O meu dia-a-dia pela boca do Dilbert
Fiquei sem passaporte em Bali
Em 14 anos de viagens consecutivas nunca perdi o passaporte. Pra tudo há uma primeira vez, se bem que eu teria dispensado de bom grado esta.
Fomos ver um dos templos principais em Bali onde fazem uma dança Balinesa ao pôr do sol. O templo está carregado de macacos gordos que nem texugos,alimentados pelos turistas. Os “sores” macacos são tão espertos que abrem malas por isso decidimos deixar as malas no carro. Pra não deixar os documentos na biatura levei-os comigo numa bolsa de cintura: passaporte, cartão Visa, carta de condução e os 2 porta-moedas com o dinheiro do fundo comum e o cartão de fotos da Tuxa. Quando voltamos ao carro depois do templo entreguei tudo a uma das amigas que colocou tudo na mochila.
Quando cheguei ao hotel estava tudo às escuras e tive que trocar de roupa e ir a casa de banho com a luz do telemóivel. Quando cheguei ao carro ja não tinha documento algum. Dei por ela assim que cheguei ao restaurante mas pensei que tivesse caído no quarto. Já no hotel demos busca por todo o lado e nada. Mesmo nada.
Confesso que entrei em pânico. Fiquei sem nada. Valeu-me a mais que querida Tuxa que me financiou o resto da viagem.
No dia seguinte tentei convencer o dono a fazer com que os documentos aparecessem. O homem explicou que se alguém o tivesse encontrado tinha ficado com o dinheiro e enterrado ou queimado o resto. Frustadíssima obriguei o tipo a levar-me à policia pra dar parte. O tipo pediu-me por tudo pra dizer que tinha sido roubada por um macaco no templo. Se o fizesse ele untava as mãos à bofia e eu tinha o documento na hora. O certo é que a Policia não falava uma palavra de inglês e no fim o homem deu-lhes 100 mil rupias (10 dólares +/-) e eu vim de lá com um papel que dizia “extraviado”.
80% da população é corrupta,disse-me um dos guias. A população nao sei,mas a policia Balinesa é com TODA a certeza.
Furiosa meti-me no carro com a Tuxa e voltamos a Kuta onde os consulados estavam já todos fechados. Só trabalham até ao meio-dia. Chegamos lá era uma da tarde… Voltamos de carro pra Ubud e com a ajuda de “anjinhos Portugueses” tentou-se tudo por email. A Tuxa mandou um email à Embaixada Portuguesa em Jakarta enquanto eu telefonava sem êxito (eles não atendem o telefone, não compreendo).
Agora vem a parte realmente útil:
Se perderem o vosso passaporte desloquem-se imediatamente ao Consulado Português mais proximo. Se não existir (como é o caso em Bali) é porque existe um Consulado Português Honorário, neste caso o Consulado Espanhol que fica em Istana Kuta Galery em Kuta.
Levem uma cópia do passaporte que perderam (nos hoteis tiram sempre cópias) e imprimam os voos de volta que tem que realizar. Mandem tudo pra Embaixada em Jakarta,e rezem pra terem a sorte que eu tive com a Menina Carla Castelo que foi extraordinaria e incansável e fez de TUDO pra eu não ter que ir a Jakarta a meio das minhas férias pra assinar um passaporte. A ela a minha eterna gratidão por ter salvo as melhores férias da minha vida.
Voltando ao step by step pra terem um “how to” completo:
1) contactar o Consulado ou Embaixada Portuguesa mais próximo;
2) enviar pro Consulado uma cópia do passaporte, os voos e duas fotos de passe digitalizadas (eu encostei-me a um frigorífico branco e a Tuxa tirou-me uma foto com o Blackberry,sem sorrisos, sem colares ou brincos e de cabelo preso. Ficou muito próxima duma foto duma presidiaria,mas serviu perfeitamente e poupou tempo e dinheiro!)
3) se vão voar de volta pra Portugal num vôo directo podem pedir um “salvo conduto ou documento único de viagem” que é enviado sem necessidade de se deslocarem a Jakarta e leva 3 dias úteis a chegar em correio “azul”.
4) se vão voar pra outro Pais como era o meu caso, precisam de um passaporte temporário que custa 150 euros mas que garante que não têm problema algum em chegar ao vosso destino. Tambem levou 3 dias a chegar, assinei o passporte no Consulado e nao tive que ir a Jakarta e paguei os custos assim que cheguei à Holanda por transferência bancária.
5) se querem continuar viagem pra outros Paises o melhor é apanharem um autocarro até à ponta da ilha de Bali e apanhar o ferry até Jakarta e ir a Embaixada pedir um passaporte novo.
Nao quero repetir esta aventura, foi uma pilha de nervos horrível, mas foi rapidamente ultrapassada porque 1) tenho efectivamente Amigos; 2)a Embaixada Portuguesa em Jakarta foi duma eficiencia absolutamente extraordinaria.
