Você foi o melhor dos meus erros A mais estranha história Que alguém já escreveu

Você foi o maior dos meus casos
De todos os abraços
O que eu nunca esqueci
Você foi, dos amores que eu tive
O mais complicado e o mais simples pra mim
Você foi o melhor dos meus erros
A mais estranha história
Que alguém já escreveu
E é por essas e outras
Que a minha saudade faz lembrar
De tudo outra vez….
Você foi
A mentira sincera
Brincadeira mais séria que me aconteceu
Você foi
O caso mais antigo
O amor mais amigo que me apareceu
Das lembranças que eu trago na vida
Você é a saudade que eu gosto de ter
Só assim sinto você bem perto de mim
Outra vez
Esqueci de tentar te esquecer
Resolvi te querer por querer
Decidi te lembrar quantas vezes eu tenha vontade
Sem nada perder
Você foi
Toda a felicidade
Você foi a maldade que só me fez bem
Você foi
O melhor dos meus planos
E o maior dos enganos que eu pude fazer
Das lembranças que eu trago na vida
Você é a saudade que eu gosto de ter
Só assim sinto você bem perto de mim
Outra vez

LET’S ZUMBA! Então basicamente é assim:

do calcanhar até ao fundo das costas sinto os músculos todos. A esses posso juntar os novos que encontrei ali por volta dos ombros e do pescoço.

Para ser mais exacta: sou uma kamikase. Vejamos:

– Fui à aula de High Impact, ou seja, fiz aula com quem já fazia zumba há mais de 2 anos, com os prós todos.

– Isto porque achei que a aula de iniciado em que nos ensinam os passinhos de salsa, mambo e tretas era um tédio. E é. Imaginem-se no meio de 20 Holandeses completamente descoordenados por natureza, e exasperem.

– Deixei de fumar há um mês – good for me! – mas ainda tenho os resquícios da falta de ar… e as pastilhas dão-me imensa sede. O nível de desidratação é alto, muito alto.

– Há exactamente TREZE anos que não fazia uma aula de aeróbica à séria.

Eu não sei como é que cheguei ao fim da aula. Ao fim de 20 minutos eu já suava em bica e olhava pro relógio e pensava: esta aula é de 45 minutos, tu consegues! tu consegues!
Aos 30 minutos pergunto à colega do lado (que já ia na segunda aula seguida e tinha aspecto de quem estava no ginásio batida todos os dias): isto é mesmo quanto tempo?
Uma hora!
Nessa altura sentei-me e pus a cabeça entre as pernas pra ver se recuperava pelo menos a tensão e não me dava ali um badagaio.

Na minha cabeça só giravam frases como: és Portuguesa pá! Isto pra ti é como se fosse uma sessão de dança dum casamento!! Tá é condensado numa hora, mas tu já fizeste esta merda 50 vezes!
Não podes deixar ficar mal o teu Povo pá! Vá, dá aí ao Mambo! Tás a ver? Tás a ver? Tu sabes! Tu consegues!! Vá, nada de fanicos! Foi pra isto que tu vieste! Dá-lhe! É pra gastar energia, é pra gastá-la toda! Vam’bora! Tu eras pró, só tás é destreinada! Tás a conseguir, vês? É a tua primeira aula e tás a fazer os movimentos todos certos à primeira! E tens direito a estar quase a morrer, é a primeira aula, há anos que não fazias isto! Dasse que eu sou uma besta, porque é que eu tenho que escolher a mais difícil? A outra era básica, tu na outra nem ias suar. Aqui já perdeste uns 3 kilos só em meia hora. Dá-lhe carago, dá-lhe que tu és Portuguesa pá!! Olha a Shakira! Olha, olha, a lambada, que cena pirosa! Canta, canta que enquanto cantas não pensas. Não pára, não pára que é pior! Mexe-me sempre essas pernas, tás a dançar, isto pra ti é fichinha! Olha olha, sou a única que sabe as letras! Samba, samba Maria Sofia que foi pra isto que vieste. Canta, tu canta!

Saí da aula com um sorriso de orelha a orelha, as minhas pernas tremiam todinhas, tive uma hora (depois da aula) a respirar fundo continuamente só pra recuperar o fôlego.
Tomei banho de água fria e continuei vermelha que nem um pimento durante mais uma hora.

E cá pra mim pensava: no dia em que eu conseguir fazer uma aulinha destas inteira, sou gaja pra aguentar 3 de seguida numa noite!

