Ando há mais de um ano pra escrever sobre isto.
Da minha varanda vejo plenamente a dos meus vizinhos e é inevitável não ter uma curiosidade absurda sobre as vidas deles e imaginar quem são, o que fazem, como vivem, os amores e desamores, os amigos e os parentes.
Hoje partilho convosco um pouco da minha “novela fictícia” que elaboro todos os dias.
Em Agosto apareceram uns cromos no andar debaixo com ar de grunhos que nada partilham com o casal pacato que vê TV todas as noites. O tipo estava todo tatuado, passou o tempo sem camisa ou t-shirt e de calcas de fato de treino a fumar a varanda e a fazer churrascos. A namorada ou companheira era branca mas com o cabelo entrançado como as pretas. Será que os meus vizinhos alugaram a casa a dois cromos que se quiseram fazer passar por ricos durante um mês Eles ouviam Whitney Houston em altos berros, coisa que não encaixava de todo no aspecto burgesso que assumiam.
De repente esfumaram-se.
Assim como a namorada do meu vizinho que passa agora as noites agarrado ao portátil ou a falar ao telemóvel enquanto fuma um cigarro e me acena um boa noite.
Há ainda um casal de “velhotes” que tem um verdadeiro horto dentro de casa. O numero de bonsais e outras plantas cresce a olhos vivos perante o meu espanto quando mal consigo manter a minha horta.
Depois há os que se mudam sem sequer pendurar os quadros lindíssimos que tem.
E os Senhores que têm o ultimo andar e um gato persa magnifico que arrelia propositadamente a minha trupe canina quando posa languidamente na sua varanda.
Que pensarão eles de mim e do vai e vem de amigos que recebo e dos meus inquilinos como o Manelinho? Que sonharão eles quando se deparam com a multitude de gente que me visita e de cães que tenho?
As vezes encontro algum deles quando passeio os meus rufias e constantemente oiço um: I love your dogs!
Esta novela diária é algo que me fascina e povoa o meu imaginário Adoro este fascínio e curiosidade sobre o meu pacato bloco de edifícios.
Deve ter sido por ter lido Alice Vieira e Lote 12, 2°frente. Afinal todos vivemos numa gaveta dum armário.
Coisas soltas, pensamentos e ilações quotidianas das últimas semanas
Ultimamente tenho andado num processo de interiorização. Ando a interiorizar que já não sou expatriada, que sou efectivamente emigrante.
A diferença é que neste momento quando volto a Portugal sinto-me como o meu Tio Adolfo que voltava de 8 em 8 anos para ver os amigos e saía de Portugal feliz que nem um cuco pelos que conseguiu ver, mas desgostoso porque uns tinham falecido e muitos tinham partido e tinha-lhes perdido o rastro.
Hoje em dia há internet (abençoadinha seja!!) há skype, há facetime nos iphones e ipads, há chamadas telefónicas a preços mais contidos, há distribuidores de comida Portuguesa por todos os Países e encontrar um vinho Português ou um bom chouriço ou bacalhau já não é um bicho de sete cabeças.
A minha interiorização divide-se em duas partes: trabalho e amigos.
Começando pelo trabalho. Na semana passada soube de alguns colegas da empresa a que pertencia em Portugal que faleceram e outros que estão doentes e fiquei desolada. São pessoas de quem gosto e custa-me não estar lá pra elas, por isso gasto rios de dinheiro em telefone para garantir que mesmo longe estou perto e que as animo. Perco horas no chat para arrancar um sorriso a quem vejo tão entristecido.
Eu sempre fui uma moça bem disposta, sou nortenha, sou disparada, digo tudo o que penso e nunca penso no que digo e no meio dos meus disparates e sorrisos animo o dia a muita gente. E eu sei que não sou salvadora da Pátria nem me pagam pra ser palhacita (que nem é o caso), mas adoro arrancar sorrisos, é como o meu ego se alimenta. Vá lá, podia ser em trapos e maquilhagem, pelo menos dá-me pra isto. Sempre é mais económico, digo eu!
