Kuala Lumpur e eu

O ponto alto de Kuala Lumpur: a banhada que é subir à KL Tower e ter como complemento um passeio de charrete… A volta do parque de estacionamento :))) o cansaço de 27 horas sem dormir fez-me rir durante mais de uma hora. O passeio durou toooodos uns DOIS minutos! Mostravamos uma foto mas o passeio foi demasiado curto e nao deu tempo. Candidato numero 1 a barrete da viagem!

Muitas torres, muitos andares, muita publicidade, a autêntica visão duma Nova Yorque da Ásia que eles tanto gostariam de ser, só que sem historia, plantada no meio da selva, sem grande charme ou carisma. A Merdeka Square é sumptuosa porque retém edificios antigos, um palácio imperial com uma beleza mais imponente que qualquer um dos 68 centros comerciais. Até agora houve duas coisas que realmente me surpreenderam: a confluência e convivência pacifica de tantas raças, culturas e religiões- indianos, chineses, malayos e ocidentais vivem em harmonia; e um templo hindu lindissimo entalado entre torres no meio da little India.

Um aparte: nao vimos um unico cão o dia inteiro, nem com donos nem vadios! Vimos UM gato esparramado à sombra já pelas 5 da tarde em frente a uma garagem.

Recomendamos o hotel Kuala Lumpur City Center, bem nice.

E o centro de informações da Malasya fica ao pé das Petronas e foram fundamentais pra nos ajudar a planear o resto da viagem: primeiro dia em KL, segundo em Melaka, passamos lá a noite, voltamos a KL pra ir às Batu Caves ver o festival no quarto dia. Vindas do festival metemo-nos no avião pra Langkawi onde vegetamos até dia 9, dia em que voamos pra Bali.

Que a “vaca” permaneça connosco!!
 
A Tuxa postou as minhas melhores fotos, mas como fui eu quem perdeu o cartão da máquina dela com as fotos dela é melhor não me esticar e por aqui outras e dar-vos o link pro blog dela onde estão as restantes:
 
(aqui o link pra descrição feita pela Tuxa sobre Kuala Lumpur e demais fotos)
 

O meu sorriso 31 de despacha lá isso que eu estou demasiado branca pra sair em fotos!

Há empregos que realmente não se desejam a ninguém.

O cúmulo que vimos, além de montes de pessoas a dormir em horário de expediente, foi o “trabalho” duma senhora que estava à porta da torre a PASSAR os bilhetes das nossas maos para as maos dum senhor que os rasgava. Seriously?

Merdeka Square

Traje tradicional Malayo

A historia da mochila

(eu sabia que tinha escrito um post pré-viagem em que já recomendava a Tuxa!)

Eu nunca fiz backpack. Tanta viagem no lombo e nunca tinha experimentado ser turista mochileira. Comecei a viajar depois da faculdade e por variados motivos nunca tive de recorrer a bela da mochila as costas, nem vontade havia. Fiz duas viagens de resort na vida, muitas de veleiro com mala flexivel, mas nunca tive de “alombar” com a mochila ou fazer o tipo de ferias associadas a mesma.

Era virgem de mochila, portanto.

A primeira parte da aventura foi fazer uma seleccao do que podia levar e nao podia pesar mais de 13 kilos (que é mais ou menos um quarto do meu peso, como recomendado).

A segunda parte da aventura foi enfiar tudo numa mochila de 60 litros.

A terceira parte foi por e tirar tudo de dentro da bicha durante 20 dias!!

A Tuxa chorava a rir cada vez que me via debater com a dita cuja. Ja eu bufava e espumava e insultava as sandalias a mais, as calcas a mais, a roupa interior a mais, o tudo a mais que levei e o tudo que me faltava.

Mas foi a pala da dita que pude ficar em sitios diferentes, conhecer pessoas espectaculares e muito viajadas e receber inúmeros sorrisos de gente em igual condição. E a solidariedade do mochileiro não tem fim.

Aprendi uma grande lição, ou melhor, várias! E fiquei viciada. Abriu-se um novo ciclo de viagens na minha vida que duvido que tenha fim a vista. Obrigada Cadilhe!

Are you talking to me? Tenho sono!

Não bule senão tomba!



