Coisas de que já não me lembrava:

– Ó Mãe! Ele não tá a fazer nada!

– Ó Mãe, e o que é ela faz? E o que é que o Pai faz? Goza a vida, não é! Só eu é que trabalho?

(este miúdo é um espectáculo!)

– Deixa-me só ver aqui os bonequinhos, já ponho a mesa.

Passados 10 minutos diz a irmã: se me deres um euro ponho eu a mesa!

Aceito!

– Larga-me o Nintendo rapaz! A jogar dessa maneira vais ser campeão de Pokemón!

– Ó Mãe, não posso passar as minhas férias sem tarefas?

Porque é que as mulheres vão juntas à casa de banho

*Por que é que as mulheres demoram tanto tempo quando vão à casa de banho?*

O grande segredo de todas as mulheres a respeito da casa de banho é que, quando eras pequenina, a tua mamã levava-te à casa de banho, ensinava-te a limpar o tampo da sanita com papel higiénico e depois punha tiras de papel cuidadosamente no perímetro da sanita.

Finalmente instruía-te: “nunca, nunca te sentes numa casa de banho pública!” E depois ensinava-te a “posição”, que consiste em balançar-te sobre a sanita numa posição de sentar-se sem que o teu corpo tenha contacto com o tampo.

“A Posição” é uma das primeiras lições de vida de uma menina, importante e necessária, que nos acompanha para o resto da vida. Mas ainda hoje, nos nossos anos de maioridade, “a posição” é dolorosamente difícil de manter, sobretudo quando a tua bexiga está quase a rebentar.

Quando *TENS* de ir a uma casa de banho pública, encontras uma fila enorme de mulheres que até parece que o Brad Pitt está lá dentro. Por isso, resignas-te a esperar, sorrindo amavelmente para as outras mulheres que também cruzam as pernas e os braços, discretamente, na posição oficial de “tou aqui tou-me a mijar!”.

Finalmente é a tua vez! E chega a típica “mãe com a menina que não aguenta mais” (a minha filhota já não aguenta mais, desculpe, vou passar à frente, que pena!). Então verificas por baixo de cada cubículo para ver se não há pernas. Estão todos ocupados.

Finalmente, abre-se um e lanças-te lá para dentro, quase derrubando a pessoa que ainda está a sair.

Entras e vês que a fechadura está estragada (está sempre!); não importa…
Penduras a mala no gancho que há na porta… QUAAAAAL? Nunca há gancho!!
Inspeccionas a zona, o chão está cheio de líquidos indefinidos e fétidos, e não te atreves a pousá-la lá, por isso penduras a mala no pescoço enquanto vês como balança debaixo de ti, sem contar que a alça te desarticula o pescoço, porque a mala está cheia de coisinhas que foste metendo lá para dentro, durante 5 meses seguidos, e a maioria das quais não usas, mas que tens no caso de…

Mas, voltando à porta… como não tinha fechadura, a única opção é segurá-la com uma mão, enquanto com a outra baixas as calças num instante e pões-te “na posição”…

AAAAHHHHHH… finalmente, que alívio… mas é aí que as tuas coxas começam a tremer… porque nisto tudo já estás suspensa no ar há dois minutos, com as pernas flexionadas, as cuecas a cortarem-te a circulação das coxas, um braço estendido a fazer força na porta e uma mala de 5 quilos a cortar-te o pescoço!

Gostarias de te sentar, mas não tiveste tempo para limpar a sanita nem a tapaste com papel; interiormente achas que não iria acontecer nada, mas a voz da tua mãe faz eco na tua cabeça *“nunca te sentes numa sanita pública”*, e então ficas na “posição de aguiazinha”, com as pernas a tremer… e por uma falha no cálculo de distâncias, um finííííssimo fio do jacto salpica-te e molha-te até às meias!!

Com sorte não molhas os sapatos… é que adoptar “a posição” requer uma grande concentração e perícia.

Para distanciar a tua mente dessa desgraça, procuras o rolo de papel higiénico, maaaaaaaaaaas não hááááá!!! O suporte está vazio!

Então rezas aos céus para que, entre os 5 quilos de bugigangas que tens na mala, pendurada ao pescoço, haja um miserável lenço de papel… mas para procurar na tua mala tens de soltar a porta… ???? Duvidas um momento, mas não tens outro remédio. E quando soltas a porta, alguém a empurra, dá-te uma trolitada na cabeça que te deixa meio desorientada mas rapidamente tens de travá-la com um movimento rápido e brusco enquanto gritas OCUPAAAAAADOOOOOOOOO!!

E assim toda a gente que está à espera ouve a tua mensagem e já podes soltar a porta sem medo, ninguém vai tentar abri-la de novo (nisso as mulheres têm muito respeito umas pelas outras).

Encontras o lenço de papel!! Está todo enrugado, tipo um rolinho, mas não importa, fazes tudo para esticá-lo; finalmente consegues e limpas-te. Mas o lenço está tão velho e usado que já não absorve e molhas a mão toda; ou seja, valeu-te de muito o esforço de desenrugar o maldito lenço só com uma mão.

Ouves algures a voz de outra velha nas mesmas circunstâncias que tu “alguém tem um pedacinho de papel a mais?” Parva! Idiota!

Sem contar com o galo da marrada da porta, o linchamento da alça da mala, o suor que te corre pela testa, a mão a escorrer, a lembrança da tua mãe que estaria envergonhadíssima se te visse assim… porque ela nunca tocou numa sanita pública, porque, francamente, tu não sabes que doenças podes apanhar ali, que até podes ficar grávida (lembram-se??)…. Estás exausta! Quando páras já não sentes as pernas, arranjas-te rapidíssimo e puxas o autoclismo a fazer malabarismos com um pé, muito importante!