E à distância, com muito mimo, lá vou conseguindo, mas com noção perfeita de que tudo se deve a várias circunstâncias cuja resolução está completamente fora do meu alcance e que como tal, assim como na Candeia, é um sorriso de vez em quando, um dia de vez em quando, mas pelo menos naquele dia vê-se-lhes a cremalheira e sentem-se com mais força. Ou pelo menos é o que me dizem, e eu quero acreditar que sim.
E vai daí e escrevi um post de alma e coração em que expliquei coisas que aqui não posso êxpor mas que se resumem a: o tempo não volta atrás. Foi uma sorte e uma benção ter estado presente nos dias mais felizes de uma casa à qual pertenci com muito orgulho. Estou longe, vou manter-me longe, mas estou eternamente grata a todos quanto me ajudaram a ser feliz durante aqueles 8 anos. E como tal, cá estou eu, longe mas perto, pro que for preciso.
E entre o que chorei a escrever a minha despedida final (levei mais de quatro anos a despedir-me, sou um bocadinho lenta…) e o que chorei ao ler os comentários e a compreensão profunda de tanta outra gente que se reviu nas minhas palavras, lavei a alma e fechei mais um capítulo.
Passando aos Amigos e família.
O certo é que me custou muito voltar de Portugal desta vez porque vi os meus Pais ainda mais envelhecidos (abençoada a hora em que eu e o meu irmão lhes demos o cão que é a alegria daquela casa), os meus amigos cansados de lutar para chegar ao fim do mês, muitos desempregados porque as empresas reduziram imenso pessoal, depois foi a revolta da TSU e a manif na qual não pude estar e agora o aumento de impostos, e uma debandada generalizada dos meus amigos quase todos para imensos Países e cidade, desde Angola, a Moçambique, Alemanha, a Paris de França, Inglaterra, EUA, Austrália, Nova Zelândia, Bélgica é: you name it!!
E se por um lado o pensamento imediato é: porreiro pa! Mais sítios pra visitar! Por outro reunirmo-nos novamente é cada vez mais complicado e como diz o poeta, a vida pula e avança e dou por ela que não posso nem consigo estar lá nos momentos mais importantes como o dia em que nasceu o filho de qualquer um dos meus melhores amigos, o primeiro aniversário da minha afilhada, ou o dia em que o meu melhor amigo pediu a namorada em casamento, ou que uma grande amiga vai ser operada, ou descobriu que não pode ter filhos, ou que está doente, ou que foi despedida, ou que soube que vai ser Mãe/Pai, ou que compraram um cão ou que pura e simplesmente se apaixonaram e eu não as posso ouvir e conhecer o encantado que as deixou com as borboletas na barriga. Eu quero estar perto.
E não vai poder ser, porque já nenhum de nós está perto uns dos outros.
E tenho sonhado muito, sonho com todas as pessoas que me ligam ou me mandam mensagens e me dizem: estou a morrer de saudades tuas. Tenho saudades de falar contigo, da tua alegria. Anima-me, estou tão triste. E eu arranco bocados da alma, e penso em todas as coisas maravilhosas que tenho e na sorte e saúde e amor, e amizade e telefono-lhes e arrebento-me todinha a tentar tirá-los da tristeza com a minha psicologia de bolso.
Resultado: sonho com eles e …. choro. Tenho chorado baba e ranho de alegria e tristeza, num misto que só se explica com coisas lindíssimas que me fazem por entenderem que me custa muitoooooooooo, mesmo muito estar tão longe dos momentos deles.
Vai daí um dos meus dois melhores amigos pediu a namorada em casamento, à tuno, no meio dum espectáculo. Isso já eu vi fazer dezenas de vezes, não foi isso que me fez chorar que nem uma desalmada. Foi o facto deste meu amigo, que vai partir pra Moçambique no fim do mês e que eu não sei quando volto a ver tão cedo, ter feito o pedido e uma hora depois me ter enviado uma mensagem com um filme do momento, pra que eu pudesse estar lá com eles na altura. Ou fazer de conta que estive! Foi como se tivesse estado, e ouvi-o cantar-lhe uma das minhas músicas favoritas que deixo aqui e só ouve quem quer, mas que eu prometi a mim mesma que, se ALGUM DIA eu me casar, quero entrar na Igreja ou no registo civil ao som desta música, com as vozes todas dos meus amigos a cantar em uníssono e a arrepiar-me tentando manter o passo certo em direcção ao altar onde me espera com certeza a pessoa sem a qual não vou saber viver.