(o Chinoca insistiu em ficar na foto)

 P.S.: um post scriptum mais importante que o proprio post – de mochila as costas so se viaja sozinho ou com um mega companheiro de viagem, que tenha tanto ou mais espirito que nós, que seja ultra desenrascado e com muita vontade de engolir o mundo. Que tenha os mesmos gostos em viagem que nós, como exemplo, que seja fã de bater todos os restaurantes (especialmente os mitras!) ou que goste de ir as compras ou que goste e de primazia a museus. A Tuxa foi das melhores companheiras de viagem que já tive, senão a melhor, e daí ter ficado com o gosto pela mochila. O meu sincero obrigada é mesmo pra ela.

Coisas que eu nunca tinha feito

– Backpacking: nunca tinha andado de mochila às costas, ever. Estou viciada;
– Meter-me num metro com milhares de pessoas ao mesmo tempo. Tenho verdadeiro pânico de multidões e um medo horrível de ser espezinhada. Mas fui na mesma;
– Dormir numa guesthouse de backpackers;
– Viajar com Indianos cobertos até aos colarinhos enquanto eu derretia literalmente de calor;
– Andar de mota à pendura do lado esquerdo da estrada com loucos vindos de todas as direcções;
– Entrar em hotéis 5 estrelas à cara podre, sem estar alojada no mesmo, só pra ir beber um gin tónico de fim de tarde;
– Alojar-me num hotel com mais estrelas do que as que consigo contar onde o lema era: whatever, whenever e havia porcos com asas em todas as janelas;
– Negociar um aluguer dum carro sem contracto mas com “seguro incluído”;
– Conduzir do lado esquerdo da estrada;
– Conduzir uma carrinha sem embraiagem, com os travões em fanicos, completamente estraquinada, e sobreviver pra contar a história;
– Não ter sítio marcado pra dormir e arranjar quartos em qualquer lado, a qualquer hora, no dia, no acto, na hora;
– Não ter uma rota completamente pré-estabelecida e valer-me das dicas de outros viajantes e dos seus guias;
– Usar um guia de viagem;
– Negociar quartos, transportes ou actividades.
– Perder um passporte;
– Depender do dinheiro dos outros – nunca na vida perdi o meu visa ou tive que recorrer a dinheiro emprestado numa viagem;
– Fazer uma viagem com mais de 4 amigos sem qualquer stress. Éramos 14 e correu lindamente, muito acima do que esperava ou do que supunha ser possível.
– Andar, tocar ou sequer aproximar-me de um elefante;
– Comer em warungs;
– Conduzir na cratera de um vulcão;
– Ir a uma festa de transe psicadélico;
– Fazer snorkeling, muito menos em mar aberto;
– Encontrar as minhas Havaianas nos pés duma Japonesa.

Agora que já vos abri o apetite q.b., imaginem aquelas coisas todas que sempre disseram que não fariam e imaginem-se a fazê-las: foram de férias connosco.

Eu tinha aqui um post a falar da Tuxa em viagem antes sequer de partir

mas não o consigo encontrar. Dizia qualquer coisa como: ainda não partimos e já sei que vai ser uma excelente companheira de viagem!

Agora que já fomos e voltamos posso dizer a verdade:

é melhor que o que eu pensava!

Nós fomos escrevendo uns posts, cada uma os seus (nos meus tenho algumas frases dela) e vamos postar cada uma no seu respectivo blog. Ela disse-me que tinha um post pra mim, e eu tenho uma frase pra ela:

não vai ser fácil encontrar uma companheira de viagem como sua “celência”, com mais pedalada ainda que eu, sem medos, sem barreiras, com uma paciência infinita e uma capacidade de resolução e de optimismo ainda maiores que os meus. Deixou-me a um canto, é o que vos digo.

No que depender de mim minha amiga, vais ser escolha número 1 para qualquer viagem que eu faça. Não desfazendo nas outras excelentes companhias de viagem (é claro!) depois desta viagem fiquei com a certeza absoluta que és “material todo o terreno”. Há pessoas com quem passeamos de veleiro, há outras com quem fazemos viagens de carro, depois há aquelas com quem vamos com tudo marcadinho, outras com quem se faz cidade, e outras, mesmo muito poucas, com quem se pega numa mochila às costas e se vai correr o mundo sem grandes planos, on the road, sempre prontas pra tudo, qualquer eventualidade e capaz de fazer face a qualquer desafio e achar o máximo que haja desafios cada vez maiores pra superar. A Tuxa é uma dessas poucas.
Valeu Amiga, foi em grande!