Um grande bem haja a Carla Castelo, à Tuxa e à Mariita (que tratou das diligências de background e que eu sei que não descansava enquanto eu não estivesse em “terra”), se nao fossem vocês….!
A trela tripla é a p@ta da loucura!
A minha querida amiga Nídia fez uma trela tripla pra minha família canina. A trela foi toda pensada, à boa designer que é, e está preparada pra eu poder desenlaçar as trelas em segundos (já que eles cruzam as trelas todas enquanto andam) e tem uma pega fortíssima na parte de cima que me permite controlá-los com ligeiros puxões individuais. É F-A-B-U-L-O-S-A!!!
Hoje fui passeá-los de manhã e não me custou rigorosamente NADA. Juro que foi mesmo mesmo MESMO fácil. Foi espectacular! Nem imaginam o alívio que é só ter de controlar UMA trela e ter os 3 a caminhar juntos mas sem se atrapalharem. Não tarda nada deixo de ser a rainha da esfregona. Estou mesmo muito contente!
Nídia Oliveira, és a MAIOR!!!
Assim só a título de mete nojo de gabarito
(só cá ando a copiar os posts da Tuxa. Ela posta, e eu lembro-me que tenho aqui as fotos e encho-me de coragem e faço upload disto tudo e pronto.)
Durante 3 dias fiquei no melhor hotel EVER cujo lema era “whatever, whenever”. O W Hotel em Seminyak. Quer champanhe e morangos às 4 da matina? Com certeza! Quer uma massagem no pezinho cansado ao fim de um dia de praia? Ora por quem sois! E que tal uma toalhinha pra espreguiçadeirazinha junto dum guarda-solinho e dum suminho fresquinho? E vai daí aparece um senhor que me borrifa água de coco xpto na cara para combater o calor. E que vos parece estar aqui a je enfiada até à goela dentro da piscina e dizer: ai, apetecia-me assim algo…fresco! Mas tenho fome… E passa uma senhora com uma bandeja cheia de mini saladinhas de fruta dentro duns copinhos…e oferece-me um…. se há paraíso na terra deve-se assemelhar mesmo muito ao W.
Tudo se paga (e caro!), mas oh God, oh se não valeu bem cada tusto! E o pequeno-almoço digno de restaurante com estrelinha Michelin? E a piscina que tinha música debaixo d’água? E a massagem (gráteeesss!) de 15 minutos que me tirou os nós todos das costas? E a cama que era tão fofa e macia que considerei tirar os lençóis todos só pra ver a marca do colchão? E a banheira com patinho de borracha e tudo? E os produtos que deixaram diariamente que davam 10 a zero à bodyshop? E os porcos com asas desenhados nas portas?
If pigs can fly, why can’t I?
Langkawi na Malásia
Está tudo AQUI, com fotos e tudo. Até porque eu perdi o cartão de fotografias da Tuxa com os primeiros dez dias de viagem e o mínimo que posso fazer é deixá-la postar as fotos e copiar o post, certo? :)))
Se quiserem saber onde ir, o que fazer, o que fizemos e o que são as praias e spots maravilhosos aqui fotografados, é ir à página da “senhora” que eu tenho que ir ali estudar pro exame de CISA.
Já agora, gostei muito de Langkawi, é mesmo assim, lindo de morrer.
Comi os dois caranguejos sozinha, carregados de gengibre e alho. Acho que jamais vou perdoar a Tuxa por me obrigar a debelar os dois bichos “sola”.
E preparem-se pra mergulhar com a brigada do véu, faz parte.
Já agora e pra acabar, houve uma indiana de camisola e calças de ganga que perguntou à Tuxa se era possível fazer snorkeling sem saber nadar. Ao que ela respondeu extremamente séria e compenetrada (ao ponto de EU pensar que ela estava a falar a sério): poder pode…., sobe as calças, enfia a máscara na cara, dobra-se e espreita lá pra dentro.
Não me mijei a rir por muito pouco.
Tuxazinha, podes continuar a bombar posts ó fais favô que como o meu iPod teve um fanico já não tenho mais posts escritos e as ideias andam fraquiiinhas, fraquiiinhas! Agradecida!
(cheira-me que ainda vou levar no focinho por me estar a armar em esperta!)
Ah e tal, porque tu viajas muito!
Sabes que estas em Bali quando…
Sabes que estas em Bali quando ouves:
-Heeello!
-How ari u?
-Where do u come from?
-Oh! Portugal! Cristiano Ronaldo!
-Where are u staying?
-How long havi u bin in Bali?
-Where are u going?
-Need taxi?
-Buy me!!
-Special price, cheap for you
-Massage? Want a Massage?
-How much you want to pay?