All and all, e pra resumir, ando a interiorizar, e porra que custa, que afinal não vim por 3 ou 4 anos, nem mesmo 5, esta minha condição de residente no estrangeiro é permanente no mínimo nos próximos 20 anos.
E isso é ser emigrante como os meus tios foram. E não se resolve com mais viagens a Portugal.
Tenho é de fazer um planeamento como deve ser e ter uma agenda cheia de alarmes que é pra ver se consigo organizar-me a mim e aos cães pra poder viajar e estar mais presente. (suspiro)
E se gostaram de ouvir os Porto-Riquenhos lá de cima, ficam aqui mais uns links (estes senhores são Tunos PROFISSIONAIS, pagos pelo País deles para vir representar Puerto Rico cá fora e cantam e tocam de carago!)
Enfim, numa nota mais alegre tenho a anunciar que:
– os cães deixaram de roer coisas cá em casa
– que já fiz mais uns extreme make overs que publicarei em breve (quando estiverem terminados)
– que tenho uns amigos fabulosos seja cá seja lá
– que consegui a proeza de ir mudar de casa novamente em Março por um preço que pura e simplesmente não existe em Amesterdão
– que fiz amigos novos muito fixes
– que apesar da lamechice toda lá de cima sou uma gaja muito feliz, só ando com complexo de larva em crescimento, e apesar de achar que não nasci pra ser emigrante, se calhar até tenho jeitinho, é só uma questão de jogo de cintura, e eu chego lá!
Ah e tal, e viver na Nova Zelândia, como é que deve ser?
O meu amigo João e a familia explicam: http://tugasnz.blogspot.nl/
A mim parece-me que é frio, fora isso ainda não deu pra ver grande coisa. E looonge. É bué da longe!!!
Já agora e não tem nada a ver, mas fui ver o Rome with Love do Woody Allen. Just fucking shoot me. C’a ganda merda de filme. Meus ricos 10 aéreos que não voltam, hora e meia da minha vida que não recupero! Com um leque de actores daquele e vai o Woodyzinho e faz-me uma coisa destas? Ao menos tivesse lá posto a Scarlettezinha que eu sabia imediatamente que não devia ir ver.
Mas não! Pôs-me um cartaz de fazer chorar as pedras de calçada de muito bom realizador e faz a maior merda de filme de todos os tempos Allenescos. Palerma.
Saí do cinema que até se me fervia o sangue! É que nem pra dormir deu porque o filme está carregado de americanos a serem americanos em Itália! Se forem ver e gostarem, a sério, digam uma única boa razão. E a fotografia não vale, porque qualquer nabo de qualquer realizador sabe fazer aquilo a Roma, até um principante!
Coisas boas então: este fim de semana também fui dançar, coisa que não fazia há uns bons, mas mesmo muito bons meses, se é que não há um ano! Ah, não, espera, dancei em Bali. Pronto, desde Fevereiro que não abanava o capacete e curti “pacotes”!!!
O certo é que tou velha meu. Custa-me ter que dizer isto, mas já não aguento 2 jantares e festas no mesmo dia. Primeiro foi o rissol, a mini e o arroz de pato em casa duma amiga, e depois o molotof e o vinho em casa doutros moços que estão de abalada pra Londres. Eu bem lhes expliquei que o clima era a mesma bostas, mas ao menos lá percebem a TV, e eu compreendo-os. “Portantos” que saí, fui bailar, depois fiquei na palheta até às 500, e como feita (besta!) esperta bebi um vodka red bull, deitei-me praí às 5 ou 6 e acordei às 10 e meia. Fui passear os bichos, fui à aula de Pilates, mais morta que viva, almocei, fui tomar café com um grande amigo que também achou que Londres era melhor que isto (a sério, vocês drogam-se) e eram umas 5 da tarde quando me lembro que tinha que levantar o traseiro e “assentá-lo” noutro jantar de aniversário. Palavra de honra que até me tremeram as pestanas. Tudo o que eu queria era o meu sofá de domingo, enrolada na minha manta com os meus 3 terroristas.
