O Fórum da TSF

Hoje é sobre o Orçamento do Estado. Mas acima de tudo é uma oportunidade única para os “treinadores de bancada” Portugueses darem voz aos seus pensamentos sobre o que é a política e como o fariam caso fossem eles a mandar. Normalmente ligam pra dar o seu testemunho aqueles “treinadores de bancada” que costumam estar sentados nos cafés do bairro a mandar bitaites com o jornal em punho, aberto ao meio para não se lhes ver a cara e se ouvir bem a voz. Não sei se os conhecem, mas são aqueles tipos que vêm pro café porque as mulheres os fazem sair de casa só pra não terem de os aturar. Sim, esses mesmos. Aqueles que vêm dizer que estão cheios de saudadinhas do Engenheiro Sócrates, e que perguntam as mesmas coisas que ouvem repetidamente na televisão, a mesma que preferem ouvir em vez da voz da mulher em casa.

O cancro e eu.

Porque é que me interesso tanto? Porque é que é tão importante para mim?
Neste momento é porque duas pessoas de quem gosto muito estão a passar por essa provação, e sem perspectivas liquidas de sucesso.
A minha querida Prima Zana e o meu Primo Néné estão a passar um momento muito duro. E sem bem que na minha família tudo sempre se ultrapassou com um sorriso, nesta altura não é bem assim. E eu, como um dos movimentos optimistas, pese embora o “realismo educado” do meu Tio Aprígio, acredito que é possível. Acredito contra todas as expectativas dos médicos que é viável num curto prazo combater o cancro. Quero e tenho que acreditar.
Eu sei que algum dia vou ter de me ir embora e que eles também, mas ainda é cedo. Ainda é demasiado cedo e eu PRECISO  e quero mesmo muito acreditar que os cinquenta por cento da doença adjudicados ao positivismo são reais. E que fazem efectivamente a diferença.
Quero muito, mesmo muito, que eles acreditem que é possível vencer. Quero muito que eles escutem as preces da Prima que lhes diz que não há nada como lutar pela vida, pelo estar junto dos que mais amamos. Quero muito que eles não desistam antes sequer mesmo de estarem cansados.
É preciso muita entrega, muita fé, mesmo que não acreditemos em Deus, muita fé na ciência e que acreditemos que ela vai chegar a tempo de lhes salvar o couro, ou o pêlo, como dizemos em Português. Muita CONFIANÇA de que as coisas e as doenças PODEM correr “bem”!.
Estou cansada de dar alento a quem tanto tem. Por favor, o meu optimismo é realista. Mas nada pode contra o vosso generalizado pessimismo.
Eu recuso-me a acreditar “that this is it”!. Eu preciso de sonhar que quando chegar a minha  vez ou daqueles que amo que vai ser/que é possível ultrapassa-lo.
Pelo amor de Deus ou da Ciência, acreditem.
Acreditem que somos um sortudos pelas oportunidades, ainda que breves, que se nos apresentam. Sejamos mais que realistas, sejamos crentes, no mínino, na Ciência.

Duas Europas? E um tiro nos cornos da Merkel e outro no Sarkosy, não?

The Commission welcomes, and urges—in fact we have been asking for a long time—a deeper integration of policies and governance within the euro area. Such integration and convergence is the only way to enhance discipline and stability and to secure the future sustainability of the euro. In other words, we have to finish the unfinished business of Maastricht—to complete the monetary union with a truly economic union.
But stability and discipline must also go together with growth. And the single market is our greatest asset to foster growth.
Let me be clear—a split union will not work. This is true for a union with different parts engaged in contradictory objectives; a union with an integrated core but a disengaged periphery; a union dominated by an unhealthy balance of power or indeed any kind of directorium. All these are unsustainable and will not work in the long term because they will put in question a fundamental, I would say a sacred, principle—the principle of justice, the principle of the respect of equality, the principle of the respect of the rule of law. And we are a union based on the respect of the rule of law and not on any power or forces.
It would be absurd if the very core of our project—and economic and monetary union as embodied in the euro area is the core of our project—so I say it would be absurd if this core were treated as a kind of “opt out” from the European Union as a whole.

Excelente artigo do The Economist.  Aqui há uns tempos quando li o livro do Ken Follet sobre a Primeira Grande Guerra Mundial tive a mesma repulsa pela França e pela Alemanha que tenho agora. Há m@das que nunca mudam, é absolutamente incrível como é que 100 anos depois continuamos a deixar que dois Países arrogantes e fdps mandem na Europa. Incrível.

Viva a ciência! Viva a investigação!!