Do que mais gostei em Nova York e recomendo #1

Comecemos pela minha paixão “fajuta” por jazz. Eu não sou uma pessoa muito curiosa e tenho péssima memória pra nomes ou pra decorar as letras de músicas inteiras. Gosto imenso de música mas sou um zero a cantar, e um zero a tocar qualquer instrumento.
Como expliquei há uns tempos, a minha Mafaldinha tinha uma colecção fabulosa de CD’s quando partilhamos casa, e mostrou-me muitos e bons autores. E muito e boa música. Até aprendi a gostar de Sérgio Godinho vejam lá!
(sim, eu sei… é escusado darem-me porrada, tá?)
Enfim, o certo é que descobri com ela que gosto de Jazz. Mas sinceramente nunca me dei ao trabalho de estudar autores, compositores, cantoras, cantores, músicos ou batidas em particular. Sou muito simples na análise, ou gosto, ou não gosto consoante me deixa bem disposta e se sinto o coraçãozinho a aquecer de relax e melancolia boa. Talvez por isso não suporte nem compreenda os transe psicadélicos, e as electrónicas de não sei quê, e procuro manter-me ignorante nesse campo.
Bom, adiante, isto pra dizer que ia a passar com a Luna em Washington Square e ouço um grupo a tocar. Ora…por partes então:

1) Washington Square é este sítio fabuloso onde no filme “When Harry met Sally” a nossa amiga Meg Ryan deixa o Billy Cristal quando eles chegam juntos por primeira vez a Nova York, depois daquela fantástica tirada:
I don’t believe men and women can be just friends.
So I guess we won’t be friends. It’s a shame, I don’t know anyone in New York.

É um dos meus filmes favoritos de sempre, e a melhor comédia que vi em anos, venham as que vierem (também podem recomendar, que eu cá não sou fundamentalista e gosto que me apresentem coisas novas), e por isso este sítio pra mim tem magia.
Além do que tem resmas de gente espalhada por todo lado a curtir o sol, estudar, ouvir música, passear o cão, o pato e a galinha (Joey! Where are youuu?), nannys, empregados, desempregados, amigos, amigas, artistas, yuppies e fica mesmo ao pé da NYU e é bom pra almoçar e apanhar sol.

2) Ao dar o nosso passeio por lá, ouvi uma banda que estava lá a apresentar-se ao turista e ao habitue, e gostei tanto que comecei a dançar aos saltinhos e fiquei 200 por cento (ainda mais) bem disposta e pah, tão contente, tão contente…que comprei dois CD’s aos senhores e agora ouço-os cá em casa. Pra não variar exagerei um bocadinho (pensei eu na altura) na compra, e como são um bocado na onda do Charleston pensei que me ia fartar, mas não. O clarinete tá pra ficar. E o trompete, e o banjo, e pronto, tou fã, cantarolo sozinha no carro, abano-me toda no assento, canto no meio da rua, é uma alegria! Primeiro estranha-se, depois entranha-se.

Recomendo VIVAMENTE:

BABY SODA

Coisas p’ra fazer na Holanda pra lá de moinhos, queijos, socas e casas tortas…

Tenho um Colega que vem até Leiden em Maio e me pediu uns conselhos. Logo a mim que sou do mais naba que há Netherlands related, mas dei o meu best, e aproveito pra partilhar convosco algumas ideias. Quisás a Luna consiga complementar melhor que eu, afinal Leiden é a “praia” dela, não a minha 😉

Coisas p’ra fazer na Holanda pra lá de moinhos, queijos, socas e casas tortas… há:

1) alugar bicicletas e irem dar um passeio pelos bosques, que nesta altura estão floridos e que são realmente bonitos, ou ir de bicicleta de Leiden at Katwijk (http://www.bikely.com/maps/bike-path/Leiden-ESTEC-Katwijk), dizem que o passeio vale mesmo a pena. Vou fazê-lo este verão, assim que pousar em terras holandesas tempo suficiente…

2) A Timeout sugere umas exposições muito interessantes, pesquisem na revista online: http://www.timeout.com/amsterdam/ assim como o que fazer em Amsterdão e em Leiden.