Mas não. Fui jantar a um vegetariano (ainda por cima!) mas que era até razoavelmente bom. Exceptuando o facto de quase me ter gregoriado toda quando provei a panacota de blue cheese, foi tranquilo.
Cheguei a casa às 11 da noite e apaguei uns 3 minutos depois, o tempo necessário pra enfiar um pijama. E por mim continuava a roncar, mas dizem que não posso, que tenho que trabalhar.
Estes fins de semana dão cabo de mim, ainda bem que temos a segunda-feira pra descansar. NOT.
Eu agora aterrava tão bem no GVL (Grande Vale dos Lençóis)…. oh, se aterrava….
KEEP SMILING!! Boa semana! 😉
Gay Pride em Amesterdão
Estive em casa duma amiga Australiana que alugou uma casa barco nos canais de Amesterdao com a namorada pro fim de semana da Gay Pride. A casa barco ficava na Prinsengracht, exactamente onde passavam os barcos que iam a concurso, e a experiência foi pura e simplesmente surreal.
As saudades nunca acabam
Quase que chorei ao ler isto. É realmente assim. Custa tanto estar longe, mas tem que ser.
Estou constantemente em dívida, de arma em riste contra a ausência, e ainda assim falho, porque não consigo melhor.
(…)
A saudade, que só se tem em ausência, é ainda assim um saco que nunca se esvazia, mesmo quando estamos juntos todos os dias, porque são dias contados. Nunca poderei devolver a quem amo os dias que lhes retirei. Posso só tentar que os que partilhamos sejam grandes. Posso só ser mais amor, tentar ser menos falha, e pedir com a humildade da minha pequenez que a vida me permita dar-lhes muito mais.
Da Sónia Balacó
Agora é que vai fôr!
Comprei um iphone em mega desconto através da minha empresa e estou um bocadinho histérica com o brinquedo novo.
Foi a única coisa que me animou hoje antes de levar shots de vitamina D amanhã.
Além disso estou na constante esperança que a Polícia não tenha conseguido preencher lá o sistema com o processo da falta da carta de condução e ando a pôr velas com fartura ao meu rico Santo António.
Eu sou tão “boa pessoínha” (como dizia um senhor amigo do meu Pai), faço tanto bem aos outros, eu mereço safar-me, o meu bom karma e luzinha tem que andar por aí. Também aceito muito as vossas velinhas, rezas aos vossos santos, e cunhas dos ateus a quem quiserem e da forma que quiserem, o que interessa é eu não ficar sem carta e tesa. E se foi pra me safar desta que me roubaram os documentos em Bali, prometo que até vou pedir ao Universo que conceda longevidade e saúde ao safado do ladrão. JURO.
Last, but not the least, vou postar uma dica maravilhosa que me deixaram ali nos comments e que me vai poupar um dinheirão com TODA a certeza em bilhetes de avião. (Pedro, sejas tu quem fores, o meu mais sentido OBRIGADA).
Ora Emigrantes, Expatriatos e caros amigos, bloggers e anónimos com família no “istrangeiro”, funciona assim:
Um casal amigo, em que um deles está na Bélgica, costuma comprar as viagens alternando as datas, isto é, comprava a viagem de ida da primeira viagem, mas em vez de comprar juntamente com essa, a viagem de regresso dessa viagem, comprava o regresso da segunda viagem. A viagem de regresso da segunda viagem comprava com a data de ida da segunda viagem. Vantagem: como as datas eram mais espaçadas entre si, as viagens costumavam ser bem mais baratas. (espero ter-me feito entender, é uma questão de experimentar).
Deixa lá ver se eu entendi:
– comprava um bilhete para ir de BE pra PT no dia 20 de julho e com regresso de PT 30 de Setembro.
– comprava outro bilhete para vir de PT pra BE no dia 24 de julho e com regresso de BE pra PT a 25 de Agosto.
Ou seja, ele fazia sempre as idas, logo não lhe anulavam o bilhete e obviamente conseguia preços baratíssimos com a giga joga! Mas que ideia brilhante!! Olha que vou experimentar mesmo!! Muitíssimo obrigada!!
