Passear os meus cães pela cidade de Braga é toda uma experiência.
Ouvem-se pérolas como:
São gémeos?
NÃO!! Dasse! Não há cães gémeos ó croma, são da mesma RAÇA!! Lá porque são os dois brancos, não quer dizer que sejam iguais. Há dúvidas?
Que riquinhos!
Versão Bracarense da frase: que giros, que bonitos, que fofos. Riquinhos. Aprendam que eu não duro sempre. São sim senhora, mas são meus.
O gordo é o cão não é?
A Petzi, se compreendesse o conceito de gorda ou magra agradecer-lhe-ia tal dito junto do namorado. Certo é, porém, que ela não entende e que sua excelência tem que entender que aquilo é P-Ê-L-O, o cão não é gordo, no limite é pesado.
Ó Menina, tem dois! Dê-me um!
Um par de bolachas no focinho, não?! Assim daquelas que fazem ricochete e dão piparotes. É que esta gente fala a sério Senhores, eles acham mesmo que eu tendo dois, lhes deviam dar um! Estúpidos.
Ai, a Menina deve ter dinheiro, isso é cão de rico!
Ainda não decidi se esta é a minha frase favorita. Gosto de ter aspecto de rica. Falta-me o casaco de peles, talvez.
Tenha-se em conta de que, e desta vez não estou a exagerar, noventa e cinco por cento das pessoas que passam por nós na rua, comentam os cães. NOVENTA E CINCO POR CENTO.
É o delírio. Quando estão lavadinhos e branquinhos então, é uma festa que chega aos CEM POR CENTO. Reparem, TODA A GENTE OPINA SOBRE OS CÃES. É assim uma espécie de fenómeno. É riquinho.