3) Vir a Den Haag ao museu do Escher, (por acaso ainda lá não fui, vou no próximo fim de semana), mas todos os meus amigos que estiveram cá de visita adoraram: http://www.escherinhetpaleis.nl/

4) Numa versão mais turística, em Abril e Maio há o Keunkenhof (http://www.keukenhof.nl/) para verem uma exposição de flores à séria e tirar umas fotos artísticas.

5) Podem sempre ver o que encontras em termos de jazz em concertos: http://www.livenation.nl/

6) Há o Comedy Club em Amsterdão também, se gostarem de stand up comedy

Locais para comer em Leiden:

1) TÊM que ir comer umas panquecas ao Oudt Leyden (http://www.oudtleyden.nl/home.html), preparem-se que dificilmente acabam uma, e são uma refeição completa. A panqueca de maça, canela, uvas passas e gelado de baunilha é uma delícia.

2) Quanto aos restaurantes, em Leiden não tenho o meu favorito, aliás, pra ser sincera, só gosto realmente de 2 restaurantes na Holanda… e um fica em Ameersfoort e outro em Breukelen, o que nem sempre dá lá muito jeito, mas encontrei esta review, e como em Leiden há muitos e bonitos (isso sim, todos charmosos), tentem escolher aquele que mais vos interessar: http://members.virtualtourist.com/m/86ff7/70358/2/

Hotéis giros… Fiz um search por Boutique Hotels em Leiden: http://leiden.nl.ambiancehotels.com/
O Hotel HOTEL NIEUW MINERVA pareceu-me ser o mais giro. Podem sempre ler as reviews no Tripadvisor e escolher.

Para quem gosta de cinema:

1) O cinema que acolhe o festival de curtas de Leiden (http://lisfe.nl/), que é de 28 a 30 de Maio.
2) O cinema que acolhe o festival Festiberico em Delft, cujas salas adorei e cuja selecção de filmes é realmente boa – aqui.

Lembrem-se que Leiden fica a 10 minutos de comboio de Den Haag (Haia) e a outros 10 de Delft. Ambas as cidades são impecáveis.

O que vale a pena comprar em Nova York #4


E há depois aquelas coisas que adiamos durante anos porque é uma futilidade e não sabemos muito bem como justificar perante nós próprias o dinheiro que se dá por um objecto que não tarda terá outro mais evoluído a substituí-lo…
E uma vez comprado e bem utilizado rendemo-nos. Absolutamente e desmesuradamente.
Acordei a ouvir Lisa Ekdhal, a minha casa voltou a ter música ambiente, cheirinho a … CASA. A partir de agora, esteja onde estiver, tenho o meu som por perto, bossa nova, jazz, blues, just them and me.
Gosto tanto.
Se eu soubesse que ia ser assim, já o tinha comprado há mais tempo.

Olha os Celtics!!!