É um bocadinho difícil de explicar, mas eu vou tentar
Vir para Amesterdão e para a Holanda foi uma opção minha tomada num momento de ímpeto, mas consciente.
Inconsciente todavia no facto de não me ter informado o suficiente sobre o clima e sobre os efeitos sobre a minha sanidade mental.
Há coisas magníficas na Holanda como o facto de poder ter uma qualidade de vida altíssima, sair do trabalho às 17 ou 18, poder trabalhar a partir de casa, dar-me ao luxo de ter 3 cães e poder passar o meu dia na companhia das minhas pequenas pestes, o salário como é óbvio, o poder de compra acrescido, e uma experiência de vida fantástica que puxa pelas minhas emoções todos os dias e me faz crescer e ser mais mulher.
No entanto é duro, é extremamente duro acordar todos os dias e sentir que é inverno. Não só porque chove torrencialmente como podem ver no blog da Luna, mas também porque faz frio.
Os meus vestidos e as minhas sandálias são os mesmos há 4 anos porque não tenho oportunidade de os gastar. Eles resistem impecavelmente há anos pendurados nos cabides e eu fico doente cada vez que abro o armário e vejo que não posso por um único pois corro o risco de ficar doente (além de parecer ridícula).
Usar botas de cano alto e casaco de cabedal no verão é anti-natura para qualquer Português, mesmo pra uma Bracarense que nasceu no chamado “peniquinho do céu” que é a minha cidade.
Não sair pra ir comer caracóis ou beber imperiais geladas, não sair à noite pras ruas do Chiado e arredores e aproveitar pra mostrar o bronze, é anti-natura. Não me sentar numa esplanada ao sábado de manhã enquanto vejo o Tejo, é anti-natura. Não sentir a areia no meio dos pés e meter-me debaixo dum chapéu de sol para ter sombra e suportar o calor: é anti-natura.
Ando com todos os sintomas de uma depressão porque tenho um grave défice de vitamina D, sinto-me sem forças, cansada, tenho sono o dia inteiro, sinto-me enjoada, and if I didn’t know better, diria que estou grávida.
Mas não é o caso (graças a Deus, que agora não me apetece nada sê-lo!).
Ontem o desespero foi tão grande que fui pesquisar os voos Amesterdão-Porto e deparo-me com valores na ordem dos 500 euros no mínimo. Passei-me. Fui então ver os valores pra Amesterdão Lisboa. Não baixavam dos 350. Nem com a Ryan Air ou a Transavia me safava pra ir aí agora estufar uma semana.
Estou tão farta, tão desesperada que já me passou pela cabeça pedir uma semana de férias e meter-me no carro e conduzir 22 horas só pra poder passar 4 dias ao sol.
Se continuar assim é algo que não descarto.
Uma das coisas boas da Holanda comparativamente aos outros países da Europa do Norte era o preço (e horários) dos aviões que me permitiam ir a casa de dois em dois meses. Este ano só fui a casa dia e meio em Maio, vou uma semaninha em Setembro e 4 dias no Natal. Tenho saudades dos meus Pais e não vejo o meu irmão desde o Natal e só o devo ver outra vez no Natal.
Os meus amigos reclamam-me e eu não consigo dar conta do recado.
Decisões tomadas ontem à noite:
1) Quando voltar de Lisboa em Setembro vou comprar os bilhetes de avião todinhos pro ano que vem e organizar-me para poder ir um fim de semana de dois em dois meses.
2) Ir ao médico já esta sexta pedir vitamina D injectável – check!
3) Dividir as idas a PT entre Porto e Lisboa de forma equitativa.
4) Deixar de me queixar sobre o tempo – NEVER!
5) Aceitar que vivo na Holanda, se sou abençoada em tudo o que isso me traz e compõe e começar mas é a analisar outros Países para onde me possa pirar, já que os bilhetes de avião Porto-Amesterdão estão quase ao mesmo preço que Angola-Lisboa, e até ir a Nova York é mais barato que descer até ao Algarve.
E pronto, na sexta aviso se a vitamina D funcionou e se mudei de ideias.
