Viajar por palavras

Não posso viajar tudo o que quero, mas viajo sempre que posso. Mesmo que seja nas descrições de viagens que leio.
A Joana conhece o Rio de Janeiro como a palma da mão (embora não viva lá) e descreveu a viagem que fez, que recomendo vivamente a leitura aqui: http://cafesnopateo.wordpress.com/category/viagens/rio/

Também deu um pulo a São Paulo, cidade já não tão amada por ela, mas cuja descrição e aventuras vale a pena ler aqui: http://cafesnopateo.wordpress.com/category/viagens/sao-paulo/

Eu gostei muito, espero que gostem também. Viajem vocês também um pouco 🙂

Sobre as reformas na Holanda

Encontrei um artigo no expatica.com que explica aquilo que quis dizer neste post.
Vão-me desculpar mas eu não vou traduzir isto tudo. Vou só simplificar em Português e depois lêem o resto para ficarem mais informados.
Basicamente o que eles fazem divide-se em 3 partes. Sendo que nenhuma delas corresponde a um sistema de reforma baseado na segurança social como em Portugal. Passo a explicar:

The Dutch pension system is made up of three tightly connected pillars. Interferences with one pillar almost always have consequences for the other two.
Further characteristics of the Dutch pension system are the mandatory participation, financing through capital funding and the triangular relation between employer, employee and pensions provider. 

Eis então a explicação da divisão em 3 partes:


  • Esta é a parte que corresponde ao que eu queria dizer com “não tenho reforma” cá. São precisos 50 anos de descontos para receber o dito “subsídio” que a Tulipinha falou. A parte boa é que vos vão mandar uma carta para casa a perguntar se querem pagar o que está pra trás e dar-lhe 6 ou 7 mil euros pra cobrir as falhas dos anos que estiveram no vosso País, e é claro, isto só compensa para quem quer ficar na Holanda até aos 65 anos: 

First pillar 
Anyone who lives or works in the Netherlands is insured for the state pension AOW. This is a basic provision, which entitles a single pensioner to a monthly gross payment of around EUR 1,000 and a married person to around EUR 700 (excluding holiday allowance). The AOW is built up over 50 years. An individual aged between 15 and 65, who is entitled to a Dutch pension, loses 2 percent of the pension for every year out of this fifty that they haven’t lived in the Netherlands. From April 1st 2012, state pensions will commence on the actual day that a person reaches the age of 65 – rather than the first day of the month when they are due to retire.



  • Esta é a parte que corresponde ao PPR que a vossa empresa faz por vocês e que é um dos “benefícios”, embora uma parte vos saia do ordenado, mas é a forma que existe de garantir que as pessoas vão ter reforma quando tiverem 65 anos, mas tudo por empresas privadas:


Second pillar

Almost every employee can claim a pension through the second pillar, which is built up via the employer. This labour-based pension is additional to the AOW, and so adds to it. Besides an old-age pension, most pension plans provide benefits for surviving relatives. Sometimes, it includes a right to benefits for inability to work.


The most common pension scheme is an old-age pension, based on the average salary a worker has built up during their entire career. These average-salary schemes have almost totally replaced the final salary schemes, based on employees’ last salary. Most common are DB schemes.


The Dutch state encourages saving for a pension, by not taxing the right to a pension, the so-called pension claim. However, the final benefit is liable to tax. This is called the ‘reverse rule’. The fiscal legislation requires that the right to AOW is taken into account for determining the pension amount.


An employee’s pension must be placed outside the company of the employer, either with an industry-wide pension fund, a company scheme or occupational scheme, or a life insurer. This way, the worker’s rights are protected should the employer go bankrupt.


The industry-wide pension fund carries out the pension plan for all workers in an industrial sector, for example the building industry or the care sector. A company pension fund is tied to one employer or a conglomerate of companies.


Occupational pension funds for professionals carry out the pension plans of the self-employed in the same profession, such as medical consultants or notaries. This paper only addresses industry-wide schemes.



  • Fazerem um PPR próprio é a terceira parte:


Third pillar

Workers can individually compensate a pension shortfall within the third pillar through an annuity. The contributions to a life insurer or a bank, can — within limits — be deducted from tax. However, the future annuity benefit will be taxed.

Se tiverem mais informação que queiram partilhar, a caixa de comentários é toda vossa. 

A carga da diferença cultural

Há normas para se ser bem recebido por um Holandês, como por exemplo, nunca aparecer em casa deles sem ter avisado com 3 semanas de antecedência, ser pontual, e não fiquem surpresos se a combinação incluir hora de chegada e de saída, e se a hora de chegada é às 18, é mesmo às 18, e se a hora de saída é às 10, quer dizer que às 10 da noite vos vão dizer com a sua habitual franqueza: são 10 horas, tenho que me ir deitar, até amanhã. E é porta fora minha gente, e sem levar a mal, porque a hora de saída foi previamente comunicada. Esteja a conversa onde estiver, seja o interessante que for, é 10, é 10! Andor violeta!