Ir ver um jogo da NBA ao vivo é uma experiência única!
E que dá pra repetir, até porque os bilhetes, se comprados com antecedência, são acessíveis.
Quer dizer, não é coisa que dê pra fazer todas as semanas porque ainda são uns 75 dólares por cabeça (se querem ficar num lugar de jeito). Mas se vivesse no US ia mais vezes, e com boa companhia então, é do best.
Cada equipa tem o seu site oficial onde podem comprar bilhetes quando lá forem de viagem. Também podem comprar bilhetes que estão no site oficial pra troca, são mais caritos, mas novamente, acessível.
Nos primeiros, let’s say, 15 a 20 minutos, tirei uma porrada de fotos, bebi com os olhos e instalei-me, que é como quem diz, melguei a Lili e o Solas (by the way, ele é que tem fotos a sério de Boston e dos Celtics no blog dele).
Durante a hora seguinte, compenetrei-me em vibrar e saltar quando era cesto e gritar DEFENSE! DEFENSE!!
Até tentei apanhar uma t-shirt daquelas que os gajos oferecem ao público (pequeno apontamento: com a quantidade de XXL people que vi por lá, acho que se tivesse apanhado alguma ia passar a vestido, mas adiante!), e confesso que não fiz muito esforço pra aparecer no mega-ecrán, mas pra próxima prometo que vou vestidinha de verde! Vou tentar não fazer tanta figura de ursa como o nosso amigo das penas ali em baixo na foto.
Os gajos não param o jogo todo, é non-stop de actividade com o público: ora medem o nível do ruído que conseguimos fazer, ora põe miúdos da escolinha (o mais velho devia ter 6 ou 7 anos) a jogar basket, ora oferecem t-shirts, ora (e a parte que os gajos gostam mais) entram as cheerleaders com suas espargatas e alta flexibilidade que todo o gajo sonha em comprovar, enfim, há que ir, vale mesmo a pena.
Mesmo quando perdem e levam na pá, como foi o caso, pra mais com os Washington Wizards (um nome um cadito Harry Potter) mas enfim, é realmente um espectáculo na verdadeira acepção da palavra! Se for pra ir à NBA, até passo a aceitar dates!











BOSTON:

O que vale a pena comprar em Nova York #3

Caso se inche (que é como quem diz, engorde!) 6 kilos como no meu caso, e se tiver a precisar de renovar o guardar roupa porque já só se cabe nas calças da avó e se quer uma óptima desculpa pra comprar mais cenas de que não precisa, é favor ir ao Outlet (nem vou por links porque se googlarem vão encontrar tantos, mas tantos outlets que até vão ficar doidos. Só se ouvia português e brasileiro, espanhol e italiano. Guess why, né?) comprar:

Carteiras da DNKY

50 aéreos no máximo cada uma.
Eu cá não sou gaja do sapato, embora goste, eu sou gaja da carteira e com tanta oferta até se me parou o cérebro!

Fatos da Calvin Klein

Comprei um vestido por 40 aéreos que é uma tara!

UGSs

60 aéreos, vai buscar!

“Marina Abramovic: The Artist is Present” – MoMA 2010

A Kitty Fane adiantou-se na explicação, por isso vão aqui ler o que ela escreveu sobre a Marina Abramovic.
Eu, como sempre, ignorante q.b. não consegui atingir o impacto da dita Marina a … jogar ao sério.
Esta exposição estava no MoMa. Eu acho que deve ter sido por ter “lambido” a exposição toda do Berardo aqui há uns anos que fiquei traumatizada e não consigo apreciar arte moderna. A exposição do Tim Burton (PRA MIM, atenção que foi PRA MIM!) foi um bocado seca. Tem a sua piada ver os desenhos dele, e eu que sou grande fã dos filmes achei que ia conseguir alcançar um bocado mais, mas não. Gostei dos filmes no início. Muito fixe. E do fato do Eduardo Mãos de Tesoura. Sou uma básica.
Ficam as fotos (não do Tim Burton que isso não dava sequer pra tentar) da Instalação de Marina Abramovic e do MoMA, pode ser que gostem e apreciem mais devidamente que eu.



Billboards em Times Square

A capacidade que os Americanos têm de fazer negócio com tudo e mais um par de botas é absolutamente impressionante. Tudo pra eles é uma oportunidade de negócio, tudo é possível, tudo se vende, tudo se compra, o que interessa é consumir.
A aposta que fazem nos billboards é algo que superou as minhas expectativas.
Os meus favoritos:
(eu não consigo por as imagens em ponto grande, por isso cliquem pra ampliar, sim? Obrigadinha 😉 )

PS: O da Calvin Klein é uma tara. Eu juro que babei a olhar pro moço tantas vezes que tinha de o trazer pra casa de alguma maneira. Foi em modo postal!