Depois lá vais pró lavatório. Está tudo cheio de agua (ou xixi? lembras-te do lenço de papel…), então não podes soltar a mala nem durante um segundo, pendura-la no teu ombro; não sabes como é que funciona a torneira com os sensores automáticos, então tocas até te sair um jactozito de água fresca, e consegues sabão, lavas-te numa posição do corcunda de Notre Dame para a mala não resvalar e ficar debaixo da água.
Nem sequer usas o secador, é uma porcaria inútil, pelo que no fim secas as mãos nas tuas calças – porque não vais gastar um lenço de papel para isso – e sais…

Nesse momento vês o teu namorado, ou marido, que entrou e saiu da casa de banho dos homens e ainda teve tempo para ler um livro de Jorge Luís Borges enquanto te esperava.

“Mas por que é que demoraste tanto?” – pergunta-te o idiota.

“Havia uma fila enorme” – limitas-te a dizer.

E é esta a razão pela qual as mulheres vão em grupo à casa de banho, por solidariedade: uma segura-te na mala e no casaco, a outra na porta e a outra passa-te o lenço de papel debaixo da porta, e assim é muito mais fácil e rápido, pois só tens de te concentrar em manter “a posição” e *a dignidade*.

*Obrigada a todas por me terem acompanhado alguma vez à casa de banho e servir de cabide ou de agarra-portas! É favor comunicar isto aos desgraçados dos homens que sempre perguntam “querida, por que motivo demoraste tanto tempo na casa de banho?” …. IDIOTAS!*

Os Belgas


Conheço pouco dos Belgas. Assim de repente, além dos chocolates, o que me vêm à cabeça são duas definições: complicadinhos e stressadinhos.

Queixam-se o tempo todo, choram-se o tempo todo, lavam pouco o cabelo e o resto do corpo também. Deve ser da chuva. Comem e bebem bem melhor que os holandeses. São pouco bonitos, não muito simpáticos, tristonhos. Só riem quando falam francês.

Os Holandeses e os Franceses têm anedotas sobre os Belgas como nós temos dos Alentejanos. (No offense aos nossos queridos Alentejanos, atenção)

A minha chefe é Belga. No outro dia deixou cair Red Bull em cima do portátil. Pegou nele e foi pra casa de banho limpá-lo com água. O disco foi c’o carago.
É preciso fazer mais desenhos?

Rir é o melhor remédio versão 14.000 – O justo e o correcto

DOS JUECES DEL SUPREMO SE ENCUENTRAN DE FRENTE A LA SALIDA DEL HOTEL PALACE, CURIOSAMENTE CADA UNO DE ELLOS IBA CON LA MUJER DEL OTRO.

EN ESTO QUE UNO LE DICE:
-Debido a la situacion tan peculiar en la que nos encontramos, yo creo que lo CORRECTO es que cada uno se vaya con su mujer, en su coche y a su casa ¿ no cree

EL OTRO LE CONTESTA:
-Estoy de acuerdo con usted en que eso sería lo CORRECTO, pero no creo que fuera lo JUSTO, porque usted está saliendo del hotel y yo estoy entrando.

Caranguejo

É o segundo caranguejo que me aparece no espaço dum mês. Tou f***

Two Water signs dominated by sensuality… their sex life is likely to be thrilling! But is that enough? Cancer and Scorpio share a common craving. Both want to settle down; they claim to be monogamous, and instinctively sense the other’s emotions. Both are comfortable in the realm of silence. However, Scorpio’s rudeness may sometimes cause Cancer to recoil; Cancer’s moodiness may be hard for Scorpio to bear. Moreover, Scorpio’s overweening selfishness could wilt the strongest Cancerian love. If they endure, their love will be a symphony.

A mudança de humor e a parte da sensibilidade é que num tá com nada….

Sequência

Quando estive doente no final de Fevereiro a minha cadela foi a minha companhia de “encerro” e enquanto eu via filmes, dormia ou lia (tudo isto acompanhada de uma tosse cavalar e febre), ela…dormia!
Lembrei-me dum amigo (o Faustino) que agora tem uma publicação semanal no Expresso: Pantufa Negra. Quando acabou o curso estava desempregado e começou a tirar fotos à gata só porque estava aborrecido e achava piada à panóplia de posturas que a bicha era capaz de ter. Um dia começou-lhe a parecer que falavam e pôs uns balões por cima com umas piadas e… acabou por se tornar numa banda desenhada bastante apreciada.

Fosse eu uma craque de fotoshop e iam ver os balõezinhos a sair da Petzi. Dou um bombom a quem escrever a melhor estória desta sequência:








Rir é o melhor remédio (IV…)

O embaixador americano conversava com um diplomata africano que elogiava os russos:
– Eles construíram uma hidroeléctrica, um aeroporto, nos ensinaram a tomar vodka e jogar roleta russa.
– Mas… roleta russa? É um jogo muito perigoso !!!
– Certo. Foi por isso que inventamos a roleta africana… Quer jogar?
– Não sei… como é que se joga?

O diplomata africano bateu palmas e 8 lindas e deliciosas mulheres negras, todas nuas, chegaram rebolando.
Aí o diplomata africano disse:
– Escolha uma para lhe fazer sexo oral.
– Mas isso é bem melhor que roleta russa !!!
– É… mas uma delas é canibal…