nepal. Lembrem-se dela antes de acharem que a vossa vida é uma merda.

É isto que as féchionistas deviam ler.

Basta dar uma volta pela blogosfera para se perceber que a maioria de nós se liga mais facilmente a uns Louboutin que à pessoa que trabalha ao nosso lado. Que as sinapses se organizam melhor ante o mais leve vislumbre da mala da estação que por quem privamos diariamente. Embeiçamo-nos por um par de calças, trocamos às voltas à carteira e fazemos tudo para as comprar, num esforço que não tem paralelo quando lidamos com os outros. Um guarda-roupa recheado de estilo passou a ser o nosso Cartão do Cidadão. Concatenamos cores e padrões e entramos em relações profundas com objectos que ocupam um lugar que não lhes é devido.

Obrigada Sílvia, é mesmo o texto todo. Vão ler, vão!