Eu assumo

 

Assumo que gosto de dançar música pindérica.
A mim dêem-me uma Shakira, um Robbie Williams, um Bisbal, uma Jennifer Lopez, uns Black Eye Peas, Xutos, uma merda qualquer comercial que eu danço até ao amanhecer!
Em Espanha saía todas as noites e isto ouvia-se em tudo o que era bar e discoteca e eu dançava da meia-noite às 6 da manhã. Duracell era o meu middle name, e porra, justificado!
Em Portugal tinha 4 hipóteses basicamente: Docas, Expo, Santos ou Cais do Sodré. As duas primeiras carregavam-se de Ladies Nights, cena que eu abomino e acho deplorável, é o cúmulo do desespero. Lembro-me de dizer a uns amigos numa das poucas noites que tive o azar de ir pras Docas, bem claramente: vocês prometam-me, que nem que eu vos suplique, quando eu chegar aos 30 e pico, jamais me deixaram fazer estas figuras!! Graças a Deus, até hoje, nunca foi preciso. Nunca mais lá pus os pés.
Santos é só putos. Não há pachorra pra aturar putos de 17 anos bêbados porque beberam 2 shots (yuuuhhhuuu! ah! DOIS! É leões!). Passo.
Cais do Sodré: Jamaica, sou fã, só é pena não me conseguir mexer lá muito porque está sempre à pinha…tipo sardinha em lata. Mas encontro sempre amigos e danço até cair!
Como nem sempre tenho estaleca (pra não dizer pouquíssimas vezes) pra chegar aos horários do Jamaica sem estar podre de sono, também não é algo que eu faça assim repetidamente.

Dançar na Holanda … o que se me apraz dizer …ahahahahaha, ohohohohoh, ehehehehe, olha eu de rojo no chão a chorar a rir! Aqui é só Tecno ou 80’s. Os anos 80 até são porreiros, já me habituei a dançar Michael Jackson outra vez e tudo, mas se à terceira vez já chega…imaginem às vigésima quinta! Tecno não suporto.

Eu gosto de dançar, gosto mesmo muito de me desmelenar toda a curtir a alegria da música, as letras que sei de cor e que não me dizem nada, gosto de sambar, gosto de merengue, gosto de salsa, gosto de Hip Hop, de Funk, R & B, eu danço sozinha HORAS! Acabo uma sopa, com as calças e a t-shirt coladas ao corpo, o cabelo todo colado à cabeça num rabo de cavalo e com um sorriso de orelha a orelha. Gosto de dançar com as minhas amigas, fazer par com os meus amigos, sou gaja pra dançar música pimba Portuguesa num bailarico até ficar com bolhas nos pés, é só ter companhia!

Fi-lo no Santo António, embora com a cambada de gente que nos aperta nunca dê lá muito jeito, e fi-lo hoje na festa de Expats. Há muito tempo que não o fazia, tinha tantas saudades pá!

Mas sinceramente, no meio desta história toda, mais que as saudades, aborrece-me que as pessoas pensem que eu sou uma nhónhó, ou uma pacata, ou uma velha sem tempo e que já não gosto de sair, e que pronto, sou uma gaja fixe, mas muito controladinha e tal, que até posso ser uma condutora 100% cool e tudo, boa rapariga, mas enfim …

Nem 8, nem 80, não preciso de ser a ganda maluca, não é?
Só que durante anos fui a alma de muita saída, de muita festa, porque eu dançava o tempo todo, nunca esmorecia, puxava os outros pra dançar, ninguém queria ficar pra trás! E estava sempre bem-disposta, comigo nunca havia tédio, também nunca havia chatice, e ……..porra, julgam que é à toa que me pagam viagens pra eu ir a uma festa?! Sin la Sofi no hay fiesta!  E agora? Agora nunca conseguem ver essa faceta, e não é só porque eu já não aprecio trocar o dia pela noite, é acima de tudo porque eu não gosto de dançar nesta puta desta terra.

Mas hoje, só por HOJE, fui eu e hoje dancei outra vez.

E agora se me dão licencinha, vou ali tomar um banho pra tirar o cheiro a sovaco, sim?