Monte Batur, perto de Ubud, Bali 2012

Parecemos uma família de ciganos

ou então aquelas sitcoms americanas em que aparecem todos de repente no mesmo Hotel no Hawai, tipo Friends.
Eu bem digo que às vezes parece que vivo dentro de uma novela, uma série, mas sem verem não é fácil acreditarem.
Movemo-nos em manada, e nem sequer planeamos tal coisa.
É inacreditável.
Cada um fez o seu plano e decidiu pra onde ia.
DOZE Portugueses decidiram vir pra Bali.
É que Bali não é já ali, é mesmo na Indonésia!
Desses SETE vivemos em Amesterdão, dois na Austrália e três em Portugal.
Cada um decidiu por si, o mês, o País, a data em que queríamos encontrar a Thessa e o Fred que andam a viajar pelo mundo e de quem, notoriamente, morremos de saudades.
Já agora, os desgraçados quando deram por ela já tinham 4 amigos à espera deles na Indonésia e depois aparecemos mais 4.
Graças a Deus ninguém sofre do coração!
Eu sei que era suposto estar nas Filipinas, mas eu e a Tuxa achamos que viajar com mais DEZ malotas ia ser muuuuuito mais divertido!
SURPRISE!

Trabalhar à Espanhola?

Ora bem, a minha amiga Laura que aparece neste vídeo foi uma das maiores promotores das mudanças levadas a cabo na empresa em que trabalha. Uma empresa Catalã, de médio porte, que se tem expandido e crescido bastante nos últimos 5 anos contrariamente à maré normal “de la crisis”.
Na Vanguardia online publicaram um artigo que pretende ser motivador para outras empresas em Espanha, e porque não, no resto do mundo (com quanto que os entendam em Espanhol).

Eu não sei se eles efectivamente dançam antes de cada reunião ou quando a reunião se torna tensa (porque não estou lá pra ver), mas sei que são práticas de Team Building que têm resultados comprovados.
Eu fiz um curso há muitos anos em que no início de cada sessão tínhamos que dançar todos ou fazer um jogo, e só depois é que continuávamos. E a verdade é que aumentou a camaradagem entre nós e trabalhavamos muito melhor. E se seguíssemos o exemplo deles? Seria isto “trabalhar à Espanhola”? Ou à “Catalã”? Ou pura e simplesmente adoptar uma postura diferente e aprender a gostar de ir para o local de trabalho?
Como diz o outro: vale a pena pensar nisto.

O artigo completo encontra-se aqui: http://www.lavanguardia.com/vida/20120202/54248189678/empresa-catalana-incorpora-juego-trabajo.html

Aula de Holandês

– Em Português:

Podes esperar sentado que de pé ainda te cansas!

– Em Inglês a la Zézé Camarinha (traduzido à letra by me):

You can wait for that sitting down. You will be tired if you wait for that standing up!

– Em Holandês:

Je kan wachten tot je een ons weegt!

Traduzido para Inglês: you can wait until you weigh 100 grams.

“Traduzido” para Português:

“Quando as galinhas tiverem dentes!”

:))

Prioridades

“Involuntariamente, no seguimento dessa recordação vêm-me à idéia os mails que nos últimos tempos recebo de jovens portugueses que me questionam sobre a Holanda, para onde desejariam emigrar. Para minha surpresa, quase todos perguntam também se o clima aqui não será  demasiado rigoroso, se custa aguentá-lo.É então que me digo que as coisas em Portugal não devem ir tão mal como os pessimistas badalam, e felizes aqueles que querem (podem) decidir da vida em função do clima.”

J. Rentes de Carvalho.

Um fim de semana em Amesterdão

O hamburguer do Burgmeester, o melhor de Amesterdão e arredores longínquos.


O céu milagrosamente azul

A cidade

Conta do parque por estacionar das 19:30 à meia-noite e meia. Refilem agora do parque do Camões, se forem capazes :))

Como parecer uma perfeita atrasadinha (OMG, estava em dia não de cabelo) com 3 cães a passeio

Restaurante em Antuérpia (depois deixo cá os contactos) e bacalhau à brás pra duas pessoas… e bem feito! Sabe a casa e com amigos é mais que perfeito.

Portugal em Antuérpia, é reparar na casa (e quarteirão) completamente “embandeirada”. Não é lindo? Como diz a amiga MM, é como ir a Freixo de Espada à Cinta em poucos minutos!