A movimentação dos lobbies

É algo que sempre me assustou. A indústria farmacêutica é possivelmente o lobby mais forte a nível global, mas a Associação de Farmácias de Portugal é escandaloso.
Vamos lá falar de donos de farmácias. Pra início de conversa, tenho na família pessoas que são donos de farmácia e que se há coisa que nunca os vi passar foi dificuldade financeiras. Também tenho amigas que são donas de farmácia e garanto-vos que o negócio não lhes corre nada mal e o dinheiro abunda.
Faz-me uma urticária terrível (quase tão grande como a que ganhei quando li que o Américo Amorim tinha dito que não era rico, que era trabalhador.) ler que há farmácias perto da falência.
Pessoal, a compra duma farmácia custa no mínimo 150 mil contos, dos antigos. Nunca soube duma farmácia à venda por menos desse valor. Vamos lá repetir: cento e cinquenta mil patadas das antigas.
Ora não há banco nem associação que te empreste o dinheiro sem ter uma garantia que o pode pagar num curto prazo de tempo, seja ou porque o negócio é bom, ou porque oferecemos garantias imóveis de que o podemos comprar.
Conheço pessoas que são donas de cinco farmácias. C-I-N-C-O.
Posto isto, leio o artigo no jornal i e quase me dá uma travadinha.
Artigo francamente histérico e encomendado em que a Associação Nacional de Farmácias alerta que deveriam ser protegidas pelo Estado no seu estado actual de total “desamparo”, porque se houver concorrência entre farmácias, o utente é que vai ficar prejudicado. WTF??
Expliquem-me lá como se eu fosse mesmo muito muito mas mesmo muito burra, se isto faz algum sentido:

Situação do sistema ambulatório tem vindo a degradar-se desde 2005. Sector queixa-se das medidas impostas Associações de farmácias e distribuidores no mercado ambulatório alertam para colapso das farmácias. A situação, dizem, está a degradar-se a ritmo acelerado desde 2005. O cenário é de alerta, de acordo com dados adiantados pelo sector: 20% das farmácias estão sem dinheiro para repor stocks.(…)
Tribunal de Contas vs. farmácias O que é certo é que na recente auditoria ao Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde), o Tribunal de Contas (TC) lembrava que as farmácias têm rentabilidades muito superiores ao restante comércio, para defender que é possível, através do aumento da concorrência entre estes estabelecimentos, diminuir os preços dos medicamentos.
(…)Helena Castro Machado frisa ainda que se as recomendações de redução dos lucros das farmácias feitas pelo TC forem seguidas, “muitas terão de encerrar”. E receia que os juízes do TC tenham ignorado na sua avaliação “os condicionalismos legais exigidos ao exercício farmacêutico e o impacto das múltiplas alterações legislativas, sobretudo nos últimos dois anos, à política do medicamento e na gestão da relação entre Estado, farmácias e utentes”. Estes factores estão a conduzir, refere ao i a presidente da AFP, a “uma autêntica catástrofe para as farmácias”. Neste ponto específico, Helena Castro Machado diz que a política deve estabilizar e definir regras claras para a missão das farmácias no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, pois “a continuarem as medidas erráticas, o sistema colapsará pelo elo mais fraco, precisamente pelas farmácias, pondo em causa o próprio SNS”. Para o representante da UDIFAR, a concorrência nem sempre é garantia de melhor serviço: “Há um limite, pois em situação de debilidade financeira, uma concentração demasiado elevada de estabelecimentos farmacêuticos conduz a uma deterioração do nível de serviços”. E defende que “deve ser o Estado a aferir o nível de serviço prestado pelas farmácias e a assumir esse controlo”.

Eu sei que sou uma bacoca…

Finalmente percebo porque é que o mundo se divide em dois: aqueles que gostam de Monty Phyton e os que não.
Eu sei que é uma vergonha, mas eu nunca tinha visto os “Monty Phyton and the Holy Grail”, e vi hoje pela primeira vez.
Se vocês soubessem quantas vezes, sem sequer ter visto o filme, já fiz o mesmo que eles… ai as saudades que eu tenho da Candeia…
Enfim, fiquei mais que fã. Vou comprar o filme pra não me esquecer de como pode ser tão simples curtirmos o dia-a-dia. É só imaginar.