“Momentos que são meus, e que não abro mão”

Ana Carolina e Seu Jorge – Prá rua me levar

Não vou viver, como alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho onde eu vou
As vezes ando só, trocando passos com a solidão
Momentos que são meus, e que não abro mão
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar, e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
Eu vou lembrar você

É mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar, e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

Vou deixar a rua me levar

A bicha deve falar, só pode! Não é que levou a dela avante?!

Não é que a vou buscar e a Senhora Cabeleireira só lhe cortou metade do comprimento?!

Tá ali com um corte de cabelo que parece que foi a minha Mãe que lho fez. Toda certinha, toda boneca e cheirosinha, mas cheia de pêlo!
Oh qui carago! Não foi nada disto que eu pedi!

Quem me mandou a mim ir a um Groomer XPTO? Eu, com a mania que nasci pra ser fina, fui logo escolher um tratador numa das melhores ruas de Den Haag. Foi a que encontrei e que me pareceu decente.
Haviam de ver a Groomer, toda bem vestida, com um estilo a mulher que nem parecia que andava a depenar cães e toda escandalizada porque eu lhe disse que estava muito comprido.Deu-me uma resposta parecida com as que as minhas empregadas dão às clientes, tudo muito profissional. Até o tipo de escova com que foi penteada me disse! Que paneleirice, ó pá, mas quem me manda a mim?! Quem?!
Depois lançou-se na explicação do porquê do dito comprimento, que assim não lhe retirava volume no peito, e que permitia que o pêlo crescesse de forma blablablabla
Ficou assim tipo a da foto. E aquela coisa que tá no pescoço é só pra eles estarem quietos, não os esgana, tá?

(há que dizer que a mulher fez um trabalho excelente, mas ficou muito mais comprido do que eu esperava. E é bem mais difícil fazer este corte que o outro que eu pedi que é como quem tosquia ovelhas)

Era só as pontinhas se faz favor, sim?

A esta altura a Petzi está a rogar-me pragas parecidas às que eu rogava à minha Mãe quando lhe dizia: corta-me só as pontas que eu quero deixar crescer o cabelo!
E a minha Mãe, que sempre fez unicamente o que ela queria e que, naquela altura, ainda tinha o poder de decidir por mim ( e o pente e a tesoura na mão também, mas isso são detalhes), saía-se com o habitual:

Nada disso! É curtinho que sou eu que mando. Os cabelos compridos são cabelos fracos. Além disso está muito calor para andares agora com o cabelo “nessa figura”.

Foi mais ou menos o que eu disse agorinha mesmo à Senhora Groomer.

PRAXE É SINÓNIMO DE TRADIÇÃO

PRAXE – definição

Eu vou repetir: na Universidade de Coimbra, a PALAVRA PRAXE É SINÓNIMO DE TRADIÇÃO!!
Em Coimbra existe o CÓDIGO DA PRAXE que tem de ser seguido à letra por todos. Contempla retaliações para quem abusar de poder ou não cumprir A TRADIÇÃO.
Quando fui caloira fui pouco praxada no sentido em que a maioria das pessoas conhece o termo. Fui no cortejo da latada, com um penico na cabeça e fui “baptizada” nas águas do Mondego.
Mas não foi disso que eu falei.
Eu falei em: TRADIÇÃO ACADÉMICA!
Eu sei que nunca vão entender, mas podem aprender algo de novo:

A Praxe tem que ser espírito de entreajuda, solidariedade e camaradagem, e não servir de protecção a actos de cobardia e de violência barata, executados à sua “sombra” por alguém que só pode ser ignorante sobre o que é a verdadeira PRAXE ACADÉMICA de COIMBRA. 

A Praxe Coimbrã tem características únicas e inconfundíveis, e mesmo quando copiadas nunca essas cópias se confundem com o original. 

E agora aprendam que eu não duro sempre. CULTURA MINHA GENTE, isto é CULTURA!

Capa e Batina

Constituição e normas de uso.