Há mais normas engraçadas que este rapaz expõe nesta página, e para não estar aqui a transcrever todas, recomendo-vos a leitura deste post muito engraçado e verdadeiro:

10 ways to be polite to a Dutch person

Sempre a aprender malta! Bora lá!

Momento alto do dia

Quando o meu Pai me ligou pra me contar o escândalo que foi que o Gaspar tivesse posto as reformas em títulos da dívida pública e eu lhe expliquei que sim, que achava um ultraje. Pelos menos aqui na Holanda ninguém mexe na minha reforma, já que aqui não é “como na França”, e não há reforma pra ninguém a não ser que tenha contribuído durante 30 anos pro Estado Holandês. Ou seja, é inexistente.
Há muito tempo que não ouvia tanto silêncio do outro lado da linha.

Nada parvos

É pena o tecto que se pode deduzir ser tão miseravelmente baixo, mas sempre é melhor que terem “cobradores de factura” à porta das lojas…

Triplicou o valor do incentivo fiscal de que pode beneficiar quando exige faturas com o seu número identificação fiscal (NIF).

A partir de agora o incentivo passa a ser de 15% do IVA constante de cada fatura. Esta alteração ocorreu através de Lei publicada no dia 24 de Julho, mas aplica-se a todas as faturas que foram emitidas com o seu NIF desde 1 de Janeiro, quando se refiram a prestações de serviços enquadradas nos seguintes setores de atividade:

i) Manutenção e reparação de veículos automóveis;
ii) Manutenção e reparação de motociclos, de peças e acessórios;
iii) Alojamento e similares;
iv) Restauração e similares;
v) Atividades de salões de cabeleireiro e institutos de beleza.

Já agora, não é que eu acredite que funcione muito, mas atendendo a que a minha Mãezinha sempre passou factura e viu muita cliente desaparecer em prole de muito cabeleireiro clandestino, qualquer coisa deste género que tente combater a economia paralela: I’m in.

Frango de churrasco na Holanda

Há poucas coisas Portuguesas que não sejam passiveis de ser compradas na Holanda. Mas uma delas, que é mesmo difícil de encontrar, é frango no churrasco.

Esse prato tão simples e que em Portugal bate qualquer take away, aqui, a não ser que se tenha a sorte de estar bom tempo e do Zé virar uns frangos pra amigos no FC Portugal de Amsterdam: esqueçam.
Ou pelo menos assim era!
No outro dia em conversa com o Carlos e a Íris fiquei a saber que o Sr. Neves e o António Maia (Tozé ) vendem esta preciosidade congelada! E eu decidi experimentar e meus amigos: é perfeito!!!
Viva o Rei dos Frangos carago!
O preço ronda os 8 euros, e não traz batatas (não queriam mai’ nada?) mas é nota dez e da perfeitamente pra duas pessoas e até sobra pro almoço do dia seguinte.
Além disso, nestes dois sítios podem encontrar a bela da mini, bacalhau seco em folha (eles lá cortam) e bom vinho Português e a preços bem decentes.
O Tozé da Casa Bocage tem ainda pastéis de nata congelados, rissóis de leitão, croquetes, pasteis de bacalhau e uns bolos CASEIROS, feitos por uma senhora que só exporta pra meia dúzia de sítios e que são absolutamente extraordinários.
Novamente convém dizer, que não ganho cheta com isto, só não quero que haja por aí malta a chorar como eu andava, que “não havia pito na Holanda”!

Como chegar lá, telefones, horários e morada:

Daily Portugal e Casa Bocage

FB: https://www.facebook.com/DailyPortugal?fref=ts

Morada:

Casa Bocage
Haarlemmerstraat 111
1013 EM Amsterdão

Daily Portugal
Melbournestraat 24, 1175 RM, Lijnden

Site: http://www.daily-portugal-online.nl/index.php/nl/
 

Neves Importer:

ATENÇÃO – não está aberto todos os dias, só ao sábado até às 17 e a pedido durante a semana, têm que ligar pra lá pra ver se há alguém disponível.

Não tem FB

Morada:

Zwanenburgerdijk 335 1161 NN Zwanenburg

Telefone: 020 614 9092

Site: http://www.wijnimportneves.nl/

PS: havia uma churrasqueira cabo-verdiana em Roterdão mas ou fechou ou foi passada e tenho ideia que já não faz frangos pra fora. Se estiver enganada corrijam-me e mandem-me a morada da loja por favor. Agradecida!
Assinado: a muito feliz Sofia, com a pancinha cheia de pito.