Sabedoria
“Quem quiser ser amado, que ame”
Estas palavrinhas bem pensadas fazem bem a muita gente que aí anda. Arrebitem e deixem-se de culpar os outros pela vossa infelicidade.
Foi isto que eu senti no Bairro Alto em Setembro. JURO.
Uma andorinha
So true.
Inspiração
(tirado da net)
Corações partidos
Acompanhei também de perto uma relação que eu sempre entendi que corria muito bem e que efectivamente as pessoas certas se tinham encontrado. De um dia pro outro ela diz-me “já não o amo, vejo-o quase como um irmão”. Partiram o coração do meu amigo em estilhaços e levou-lhe bem mais de cinco anos a recuperar. Não só como homem capaz de amar, mas como pessoa capaz de dar, de se entregar fosse ao que fosse, fosse a quem fosse. Triturou tudo à volta dele suportado pelos amigos que diziam: tu tens mais é de sair e aproveitar a juventude, tu precisas é de gajas! Não é de uma, é de muitas! Ao que se segue o infalível: ela não te merece! E outro tipo de apoio mais ou menos na base sempre do “ela é um vaca” ou “ele é um palerma” e o nunca imperdível “as gajas são todas umas …(feel in the blank)
Ora eu pessoalmente não acho nada que a moça fosse parva. Ela não se sentia segura e preferiu não arriscar um divórcio e tentar ser feliz com outra pessoa. E está no seu direito. Continuo a achar que ela era uma rapariga excelente e que foi uma pena porque na minha opinião eles poderiam ter resultado, mas eu não sou ela e como tal não posso tomar decisões ou formular julgamentos com base na minha amizade ou carinho pelo rapaz que ela “abandonou”. O certo é que nunca os vi ter uma discussão e eles davam-se mesmo bem. Se a mim me custou vê-los separar-se, para ele foi devastador. Mas ela é que sabia da vida dela.
Quando estas coisas acontecem, e acreditem que não foram poucas as vezes a que assisti a este tipo de rompimentos, fico também eu destroçada. Porque me custa horrores ver os meus amigos a chorar, a não comer, a sofrer horrores, a morrerem de ciúmes porque elas já têm outros, e acima de tudo custa-me vê-los perder a tal dita inocência. Porque depois quem paga as favas são as raparigas que vêm a seguir e que lhes caem nas mãos, porque eles são bonitos, são charmosos mas estão todos fodidos. Acima de tudo porque também eu já fui uma dessas raparigas que lhes caiu nas mãos e paguei uma factura que não era minha. Custa-me muito vê-los emagrecer que nem cães, não dormirem, a revolta que ganham e ver como a afogam literalmente em copos. Mas custar-me mais ainda custa-me ver como se relacionam posteriormente com as outras mulheres que vêm a amar, parece que é sempre a mielas, que nunca estão por inteiro. Porque um dia o mundo lhes fugiu debaixo dos pés e já nada é seguro.
Mas também não é por mal que as pessoas se apaixonam por outras e mudam de vida e de companheiros.
E nunca sei o que dizer senão dar-lhes força para terem novos objectivos, ouvi-los e nunca jamais dizer mal da outra. Acreditem que cortar na casaca do ex-respectivo não ajuda nada. Pelo amor de Deus não façam isso aos vossos amigos e amigas. Não tomem partido. Não só porque amanhã eles se voltam a juntar e quem se lixa são vocês, mas também porque não resolve nada.
Se é que se consegue algum dia resolver um coração partido.
Exactamente como alguém que lhe vê passar a morte à frente dos olhos, temos duas opções:
A) Aproveitar e saborear mais a vida e o dia-a-dia porque o amanhã deixou de ser garantido;
B) Morrer de medo que nos volte a acontecer a mesma coisa e passarmos a ser ouriços do mar, cheios de espinhos e revoltados com tudo.
E é preciso garantirmos aos nossos amigos a A), porque isso é que é ser amigo!
Não é preciso ir agora a correr fazer uma lista do que fazer antes de morrer e atirarmo-nos duma ponte num bungee jumping. Precisa-se isso sim de novos objectivos, uma casa nova, um curso novo, um emprego novo, um País novo, (porque não?) uma viagem de dois ou três meses. Recomeçar. Começar do zero e acreditarmos novamente em nós.
Porque quando uma relação acaba nós deixamos de acreditar no outro e em nós, e precisamos de voltar a acreditar que nós, como um ser único que somos existimos e valemos a pena. Existir em conjunto é muito bom, mas sentirmo-nos capazes de enfrentar o mundo sozinhos é uma aprendizagem que garante frutos de longo prazo. E os nossos amigos precisam disso, e nós podemos ensinar porque já perdemos a nossa inocência algures. Abençoado aquele que não a perdeu ainda. É um homem ou uma mulher de muita sorte.
I can accept failure. Everyone fails at something. But I can’t accept not trying. -Michael Jordan
Mudar de emprego. Mudar de namorado, mudar de País, mudar de marido/mulher. Mudar de empregada da limpeza! Mudar. Falhar. Mudar de novo. Acertar. Ser feliz sabendo que se tentou.
Nunca fui tímida
Obrigada Tolan.
Na verdade quando se tem uma Mãe cabeleireira e um Pai bancário que conhecem mais de meia cidade, é complicado ser-se tímido. “Dá um beijinho à Senhora!” “Não cumprimentas?” Eram e são as minhas frases mais odiadas, que com 34 ou 4 os meus Pais continuam a fazer as mesmas fitas e deixam-me pior que estragada. O que é certo é que desde sempre que lido com estranhos. O que eles pensavam de mim….ora isso é que já não sei quando é que deixou bem de me interessar. Excepto na adolescência, essa fase odienda em que estamos sempre preocupados com o que os outros pensam de nós, acho que nunca me preocupei muito. O facto de usar bata no Colégio também ajudou bastante a sentir-me mais “uniforme”. Por outro lado era uma bola de gorda e chamavam-me buxa e o meu irmão (tão querido) chamava-me baleia. E isso é óbvio que mexia com as minhas inseguranças, mas não me impediam de comer, logo se calhar não me interessava muito o que pensavam e interessava-me mais o que franguinho estufado com batatas fritas da minha Mãe…
Se bem que… agora que penso nisso, acho que só me passei a borrifar (pra não dizer outra coisa) do alto pro que os outros pensam aí por volta dos trinta. Essa idade maravilhosa e mágica que dá (à maioria) das mulheres uma série de certezas sobre elas próprias. O facto de ter aprendido a saltar para o meio duma roda de adolescentes a fazer figurinhas de ursa e parva também ajudou muito. Até porque eles acham que eu sou uma grande maluca e esse ponto de vista fez-me ser melhor pessoa, logo mais confiante.
O curso de Clown fez maravilhas por mim e foi na mesma altura.
Como diz o Tolan e muito bem, a melhor coisa para a timidez é a maturidade.
Se bem que …. como nunca fui muito tímida, será que se pode dizer que sou madura há muito tempo? Acho que não.