-Oh, ok, for good luck (primeira e ultima venda do dia)
– Heeeello! How are u? Where do you come from? Where are u staying? How long in Bali? Where are you going? Heeeello! How are u? Where do you come from? Where are u staying? How long in Bali? Where are you going?Heeeello! How are u? Where do you come from? Where are u staying? How long in Bali? Where are you going?Heeeello! How are u? Where do you come from? Where are u staying? How long in Bali? Where are you going?Heeeello! How are u? Where do you come from? Where are u staying? How long in Bali? Where are you going?
Batu Caves
Indiscritível. As imagens impressionantes que vão ver foram tiradas por mim enquanto eu própria ficava doida com as loucuras que as pessoas cometem em nome da religião.
Todos os anos os Hindus da Ásia vem em perigrinação ao Deus da guerra que venceu o mal com a sua lança. A lança chama-se “vel”, palavra proferida repetidamente e incessantemente pelos peregrinos que estão em transe (na sua grande maioria) e que se mutilam com ganchos espetados nas costas ou na língua ou ainda na cara atravessando-a de um lado ao outro. Pedem bençãos enquanto repetem vel, vel, vel com olhares esgaseados e assustadores. Têm uma tinta vermelha em pó dentro da boca (eu pensava que era sangue, ia-me dando uma coisinha má!) que não lhes permite fechar a boca (dizem que a tinta terá uma espécie de químico que é alucinogénico, mas não tenho a certeza) e entram num cortejo que os leva até ao cima do escadório. Uns carregam vasilhas de leite outros um andor que pesa muitos muitos kilos aos ombros com os ditos ganchos espetados nas costas com limas ou cocos pendurados.
As emoções e as sensações que tive ao ver tudo isto ao vivo e a escassos centimetros de mim sao o “algo” que nao consigo descrever. Ainda hoje me arrepio toda, imaginem na hora e local.
(A Tuxa explicou as suas sensações e postou as fotos no blog dela. Cliquem aqui pra verem mais)
E aqui estão dois vídeos feitos por mim para verem o que eu vi:
Melaka e eu
A vaca não nos larga e nós adoramos que ela esteja connosco.
Toda a gente me disse que Melaka nao valia um palito, mas nós adoramos.
Chegamos e entramos num restaurante com aspecto muito local (gostamos de eufemismos! Era um pardieiro com o aspecto mais chunga, mas estava cheio de gente!) onde devoramos uma data de cenas que não sabíamos o que eram. Isto porque a Tuxa decidiu que em roma sê romano e pôs-se atrás das pessoas numa fila de aparente self-service e mandamos tudo pra dentro do prato excepto o que tinhamos visto e curtido: caranguejo a la “Anthony Bourdain” com alto aspecto.
Sentamo-nos, tudo a comer a comida com a manápula, assim amassadinho no prato, e nós de garfo. Ainda estavamos armadas em finas. Lá apareceu um senhor a servir à mesa, pedimos o caranguejo e ele avisou “that’s expensive!” “How much?” 15 ringuits cada dois ou seja, 5 euros :))) VENHA! Apareceu-nos com dois bichos mergulhados em gengibre e leite de coco, lima e açafrão.. Don’t try that at home! Nunca vai ficar igual!!
A rebolar de comida e com a boca em chamas do picante, fomos conhecer a cidade. Entramos num barco hop-on hop-off e vimos uma zona junto ao rio que é uma autêntica obra de arte. Saimos ali e encontramos uma guest house. Tanto Gonçalo Cadilhe eu li, que embiquei que queria experimentar lá ficar. Todos uns 10 euros por pessoa e conseguimos a candidata a noite mais mal passada da viagem: os colchões tinham bossas e a Chinatown acontecia encostada a nossa janela.
Mas muito antes disso batemos a Chinatown de Melaka e os bairros adjacentes. Ambas adoramos. Eu pessoalmente até fiquei com vontade de ir à China. Mas em Melaka o que achei verdadeiramente espectacular foi a confluência de culturas e a harmonia com que se juntam Chineses com Muçulmanos, Malayos e até Portugueses. A cidade é pequena mas muito rica em detalhes. Cheira mal, há zonas onde cheira a esgoto e embrulha o estômago, mas tudo o resto compensa as arcadas ocasionais.
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| Joana, este é pra ti! |
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| É de pequenino que se torce o pepino! |
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| É de pequenino que se torce o pepino! |
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| Uma Igreja dos “trezentos” |
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| Cada um tem o direito de sonhar o que quer e como quer! |
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| Estavam todos a dançar ao compasso e só podia entrar pra dança quem tivesse a camisola do clube. A sério. |
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| O melhor restaurante em Melaka (Joncker88) |
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| Garanto que tinha melhor aspecto que na foto e que estava uma delícia! Foi comer até rebolar! |
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| Era feriado na cidade porque tinha havido 3 feriados: um chinês, um muçulmano, e outro que não entendi e que deu origem a este “puxar” de carroça. Estavam todos contentes, isso é o que interessa! |











































