Quem cá vive e gostava de experimentar pode ter aulas em Den Haag ou em Amsterdão. A primeira aula é grátis. O dono da Escola e Professor é brutal, alto profissional, e realmente tem qualidade. Ainda não consigo pronunciar o nome dele, mas acho que se diz Raja (escreve-se diferente).
Cada aula custa 5 euros, e pode-se comprar pacotes de 10 sessões.
Tá tudo aqui, inclusive o local onde vai ser a próxima aula, é só inscreverem-se online. E façam a High, não vão pra de iniciados.

A aulinha é assim:

E quando eu falo que eu já nem quero A frase fica pelo avesso Meio na contra mão E quando finjo que esqueço Eu não esqueci nada…

 Tou numa de MPB, neste momento é Ana Carolina. 


 

Ana Carolina

Composição: GianLuca Grignani / Massima Luca – versão: Ana Carolina / Dudu Falcão

  
Eu e você
Não é assim tão complicado
Não é difícil perceber…
Quem de nós dois
Vai dizer que é impossível
O amor acontecer…
Se eu disser
Que já nem sinto nada
Que a estrada sem você
É mais segura
Eu sei você vai rir da minha cara
Eu já conheço o teu sorriso
Leio o teu olhar
Teu sorriso é só disfarce
O que eu já nem preciso…
Sinto dizer que amo mesmo
Tá ruim prá disfarçar
Entre nós dois
Não cabe mais nenhum segredo
Além do que já combinamos
No vão das coisas que a gente disse
Não cabe mais sermos somente amigos
E quando eu falo que eu já nem quero
A frase fica pelo avesso
Meio na contra mão
E quando finjo que esqueço
Eu não esqueci nada…
E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro…
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida
Eu procurei qualquer desculpa pra não te encarar
Pra não dizer de novo e sempre a mesma coisa
Falar só por falar
Que eu já não tô nem aí pra essa conversa
Que a história de nós dois não me interessa…
Se eu tento esconder meias verdades
Você conhece o meu sorriso
Lê o meu olhar
Meu sorriso é só disfarce
O que eu já nem preciso…
E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro…
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida

As pessoas têm que deixar de me levar tão a sério. Não a mim, mas ao que eu digo.

(E não tem nada a ver com o que aqui escrevi no post anterior ou no outro ou nos comments, ok?)

Tou a falar da minha vida, do meu dia-a-dia.
Eu sou por natureza uma trabalhadora bem disposta, e os meus colegas têm-me como tal, sabendo também que sou profissional.
Só que este respeito veio duma divisão por mim imposta, e que levo muito a sério, de que posso fazer amigos no trabalho, mas as pessoas que trabalham não são minhas amigas, (nem inimigas!), são tão pura e simplesmente: Colegas.
Até aqui, tudo normal, penso eu.
Como dizia hoje um amigo: no trabalho não falo da minha vida pessoal, e na minha vida pessoal não falo de trabalho. Mais de 70% dos meus amigos não faz pálida ideia do que é que eu faço. E eu gosto que assim seja.
Nas terras de sua Majestade Rainha Beatriz, não tenho no entanto onde ser o outro extremo, aquele que depois de utilizado e repetido, me faz chegar ao equilíbrio desejado.
O meu extremo é a Candeia, ou melhor dito, o que pratico com os meus amigos Animadores da Candeia.
Por isso vou tantas vezes a Portugal. A minha insanidade junto da insanidade dos meus amigos faz-me falta!
Faz-me falta aparvalhar com a Yoggi, apetecer-me bater no Lapi depois dos comentários certeiros e way over mais frontais do que deveria, ouvir as histórias do André, da Raquel, fazer-nos de mortos em conjunto, arreliar os putos até à medula, pensar ao som da viola, abraçar muito, receber cafonés, sentar-me em roda até já não ter posição, trabalhar no duro a preparar tudo o que é preciso. Saltar em jogos, em aplausos, ver os olhares perplexos de quem acabou de entrar, exactamente igual ao meu no primeiro fim de semana: estes gajos ou são uma seita, ou são completamente loucos. Completamente chanfrados. Sorrir-lhes e piscar-lhes o olho, baixar o tom de voz para um mais sério e dizer baixinho ao ouvido: eu também pensei o mesmo que tu. Não te preocupes que isso passa.
Eu preciso de passar pra lá de Bagdad como eu costumo dizer. Preciso de descobrir como é que eu faço pra me descompensar nesta terra por momentos, pra depois voltar a estar em equilíbrio. E não são copos ou saídas que me vão ajudar. Eu preciso dum exercício que me extenue, já que falando me levam demasiado a sério ou usam o olhar do: passou-se.
Ou arranjo outro conjunto de doidos, ou:

Vou-me inscrever nas aulas de Zumba.

———————-