Considera-se que, vestindo Capa e Batina, estão na PRAXE:
1. Os estudantes que cumpram, cumulativamente, os seguintes requisitos:
a) Utilizarem sapatos pretos de estilo clássico sem apliques metálicos e meias pretas;
b) Utilizarem calça preta, com ou sem porta;
c) Utilizarem colete preto não de abas ou cerimónia;
d) Utilizarem Batina que não seja de modelo eclesiástico;
e) Utilizarem camisa branca e lisa, com colarinho de modelo comum, gomado ou não, e com ou sem punhos;
f) Utilizarem gravata preta e lisa;
g) Utilizarem a Capa preta, de uso comum, com ou sem cortes na parte inferior e com ou sem emblemas de pano na parte interior esquerda, quando sobre os ombros;
h) Não é permitido o uso de distintivos na lapela, com excepção do alfinete de curso;
i) Não permitido ter lenço visível no bolso do peito;
j) Todos os botões do colete, das calças e da Batina têm que ser pretos;
k) O bolso posterior da calça, tendo casa, tem de ter botão;
l) A Batina, na parte frontal à altura do tronco deverá ter três botões, devendo ter no topo da lapela, na parte de trás, um pequeno botão com a respectiva casa na lapela oposta, a fim de permitir o fecho da Batina em caso de luto. Deve ainda ter pregados, na parte média posterior, dois botões de tamanho não inferior aos da parte frontal e apresentar em cada uma das mangas de um a quatro botões, mas de modo a que o número destes seja o mesmo num e noutro punho;
m) É proibido o uso de botins ou botas, luvas, pulseiras, brincos, piercings visíveis e outros adereços não expressamente autorizados pelo Conselho de Veteranos;
n) Sobre a cabeça só é autorizado o uso de gorro da PRAXE, o qual não tem borla nem termina em bico;
o) A roupa interior e os bolsos não estão sujeitos a revista;
p) Os emblemas da Capa não podem ser visíveis estando esta traçada ou sobre os ombros;
q) Somente é permitido o uso de emblemas em pano na Capa que serão os da pátria, cidade natal, dos locais relacionados com os actos decorrentes da actividade académica, excluindo os incompatíveis com a Praxe Académica Coimbrã, tais como emblemas de clubes, marcas comerciais ou similares.
2. As estudantes que cumpram, comulativamente, os seguintes requisitos:
a) Utilizarem sapatos pretos, de estilo clássico sem apliques metálicos;
b) Utilizarem meias altas e pretas;
c) Utilizarem fato preto de saia e casaco cintado;
d) Utilizarem saia com macho, com uma mão-travessa acima do joelho, de quem a veste;
e) Utilizarem camisa branca e lisa, com ou sem punhos;
f) Utilizarem gravata preta e lisa;
g) Utilizarem Capa preta, de uso comum, com ou sem cortes na parte inferior e com ou sem emblemas de pano na parte interior esquerda quando sobre os ombros;
h) O tecido das bandas do casaco será o mesmo que o do próprio casaco;
i) A roupa interior e os bolsos não estão sujeitos a revista;
j) É proibido o uso de botins ou botas, luvas, pulseiras, brincos cujo tamanho seja superior ao lóbulo da orelha, piercings visíveis e outros adereços não expressamente autorizados pelo Conselho de Veteranos;
k) Os brincos têm de ser discretos;
l) É proibido o uso de colete;
m) Sobre a cabeça só é autorizado o uso de gorro da PRAXE, o qual não tem borla nem termina em bico;
n) Os emblemas da Capa não podem ser visíveis estando esta traçada ou sobre os ombros;
o) Somente é permitido o uso de emblemas em pano na Capa que serão os da pátria, cidade natal, dos locais relacionados com os actos decorrentes da actividade académica, excluindo os incompatíveis com a Praxe Académica Coimbrã, tais como emblemas de clubes, marcas comerciais ou similares;
3. No uso de Capa e Batina, esta entende-se como um conjunto em todas as situações. Quem a vestir deverá ter condições para cumprir de forma expedita o ponto 1 no caso do sexo masculino e com o ponto 2 no caso do sexo feminino;
4. No uso de Capa e Batina, a Capa e a Batina no caso do sexo masculino e a Capa o casaco no caso do sexo feminino não podem estar separadas por uma distância superior a um braço estendido da pessoa a quem pertencem;
5. No uso da Capa sobre um ombro, esta tem de estar com a gola para a frente.
As raparigas não podem exercer Praxe sobre os rapazes, assim como do mesmo modo não é permitido aos rapazes fazerem Praxe sobre as raparigas.
O uso da Capa e Batina obedece a normas tradicionais. Assim, deve colocar se a Capa caída sobre os ombros na passagem da Porta Férrea, dentro da Sala dos Capelos, nas aulas teóricas em que o professor é catedrático (podendo retirá la com a autorização do professor), em sinal de respeito para com a pessoa com que se está a falar ou a acompanhar, e em sinal de respeito devido ao local onde se está ( igreja, catedral, cerimónia académica,etc.). Nestas ocasiões, deverão os estudantes ter também a batina abotoada. Nas serenatas, todos os estudantes que estejam de Capa e Batina deverão ter a Capa traçada.No caso de luto, deve ter se a Batina abotoada e com as abas fechadas, e a Capa caída sobre os ornbros.
Em certas ocasiões, em que se pretende homenagear alguém académicamente, coloca se lhe uma Capa caída sobre os ombros, e só em casos muito especiais, .se coloca as Capas no chão, totalmente estendidas, para que o homenageado possa passar sobre elas, sendo esta a maior homenagem académica dos estudantes de Coimbra.