Ridículo! Incompetentes de merda!
Ora então é assim:
– tirei o meu cartão de cidadão na Holanda e na Embaixada fiquei registada com a minha morada Holandesa.
– Pra pedir a minha carta de condução nova que me foi roubada em Bali tentei vezes sem conta aceder à SUPOSTAMENTE MEGA(MERDA!) aplicação do portal do cidadão, e eis se não quando descubro que por ter morada Holandesa tinha que trocar de carta de condução portuguesa pra Holandesa e só indo ao IMTT em PT!
– No IMTT deram-me uma MERDA dum papel EM PORTUGUÊS pra entregar às autoridades Holandesas pra trocar a carta.
– Ora as putas das autoridades de cá disseram-me que eu tinha que ir traduzir o documento pra Holandês, e já agora, o relatório da Polícia Balinesa (que está em Indonésio) também.
– Pro caralho! Foi o que lhes respondi, eu vou resolver isto doutra maneira. Vou ao Portal do Cidadão mudar a minha morada!! É simples, básico, tasse bem.
DEVES!!! Depois de uma semana a telefonar pra linha de atendimento QUE NÃO FUNCIONA e à espera do PIN de confirmação de alteração de morada, descubro que o meu processo foi considerado MORADA INVÁLIDA!!
Ora acontece que por ter morada estrangeira, tenho que ir a uma loja do cidadão ou então à Embaixada pra fazer lá localmente a alteração, mas o melhor ainda é que tenho que lá ir DUAS VEZES, pq nem qdo receber o pin em minha casa posso ser eu a fazer a confirmação com o meu leitor de smart-card.
ISTO É UMA VERGONHA!!!!! Foda-se, pagamos um dinheirão pra ter uma merda dum CU e é isto??? Mas tá tudo parvo ou sou eu que tenho cérebro a mais?
Que vontadinha de passar a picadinho o cartão do cidadão!!!
Pra mais fui apanhada a conduzir pela Polícia Holandesa com a dita guia Portuguesa e lixei-me, fui parar à esquadra e agora tenho que contratar um advogado e tudo por causa desta merda. A sério, furiosa é pouco, é FORA DE MIM!!! ESTOU FORA DE MIM!!!!!
Sapatos pra pés pequeninos
Vou começar por dizer algo que vos vai surpreender (aos que cá vivem), mas a minha Chefe Holandesa veste-se mesmo bem!!! A sério, parece sempre uma bonequinha, muito “betinha/clássica”, nada descoordenada.
E tem um gosto excelente pra sapatos e eu sou incapaz de a ver com uns sapatos novos e não ficar a pensar: não pode!
Só quem cá vive pode entender que o gosto pra sapatos dos nossos amigos Holandeses é bastante…diferente ( ! )do nosso. Logo quando vemos uns sapatos giríssimos nos pés duma colega Holandesa é qualquer coisa tipo woooooow!
E eu gabei-lhe os últimos sapatos que ela comprou, umas sandálias muito giras azulão com tacão rosa forte, lindas lindas, e perguntei onde é que ela ia buscar os sapatos sempre tão giros ao que ela respondeu: online!!
E hoje mandou-me um link com um site só com sapatos de números pequenos : http://www.sarenza.nl/damesschoenen-kleine-maten
Não é uma fixe?! Achei tão querida!
Fica aqui o serviço público pra meninas Portuguesas na Holanda com pezinho de princesa como eu 😉
Vai um franguinho assado em Amesterdão?
O FC Portugal Amsterdam vai organizar um churrasco no dia 14 de JULHO nas instalações do clube de futebol.
Estão convidados a aparecer pra jantar com mais amigos.
A ementa vai ser frango assado com batatas e salada,incluindo sobremesa. O preço por pessoa é de 10 euros.
Para se inscreverem ou aparecerem vão ao site deles: http://www.fc-portugal.nl/ e usem os contactos que aparecem em http://www.fc-portugal.nl/index.php?option=com_content&view=frontpage&Itemid=1
F.C. Portugal Amsterdam
Sloterweg 1043 D
1066 CD AMSTERDAM
Telefoon Kantine : 020-6176113