O que vale a pena comprar em Nova York #1


Nos Estados Unidos, o que vale mesmo a pena comprar por ser ao preço da uva mijona, são mesmo os produtos americanos que usarem.

Agora é a vez das meninas, depois passo aos meninos, tá?

Há 11 anos atrás apareceu-me a minha primeira borbulha. Eu, que passei a adolescência e a Faculdade toda sem um único ponto negro ou qualquer espécie de acne, sendo alvo de inveja das minhas amigas e raivinha das inimigas, aos 22: zaca! Toma lá que já almoçaste! Disseram que eram as hormonas. Se sim ou não, não faço a mínima, só sei que eu tentei de tudo, fui a 7 dermatologistas e 3 alergologistas. Comprei os melhores produtos farmacêuticos recomendados pelos Senhores Doutores, tomei Ruacotan duas vezes que me arrebentou com o estômago e me deixou na mesma. Quando vim pra Holanda a coisa piorou porque o clima seca a pele, ao ponto de eu sair de casa com duas camadas de base a tentar encobrir os gorgulhos que me apareciam debaixo do queixo (mais propriamente dito, na papada) e os das bochechas que me faziam inchar a cara e davam dores de direito a morfina.
A minha esteticista recomendou-me uma Clínica de Beleza em Amsterdão. Perdido por um, perdido por mil, lá fui eu fazer um peeeeeeling! Se é pra “botar fino, eu boto”!

O certo é que a moça da Clínica me recomendou estes produtos da MDFORMULATIONS e com os peelings que ela me fez com a mesma marca, a minha pele parece cú de bébé.

Nunca mais tive problemas, passei a ter a minha pele de 22 anos outra vez, com umas rugazitas insipientes, mas fabulosa, com vida, saudável.
Fiquei fã dos Mdformulations, mas o preço cá é exorbitante. Nos EUA é uma pechincha. O gel de limpeza diário custa 32 dólares. Cá custa 55 EUROS.
Não é difícil supor que me desgracei certo? Tenho produtos pros próximos 6 meses, e quando acabarem já garanti que tenho quem me envie os ditos cujos por correio. Abençoadinha a hora Senhores!

Back and dizzy

Foi umas das melhores viagens que já fiz. A Luna planeou tudo espectacularmente e tivemos direito a:
Times Square
Fith Avenue
Uptown and Downtown
MoMA (exposição do Tim Burton e instalações maradas de gente a jogar ao sério)
Metropolitan Museum
National History Museum
Chinatown
Little Italy
Gospel – pra mim talvez o best of da viagem
Central Park
Top of the Rock
Jazz Concert no Blue Note
Staten Island – o último ferry pra Estátua da Liberdade é às 15:20! Gente louca.
Celtics Game – perderam taditos, mas é um espectáculo fora de série. Há que ir ver NBA!
Boston tour – chovia que Deus a mandava e non-stop e ainda assim gostei mesmo muito da cidade
Harvard Square and dorms
Blue Hills
Jantares em West Village – altamente acompanhadas!
Viver uns dias em East Village, junto ao Tompkins Square e St. Marks.
Brunch no Cafe Mogador
Bloody Mary (eu, ia-me vomitando todinha) ao brunch que mal passou dos primeiros sips.
E muito, muito shopping (iPod, malas, sapatos, UGSs, jeans, tudo o que consigam supôr) tanto que consegui ficar literalmente enjoada de tanto comprar, mas realmente os preços são a loucura e é irresistível.
AMIGOS! Tivemos direito a pessoas fabulosas que nos guiaram, levaram pela mão a sítios onde de outra forma nunca teríamos estado e a quem quero agradecer do fundo do meu coração por terem feito desta viagem uma das mais inesquecíveis.
Last but not the least: Obrigada Luna, valeu!!!
Voltarei pra por fotos e dicas.