 É na Pasta da Praxe que se usam as Insígnias Pessoais, o Grelo e as Fitas.
O uso da Pasta da Praxe é um ritual próprio da Academia de Coimbra, mais propriamente dos estudantes da Universidade de Coimbra, pois pelo modo como os estudantes a trazem se pode “detectar” qual o ano que frequentam.

Cumpri cada uma destas tradições, assim como outras presentes no Código e foi isso que deu o brilho aos meus anos de Estudante.

EM COIMBRA, PRAXE É SINÓNIMO DE TRADIÇÃO

Eu não sou nenhuma tirana, mas como disse uma vez, não gosto de anarquias. Gosto de monarquias, e de preferência comigo a mandar.
Este espaço é MEU, digo aqui o que EU quiser, procuro não insultar ninguém e NÃO ADMITO que me insultem, que insultem pessoas de quem gosto ou entidades várias. Pode-se brincar, pode-se gozar, pode-se até ser irónico, mas faltas de respeito não.
Este blog foi criado PARA MIM, POR MIM e EU decidi partilhar a minha vida e os meus pensamentos com outros. Mas isso não dá o direito a ninguém a vir pra cá faltar-me ao respeito a mim ou a alguém que me é próximo.
Isto NÃO é a casa da mãe joana e eu NÃO tenho a paciência da Luna, ou das Pipocas ou das Kittys.
Sou uma gaja porreira, bem disposta, mas quando me passo tenho um mau feitio que não se aguenta, e aqueles que me conhecem e que passam aqui pra saber estou bem e se preciso de alguma coisa, que gostam de mim sabem muitíssimo bem que nestas alturas o melhor é ficar bem longe até a raiva me passar.

Não gosta, não lê, não vem cá. Eu não escrevo pra ganhar audiências. Se me conhecessem pessoalmente sabiam que eu sou MESMO assim. Eu até publico fotos minhas!! Aqui não se esconde nada, muito menos as minhas garras afiadas quando eu sinto que atacam o que é meu.

E como também disse antes, já que em Monarquia mando eu: a porta da rua é serventia da casa pra quem quiser.
Não tou aqui pra escrever livros, ganhar publicações nem porra nenhuma que se pareça. Eu escrevo porque gosto, porque quero e enquanto me der na REALÍSSIMA GANA e apenas e só sobre o que ME apetece.

Quer, quer, não quer: passar bem!

É mais ou menos isto

Out:

Franceses
Ingleses
Indianos
Chineses
Paquistaneses
Peruanos

In:

Escoceses
Croatas
Australianos
Nova Yorkinos

Os out ontinuam a ganhar aos In em número, mas eu não tenho culpa!
Convém esclarecer que os Out não tem nada a ver com trabalho. Também convém esclarecer que o que eu não aprecio não são as pessoas em si, é mais a cultura propriamente dita, que obviamente, condiciona o comportamento dos indivíduos, mas não é o indivíduo per si.
Os outros povos não despertam em mim qualquer tipo de reacção imediata.

Pronto, podem começar a insultar-me que eu não me ralo. Não gosto e ponto. E dos que gosto, gosto mesmo muito. Era gaja pra ser muito feliz na Austrália, olarilas. É uma pena ser tãooo longe.