Emocionei-me

Oiço então Amália. E termino com as suas palavras: «Os meus dois netos são um caso à parte. É natural que olhe para eles de uma forma diferente, é até natural que olhe para eles como nunca olhei para ti. Mas normalmente olho para ti quando estás distraído. Assim que percebes, desvio o olhar. Como os dois miúdos não me perguntam ‘porque estás a olhar para mim?’, olho sem qualquer preocupação. Se um dia me perguntarem, também saberei desviar o olhar».

Corações partidos

Nunca soube bem o que dizer aos amigos e família o que fazer quando lhes partem o coração em mil pedaços e os prostram pelo chão, fazendo-os atirar a toalha e deixar de acreditar.
Há quem lhe chame “a perda da inocência” ou a “perda da ingenuidade”. E é verdade. É como quando alguém morre ou está em risco de vida. Nunca mais nada volta a ser o mesmo.
De repente a bolha onde nos encontrávamos, aquele mundo todo cor-de-rosa e cheio de esperanças e planos para o futuro esfumaça-se. Torna-se tudo mais negro quando a decisão é unilateral e inesperada. Aqui há uns tempos uma miúda de 25 anos contou-me que estava a começar a fazer tratamentos de infertilidade porque queria ser Mãe dos filhos do rapaz com quem estava. Passado três meses disse-me que o tinha deixado porque afinal de contas era o melhor amigo dela, mas não estava apaixonada. Eu não conheço o moço, nem faço ideia de quem seja, mas ele deve ter ficado de rastos. E ela estava a recompor-se a olhos vistos. Tinha tomado duas decisões diametralmente opostas num curto espaço de tempo. Dum dia pro outro passou do “és o Pai dos meus filhos” para um “já não te amo”. E eu, que não tenho nada a ver com a história, não compreendi. Imagino que ele então não tenha entendido de todo.

