@ Coffee and Company


Mesmo por baixo da minha casa há um Coffee and Company. Tem os melhores cappucinos e uns muffins enormes e deliciosos, e resmas, paletes de gajos giros que trabalham nas empresas que têm os escritórios aqui no complexo.
Por um café tenho direito a uma hora de net. E como a KPN ainda não se dignou a activar a linha em minha casa, desço p’ra tomar um café enquanto trabalho agarrada ao portátil.
Ao meu lado estão 4 homens de negócios que, claramente, não têm qualquer noção do tipo de pessoas que aqui param. Estão há uma hora a ter uma reunião de trabalho e a falar em inglês em alto e bom som sobre todas as empresas que pretendem atacar…grandes empresas. “A Delta Lloyd é um bom prospecto porque está um pouco desorientada desde que acabou o Outsourcing com a IBM”. Burros. Tive vai não vai pra os chamar a atenção, qualquer coisa do género: os senhores não acham que era melhor discutirem a vossa estratégia numa sala de reuniões nos vossos escritórios? É que … enfim, da mesma forma que eu trabalho p’ra um fornecedor, os senhores podem encontrar outros que estão na mesma situação, e guess what, podem-vos agradecer a estratégia que têm e limpar-vos os negócios!
Depois pensei: nahhhh. Não são da minha empresa, que se lixe.
Burros.
Malta amiga, quando decidirem ter um almoço ou um jantar de negócios, ou até inovar e ter uma reunião fora do vosso local de trabalho, sejam inteligentes e procurem deixar as conversas confidenciais FORA do âmbito da conversa. É que já dizia o ditado: as paredes têm ouvidos.
Já agora, vale a pena pensar nisto.

PS1: Eu uso um protector de ecrán que faz com que as pessoas ao meu lado não consigam ler o dito cujo. Um película preta fininha que faz verdadeiros milagres.
PS2: Hoje vou p’ra Braga e volto na segunda. Mensagem aos Bracarenses, telefonem-me se quiserem tomar um cafezito.
PS3: Nelita, ainda não é desta que passo na tua terra p’ra te apertar as bochechas e às miúdas, mas eu juro que não me esqueci de vocês. Beijos.

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