I just love being right! This is my new quilt done by Mariana

Eu costumo dizer, com a arrogância que me caracteriza, que sou estilo Cavaco Silva, nunca me engano e raramente tenho dúvidas sobre as pessoas.
Há uns meses atrás, numa caixa de comentários da Luna, encontrei o blog Lua da Algodão da Mariana.
Publiquei aqui o trabalho dela.
Meia hora após ter publicado o post, a outra metade dela entra no meu gmail:
Então? Andas a fazer publicidade à minha namorada?
Pois é. Eu e o meu meio mundo de amigos dá nisto. Bom, se é assim, então vou falar com a Mariana porque se ela faz este tipo de trabalhos, pode ser que também saiba fazer um QUILT e como é namorada do P. tenho a certeza que só pode ser uma pessoa como deve de ser.

Eu sempre quis um quilt, desde que vi o filme American Quilt com a Winona Ryder. Sonhei em enrolar-me inteira no dito e encontrar um gajo bonzão entre as macieiras à minha espera (minuto 2:53 do vídeo acima) e fazer o amorzinho bom debaixo de algo tão especial.

Fui até casa deles, conheci a mocinha que é tão baixinha como eu e com uma genica incrível, e fiz-lhe a proposta.

Mas eu nunca fiz um quilt! Mas posso tentar…mas tens a certeza que queres que eu faça?
Quero. Escolhes os tecidos e as cores, e como o queres fazer, eu só te dou uma ideia do que eu gostava de ter e a partir daí, voas sozinha.
Tás a brincar?! Não, não, tens de ser tu a escolher. E depois se não gostas? 
Eu confio em ti.
Mas tu nem me conheces!
Vi o teu trabalho, vim a tua casa, vi que os nossos gostos são semelhantes.
Mas tens pelo menos de escolher os tecidos.

Deu-me 5 diferentes, eu escolhi 4 que ela misturou como quis. Fiz um esquema com quatro ou 5 traços, só pra dizer que queria que fosse branco entre os quadrados.
A partir daí, ficou por conta duma rapariga aterrorizada com o nível de confiança e responsabilidade que lhe passei. Pressenti o habitual “ela é maluca” (seriously, começo a ficar habituada,), sorri, mostrei os dentes todos e disse: eu nunca me engano e raramente tenho dúvidas, tenho a certeza ABSOLUTA que vais fazer um excelente trabalho.

 Ao longo dos últimos meses, as noites foram passadas a responder ao meu pedido. Foi ficando cada vez mais bonito. Eu sabia, eu tinha a certeza que tinha feito uma boa aposta. Acima de tudo, tal como no filme, acredito que foi feito com imenso carinho, e por isso mesmo, é ainda mais especial.

A Mariana acabou anteontem de o fazer e hoje publicou-o no blog dela.

Eu vou buscá-lo no Domingo e não vejo a hora de me enroscar nele. É o que eu considero: PERFEITO.
Nunca me engano e raramente tenho dúvidas, as boas pessoas e os bons corações vêm sempre ter comigo.

OBRIGADA MARIANA!!

Só não chora quem não estudou em Coimbra

E quem não teve o meu privilégio, não vai entender nunca porque é que o meu coração ainda se encolhe e as lágrimas me bailam de cada vez que ouço esta música e vejo este vídeo.
Há muitos anos atrás sentei-me durante 12 horas na segunda escada a contar de baixo e berrei com muito orgulho o F-R-A pela minha Faculdade. Doze horas de espera para poder um dia dizer aos meus filhos que o fiz, a transbordar de orgulho. Aquele momento, esta música, o meu traje, a minha capa cruzada pela primeira vez na minha primeira Serenata, a minha capa rasgada pelos especiais durante 5 anos, o roubar do nabo no mercado com os meus melhores amigos a correr por cima das bancas enquanto fugiam dos baldes de água e das vassouras das velhotas, o queimar do grelo no caldeirão, o meu (nosso) carro da Queima que não chegou aos Arcos do Jardim mas que nos uniu para sempre, as noites do Parque, a minha cartola, fazem todos parte da Praxe de Coimbra. Praxe é tradição, não é humilhação. É orgulho que nos enche o peito e nos faz, ainda hoje, berrar o FRA pela Academia.
E se não o viveram, jamais o entenderão.

(obrigada zozô por partilhares este vídeo e me trazeres de volta o meu peito de rola)