Para a Tuxa
This is so not true
Há merdas que me ultrapassam
Porque é que alguém faz um cordão humano por um tipo que JÁ ASSUMIU que MATOU e TORTUROU outrém?!?!?!
Mas tá tudo burro da mona, ou quê?
Se eu fosse muito amiguinha do gajo, no limite dizia-lhe que compreendia, mas não ia agora manifestar-me pro meio da rua! Foda-se que esta gente é mesmo burra!
Pronto, pronto, já percebi!
As minhas amigas (da onça) foram TODAS ao Theatro do Circo ver o Manuel Cruz e NENHUMA ME CONVIDOU!!
Vocês sabem quantas eram? QUATRO! Todas de grupos diferentes. NEM UMAZINHA se lembrou daqui da Je, com o quão longe que eu tou!
SIM, SIM, TOU A FALAR CONTIGO, E CONTIGO, E CONTIGO. E CONTIGO TAMBÉM.
Hão-de ter muitos amigos assim, hão-de. Cá vos espero, ah! Às QUATRO!
Foge Foge Bandido – Borboleta
MUITO BOM!
Obrigada Elsita 🙂
I have no secrets
As cenas fiiiixes que partilham comigo são brutais!
Eu sou da mesma opinião que a senhora: well and often!
Os meus bonecos
Mas afinal quem car@lho é o teu irmão?
É o que conta a piadinha logo no início. O focinho a malta já reconhece das fotos 🙂
E porquê isto agora?
Ora porque a Azeituna vem laurear a pevide até à Holanda em Maio de 2011 e precisa de contactos para actuar por estas bandas. Não pedem cachet, só querem alojamento.
Se quiserem estes meninos a tocar pra vocês, contactem-nos através dos contactos nos seguintes links:
Obrigada 🙂
Do meu Portugal
A Zôzô publicou e as lembranças surgiram e de repente tinha um post:
Já não via este vídeo há tantos anos…
O que me sai no fim é um grande e enorme suspiro. O meu Avô tinha várias quintas muito grandes que hoje já não existem. Foram vendidas e depois esquartejadas pra lotes de terreno. Hoje há casas e lojas, e até uma escola nos terrenos que eram deles. Melgaço é agora um sítio, atrevo-me a dizer, evoluído. Tem umas infra-estruturas espectaculares para lá ficarem um bom fim de semana, com bons hotéis e bons restaurantes. As pessoas da vila continuam a ter a mesma mentalidade coscuvilheira de aldeia, perdoem-me os locais, mas é verdade. Mas as gentes do campo continuam a ser sãs. Esta é pra mim uma evolução positiva duma antiga aldeia. Passou ao século XXI e, muito embora eu achasse a vila mais bonita antigamente, continua a ser um sítio realmente bonito, com o Minho a correr logo ali em baixo. Há uns anos fui lá com a minha empresa fazer desportos radicais e foi um prazer mostrar a vila aos meus amigos. Fizemos rafting e rapel. Em Melgaço fazem a festa do Alvarinho e nesse dia é escusado lá irem porque não se rompe pela multidão. Faziam (não sei se ainda fazem) uma feira medieval a dia 15 de Agosto. Um ano vesti-me de aia da corte. Ia morrendo esturricada com aquelas roupas e 36 graus à sombra. E tinha o cabelo curto e o toucado ficava-me pessimamente. Tinha 15 anos e diverti-me como nunca com um grupo de Lisboetas que lá apareceu. Quando vejo a foto que anda praí algures dou benza a Deus de não reconhecer quase ninguém daquela altura. Tinha um cone na cabeça, o suor a escorrer que nem água pela tromba, e as mamas apertadas, mas curti à brava fazer parte da feira. Note-se que só as pessoas da vila é que podiam fazer parte. Eu nesse ano tive uma cunha enorme da minha Tia-Avô que faz parte do coro da Igreja. Connections!
O que é certo é que Melgaço é hoje um sítio que carregou as tradições ao longo do tempo, mas que está orgulhosamente em 2011.
Só não sei se se fazem desfolhadas, mas eu gostava muito de ver uma. Coisas de quem cresceu a ler Júlio Dinis, Camilo Castelo Branco e Eça de Queiroz.
O certo é que se este é um óptimo exemplo de sucesso, há outros exemplos de miséria que também presenciei. Aos 16 ou 17 fui para algures perto de Viseu, atrás do sol posto, durante uma semana, pra casa duma amiga que tinha uma quinta enorme, com ovelhas e queijo a ser produzido, com vinhas, e com ligações a um centro de dia que ia limpar as casas das pessoas mais velhas, dar-lhes banho quando não podiam, e levar-lhes a comida. Já passaram 18 anos e ainda me lembro da casa duma senhora que era um quadrado de três por três, no máximo, sem janelas, e cujo fogão e lareira eram um quadrado rebaixado no chão, com o fumo a sair pela porta que era o único escape que tinha. A Senhora estava muito velhinha, e praticamente cega. Lembro-me de mais miséria, e mais pobreza e mais tristeza, mas não vou descrever. Vou só dizer-vos que há 18 anos atrás, a sete kilómetros de Ponte de Lima, havia uma família que tinha uma casa sem luz eléctrica. Não porque lha tivessem cortado, mas porque só houve dinheiro pra fazer paredes.
Quando vejo as pessoas com os fardos às costas e as crianças a correr com o pão na mão como no fim do vídeo, deixo de recordar com saudade os tempos da aldeia.
Eu sei que a Zôzô não se estava a referir a isto, mas sim ao Portugal autêntico e esquecido nas nossas rotas de férias. Este ano fiz férias no Gerês e fiquei cheia de vontade de lá voltar mais tempo para mais caminhadas. Sou doida pelo Soajo e acho que o Lindoso é das terras mais bonitas que há no nosso cantinho. Falem-me nas Feiras Novas de Ponte de Lima e em Sarrabulho e é ver-me suspirar.
Mesmo assim, quando vi este vídeo, não consegui deixar de me lembrar da miséria que subsiste em tantas aldeias de Portugal e fiquei melancólica.