Acompanhei também de perto uma relação que eu sempre entendi que corria muito bem e que efectivamente as pessoas certas se tinham encontrado. De um dia pro outro ela diz-me “já não o amo, vejo-o quase como um irmão”. Partiram o coração do meu amigo em estilhaços e levou-lhe bem mais de cinco anos a recuperar. Não só como homem capaz de amar, mas como pessoa capaz de dar, de se entregar fosse ao que fosse, fosse a quem fosse. Triturou tudo à volta dele suportado pelos amigos que diziam: tu tens mais é de sair e aproveitar a juventude, tu precisas é de gajas! Não é de uma, é de muitas! Ao que se segue o infalível: ela não te merece! E outro tipo de apoio mais ou menos na base sempre do “ela é um vaca” ou “ele é um palerma” e o nunca imperdível “as gajas são todas umas …(feel in the blank)
Ora eu pessoalmente não acho nada que a moça fosse parva. Ela não se sentia segura e preferiu não arriscar um divórcio e tentar ser feliz com outra pessoa. E está no seu direito. Continuo a achar que ela era uma rapariga excelente e que foi uma pena porque na minha opinião eles poderiam ter resultado, mas eu não sou ela e como tal não posso tomar decisões ou formular julgamentos com base na minha amizade ou carinho pelo rapaz que ela “abandonou”. O certo é que nunca os vi ter uma discussão e eles davam-se mesmo bem. Se a mim me custou vê-los separar-se, para ele foi devastador. Mas ela é que sabia da vida dela.
Quando estas coisas acontecem, e acreditem que não foram poucas as vezes a que assisti a este tipo de rompimentos, fico também eu destroçada. Porque me custa horrores ver os meus amigos a chorar, a não comer, a sofrer horrores, a morrerem de ciúmes porque elas já têm outros, e acima de tudo custa-me vê-los perder a tal dita inocência. Porque depois quem paga as favas são as raparigas que vêm a seguir e que lhes caem nas mãos, porque eles são bonitos, são charmosos mas estão todos fodidos. Acima de tudo porque também eu já fui uma dessas raparigas que lhes caiu nas mãos e paguei uma factura que não era minha. Custa-me muito vê-los emagrecer que nem cães, não dormirem, a revolta que ganham e ver como a afogam literalmente em copos. Mas custar-me mais ainda custa-me ver como se relacionam posteriormente com as outras mulheres que vêm a amar, parece que é sempre a mielas, que nunca estão por inteiro. Porque um dia o mundo lhes fugiu debaixo dos pés e já nada é seguro.
Mas também não é por mal que as pessoas se apaixonam por outras e mudam de vida e de companheiros.
E nunca sei o que dizer senão dar-lhes força para terem novos objectivos, ouvi-los e nunca jamais dizer mal da outra. Acreditem que cortar na casaca do ex-respectivo não ajuda nada. Pelo amor de Deus não façam isso aos vossos amigos e amigas. Não tomem partido. Não só porque amanhã eles se voltam a juntar e quem se lixa são vocês, mas também porque não resolve nada.
Se é que se consegue algum dia resolver um coração partido.
Exactamente como alguém que lhe vê passar a morte à frente dos olhos, temos duas opções: 
A) Aproveitar e saborear mais a vida e o dia-a-dia porque o amanhã deixou de ser garantido; 
B) Morrer de medo que nos volte a acontecer a mesma coisa e passarmos a ser ouriços do mar, cheios de espinhos e revoltados com tudo.
E é preciso garantirmos aos nossos amigos a A), porque isso é que é ser amigo!
Não é preciso ir agora a correr fazer uma lista do que fazer antes de morrer e atirarmo-nos duma ponte num bungee jumping. Precisa-se isso sim de novos objectivos, uma casa nova, um curso novo, um emprego novo, um País novo, (porque não?) uma viagem de dois ou três meses. Recomeçar. Começar do zero e acreditarmos novamente em nós.
Porque quando uma relação acaba nós deixamos de acreditar no outro e em nós, e precisamos de voltar a acreditar que nós, como um ser único que somos existimos e valemos a pena. Existir em conjunto é muito bom, mas sentirmo-nos capazes de enfrentar o mundo sozinhos é uma aprendizagem que garante frutos de longo prazo. E os nossos amigos precisam disso, e nós podemos ensinar porque já perdemos a nossa inocência algures. Abençoado aquele que não a perdeu ainda. É um homem ou uma mulher de muita sorte.

Não sei se é da barba…

mas este mocinho é muito jeitosinho.

E ainda por cima faz surf! Assim de repente, já gosto muito do João Pina.

Já tenho viajado diversas vezes pelo mundo fora e todas as pessoas me dizem que Portugal é um local privilegiado para a prática do surf”, refere o atleta do Sporting Clube de Portugal, bicampeão de judo da Europa na categoria -73kg. Amanhã o judoca de 29 anos vai para Paris, onde irá participar no Campeonato do Mundo 2011.

(Supostamente) Ganha mais um Holandês da classe média que o Paulo Portas.

Mas não têm 160 mil patadas num banco… se calhar é do empréstimo da casa ou então o homem é muito poupadinho e anda a amealhar há… 30 anos.
Pronto, não gosto do Portas. Nunca gostei. Go ahead and shoot me. See if I care.

O que eu sei é que gostei de ver os rendimentos declarados, olarilas!

Os parasitas

Na onda do meu post anterior, lançaram uma campanha em Itália para ajudar a recuperação do rombo que a evasão fiscal provoca nas contas públicas do País.

“Quem vive à custa dos outros prejudica todos. Derrotar a evasão fiscal é do teu interesse”.

Será que funcionaria em Portugal? Será que vai funcionar em Itália? Hummm… tenho as minhas dúvidas. Não me lembro dalgum deles ter consciência pesada…